CLASSIFICAÇÕES EM CONCURSOS LITERÁRIOS

PREMIAÇÕES LITERÁRIAS

2007 - 1ª colocada no Concurso de poesia "Osmair Zanardi", promovido pela Academia Araçatubense de Letras;

2010 - Menção Honrosa no Concurso Nacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2012 - 2ª classificada no Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2014 – Menção honrosa Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2015 – Menção honrosa no V Concurso Nacional de Contos cidade de Lins;

2015 - PRIMEIRA CLASSIFICADA no 26º Concurso Nacional de Contos Paulo Leminski, Toledo-PR;

2016 – 2ª classificada no Concurso Nacional de contos Cidade de Araçatuba.

2016 - Classificada no X CLIPP - concurso literário de Presidente Prudente Ruth Campos, categoria poesia.

2016 - 3ª classificada na AFEMIL- Concurso Nacional de crônicas da Academia Feminina Mineira de Letras.

2012 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura

2017 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura

2017 - 13ª classifica no TOP 35 na 4ª semana de abril de microconto Escambau.

2017 - Classificada no 7º Concurso de microconto de humor de Piracicaba.


quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

NATAL NA SELVA


VÍDEO CONSEGUIDO NA INTERNET


 NATAL NA SELVA

 

O sol nasceu mais claro do que nos outros dias que ele também tinha nascido mais claro naquela selva.

Mas... onde era mesmo aquela  selva?

Três grandezas:  Dois reis: um Leão e um Tigre;  um príncipe, a Pantera Negra.

O Leão e o Tigre planejaram sair, cada um com  seu exército, para levarem presentes a um animalzinho que eles, desde sempre, ouviam dizer, nasceria naquele lugar, naquela época.

Mas, onde era mesmo aquele lugar?

O Rei Leão tinha um exército formado por Lebres e Tartarugas.  Orgulhava-se por nunca ter perdido uma batalha, muito menos um elemento da sua tropa, desde o primeiro ao último escalão. Atribuía as suas conquistas às experiências que seus soldados trocavam entre si. Diziam tratar-se de um rei duro e severo. A cada batalha travada e vencida, ele distribuía uma porção de ouro, mirra e incenso  aos que o ajudavam a edificar o seu império. Aquele Leão era um Rei muito rico e poderoso. Competia-lhe uma significativa parte daquele território.

Mas... onde era mesmo aquele território?

Um outro rei, o Tigre,  tinha um exército muito poderoso formado por  Camundongos e Gatos. Também orgulhava-se por nunca ter perdido uma batalha, muito menos um elemento da sua tropa, desde o primeiro até o último escalão. Atribuía as suas conquistas à disciplina dos seus soldados. Diziam tratar-se de um rei duro e severo.    A cada batalha travada e vencida, ele distribuía uma porção de ouro, mirra e incenso aos que o ajudavam a edificar o seu império. Aquele Tigre também era um Rei muito rico e poderoso. Competia-lhe uma grande parcela daquela terra.

Mas... onde era mesmo aquela terra?

Uma Pantera Negra tinha um exército formado por Morcegos  e Toupeiras. Ao contrário dos outros reis, a Pantera Negra não contava vitórias e conquistas pelo seu exército. Atribuíam a sua situação às desavenças entre os seus soldados. Após cada período de serventia o príncipe distribuía a eles e também às suas famílias os talentos que lhes competiam.  Aquela Pantera era um príncipe, mas não era rico e não apresentava poder diante dos demais reis.  A ele competia apenas uma casa que já foi, outrora, castelo.

Mas... onde ficava aquela casa?

Sua Majestade Real , o Leão, indagou a Pantera Negra:

_ Vossa Alteza, embora ainda tenha o título real, não me parece nada com uma realeza. A cada ano vemos perder mais e mais as suas posses. Embora toda a selva saiba que não passa, ainda, por privações, vemos que o seu império anda se definhando. Esse seu exército ainda o levará à ruína total. Troque-o todo e verá novamente a sua fortaleza erguida. Ele está atravancando o seu reinado.

Sua Majestade Imperial, o Tigre, ouvindo o amigo continuou com a sua visão:

_ Vossa Alteza, lutamos e conquistamos esta importância de território. Hoje, vendo-o assim, perdendo  sua herança, com sua luta solitária,   deixa-me entristecido. O que posso fazer para que Vossa Alteza Real - Pantera Negra- reerga-se e reconquiste o seu império?

