CLASSIFICAÇÕES EM CONCURSOS LITERÁRIOS

PREMIAÇÕES LITERÁRIAS

2007 - 1ª colocada no Concurso de poesia "Osmair Zanardi", promovido pela Academia Araçatubense de Letras;

2010 - Menção Honrosa no Concurso Nacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2012 - 2ª classificada no Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2014 – Menção honrosa Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2015 – Menção honrosa no V Concurso Nacional de Contos cidade de Lins;

2015 - PRIMEIRA CLASSIFICADA no 26º Concurso Nacional de Contos Paulo Leminski, Toledo-PR;

2016 – 2ª classificada no Concurso Nacional de contos Cidade de Araçatuba.

2016 - Classificada no X CLIPP - concurso literário de Presidente Prudente Ruth Campos, categoria poesia.

2016 - 3ª classificada na AFEMIL- Concurso Nacional de crônicas da Academia Feminina Mineira de Letras.


sábado, 14 de janeiro de 2012

É DA CASA DA ... "'FULANA"? - VÂNIA CRISTINA


ESSA FULANA CHAMA-SE  VÂNIA CRISTINA

Há problemas para os quais a educação não serve como aliada para a solução.

Estava se tornando impossível atendermos ao telefone aqui em casa. Mesmo o número não constando na lista, para evitar incômodos, não deu outra.

_ É da casa da “FULANA”?
_ Não! Aqui não mora nenhuma ....

E assim levávamos, atendendo educadamente, explicando e solicitando retirarem o número daquela lista de cobrança. As crianças já sabiam a ladainha decor.

_ É da casa da fulana?

_ Por favor, há 4 anos explicamos que aqui não é da casa da...
E blá blá blá daqui e desculpas do lado de lá.

De novo, no dia seguinte, na próxima semana , mês, ano...

_ Por questões de segurança a nossa conversa será gravada....


tum tum tum tum tum tum. Eu desligava e nem dava pelotas.

Então era feriado. Putz! Feriado! O telefone tocou e eu corri para atendê-lo como fazia há 4 anos.

_ É da casa da FULANA?

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_ Quem deseja falar com ela? – Perguntei.

_ Por questões de segurança podemos falar apenas com a ‘FULANA’.

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_ Por questões de segurança eu quero que você vá tomar bem no meio do seu *&(*# - respondi.

Nunca vi pai e filhos tão sintonizados na corrida biônica para acreditarem no que ouviram. Os 3 queriam ao mesmo tempo passar pela porta. Espremeram-se.

_ Você falou o quê?

O menino branco ficou mais branco ainda. A zoiudinha perguntou se eu tinha mostrado o dedo do meio...
Em menos de um minuto o telefone toca e adivinhe:

_ É da casa da FULANA?

_ Por questões de segurança, seu empregadinho de um banco vagabundo (esse banco tem agência em Araçatuba e é bem vagabundo mesmo, daqueles mais ordinários que possa existir para roubar dos clientes tudo o que pode ser roubado e muito mais. Instituição financeira vagabunda, das piores possíveis) o número de onde você está discando está gravado no meu identificador, vou agora na delegacia registrar uma queixa contra vocês (**&#¨%$#&(&%¨&&(*)!@##@$#.....
tum tum tum tum tum tum tum tum- ele desligou.

_ Mãe, você está louca?
_ Que foi que te deu?
_ Mãããããeeeee !!!!!!!!! buá buá buá buá buá

_ O que que é? Vocês são anormais ou o quê? Nunca ouviram alguém falar o que foi gritado aqui? Ah, vão encher o saco de outro, porque essa ....(fulana) encheu o meu, esse banquinho vagabundo encheu o meu, e não me encham vocês também !

Reservei-me o direito de estourar as coisas dos outros. Eu jamais imaginei que mandar alguém do outro lado do telefone ir para aquele lugar doesse tanto no entorno. Até o Sansão, o totó, bufava. Também não imaginei que o resultado daria tão certo. Foi desconfortável, confesso. Há dois meses não perguntam se aqui é da casa da Vânia.

