CLASSIFICAÇÕES EM CONCURSOS LITERÁRIOS

PREMIAÇÕES LITERÁRIAS

2007 - 1ª colocada no Concurso de poesia "Osmair Zanardi", promovido pela Academia Araçatubense de Letras;

2010 - Menção Honrosa no Concurso Nacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2012 - 2ª classificada no Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2014 – Menção honrosa Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2015 – Menção honrosa no V Concurso Nacional de Contos cidade de Lins;

2015 - PRIMEIRA CLASSIFICADA no 26º Concurso Nacional de Contos Paulo Leminski, Toledo-PR;

2016 – 2ª classificada no Concurso Nacional de contos Cidade de Araçatuba.

2016 - Classificada no X CLIPP - concurso literário de Presidente Prudente Ruth Campos, categoria poesia.

2016 - 3ª classificada na AFEMIL- Concurso Nacional de crônicas da Academia Feminina Mineira de Letras.


quinta-feira, 21 de julho de 2011

DIA DO ESCRITOR

Imagem da Cia dos blogueiros Araçatuba
www.ciadosblogueiros.blogspot.com



No dia 25 de julho comemora-se o dia do escritor. Em Araçatuba, existe a Cia dos blogueiros, da qual faço parte.

Depois da minha inscrição na Cia, o número de visitas no meu blog cresceu consideravelmente. Por curiosidade, fiz um levantamento para saber mais ou menos o número de visitas que o meu blog tinha por mês.

No dia 22/03 o marcador apresentava 9943; em 02/05 ,11.722; 14.540 em 20/06 e até agora ,21/07, 15.632 visitas. Sei que esse número não é significativo para escritores renomados, mas para mim é.

Conheço os leitores fiéis. Uns leem o que publico e me mandam e-mails, não comentam no blog. Outros comentam e mandam e-mail também. Isso é muito gostoso. Mas pelo marcador de visitas, devo ter muitos leitores por ai, se não, investigadores. Kkkkkkkkk

Tento deixar o meu blog com a minha cara, se bem que nem sempre eu consigo. Quando eu volto lá trás e leio alguns textos publicados arrependo-me. Penso por que eu não escrevi isso ou aquilo que queria dizer, ia passar, cair no esquecimento. Mas xingar não é legal, escrever xingamento pior ainda. Ah, deixa pra lá. São textos passados.

Já me envolvi em situação bastante embaraçosa com alguns leitores. Um deles fez um comentário sobre o meu texto, bem simpático e comovente, mas um outro leitor veio desmerecê-lo, ofendendo-o moralmente. O conflito saiu do blog e passou para os bastidores, e-mails corriam e eu tentando explicar que não tinha visto a publicação do ofensor, porque no meu blog o comentário é livre, não requer minha autorização. O episódio foi encerrado com ofensa a minha pessoal no blog. Deixei, pois todos achavam-se nos seus direitos de defesa.

No meu blog há “trieto” . Um dos poetas eu sequer conhecia. Foi-me apresentado virtualmente por Hamilton Brito, que tentou me desafiar. Aceitei. Quem me visita já deve ter lido os trabalhos com José Geraldo Martinez, José Hamilton Brito e eu. Travamos desafios que me ajudaram a crescer na escrita e na criatividade. É sempre bom lembrarmos que poeta só tem alma, e para aí. Obrigada aos dois.

Quero continuar com o meu blog, publicando o que eu escrevo. Sendo ou não considerada escritora pela crítica sou, sem sombra de dúvida, uma blogueira.

Administro dois blogs
WWW.ritalavoyer.blogspot.com
WWW.bullyingaracatuba.blogspot.com

Aos escritores e aos que apenas escrevem , como eu, boa comemoração. E um grande abraço blogal desta blogueira.

Rita Lavoyer é membro da Cia dos blogueiros.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

O QUE É ISSO, COMPANHEIRA?