Ouviu as preocupações de Suas Majestades silenciosamente. Dos olhos da Pantera podia-se ver um brilho maior do que o brilho que lhes era constante. A Pantera procurou o seu exército e não o viu em sentinela. Não o viu disciplinado. Não o viu exército. Caminhou lentamente e foi, sozinho, sentar-se no topo de uma montanha. Olhou para baixo e avistou um imenso abismo. Olhou para cima e viu um azul ilimitado. Pos-se em posição contemplativa.

Tempo depois, achegaram-se os dois reis.

_ Amigo, o que se passa? Por que isolou-se de nós? – Perguntou-lhe o  Tigre.

_ O nobre colega precisa que o nosso exército reorganize o seu? Indagou-lhe o Leão.

_ Isso não é preciso – respondeu-lhe a Pantera. Eles sempre vêm a mim quando Vossas Majestades saem para presentear o animalzinho que previram, nascerá nesSas terras.

_ Mas... se você  continuar contando histórias para o nosso exército quando nos programamos sair a procura do animalzinho que vai, temos certeza,  nascer, nunca o acharemos. Precisa parar com essa contação de história para os nossos exércitos. – Tentava intimidá-lo o Tigre.

_ Cadê o seu exército agora? –Ironizou o Leão.

_ Os Morcegos estão espalhando;  as Toupeiras, enterrando os talentos com os quais eu lhes pago – respondeu-lhe o príncipe. 

_ Não acha, Pantera Negra, que o seu exército deveria levar o seu talento ao banco para devolver com o juro que lhe compete?  - Perguntou-lhe o rei Leão.

_ Vossa Majestade, Rei Leão, o meu exército faz o que, segundo ele, é apropriado  com os talentos que eu lhe pago. Se os Morcegos semeiam os talentos, o seu exército vem e os colhe, pagando-lhe como juro. Igualmente o exército de Vossa Majestade, Rei Tigre. Se as Toupeiras enterram o que lhes é de direito, o seu exército vem e o desenterra, entregando-lhe os juros que lhe compete. Os elementos do meu exército  são o que são, obedecendo as ordens das suas naturezas.

_ Mas se o seu exército continuar agindo assim, sem  demora não terá mais onde morar e  no final ele o abandonará, certamente. Não virá dar-lhe de comer e nem de beber – Alertou o rei Tigre.

_ Quando esse dia chegar – respondeu-lhes o Príncipe - talvez deixarão de procurar o animalzinho que um dia previram, nasceria por essas terras.

_ Ele ainda vai nascer! Ele é o prometido e marcharemos a sua procura - respondeu-lhe o rei Leão._ Não despregamos os nossos olhos do alto para não perdermos o anúncio da estrela.

A  Pantera Negra caminhou novamente e pôs-se contemplativo no topo da  montanha, observando o abismo que crescia por lá, enquanto os três exércitos  colocavam-se  em sentinela, observando aquela contemplação. Os dois reis marcharam solitários sem olharem para trás.

_ Se não tomarmos as rédeas do nosso exército nessas épocas, perderemos igualmente o nosso poder.

_ De fato, ele está dando muito ao exército dele, mas não pede retribuições por isso!

_ Talvez pense que sua realeza esteja no mérito individual! Nunca chegará a rei!

_ É! Sempre desconfiei que o excesso de melanina na pelagem prejudicaria aquele  raciocínio!

_ Então, que vá reinar em outro mundo!

O dois reis entreolharam-se e cuspiram nas patas, lavando-as. Sem contestarem os instintos, retornaram.  Saltaram ferozmente  diante dos soldados, urrando. Sem demora, marcharam para os seus impérios, deixando a Pantera e o seu exército, inabaláveis, na mesma posição.  

autoria - Rita Lavoyer

 

 

 

 

 

6 comentários:

Jorge Sader Filho disse...

Adorei esta pantera negra, Rita!
Tem magia...

Abraço,
Jorge

HAMILTON BRITO... disse...

Como são as coisas. Eu detestei a pantera negra. Por ter magia....

Célia Rangel disse...

Rita!
Seria a pantera negra, alguma metáfora dos meios político-sociais que vivemos? Hum... algo na "montanha" me diz...
Bj. Célia.

Helcio disse...

Gostei da descrição do equilibrio da natureza. Se todos rugissem não haveria o medo mas somente a raiva. O medo e a raiva são ingredientes da evolução.
Helcio

Marcelo Pirajá Sguassábia disse...

Olha a sua veia fabular aí de novo... Sábio e criativo texto. Feliz natal, Rita!

Cidadão Araçatuba disse...

Feliz natal ä você e aos seis, e que as conquistas de 2012 se multipliquem em 2013, são os meus mais sinceros votos. Quanto aos reis não sei! Apesar de ser plebeu vejo tanta gente mandar que nem sei quem executa na verdade. rs...
Abração!