CLASSIFICAÇÕES EM CONCURSOS LITERÁRIOS

PREMIAÇÕES LITERÁRIAS

2007 - 1ª colocada no Concurso de poesia "Osmair Zanardi", promovido pela Academia Araçatubense de Letras;

2010 - Menção Honrosa no Concurso Nacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2012 - 2ª classificada no Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2014 – Menção honrosa Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2015 – Menção honrosa no V Concurso Nacional de Contos cidade de Lins;

2015 - PRIMEIRA CLASSIFICADA no 26º Concurso Nacional de Contos Paulo Leminski, Toledo-PR;

2016 – 2ª classificada no Concurso Nacional de contos Cidade de Araçatuba.

2016 - Classificada no X CLIPP - concurso literário de Presidente Prudente Ruth Campos, categoria poesia.

2016 - 3ª classificada na AFEMIL- Concurso Nacional de crônicas da Academia Feminina Mineira de Letras.

2012 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura

2017 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura

2017 - 13ª classifica no TOP 35 na 4ª semana de abril de microconto Escambau.

2017 - Classificada no 7º Concurso de microconto de humor de Piracicaba.


quinta-feira, 29 de abril de 2010

30 DE ABRIL - DIA NACIONAL DA MULHER.

Prisões íntimas.

Mulher, o que a mantém presa dentro deste universo chamado “VOCÊ”?
Mulher, o que a mantém presa a este orgulho que a faz menor que o problema não resolvido com os teus pais? Ou, à educação a que fora submetida, que já passou, mas que você ainda a reprova?

Mulher, o que a mantém presa aos padrões sócio-culturais, nos quais você não se encaixa, mas insiste em corresponder?
Mulher, o que a mantém presa a este teu emprego que a faz tão irrealizada profissionalmente? Ou à tua vida doméstica se lá fora suplicam a tua experiência?

Mulher, o que a mantém presa a esta amiga à qual não julga sincera? Ou ao teu noivo se ainda pode desistir do casamento?
Mulher, o que a mantém presa ao teu casamento se já não se correspondem às necessidades dos fatos? Ou a este ciúme que a consome inteira?

Mulher, porque se prende à serviçal, se enquanto mãe seria mais digna aos teus filhos? Ou a este preconceito que a impede ser mulher de verdade ao teu marido?
Mulher, o que a mantém presa a este teu silêncio que abafa o grito explodindo em teu peito? À esta tua imagem tão ultrapassada e fora de moda?

Mulher, o que a mantém presa a tua religião se ela já não responde às tuas indagações espirituais? Ou àquele doutor se ele insiste em dizer que a tua saúde está ótima?
Mulher, o que a mantém presa à tua carranca pesada que a impede sorrir? Ao teu consumo desenfreado se tudo o que compra é inútil ao teu crescimento? À tua ignorância impedindo conhecer a tua identidade?
Mulher, o que a impede dizer: “EU TE AMO!” àquele a quem tanto deseja?

Mulher, da pré-história ao contemporâneo, já fez uma reflexão pra saber em qual era você se enquadra? Mulher, nossas paredes íntimas, não somos nós mesmas quem as erguemos? Não somos a carcereira de nós mesmas? O que a mantém de braços cruzados, mulher, se a marreta está ao teu lado para quebrar as paredes?

Mulher, por que, às vezes, deixamos que outras pessoas tenham mais poder sobre nós do que nós mesmas?
Mulher, fomos educadas a não matar, mas, a muitas de nós, não foi ensinado a aprender a viver.

Amiga, não tente fugir das tuas prisões. O fugitivo será sempre perseguido e capturado, aí a prisão vira perpétua. Saia das tuas celas com a liberdade conquistada, para poder residir neste universo chamado “VOCÊ” da forma que quiser.
Amiga, honre tua espécie. Você é Mulher! Vamos amiga! Eu te ajudo. Você me ajuda. Ambas precisamos dar finalidade às nossas marretas.

