CLASSIFICAÇÕES EM CONCURSOS LITERÁRIOS

PREMIAÇÕES LITERÁRIAS

2007 - 1ª colocada no Concurso de poesia "Osmair Zanardi", promovido pela Academia Araçatubense de Letras;

2010 - Menção Honrosa no Concurso Nacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2012 - 2ª classificada no Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2014 – Menção honrosa Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2015 – Menção honrosa no V Concurso Nacional de Contos cidade de Lins;

2015 - PRIMEIRA CLASSIFICADA no 26º Concurso Nacional de Contos Paulo Leminski, Toledo-PR;

2016 – 2ª classificada no Concurso Nacional de contos Cidade de Araçatuba.

2016 - Classificada no X CLIPP - concurso literário de Presidente Prudente Ruth Campos, categoria poesia.

2016 - 3ª classificada na AFEMIL- Concurso Nacional de crônicas da Academia Feminina Mineira de Letras.


quarta-feira, 26 de maio de 2010

EDUCAÇÃO LANÇA PROJETO DE COMBATE AO BULLYING

Folha da Região- caderno A 4 26/05/2010

Objetivo é capacitar educadores para identificar e prevenir a violência física ou psicológica.

REDE MUNICIPAL
>>Araçatuba
Araçatuba
Monique Bueno
monique.bueno@folhadaregiao.com.br

A Secretaria Municipal de Educação, junto com a Prefeitura, lançou ontem, no Dia Municipal de Combate ao Bullying, um programa que tem por objetivo capacitar educadores na prevenção e identificação de casos de bullying, prática que consiste em atos de violência física ou psicológica, que humilham, constrangem ou descriminam uma pessoa.
Após as ações de bullying se tornarem conhecidas pelos gestores e professores das escolas municipais, a próxima etapa do programa será um levantamento da demanda de casos e, em seguida, o desenvolvimento de projetos de intervenção.
Participaram do evento, realizado na Unip (Universidade Paulista), dezenas de professores, diretores, coordenadores pedagógicos de escolas municipais e particulares, além de alunos de cursos de graduação, autoridades e pais de alunos.
Segundo as psicólogas Milena Moimaz e Luciana Esgalha, da equipe multidisciplinar da secretaria, os casos que chegam até o grupo são queixas de agressividade, e não, especificamente, de bullying.
"Existe uma ramificação de comportamentos agressivos, e o bullying é uma, por isso, deve ser bem definido pelos gestores e professores", explicou Milena.
A terapeuta ocupacional Elisabete Gomes de Carvalho, que também faz parte do grupo multidisciplinar, explicou que os casos de bullying ultrapassam as barreiras das escolas, podendo
ser vistos também por meio da internet. "As pessoas são agredidas, psicologicamente, por e-mails e mensagens virtuais", afirmou. "O trabalho de prevenção deve ser feito também na comunidade".

TRATAMENTO
Elisabete explica que, a partir do momento em que as escolas desenvolverem seus projetos de tratamento das vítimas e agressores do bullying, e também as ações de prevenção, haverá o acompanhamento da equipe multidisciplinar. "Já fazemos essas visitas nas escolas, conforme vão aparecendo os casos de agressividade". Segundo a psicóloga Milena, o tratamento não deve ser feito apenas com a vítima do bullying, mas também com o agressor. "Vamos cuidar das duas partes, porque o agressor, se está cometendo esse ato, também já sofreu o bullying", disse.
O tema do agressor foi tratado durante palestra sobre o assunto apresentada pelo supervisor de ensino da Diretoria de Ensino de Birigui, José Carlos Munari. Segundo o profissional, todas as tragédias ocorridas dentro das escolas, principalmente no Exterior, são cometidas por vítimas do bullying no passado. A professora e escritora Rita Lavoyer e a pedagoga Vivi Tupy também proferiram palestras sobre a importância e formas de se combater atos de violência física ou psicológica, intencionais e repetidas, praticados por indivíduo ou grupo.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

BULLYING - PAI, POR QUE NÃO ME OLHOU?




