CLASSIFICAÇÕES EM CONCURSOS LITERÁRIOS

PREMIAÇÕES LITERÁRIAS

2007 - 1ª colocada no Concurso de poesia "Osmair Zanardi", promovido pela Academia Araçatubense de Letras;

2010 - Menção Honrosa no Concurso Nacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2012 - 2ª classificada no Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2014 – Menção honrosa Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2015 – Menção honrosa no V Concurso Nacional de Contos cidade de Lins;

2015 - PRIMEIRA CLASSIFICADA no 26º Concurso Nacional de Contos Paulo Leminski, Toledo-PR;

2016 – 2ª classificada no Concurso Nacional de contos Cidade de Araçatuba.

2016 - Classificada no X CLIPP - concurso literário de Presidente Prudente Ruth Campos, categoria poesia.

2016 - 3ª classificada na AFEMIL- Concurso Nacional de crônicas da Academia Feminina Mineira de Letras.

2012 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura

2017 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura


quinta-feira, 16 de outubro de 2008

A FLOR AZUL




Assim como os períodos épico, lírico e dramático se seguiam um ao outro na História da poesia grega, assim revezam- se na História universal da poesia dos períodos antigo, moderno e unificado. O interessante é o objeto da minus-poesia. Em Goethe parece ter-se instalado um cerne dessa unificação – Quem adivinhou o modo de seu surgimento deu a possibilidade de uma História perfeita da poesia. Novalis. Frag.54 - Pólen .


Friedrich von Hardenberg, conhecido por seu pseudônimo literário, Novalis, foi um dos principais representantes do romantismo germânico, fins do século XVIII. Ainda jovem, tornou-se próximo do círculo dos Sturm und Drang, tendo contato com Schiller, e os irmãos Schleger, Goethe e Herder. A obra de Novalis é um canto à integração mística entre o espírito e a natureza. Sua influência foi determinante na poesia romântica européia. Foi participante do círculo de Jena (1799). Os integrantes desse círculo dirigiram-se aos estudos da história, da crítica literária e às reflexões filosóficas. O “eu” era o assunto sobre o qual esses autores trabalhavam. O “eu”, como sendo a própria origem do mundo e união de todas as coisas, nascendo uma perspectiva voltada para o todo, tornando a visão dos românticos desse círculo mais aberta. Após a morte da noiva Sophie von Kuhn, em 1797, Novalis compôs a obra Hinos para a Noite, nos quais se revela um místico exaltado, em prosa intercalada com versos. A obra é uma celebração da morte como passagem para uma vida superior ante a presença de Deus. Em 1798, Novalis escreveu a série de fragmentos filosóficos e poéticos reunidos em Die Lehrling zu Sais ( Os discípulos em Saïs) Blutenstaub (1798; Pólen) e Glauben und Liebe (1798; Fé e amor). Os textos propõem, em estilo obscuro e hermético, uma interpretação alegórica do universo. Sua fusão de esoterismo e religiosidade encontrou plena expressão no ensaio Die Christenheit oder Europa (1799; Cristianismo ou Europa), sobre a unidade essencial das igrejas cristãs.
O prestígio de Novalis chegou ao auge com a publicação dos poemas religiosos Geistliche Lieder (1799; Cantos Sagrados). Novalis morreu em Weissenfeld, em 25 de março de 1801, antes de completar 29 anos. Um romance inacabado, Heinrich von Ofterdingen, espécie de romance de formação, narra a vivência de um jovem em busca da poesia. O sonho é o ponto de partida da viagem de aprendizado do herói, no qual aparece a “flor azul”, símbolo do anseio do romântico. Esse romance foi publicado um ano após sua morte. Falei, meu deus!
complemento do texto "Quero falar sobre a flor azul" publicado no Jornal Folha da Região em 20/07/2008. RITA LAVOYER

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

VOTE NO PIOR




Oia , quando pedem nois vorta. Vorta pra fala de disamor de homi cum muié, de muié de cadáver, de pai santo e pai capeta, de fio vagabundo que bate na mãe por causa da mistura, de sogra intão, eta assunto bão pra prega o reio.
Nóis fala de poesia, nóis fala do dia-a-dia e de porcarias também. Quando dei pra fala im cadáver, dois homi desceram do salto pra briga cumigo. Mais óia, fiquei achanu que eles também eram amantes do defunto. Mimosos! Mais nóis também fala de buraco, sô!
Quando inventei de fala em buracu deu curti cirquiti em um monte de paviu curtu, as energia foi pras venta deles e viraru ventilador, jogaru estrume pra tudo quanto foi canto. Meu computador, que Deus o tenha sempre ligado, ficou todinho lambuzado. Xi, fedeu! Foi tanta porcaria que inté dava pra tampá os buracu das rua pra dá uma chance pros buracu das calçadas que estão esperanu vaga pra ir pras ruas. Credo! Mais num é desses buracu qui vou falar hoje, não. É um buraquinho que antigamente era meio compridinho. Cabia inté uns quatro dedos dentro dele, tamanho a largura da vala. Se a mão fosse delicada dava inté pra pôr as duas bem incuidinhas.
Tinha homi que punha a mão e tirava retrato só pra registrar a proeza dele, sô! Oia, hoje, com a tecnologia, perderam o prazer e infiá a mão dentro do buracu; faz só cas pontinhas dos dedos mesmo, o pior é que nunca é o primeiro, quando chega a sua vez a teclinha tá toda suada. Faz tu tu tu e pronto, a vez já é do outro. O povo sai da casinha que pareci mais a noiva na véspera, é puro sorriso na cara, mesmo sem ter o buracu, pode?
Bão, quem entende bem memo de narrativa e de dedos sabe que isso são só introdução, pro trem fica bão memo tem que te clímax. Sabe o que é climax? É a relação dos membros de um período..., é o que faz a cena fica quente, às vezes chega até ao delírio, ai! Como o espaço é curto e o tempo também, vamos logo entrar em delírio porque já tem homi que não pois o dedo na coisa ainda e já tá gritando o desfecho. Calma! Não grite porque o negócio não tem mais buracu agora é eletrônico pode queima suas coisa, sô! E por falar em buracu, deixe os buracu gente! Virgem! Sem buracu não dá mais pra meter o dedo. No nariz dos outros, mente suja!
Então, tão percebenu que tô cheganu no fim e não vai dá tempo de fazer o clímax. Relaxa! Gozado oceis, né! Mete o dedo no lugar errado e depois não assumi que é pai dos problemas. Já que o clímax que oceis esperava alcançar com o dedo mixou, vai logo pro desfecho, mete a língua.
Tem urna que tá cheia de buracu, mais tem buracu que pode mete toda urna dentro que mesmo assim não vai tampar. Então, pediru pra escreve, tô escrevenu, agora eu peço: Vote nos pior, se os bão ganhá num vai ter mais buracu. E aí, vão se meter no quê?