RITA LAVOYER

quarta-feira, 28 de abril de 2010

A SOGRA





Hoje ela é sogra, mas é de uma época mais antiga. Quando se casou, levou junto um diploma, pois fora ele a razão de seu matrimônio tardio. Numa época em que à mulher eram dadas poucas oportunidades profissionais, ela não se abateu. Foi à luta e conquistou o seu espaço. Era moderna ao seu tempo.


O filho demorou a vir. O marido, já envelhecido, não o viu formado, não houve tempo; ela, sozinha, fez as vezes de pai e mãe. Eram os dois, filho e mãe em um só, ambos se completavam na ausência daquele que se foi deixando-os na saudade.


E ele veio. O amor veio ao encontro do filho que ela tanto ama. Ela ficava feliz por vê-lo amadurecido e com a sua vaidade à tona sempre que tinha um encontro marcado com a namorada.


Ela, a namorada, veio conhecê-la. O olhar da mãe procurou o daquela moça, mas não o encontrou. O frio daquelas veias penetrou o corpo daquela mãe presente.
Cabia-lhe opinar a respeito da moça para o filho tão apaixonado? Como soariam suas palavras aos olhos daquele coração tão cheio de amor?


O filho marcou a data com aquela moça, formariam família agora. Ela ficaria. A mãe ficaria em sua casa, pois ao filho cabe bater as asas.


Ele se foi deixando numa sala uma mulher completamente sem fala. Demorou visitá-la. Era de costume deixar a porta destrancada para o filho sempre chegar sem precisar bater.
Encontrou-a mais envelhecida num silêncio que destoava com o ranger de sua cadeira de balanço, que lhe possibilitava dormir com a cabeça pendida sobre um dos ombros.


_ Mãe? Acorda mãe. Sou eu.


Ele a beijou na testa e o calor do contato fez com que ela acordasse daquele sono de saudade.
Veio sozinho, a esposa não o acompanhou à visita, mas mandou lembranças àquela senhora. A visita foi rápida e, mais uma vez, deixou naquela sala uma mulher completamente sem fala.


A distância entre os dois foi aumentando e a mãe já não podia falar dela para o filho e nem o filho, sobre ele, à mãe.
Ele voltou um dia, mas primeiro vieram as doenças da solidão. Doenças e filho não se entenderam, elas ficaram com a mãe; o filho, foi embora.


O tempo passou muito rápido e um neto ela iria ver. Mas não iria vê-lo, a visão também resolveu deixá-la. Levaram-na para algum lugar onde alguém cuidaria dela.
O tempo passou mais rápido ainda. Quando foram buscá-la o neto já andava e falava muito bem.


_ Ela não está mais entre nós. Tentamos avisá-los, mas não os encontramos.
_ Fomos viajar, minha mãe queria aproveitar os últimos dias bons da vida dela antes que a minha avó viesse morar com a gente. Pai! Avisa a mamãe que ela pode começar a viver de novo, porque a vó morreu.


Ao filho não restou mais nenhuma oportunidade de beijar a testa da sua velha mãe.



Rita Lavoyer



terça-feira, 20 de abril de 2010

UMA CANÇÃO PARA DIONE



Uma homenagem ao personagem Gilvan, da novela Insensato Coração.


Que o episódio sirva de alerta a justiça atrasada no assunto.


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Texto publicado no Jornal Folha da Região em 04/2010





Na certidão: Dione Francisco.




Dione era calmo; seu semblante, angelical. De seus olhos amendoados podia-se extrair brilhos multifacetários, e ele os multiplicava em suas doações, para enfeitar ainda mais os traços finais de sua cútis de porcelana.




Os lábios de Dione tinham contornos delicados e a cor de carmim exalava uma saúde inspiradora de onde fluía sorriso farto.
Os cabelos cacheados escondiam-lhe os ombros. A malha grudada na silhueta, mostrava peculiaridades expostas num corpo de mito. Assim a natureza o fez, assim a natureza o queria.




O Dione se fazia amigo dos colegas com uma força exagerada de se sentir igual. Dione era igual aos demais “diones”, embora os seus semelhantes o diferenciassem.
Em riste um, outro e tantos mais, foram os dedos que apontavam-no em julgamentos depreciativos.
Oh, Dione! Meigo Dione!