Pai, hoje, observando-o, vejo seu semblante cansado e, nos seus cabelos brancos sei que há muito de mim.
Pai, por que não me olhou?

Quero abrir um parêntese no período em que eu me afastei da minha própria vida, azedando-me o fruto.

Olhe-me pai, a partir do momento em que eu era apenas uma criança e que o senhor nos surrava, a mim e aos meus irmãos, porque fazíamos xixi na cama. Sabia que o senhor achava que nos corrigiria. Hoje, aprendi a me limpar sozinho e entendi: “que não devemos desprezar nenhum desses pequeninos...”

Olhe-me pai, a partir do momento em que eu já comia sozinho, e o senhor nos reunia nos momentos das refeições, nos ensinava a rezar olhando os alimentos que o senhor insistia em dizer ter trazido para nos alimentar. E batia novamente quando eu dizia que não gostava daquilo que estava servido. Hoje, aprendi a orar e entendi: “que nem só de pão vive o homem”

Olhe-me pai, a partir do momento em que saíamos em família com roupas novas, o senhor sempre foi zeloso com a nossa aparência, mas não podíamos brincar, porque tínhamos que voltar para casa limpos. Sabia que o senhor queria conservar o tecido. Hoje, aprendi a agradecer e entendi: “Tendo, porém, sustento e com que nos cobrirmos, estejamos com isso contentes.”

Olhe-me, pai, a partir do momento em que o medo que eu sentia do senhor me dominava, e eu corria para os braços da minha mãe para não apanhar mais e mais quando eu, brincando com os meus irmão, bagunçava a casa que o senhor exigia que mamãe sempre mantivesse em ordem. Hoje, aprendi a caminhar e entendi o verdadeiro: “Vinde a mim...”

Olhe-me, pai, a partir do momento em que virei moço, e que o senhor nem se dava conta dos horários que eu chegava em casa. Sabia que o senhor estava cansado porque dobrava o seu turno no trabalho, e ninguém podia fazer barulho, tínhamos que conservar o silêncio. Hoje, aprendi que há momentos sagrados e entendi que: “Havia muitos que iam e vinham e não tinham tempo para comer.”

Olhe-me, pai, a partir do momento em que eu me divertia com colegas, que o senhor sequer sabia quem eram e nem a quais famílias pertenciam. Eu sei, pai, que o senhor se preocupava demais somente com o que se passava dentro da sua casa. Hoje, aprendi a me resguardar e entendi o que significa: “Guardai-vos dos cães.”

Entenda, pai, que o parêntese aberto em um período que deveria ter sido a minha vida, mas que eu deixei de viver por conta de tantos vícios, não foram fáceis. Não me viciei porque quis.
Pai, sou fruto da sua árvore. Aves de rapina consumiam-me debaixo da sua sombra, e o senhor não percebia que uma fruta sua apodrecia pendurada em seus galhos? Hoje eu o vejo e me entendo: “Por seus frutos os conhecereis”

Pai, por que não me olhou?

Na rua me formei delinquente quando já não achava razões para voltar para o hospício silencioso que o senhor chamava de casa.

Mas hoje, pai, estamos unidos novamente. Eu, nesse monólogo íntimo, o observo sentindo uma vontade imensa de abraçá-lo e de pedir-lhe perdão por tê-lo feito sofrer dentro do parêntese que eu abri num momento da minha vida. Pai, os meus irmãos são bons frutos. Creio que também sou.

Pai, tanto quanto o senhor, eu possuo dois ombros; escolha um e me ofereça um outro seu. Ambos, pai, precisamos chorar.

Porque eu entendi alguma coisa do que o meu pai me ensinava: “Levantar-me-ei e irei ter com meu pai...”

_ Pai, eu te amo. Posso abraçá-lo e, mais um pouquinho, sentir a sua sombra?

As árvores da vida são sempre boas embora, enquanto jardineiros, as maltratamos. Até que nenhuma ciência prove o contrário, os frutos delas também são.