IMAGEM DA INTERNET




Como sempre acontecia no seu dia a dia, aquele dia não foi diferente. Aconteceu de novo, logo pela manhã, mas daquela vez ele veio batendo as asas. Cantou tristemente no parapeito da janela da sua sala de estar. Estava o homem a ler o seu jornal.


_ Bom dia! - Disse-lhe ele com ar contente, apesar de ter mostrado tristeza no seu canto.


_ O que é que tem de bom? - Respondeu-lhe o homem com a amargura das notícias que já o consumiam tão cedo.


_ O que é que tem de bom? Tem que hoje eu estou voando.


_ Já não voava antes?


_ Não! Antes eu apenas pulava, mas não conseguia alcançar a altura que atingi hoje.


_ Se ficou contente com isso, por que é que cantou com tanta tristeza?


_ Por que eu cantei? Eu não canto! Não sei cantar. Nunca cantei.


_ Como não? Chegou aqui cantando...


_ Eu cheguei aqui? Como que eu cheguei aqui? Está maluco? Eu nunca saí daqui homem! Como posso ter chegado?


Olhou o bichinho por sobre os seus óculos, engoliu tão seco que um nó apertava-lhe a garganta. Fechou o jornal. Dobrou-o, e sem piedade deu-lhe um golpe impiedoso no lado, atingindo a asa esquerda. Com uma das partes depenada, a coisinha refletia um ar jazido no canto onde fora parar.


_ Humm! Jornal dobrado dói - murmurou a triste ave querendo suplicar um último olhar do seu malfeitor – Ainda mais nas minhas costelas.


_ Não bati nas costelas. Bati na asa.


_ Que asa? Nunca tive asa! Acho que me quebrou as costelas, seu desgraçado!


_ Que costelas?- Perguntou-lhe. - Desde quando cobra tem costelas?


_ Que cobra? Nunca fui cobra.


_ Foi sim, seu papagaio!


_ Que papagaio, seu porco! Nunca fui um papagaio. Sempre fui um periquito.


Diante dessa afirmação, o homem levantou-se da poltrona e com um salto destemido esmagou o pobre animal pisando-lhe o pescoço. Face às revelações que sempre o assombravam, nada mais lhe restava a fazer senão, jogar a sua companheira no lixo.


Deixou o jornal, botou a sua camisa do timão e foi ao estádio juntar-se COM a torcida organizada.



Rita Lavoyer é membro da Cia dos blogueiros

sexta-feira, 8 de julho de 2011

POETA E POESIA

imagem da internet





POETA E POESIA

José Geraldo Martinez


Poesia, debruça sobre mim
na suave voz dos lábios dela.
E dos teus versos, enfim,
naqueles lábios de carmim...
Mostra-me de tua beleza toda aquarela!


Faze-me neste momento menino!
Apenas a escutar as tuas rimas...
Para quando partires, eu chorar meu desatino,
como a chorar a perda de minha menina.



Será que tu voltas amanhã
na voz de minha doce poetisa
ou mandas apenas recado em minha solitude,
trazidos na mansa brisa?


Poesia, nesta hora torno-me poeta!
Quando a saudade minha alma infesta,
com noite de toda amplidão...


Poesia, nesta hora sou pranto boêmio
que infesta...
O peito tão frio que me resta,
escorrendo por suas mãos!

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POESIA DO POETA


RITA LAVOYER


Poeta, cumpre o teu destino!
Concretiza-me na figuração da tua linguagem
Ainda que trema com a pena na mão
Vista-me como prover a tua roupagem:
Abstrato da minha emoção.

Poeta, ainda que velha no teu alcance criança
Renova-me a cada dia
Na fênix da tua esperança, e
Acalenta o meu renascer em cada cinza fria.

Poeta, o amanhã está na obra
Que desejas construída.
Meu alicerce é a tua base,
Esteja nela fechada ou aberta a ferida.