O tempo encurtava-se e as horas prometidas aproximavam-se. Seus passos delicados, outrora firmes, flutuaram sobre os ponteiros que marcavam o momento da dança no compasso das ameaças. Sem um par, Dione dançava no palco marcado com vara de giz.




Com a sua física indefesa, provou trocas de energias, perdendo de vez as suas partículas elementares. Castraram sua biologia, subtraíram-lhe sua igualdade.
Rasparam-lhe os cabelos, deram cabo àquele sorriso de paz. Os seus olhos injetados de sonhos foram chutados, fecharam-se diante de tanta impiedade.






Suas folhas voaram com o desespero do vento, levando, manchada, a sua história mal escrita ao tempo. O semblante daquele que um dia foi, é, agora, deformação. Do seu nu estendido no chão, uma geografia desfigurada escorria entre os vegetais daquele meio natural de relações.
Faixaram-no Jhonny. “Johnny Francis.”




Oh, Dione! Como eu o vejo, agora, nesse chão pisado e cuspido por “homens de fibra”?
Cadê você, meu amigo? A sua casa, o seu sobrenome, a sua identidade cadê?




Que vontade de abraçá-lo e protegê-lo, mas cadê você, meu irmão, nesses pedaços de corpo que eu vejo?




Ouça a minha canção, meu filho querido! Que eu cantarei a tantos como você. É um pouquinho do que posso fazer. Quero cantá-los.




Ah! Esqueço-me, sempre, que eu não sei cantar... Sempre mesmo!




A minha voz não é bela, o meu som não tem ritmo, mas eu quero tanto uma canção para você, meu esposo!
Vá, meu amante, ouvir a canção que palpitou no seu peito, e arregaçou as mangas do seu verbo de vida.
Vá, no balanço da alma, exalar o seu perfume sem mais e nem menos.




Vá, meu pai amado, celebrar o bailado da sua pureza. Da natureza foi parte integrante, mas quantos amantes não o conheceram no amor.




Oh, criatura perfeita! Em quantas canções ainda tem que gritar? Lá, no seu encalço, pregaram um decalque e prometeram arrancá-lo com a justiça das mãos.




Quem sabe no palco de Apolo um anjo lhe cante uma música. Porque na do homem, você dançou Johnny. Você dançou!
Onde estiver aprenda: antes de ir à guerra cante uma canção em louvor ao seu deus. Já sinto, companheiro! Já sinto, que no oráculo ouvirá melodias de amor.
Vá até ele, um deus o espera para brincarem juntos com um disco cuja canção não desfigure o seu semblante de gente.
Ouça canções, querido! Ouça canções.
Perdoe-me, Dione! Perdoe-me, mas eu não sei cantar.

Rita Lavoyer




quinta-feira, 15 de abril de 2010

ADEUS CANTIGA DE NINAR



Rita e sua boneca




Adeus cantiga de ninar.

Adeus minha cantiga de ninar
Que embalava uma criança
Cujo sono engolia com soluços.

Adeus minha cantiga de ninar
Adeus meus sapatos de verniz
Com fivela no laço de gorgorão.

Adeus minha cantiga de ninar
Que cacheava os fios
dos meus cabelos avermelhados.



Adeus franja
Que cobria a minha testa


E enfeitava o meu pensamento.

Adeus minha cantiga de ninar
E a minha sai godê
Enfeitada com bolinhas purpurinas.


Adeus cós da minha calça
Que escorregava da minha cintura fina.
Cintura de pilão.

Adeus minha mochila com alça
Que carregava meus livros
De tempos e de fantasias .


Adeus aos roliços... O que eram roliços
Já não posso mais dizer.
São musculares agora pela força da existência.

Também, qual a diferença
Entre o firme e o tenro
Se rói os ossos o sentimento?

O músculo forte do batimento
Está flácido, batendo cabeça
No divã de uma cantiga.