Rita Lavoyer
Texto publicado no Jornal Folha da Região em 18/05/2010

sábado, 15 de maio de 2010

CYBERBULLYING

BULLYING E CYBERBULLYING


Senhores pais, dirigentes escolares, professores e pessoas que têm sentimentos por crianças e adolescentes, leiam, urgentemente, a revista VEJA nº 18, de 05/10/2010, página 98: “A tecnologia a serviço dos brutos”.

Ali, os que ainda não se dão conta da gravidade do problema, poderão sentir um pouquinho o que significa ser vítima de bullying ou cyberbullying (agressões via internet).
O que me choca, é saber que há pessoas que estudaram para trabalhar com crianças e adolescentes, e não acreditam que esses fenômenos existem, quando não, mesmo sabendo se negam a enxergá-los, tirando o corpo fora, deixando a cargo de outros, até da polícia, resolverem um problema que elas têm por dever ajudar a solucionar.

Não estou inserida neste universo de bullying e afins porque eu quero, acreditem! Mas à medida que fui inteirando-me do assunto, fui percebendo o quanto eu, como ‘diplomada’, ‘esposa’, ‘mãe’, ‘amiga’ e muitos outros títulos me couberam receber, estava bem longe de ser considerada cidadã.

As sequelas do bullying são gravíssimas, principalmente para algumas crianças que não sabem lidar com humilhações físicas, morais e psicológicas. Algumas as resolvem com facilidades; outras, não! Cada ser humano possui uma natureza e uma forma de agir e se expressar. O agressor também. Não estou tirando do agressor o direito de ser humano, mas ele bem que se esquece disso quando planeja suas atrocidades.

Aqui, não me refiro mais às crianças agressoras que, por sua vez, também são vítimas por não ter-lhes sido apresentados limites por parte daqueles que deveriam educá-los. Refiro-me, exatamente, aos jovens agressores que não aprenderam, quando pequenos a dar nomes às suas atitudes maldosas, roubando de crianças indefesas o direito de viver a melhor fase de suas vidas: infância e juventude. Se desde a infância a criança aprender que certas atitudes são consideras bullying, quando maiores saberão o que estão fazendo, podendo assim, ser responsabilizadas por elas. Embora não exista lei que puna esses tipos de agressores, a ignorância sobre o tema é suporte para acobertá-los.

Se o seu filho, para ir à escola, apresenta dores diárias em qualquer parte do corpo, mãos frias, tremedeiras, desarranjo intestinal, e quando volta dela está irritado ou calado, isola-se no restante do dia ou sempre pedindo algo diferente para comer para acalmar o nervosismo, são alguns sintomas, “recursos inconscientes”, que a sua criança está utilizando para descarregar a ‘revolta’ travada na palavra que não consegue gritar. Não se assuste, pelo contrário, entenda-o. O seu filho é vítima de bullying.

Senhores pais, educadores, eu não estou brincando. Eu sei muito bem que bullying não é brincadeira. Eu tenho propriedades suficientes para gritar sem vergonha de revelar o oculto, mas o meu grito é fraco. E vocês? Vão continuar de boca fechada e deixar os seus filhos sob as garras dos algozes? Até quando irão permitir que seus filhos virem brinquedos?

No dia 07/05, última sexta-feira, o prefeito Cido Sério (PT) encaminhou à Câmara Municipal projeto de lei para implantação de combate ao bullying na rede municipal de ensino. Parabéns a toda equipe da Secretaria de Educação de Araçatuba que está empenhada em melhorar a qualidade, não só do ensino, mas de vida das crianças que passam pelos cuidados dos professores municipais.

Espero que as escolas da rede particular de ensino de Araçatuba que ainda não adotaram campanhas para impedir a prática do bullying, comecem a pensar sobre o assunto.
Senhores pais, quando forem matricular os seus, questionem a escola se ela já adotou uma campanha para ensinar aos seus funcionários, pais e aos alunos o que significa o bullying.

