CLASSIFICAÇÕES EM CONCURSOS LITERÁRIOS

PREMIAÇÕES LITERÁRIAS

2007 - 1ª colocada no Concurso de poesia "Osmair Zanardi", promovido pela Academia Araçatubense de Letras;

2010 - Menção Honrosa no Concurso Nacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2012 - 2ª classificada no Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2014 – Menção honrosa Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2015 – Menção honrosa no V Concurso Nacional de Contos cidade de Lins;

2015 - PRIMEIRA CLASSIFICADA no 26º Concurso Nacional de Contos Paulo Leminski, Toledo-PR;

2016 – 2ª classificada no Concurso Nacional de contos Cidade de Araçatuba.

2016 - Classificada no X CLIPP - concurso literário de Presidente Prudente Ruth Campos, categoria poesia.

2016 - 3ª classificada na AFEMIL- Concurso Nacional de crônicas da Academia Feminina Mineira de Letras.

2012 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura

2017 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura

2017 - 13ª classifica no TOP 35 na 4ª semana de abril de microconto Escambau.

2017 - Classificada no 7º Concurso de microconto de humor de Piracicaba.


domingo, 25 de novembro de 2012

VITAMINA AO MAR



VITAMINA AO MAR.


RITA LAVOYER



Amor!

Por que deixaste-me sem

nada dizer?

Amor!

A ti não pedi o amor,

apenas quis te amar.

Disseste-me: sim!

Acreditei...

poder ofertar-me a ti.

Amor!

Onde jogavas o que eu te dava,

transformando-te em ser tão fraco?

Fiz-me tua fonte de energia,

teu suporte.

Produzi no meu laboratório a melhor vitamina

para rejuvenescer-te, tornar-te belo.

Quando já te viste forte, criaste coragem

para jogar-me ao mar.

Amor!

Existe também o genérico,

por que optaste pelo similar?

Sem rótulo, clandestino, espionado e...

pagando tão caro para

dividir com outros a mesma cartela.

Quanto chorei quando riram de ti

esta infeliz divisão...

Mares e mares...

Sei que dele amargaste o fel

da contraindicação.

Não leste a bula do produto:

“maléfico à reputação”?

Amor!

Na minha cápsula há amor. Somente!

Jogaste-me ao mar, amor!

Jogaste-me ao mar!

Com as ondas arrebentei-me nas pedras.

Agora andas com os pés pregados na areia.

Vejo-te náufrago, concentrado em cismas,

colecionando conchas partidas,

tentando pregá-las

na tua seara povoadamente desértica.

Encontra-me!

Entre uma onda e outra,

encontra-me antes que me levem embora.

Embora as marés altas tentem me arrastar,

encontra-me,

ainda estou no mesmo lugar,

presa entre as pedras arrebentada.

O que produzo é por ti.

Posto que comprimido.

O que produzo é por ti!

Estou submersa, mas posso vir à tona.

Puxa-me! Puxa-me!

A ti ofereço-me vitamina novamente.

Elas estão transbordando na água que te lambe os pés.

Por favor!

Permita-me continuar te amando,

mas suplico-te:

toma do meu recipiente,

fortaleça-te novamente

para tomar-me à força nos teus braços

antes que minha pérola

vire âncora

neste ainda tão mar, amor!



Autoria- Rita Lavoyer

3 comentários:

Jorge Sader Filho disse...

Fino trato com as palavras, Rita!
O verso final é digno de nota, pela sua construção.

Abraço,
Jorge

Célia Rangel disse...

Uma linda ostra que dilapida em sofrimento a pérola do amar o amor e o mar! Poema mágico, Rita!
Bjs. Célia.

Marcelo Pirajá Sguassábia disse...

Um texto para ler várias x ao dia! Um beijo, Rita.