Adeus!
Vá-se lá minha cantiga.
Virou tormenta a pobre.
Nina não sei onde.
Se é que ainda nina, não sei...

Adeus?
Adeus ao adeus!

Ela foi embora, a minha cantiga.
Louvado esse adeus!
Acordei para sempre.
Que me cantem todos
Uma cantiga de alvorecer!



Rita lavoyer











sábado, 10 de abril de 2010

POR QUE EU SOU ESPÍRITA

RITA LAVOYER
Com tantas solenidades espíritas no mês de abril, face à comemoração do centenário de nascimento de Chico Xavier, a atenção ao Espiritismo triplicou. O que me chama a atenção é o fato de que os Homens trazem em si uma mediunidade incrível; uns mais, outros menos, não importa qual o grau, mas alguns não se dão conta disso. Há os que torcem o nariz para o Espiritismo sem conhecer a doutrina.

Outro dia alguém me questionou sobre reencarnação e por qual razão alguns seres nascem com deficiências, sejam elas física ou mental. É para pagar algum pecado? A pessoa que questionava queria uma explicação que aliviasse o seu coração, para quando olhar o seu ‘semelhante deficiente’ sofra menos.

Bem, o fato de ele sentir a dor do próximo em seu estado físico ou mental já o aquilata e o coloca à frente de muitos de nós ‘ditos’ humanos.
Expus algumas opiniões acerca do assunto, inclusive sobre o pecado. Não sei se eu o ajudei em alguma coisa ou dificultei suas idéias. Às vezes estão nos novelos as respostas que esperamos. Procure a ponta da linha. Achando-a não deixe que faça nó.

Questionou-me ainda por qual razão uma pessoa que foi educada em uma religião pode migrar para outra, meu caso.
Respondi-lhe que eu nasci espírita, quem não sabia disso eram os adultos que viviam comigo. E como ele mesmo sabe, criança não anda, é carregada. Assumi o Espiritismo definitivamente após a maternidade. Precisava entender muitas causas. Entendi algumas e outras coisas busco aprender.

Senti dificuldade/repreensão pela migração? Se tivesse pedido opiniões certamente. Portanto, nenhuma das duas, porque tive forças suficientes para derrubar barreiras, não deixando nenhum pó à minha frente que me impedisse seguir o meu caminho.
Na minha família há espíritas? Nenhum, e hoje não me desabonam, porque digo que sou, porque sou e ninguém mais me afronta.


O que eu sei, e queria que ele entendesse, é que no mundo não há ninguém mais pecador do que eu. Eu sei sobre mim mesma, as razões das minhas atitudes, os motivos que me levam ou levaram a agir de uma maneira ou de outra. Tenho plena convicção do que faço, logo sou responsável por minhas ações. Se passei ou passo por alguma provação, e se hoje eu entendo isso para poder resolver os meus conflitos sem me castigar ou culpar alguém, quem me ensinou foi o Espiritismo.


As práticas dos que me cercam ou mesmo dos que estão distantes, sobre isso eu não posso responder. Como me certifico de que ninguém melhor do que eu para saber o que se passa dentro de mim, como saberei o que se passa dentro do outro e julgá-lo sem conhecer suas razões?
Então o amigo me perguntou se os deficientes vieram para pagar algum pecado. Tentei explicar que cada um está nesta passagem porque precisa e a reencarnação resume-se em oportunidades.


Hoje eu sei da minha dor, a do outro, preciso de algumas reencarnações para aprendê-la. Embora não seja física e nem mental, trago as deficiências de sentimentos em mim, que às vezes me fazem física e mentalmente doente. Por isso, aproveito a ‘oportunidade’ para acertar-me. Tento, para diminuir as feridas que veem no meu corpo e na minha alma.


A toga é de pano e pode ser transferida de uma pessoa para outra; o julgamento, de palavras que o vento passa, carrega e as derrama sobre algumas terras onde brotam espinhos que podem dizimar vidas; a consciência, de percepções/ponderações do que se passa dentro e fora de mim.