Poeta, nesta hora sou utopia:
Fruto da tua luz.
Quanto mais no teu peito a dor se alastra,
Muito mais da beleza faço jus.


Mata e vive por mim todo dia.
Sou teu estro, meu astro,
Nomeia-me “Tua Poesia”.


Rita Lavoyer é membro da Cia dos blogueiros

domingo, 3 de julho de 2011

DUAS COMIDAS MAL FEITAS

Matéria do Jornal Folha da Região de 03/07/2011

DISPUTA




Achavam-se felizes, mas quando davam para agressão o "pau" quebrava mesmo. As ofensas choviam e não tinha mãe que saísse limpa na história.
Foi sempre assim, desde que se casaram.






_ Você não cozinha como a minha mãe.






E ela aguentava calada para a comida poder passar-lhe pela garganta.
Quando começavam a discutir, o assunto da comida estava sempre no meio. Durante uma das refeições, ele soltou a famosa :






_ Você não cozinha como a minha mãe!






_ Não por isso, querido! Peça à sua mãe que venha até a nossa casa que eu a ensinarei a cozinhar, isso se ela, ainda, tiver condições de aprender alguma coisa. Assim, passaremos a cozinhar do mesmo jeito e nas duas casas sentirá o mesmo sabor.






Irritado com a ironia, o marido armou-se com a faca de mesa e desferiu um golpe mortal no pescoço da mulher. O sangue jorrou sobre a salada de tomates, única mistura sobre a mesa, tornou-se brilhoso sobre o opaco da panela de arroz e enrubesceu o chão.






Ágil em sua ação, o homem misturou o feijão com o arroz e com essa massa tampou a cavidade do pescoço da mulher, tentando estancar-lhe o sangue, mas deixou-a morta no chão. Em poucos minutos os mosquitos começaram a chegar.






O homem correu para a casa da mãe. Cheio de êxtase, matou a velha com o seu amor. Como não viu sangue, correu, foi até a cozinha, apanhou um tomate e esfacelou-o na cara da morta. Ligou para o restaurante, pediu uma marmita, sentou-se no sofá, ligou a TV. Acendeu um cigarro e pôs-se a esperar seu almoço.





DESPONTE






_ Todo homem tem um sabor, venha provar de mim para descobrir qual é o seu gosto – disse o cozinheiro ao seu prato principal.





_ Mas a dor dos meus dissabores parece não ter fim – retrucou a comida.






O cozinheiro fez com que o seu prato principal olhasse ao seu redor, a fim de que se reconhecesse com os objetos ali contidos: fogão, refrigerador, panelas, pratos e talheres. A comida girou em torno de si mesma, ficou zonza e caiu.






Antes que ela acordasse o cozinheiro despiu-a, arrumou-a delicadamente em uma mesa central sobre a qual luzia uma linda toalha de linho. Lambeu-lhe delicadamente o pescoço e, ao primeiro toque dos seus lábios aos lábios dela, sentiu-os ressecados.






_ Devo umidecê-la, amada minha, com os dotes de cujo pote você só faz crescer.






Assim o fez.






Acordada a amada, a comida alimentada, esta, então, o possuiu. Com o seu dote, secou-lhe o pote. Afastou o seu rosto do peito dele e perguntou:






_ O que diz dos meus sabores?






Mas ele, exausto, adormecia. Ela levantou-se, fez uso dos objetos à sua volta. Preparou um suculento caldo.






“Ninguém, tendo-me como prato principal, degusta-me sem dizer dos meus sabores” - ruminava.






A mulher pegou o caldo, ainda fumegante, e o despejou sobre as intimidades do cozinheiro.






Os gritos do homem, sumindo no ar, fizeram arrepiar os pratos e talheres, mas não houve tempo de alcançar o refrigerador. Cozido que estava, cortou-o e o colocou na marmita. Alguém esperava o almoço.






RITA LAVOYER é membro da Cia dos blogueiros