CLASSIFICAÇÕES EM CONCURSOS LITERÁRIOS

PREMIAÇÕES LITERÁRIAS

2007 - 1ª colocada no Concurso de poesia "Osmair Zanardi", promovido pela Academia Araçatubense de Letras;

2010 - Menção Honrosa no Concurso Nacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2012 - 2ª classificada no Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2014 – Menção honrosa Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2015 – Menção honrosa no V Concurso Nacional de Contos cidade de Lins;

2015 - PRIMEIRA CLASSIFICADA no 26º Concurso Nacional de Contos Paulo Leminski, Toledo-PR;

2015 - Recebeu voto de aplausos pela Câmara Municipal de Araçatuba;

2016 – 2ª classificada no Concurso Nacional de contos Cidade de Araçatuba;

2016 - Classificada no X CLIPP - concurso literário de Presidente Prudente Ruth Campos, categoria poesia.

2016 - 3ª classificada na AFEMIL- Concurso Nacional de crônicas da Academia Feminina Mineira de Letras;

2012 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura

2017 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura

2017 - 13ª classificada no TOP 35, na 4ª semana de abril de microconto Escambau;

2017 - Classificada no 7º Concurso de microconto de humor de Piracicaba.

2017 - 24ª classificada no TOP 35, na 2ª semana de outubro de microconto Escambau;

2017 - 15ª classificada no TOP 35, na 3ª semana de outubro de microconto Escambau;

2017 - 1ª classificada no concurso de Poesia "Osmair Zanardi", promovido pela Academia Araçatubense de Letras;

2017 - 11ª classificada no TOP 35, na 4ª semana de outubro de microconto Escambau;

terça-feira, 20 de novembro de 2012

COZINHANDO GALO




Tem dia que as palavras ficam presas. Daí vem a Duxtei solicitando o texto para esta coluna, dia 23. Não demora ela torturará o meu psicológico.  Fui verificar no Google os fatos históricos do dia para ver se surgia ideia. Se pelo menos fosse para o dia 20 eu teria um monte de coisas para falar! Chamou-me a atenção isto: “23/11/1994 - Representantes de 138 países reúnem-se em Nápoles, na Itália, e aprovam um plano de ação global para conter o crime organizado.”

Pensei nas dificuldades dos jornalistas e “escrevistas” de um passado distante, sem recursos, somente um radinho que lhes transmitia notícias para tecerem matérias  e olhe lá! Será que os editores torciam por tragédias? Mas sobre quais podiam escrever?

Tem gente disparando balas e não esgota o assunto “mensalão”. Aos ministros justos escrevem confetes!  Não escreverei doçuras.  

Confesso: hoje estou sem criação! Por isso, resolvi cozinhar galo.  Crio no imaginário  um galo pescoçudo, bom para torcer. De repente, por um deslize de imaginação o deixo cair num tacho com água fervendo, perdendo sua crista. Imagino linguiças, pego-as e, com elas, vou amarrando o galo, digo: o texto. Quero encher com abobrinha também. Acho melhor ralar, mas vai tomar muitas linhas e eu dou preferência por ela inteira mesmo.  Pronto, recheei-o!

Ponho pimenta malagueta para não dispensar a imaginação. A criação está começando a ficar vermelha! Ou melhor - azul. Não! Os dois: meio vermelha e meio azul para igualar os olhos da criação: um da esquerda; outra da direita. Penso que vermelho com azul dá roxo.  Mas não de hematoma de torcida se acotovelando.

Pego a minha criação fervendo e amasso! Ô criação de conteúdo duro de sair, sô!? Acho que está se rendendo. A torcida sempre ajuda.

Para não me comprometer com nenhum órgão de defesa dos animais de duplo sentido, e nem com a torcida, vou começar outro texto, trocar o galo por  outro personagem. Será que se eu tomar emprestado alguém do mensalão haverá torcida? Mudo o título para: “Um alguém  sozinho não tece nada, como nunca antes...”.  Aí vem um justiceiro, salva o personagem e o faz herói!  Vê? Inventar e escrever é só começar e as palavras desaprisionam-se, a criação já está borbulhando. A torcida ficou mais forte agora!

Só tenho que tomar cuidado para não ser presa, o que é muito mais fácil, por soltar as minhas palavras criando um plano de ação animal com método imaginário de torturar galo, logo eu, que nem curto rinha de galo e nem jogo no bicho. Tem galo no grupo desse jogo?

  Vão cantar de galo na minha cabeça, justificando minha prisão como sendo um “controle inibitório de imaginações sem sentidos”.  Aí, só por injustiça, permaneço com este texto mesmo e digo que não sabia de nada!

 Mas se eu for presa a Duck vai junto.  Ouviremos  pela manhã o galo cantar quadrado. Vou ler todos os meus textos pra ela, na cela.  Tortura, com tortura se paga! 

Afinal, hoje é 23, tá! É Cabra. Mas pode ser CabRita e Cabral , aquele que diz que um galo sozinho não tece uma manhã! Seremos 3. Com a Duxtei, 4, que será libertada para  não caracterizar formação de quadrilha textual. Vai que vira crime organizado, descaracteriza o plano de ação global de 1994.  Tudo culpa do galo, o único que pagou o pato nesta história do dia 20, que na organização do grupo é peru. Já que antecipamos datas, pego uma cachaça e começo outro plano de torturar peru. Digo que já é Natal e enfio o bicho morto no saco do Papai-Noel do povo.  Tem bicho que toma cachaça no mensalão?  

                                                                    
Texto publicado na coluna Tantas Palavras - Jornal Folha da Região em 20/11/2012.
Para entender as datas do texto: Duxtei, a secretária da UBE Araçatuba, agendou-me para o dia 23/11 - sexta-feira. Mas a coluna Tantas Palavras só acontece às terças-feiras. E o texto foi produzido para o dia 23, sem percebermos as trocas das datas kkkkkkkkkkkkk

Um comentário:

Célia Rangel disse...

Rita! Hilário! Correndo aqui providenciando "docinhos" para o "seu quadrado" via correio, pois não podemos ficar sem tais hilárias crônicas... Permitir-se-á um notebook para você se extravasar alimentando-nos com ou sem galo... kkkk...
Bjks. Célia.