Portanto, amigo, é preciso que saiba pelo menos distinguir uma pessoa de outra, pois há vários tipos de deficiências e deficientes.
Se relato tudo isso, meu amigo, é porque a mínima mediunidade que trago, me avisa das suas dúvidas e sei que você precisa me perguntar mais coisas ainda. Quando fizer, venha com o coração calmo, esse que eu sei que você tem.

Os sentimentos dos outros, amigo, não cabe a ninguém aproveitar-se deles para algum benefício e espezinhá-los depois.
Os sentimentos dos outros, amigo, não cabe a ninguém aproveitar-se deles para algum benefício e espezinhá-los depois.

Isso religião nenhuma precisa ensinar. Vamos aprender isso aqui mesmo, ou vamos esperar a próxima reencarnação?
Quando a toga chegar em mim, espero esteja em estado de pó. Eu o assoprarei ao tempo, pois não me cabe acusar, julgar ou condenar os homens e suas atitudes.
Fique em paz, porque tento seguir com ela.


Os sentimentos dos outros, amigo, não cabe a ninguém aproveitar-se deles para algum benefício e espezinhá-los depois.

Rita Lavoyer



domingo, 4 de abril de 2010

CONCURSO DE CONTOS CIDADE DE ARAÇATUBA



Jorge Napoleão Xavier.
Coluna Arquivo:
Assuntos - FR –D-2 de 02/04/2010.

Achei bastante pertinente o artigo do doutor Jorge Napoleão Xavier em que menciona que nenhuma rua ou escola receberam o nome de cidadãos araçatubenses importantes como Célio Rodrigues de Araújo Cintra e Odette Costa Bodstein.


Quero pedir licença ao doutor para comentar o “Assunto II” do próprio artigo em que cita a professora e cronista em referência. Assim diz: “a folha de serviços prestados por ela à cultura da cidade é vasta, extensa, infelizmente tudo indica que isso tudo não é valorizado como deveria ser. Pena que aconteça, lamentável. Não haveria por acaso uma escola que pudesse ser batizada com seu nome?”


Está aberto a 23ª edição do concurso de Contos Cidade de Araçatuba. Como sabemos, esse concurso vem tendo grande repercussão no Brasil. É de praxe que a cada ano um escritor renomado seja homenageado. No ano passado a Secretaria da Cultura homenageou Machado de Assis, neste ano homenageia o escritor Lima Barreto.


Sugeri, como cidadã araçatubense, no dia 02/03/2010 à Secretaria da Cultura, que nas próximas edições do concurso, além de homenagear um escritor renomado, homenageie também um escritor araçatubense. Proponho, baseando-me no artigo do doutor, que no próximo ano, a decana Odette Costa Bodstein seja homenageada.


Assim, todos os que participarão do concurso de Contos Cidade de Araçatuba poderão conhecê-la, uma vez que quem deseja participar busca o regulamento no site de quem o promove. Acessando-o, encontrará a história e as obras do araçatubense homenageado. É uma forma de destacar os que produzem ou produziram cultura para Araçatuba. Nada mais justo para uma cidadã que tanto fez para destacar o nome desta cidade.


Prestem atenção no Assunto V, ainda de Jorge N. Xavier- “ Soletrando de 01/04 ..Saudades do Brasil l, de Ester Mian da Cruz”. Leia, isso é importante demais para traçar um paralelo com o que estou dizendo.


Lima Barreto, o homenageado no Concurso de Contos, é autor da obra “ Triste Fim de Policarpo Quaresma”. O Major Quaresma é nacionalista ao extremo, tal qual Rita Lavoyer uma araçatubenses. Ele era ridicularizado pelos seus ideais. Ainda que eu também seja, não quero que me diga “que se dane, não me chamo Raimundo”, o meu nome é Rita Lavoyer.


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À
Secretaria da Cultura de Araçatuba

CONCURSO DE CONTOS CIDADE DE ARAÇATUBA

Há tantos cabos de aço de braços abertos, e o povo continua a apinhar-se no mesmo cipó mascado.