Se você estiver sendo incomodado por uma agência de cobrança, sem dever, ou por um banquinho bem vagabundo como eu fui, sem ser cliente dele, não passe nervoso. Mande logo para aquele lugar. Acho que foram e gostaram. Espero que nunca mais liguem na minha casa.

RITA LAVOYER



imagens internert: teacherjonas.blogspot.com
Comunicaçã Ò;Ó n: DP - Atendimento ao cliente!
PÁGINA DA FONTE DE IMAGENS: http://comunicaon.blogspot.com/2010/07/dp-atendimento-ao-cliente.html

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

UM ELEFANTE INCOMODA MUITO A GENTE. UMA FORMIGUINHA INCOMODA MUITO MAIS.

SACUMÉ, NÉ?!
NÃO É POR ACASO QUE ALGUMAS PUBLICAÇÕES SÃO REPETIDAS.
SACUMÉ, NÉ!!!!!
ÓIA AI GENTE, A CARINHA DA FORMIGUINHA. PREOCUPAAAAADA...
HÁ HÁ HÁ HÁ HÁ HÁ HÁ HÁ



Elefante é um bicho grande. Incomoda pelo tamanho, pelo cheiro. Incomoda porque... Porque incomoda, ué! É um animal em extinção. Alguns estão no zoológico, outros no circo. Poucos estão em seu habitat natural.



Apesar de ser grandalhão, tem um cérebro do tamanho de uma formiga. Se ele tiver uma formiga formidável dentro dele, “vixi!”, ele será grandalhão e inteligente. Aí sim, vai incomodar muita gente mesmo! Mas é fácil tirá-lo do caminho. Pelo tamanho todos conseguem vê-lo. É só juntar muita gente forte, amarrar o bicho, pôr na jaula e mandar pra onde achar que deve afinal, qualquer agulha consegue acertá-lo.



A formiga... Bem, a formiga é um bichinho muito pequenininho. Tão pequenininho que muitas morrem sem antes conseguirem ver os próprios pés, pois os pés dos outros as esmagam logo que saem do ninho. E por falar em ninho, têm os de cobras. Nesse, nem elefante, tão pouco as formigas, gostariam de meter os pés. Ou patas? Hum! Sei não! Melhor usar patas porque se metem com as galinhas, são do mesmo círculo e a gente vai falando, o novelo enrolando e poucos entendendo.



Por falar em entender, dizem que quanto mais entendemos das coisas, mais inteligente somos. Ouvi uma história, mas não entendi direito. O que eu sou, então, já que eu não entendi?
E a história foi rolando. Galinhas e patas brigando para bicarem uma formiga. Mas a bichinha era ligeira e sabia do apetite das penosas por ela. Na disputa, saiu correndo. Viu-se acuada em determinado momento e o único esconderijo foi o ninho da cobra.



Lá adentrou. O espaço era pequeno, feito para o formato da cobra, se esticada. Um cano? Parecia que a formiga ia entrar pelo cano mesmo. A cobra percebeu algo, mas nada via. Sentia que pisava nela, pesando-lhe. Rastejou-se e saiu do ninho. Teve espaço. Esfregava-se no chão para tentar tirar aquele incômodo que andava pelo seu corpo. A formiguinha ficou. A cobra dava de rabada em si mesma tentando livrar-se daquilo, enquanto as penosas assistiam à cena.


Sentiu o negócio andando por sua cara. Contorceu-se toda e meteu o próprio rabo na cara, mas não acertava a formiguinha. E a cara foi inchando. Sábia, pois seu cérebro era grande, a formiguinha desceu pelo corpo da cobra alojando-se nas costas. Foi quando a cobra pode vê-la. Aquela, provocativa, sorriu para esta que, num ataque destemido, meteu as presas no próprio corpo, morrendo com o próprio veneno. A formiguinha saiu ilesa. As penosas aproveitaram e comeram a cobra, mas morreram de indigestão.



O elefante? Celebra o cérebro da formiga e sua razão de ser – incomodar, incomodar, incomodar muita gente


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RITA LAVOYER

Imagens- Recordações By Elizete: Junho 2008120 x 100 • 3 kB • jpegrecordacoesbyelizete.blogspot