Se a escola não lhes der resposta, tire o seu filho de lá. Isso é prova de que, apesar de ela ter programas de ensino considerados de excelência, acaba se esquecendo do principal, ou seja: a vida do seu filho, futuro cidadão.
Vão continuar pagando pra ver?

RITA LAVOYER



quinta-feira, 6 de maio de 2010

DE AMANTE A ESPOSA.








Já não se achava bonita o suficiente para agradá-lo.


Olhava-se e notava sempre um defeito em cada lado do seu semblante.
Vasculhava as revistas de moda a fim de escolher aquele que lhe caísse melhor à silhueta, para a despida ocasião.


No rosto, experimentou picadas as mais dolorosas para encobrir-lhe as marcas do desespero do “por que ele não me procurou hoje?”


Nos cabelos cachos alisados; lisos ou ondulados permeavam o seu pensamento, para cada encontro de desejos e afins. No suor de cada êxtase, os cosméticos borravam-lhe a cútis.


Era amante fervorosa sem nada a desejar, apenas ele. Somente ele.
Pôs o melhor de salto alto, Ray-Ban e lenço, disfarces.
Conferia o horário em que a esposa saía.


Avistou-a, pisou fundo, acelerou ainda mais deixando-a morta naquela rua.
Não encontraram nenhum vestígio e com o amante casou-se.


Seria dela para sempre como sempre desejou. Amou-o durante o tempo das rugas menos profundas.


Insatisfeita, roubou-lhe todo o dinheiro, fez cirurgias plásticas, mudou a identidade e abriu um prostíbulo.


RITA LAVOYER









PAI, FELIZ DIA DAS MÃES.




Às vésperas do dia das mães, aparecem homenagens de todos os tipos. Até às mulheres que nunca foram mães porque não quiseram. Resolvi homenagear uma mãe diferente. Pais, recebam minha homenagem, eu a fiz pra vocês.


Pai que embala o berço

Filho, quão gostoso é olhá-lo nesse seu soninho de luz. Olhando o seu rostinho tão criança, incendeia-me o peito a claridade do amanhã.
Filho, quão delicioso é vê-lo acordando com esse chorinho manso, acalenta-me o peito uma alegria de futuro.


Filho, que sabor maravilhoso os meus braços sentem ao pegá-lo, e sua maciez penetra-me os poros, fortalecendo-me a vida. Vou embalá-lo, meu filho, e tentar cantar uma canção como eu ouvia quando também fui criança. Se eu não cantar bem, por favor não chore. Mas se chorar, mudo a canção. Invento qualquer outra, até que eu consiga fazer você sorrir um pouquinho para mim.


Sei que vai sentir fome daqui a pouco, melhor preparar a sua mamadeira. Primeiro, acho que tenho que trocar as suas fraldas. Estou meio perdido, filhinho, mas vou me encontrando junto com você. Eu não estava preparado para isso. Ainda não levo jeito.
Nós o esperamos tanto, fazíamos planos juntos. Pensamos que, talvez, você gostaria de ser astronauta. Agora, olhando-o, acho que nós acertamos. Seus olhos vivos parecem querer ver o mundo de uma só vez.


Não chore minha criança. Já estou terminando, a próxima eu troco mais rápido, prometo.
Também, já é quase um rapazinho, está todo ralado, mas logo vai se equilibrar e correr com essa sua bicicleta por aí. Está com febre novamente, já marquei com seu médico, vou levá-lo lá, vai acertar com o remédio desta vez.


Amanhã tenho reunião na sua escola, aprontou mais uma, não foi, mocinho?


Não é assim, pegue direito no volante, olhe pra frente e tenha calma, estarei aqui do seu lado, é só ir devagar que você vai conseguir. Não tenha medo meu filho, sou seu pai, confie em mim.


Filho, já é tarde, vá se deitar, amanhã você acaba de estudar. Tome o seu leite antes que esfrie, meu filho.


Passou! Você passou! Tinha certeza que conseguiria meu filho. Sempre confiei em você.
Linda, meu filho! Sua noiva é muito linda mesmo. Agora você já é um homem formado, tem bom emprego. Deve constituir sua família. Estou orgulhoso por ser seu pai. Você só me deu alegrias e, tenho certeza, será um ótimo esposo e bom pai aos seus filhos.