Quero parabenizar a todos os membros da Secretaria da Cultura de Araçatuba pelo bom trabalho que vêm mostrando à população, principalmente no que diz respeito Arte Literária.
Sexta-Feira, 26 de fevereiro, estive na Praça João Pessoal para assistir a abertura do 23º “Concurso de Contos Cidade de Araçatuba”, promovido pela SCA e pelo Grupo Experimental da AAL.


Percebo que essa Secretaria vem se empenhando bastante para divulgar a cidade de Araçatuba nacionalmente com o Concurso de Contos.
Pelos dados informados, mais de 700 candidatos de todo o Brasil atenderam ao chamado desse concurso em 2009. Considero um número bastante significativo, comparando-o aos eventos anteriores.


O escritor brasileiro homenageado em 2009 foi o renomado Machado de Assis. Este ano, a Secretaria da Cultura homenageia em sua 23º edição o escritor, também muito conhecido, Lima Barreto.
Ouvindo a apresentação sobre o escritor Lima Barreto, na praça João Pessoa, e o seu valor literário para a cultura brasileira, e o público prestando atenção ao que nos era apresentado, fiquei pensando como seria bom se as palavras enaltecedoras fizessem referências a um escritor araçatubense.


Não quero fazer crítica ao trabalho, por sinal muito bem feito, mas deixar como sugestão que nos próximos concursos literários que promoverem, venha estampado também nos folders, panfletos e cartazes um escritor araçatubense e ao lado da foto dele a sua trajetória literária.
Homenageia-se um escritor de consagração nacional, ( já que isso é de praxe em concursos dessa natureza) e outro da cidade. Justas homenagens.


Perdoe-me, mas Machado de Assis e Lima Barreto já foram demais homenageados, igualmente os demais renomados. Precisamos conhecer os que necessitam ser reconhecidos.
Se no ano 2009 houve mais de 700 inscritos no concurso, certamente em 2010 e nos futuros as inscrições tendem a aumentar, mesmo porque o que faz com que o concurso cresça a cada ano é a sua organização, que está se saindo a contento, e não o escritor renomado.


Desta forma, colocando um araçatubense também como homenageado, no próximo ano serão mil pessoas ou mais conhecendo-o ou buscando conhecê-lo melhor através da divulgação e assim nos demais anos. Quando entrarem no site da Secretaria da Cultura para obterem mais informações a respeito do concurso, encontrarão lá a história do homenageado araçatubense. Sugiro também que a AAL disponibilize essas informações no seu site para divulgar e servir de pesquisa sobre esses eventos.


Será difícil escolhê-los? Não. Serão indicados a critério da Secretaria, e um escolhido para ser agraciado.
Temos escritores de todos os níveis em Araçatuba, encontrar um para abrilhantar o concurso de Contos não será difícil.
Achando que a seleção poderá ‘melindrar’ alguns, Dê preferência aos imortais que partiram, mas que deixaram vivas as suas obras.


Os escritores nacionalmente consagrados não precisam mais de homenagens. Se escrevo isso, é porque acredito que a Secretaria, no comando do professor Hélio Consolaro, seja a única a abrir os caminhos para que talentos da cidade sejam lançados lá fora.
Continuo com a mesma opinião de quando foi aberta a “Semana da Literatura” no ano passado. Homenagear os araçatubenses de forma a levá-los ao conhecimento da própria cidade.


Espero não prejudicar o concurso que vem sendo divulgado e aceito pelos escritores no Brasil todo, mas que seja revista a possibilidade de escritores araçatubenses serem pesquisados, tendo suas virtudes literárias apresentadas em uma praça pública lotada de gente, como esteve a Praça João Pessoa na noite do dia 26 de fevereiro.


Araçatuba precisa ser projetada no cenário nacional, e a Cultura vem fazendo isso, mas quer levar junto com ela os filhos que tanto a ajudaram e ajudam a crescer.
Se faço observações é porque a Secretaria possibilitou aos cidadãos discutirmos sobre cultura com a Cultura.
Muito obrigada e parabéns pelo bom trabalho que vem fazendo em benefício de todas as artes.


Rita Lavoyer
Cidadã araçatubense.
02/03/2010