CLASSIFICAÇÕES EM CONCURSOS LITERÁRIOS

PREMIAÇÕES LITERÁRIAS

2007 - 1ª colocada no Concurso de poesia "Osmair Zanardi", promovido pela Academia Araçatubense de Letras;

2010 - Menção Honrosa no Concurso Nacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2012 - 2ª classificada no Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2014 – Menção honrosa Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2015 – Menção honrosa no V Concurso Nacional de Contos cidade de Lins;

2015 - PRIMEIRA CLASSIFICADA no 26º Concurso Nacional de Contos Paulo Leminski, Toledo-PR;

2016 – 2ª classificada no Concurso Nacional de contos Cidade de Araçatuba.

2016 - Classificada no X CLIPP - concurso literário de Presidente Prudente Ruth Campos, categoria poesia.

2016 - 3ª classificada na AFEMIL- Concurso Nacional de crônicas da Academia Feminina Mineira de Letras.

2012 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura

2017 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura

2017 - 13ª classifica no TOP 35 na 4ª semana de abril de microconto Escambau.

2017 - Classificada no 7º Concurso de microconto de humor de Piracicaba.


sábado, 19 de novembro de 2011

CIVILIZAÇÃO BACANA



A Vaca inventou de gostar logo do Bode. O Bode achou que isso poderia dar bode, mas não contendo a sua bodice achou de querer a Abelha.
A Abelha, abelhuda que era, pulava de galho em galho. Corrigindo: de flor em flor.



A Flor já estava com o saco cheio daquela Abelha e se fechou para ela.
Então era uma vez e a Flor resolveu brincar de casinha. Era uma casinha de botão em que ela entrava e ficava pra fora. Sempre que chovia a Flor se molhava e dava um bode... Gripava e tinha que tomar mel. Mas o mel acabou porque ela resolveu ficar fechada
_ Ah, Flor, que é isso! – dizia o Bode enciumado da Abelha. _ Abra cadabra-se! Senão pego o pé-de-cabra e peço ajuda à Vaca, você vai ter que se ver com ela. Qual a sua função, além de ficar aberta dando o que a Abelha precisa? Deixa de frescura; abra-se, cadabra-se logo!







Tanto ouviu o Bode que se abriu e a Abelha foi na Flor e fez o mel, mas ficou azedo. Mesmo assim ela o deu para a Flor que estava gripada.
Aí a Flor passou mal e foi ter com a Vaca pastando, tomou do leite dela para verter o mel azedo e coalhou, porque o Bode tinha lambido onde saia o leite. O botão ardeu na casa da Flor e o Bode foi. Deu flor aberta para a Abelha que não acabava mais. Enquanto isso, a Vaca pasta na escova de dente por dente, olho por olho da Cabra que insinuou rasgar a casinha de botão da Flor.





Hã? Tem Cabra na história?
Uma vez... quem é mesmo o pai do cabrito?
A Abelha, abelhuda que era, ficou irada com a Vaca e a ferroou bem na anca, que cega ficou e chifrou o Bode na traseira, enquanto este mexia no pé da Cabra com um pé de-cabra.

A Abelha perdeu o seu ferrão. Morreu! A Vaca ficou com o Bode entalado no seu chifre que não aguentando de dor, deixou o pé-de-cabra cair sobre a cabeça do Cabrito que morreu por causa do pé-de-cabra na cabeça sem saber quem era o seu pai.
A Flor, muito nojenta, saiu da sua casinha de botão e foi tirar satisfações com a Cabra que não aguentando a fome comeu-a.




O Bode chorava sua Abelha morta enquanto a Vaca o chifrava mais ainda. Passada a dor da anca, a Vaca pediu ajuda à Cabra para desentalar o Bode do seu chifre, no que esta pegou o pé-de-cabra e deu-lhe nos cornos, matando-o à cabrada.





Não satisfeita com a sua desafeta, a Vaca pôs-se a correr atrás da Cabra macabra. A Cabra ficou com a Macaca e desafiou a Vaca. Ambas se encararam e ciscavam a terra, cavando-a. A cava da Vaca era mais funda que a cava da Cabra. Brava a Cabra ficou e num impulso destemido empurrou a Vaca para a sua grande cava. A terra estava seca, então a Cabra fez xixi na cava só pra ver a Vaca ir pro brejo.
Satisfeita com o seu feito, a Cabra saiu de cabeça erguida sem ver a cava que ela havia cavado e nela caiu.



Não sobrou nem um bicho para salvá-la. Deu bode. Morreram todos.Enganei-me, sobrou a Macaca, que tem uma banana pendurada no seu pescoço, fazendo fusquinha pra mim.



Peguei o pé-de-cabra e vapt! vupt! Esmaguei-a no chão. Agora, eu estou com a Macaca.











Mim ser eu mesma. Ahhhhhh! Ploft! Quem deixou isso no chão?

Vixi! Vai dar bode de novo



AUTORIA - RITA LAVOYER - MEMBRO DA CIA DOS BLOGUEIROS DE ARAÇATUBA


Texto publicado no livro "TANTAS PALAVRAS' - Org. Antônio Luceni.

Imagens da internet

8 comentários:

Jorge Sader Filho disse...

É tanto bode, cabra, vaca dando chifrada, cabra com pé-de-cabra e ainda aparece uma macaca, friamente assassinada. Deixou a casca da banana, Rita pisou e caiu.
Vai dar bode sim. A casca da banana lembrou uma república embananada, claro que vai dar bode.
Beijos

HAMILTON BRITO... disse...

Mas que balaio é este, dio? bode, abelha, macaco...cruuuzzessss!!!!!

Célia disse...

Chifradas... Bodes... Cabras... Bordel de flor a céu aberto... haja macaca pra tentar por ordem nisso tudo! E a "bicharada" em graça desbundam em uma passeata... e cantam: "foi numa casca de banana que eu pisei... pisei..."
Rita, você é terrível!! Uma cena típica do Palácio do Planalto & seus Ministros!

Marcelo Pirajá Sguassábia disse...

Mas que insana ciranda animalesca. Cheia de alegorias, metáforas, duplos sentidos, travalínguas e tudo o que tem direito. Tá com a macaca mesmo, Rita. Nota 10, professora. Aproveito pra agradecer o convite para a Cia dos Blogueiros! Um beijo pra você.

Cecilia Ferreira disse...

mas ninguém quis ficar morto quando a cabra, já cabreira, trouxe a massa e o pesto. Será por isso que agora, na achação dessa história não há quem ponha cabresto?

Bjs para vc cabRITA!

Rita Lavoyer disse...

Praaa aaa.aaaa toooo dooooosss


bééé´ béééé!
bééé béééé!

Cacá - José Cláudio disse...

Que confusão deliciosa, Rita! Vou mostrar para a Maria Eduarda, minha sobrinha de seis anos que adora que a gente conte historinhas de bichos para ela. Agora que está lendo, ela fica ainda mais encantada . E a sua história é uma belezura. Um abraço e obrigado pelo convite para a Cia de Blogueiros. Paz e bem.

O Poeta das Multidões disse...

Essas cabritas farão o Mirto lembrar sua infancia no sitio em que morava na infancia. E segundo ele, era muito namorador. Coitada das cabritas. Heitor gomes.