_ Pai, acha mesmo que eu irei deixá-lo? Você é tudo na minha vida, me criou sozinho, foi mãe e pai ao mesmo tempo. Suportou o abandono da sua esposa e dedicou-se somente a mim. Não vou deixá-lo nunca, pai. Se eu agisse assim, estaria contrariando a educação que o senhor me deu. Eu sou um feliz filho, porque tive um pai durante todos os momentos da minha vida.


Eu sou feliz PAI, eu tenho o senhor perto de mim. Feliz Dia das Mães, meu querido pai!

Rita Lavoyer.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

ORAÇÃO AO SILÊNCIO




Santa oração, proteja a criança que está para nascer, santificada seja o seu silêncio cada vez que alguém vier repreendê-la, pois se for uma menina-mulher, menos ainda deverá falar, para não morrer no ninho.


Agora, contínua oração à criança que nasceu, vá acompanhá-la em sua calada, ainda mais porque: “escreveu não leu o pau comeu” é lema da geração em cuja época, essa criança veio na contramão. Já aprendeu a andar, oh, oração! Fique mais fervorosa para, se ela cair, se levantar.


Oh, oração poderosa! Ela conseguiu chegar a uma idade que sabe a diferença entre ela e o outro. Feche o seu o corpo, oh, correta oração! E se ela descobrir o que traz em si, que se ajoelhe e se flagele para do pecado se redimir.


Agora que está crescida, e com os pecados do corpo à mostra, é tempo de achar esposo, não importa se gosta ou quer. Com o corpo já feito que está, é hora de virar mulher.


Oh, querida oração, que foi consumada até agora. Essa mulher com esposo e filhos honrará o título de senhora, pois nos laços da família ela aprendeu a rezar , e se as dificuldades chegarem ao seu lar, que ela saiba se recolher, ajoelhar e chorar.


Oh, perfeita oração, que acompanha essa senhora com tantos filhos nos braços. Dai a ela a fortaleza de saber, em seu silêncio, engolir tanta pobreza. Essa mulher é invencível; no lar, é pau para toda obra. Quanto mais ela se cala, mais a vida lhe cobra. Em cada oração que ela faz ajoelhada, agradece aos sofrimentos, ela os julga bom remédio purificador da sua alma.


Com tanta idade ainda é arrimo de família, pois aquele com quem se casou, há muito tempo deixou-a sozinha para cuidar dos filhos, sofrer e orar.


Oh, oração abençoada que sai do silêncio dessa mulher, dê a ela muita força para carregar, além dos netos, tanta doença que a acometeram. Ela semeou o pão, mas foram os seus filhos que comeram; a ela nada sobrou além da esperança e a fé na oração. Ela acredita que está na privação a salvação da sua vida.


Oh, oração serena que ela faz quando se deita para descansar. Não permita que seu corpo pare nessa altura, seria um contrassenso, ela sabe que a vida ainda quer muitos anos de seu silêncio. E que ela continue cada vez mais calada, oh, oração fraterna, abençoe essa mobilha indispensável em uma casa, com o seu salário de fome sustenta tantos homens.


Oh, oração amiga que sustentou essa mulher no suporte do sigilo; ela que morreu tantas vezes no silencio que a clama, se doou, ainda se doa do resto que lhe sobra, para poder ver livre aqueles que tanto ama.


Oh, oração infinita, à essa mártir tão mulher, renda-lhe as palavras e a eleve em sua glória. A ela não resta mais nada e a sua história aqui se finda. Canonize-a para que ela seja as palavras de abertura, conteúdo das orações de súplicas de tantas mulheres interrompidas numa vida de clausura.


Um momento de silêncio para tantas que se vão deixando aos seus queridos, como legado, a oração.



R ita Lavoyer


07 de maio, dia do silêncio.


imagem : aspalavrasnuncatedirei.blogs.sapo