CLASSIFICAÇÕES EM CONCURSOS LITERÁRIOS

PREMIAÇÕES LITERÁRIAS

2007 - 1ª colocada no Concurso de poesia "Osmair Zanardi", promovido pela Academia Araçatubense de Letras;

2010 - Menção Honrosa no Concurso Nacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2012 - 2ª classificada no Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2014 – Menção honrosa Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2015 – Menção honrosa no V Concurso Nacional de Contos cidade de Lins;

2015 - PRIMEIRA CLASSIFICADA no 26º Concurso Nacional de Contos Paulo Leminski, Toledo-PR;

2016 – 2ª classificada no Concurso Nacional de contos Cidade de Araçatuba.

2016 - Classificada no X CLIPP - concurso literário de Presidente Prudente Ruth Campos, categoria poesia.

2016 - 3ª classificada na AFEMIL- Concurso Nacional de crônicas da Academia Feminina Mineira de Letras.


quarta-feira, 27 de junho de 2012

BULLYING NO CÓDIGO PENAL

BULLYING NÃO É TABU !


O anteprojeto que inclui o BULLYING no novo Código Penal merece diversos olhares. Porque considerá-lo crime é muito fácil para quem só vê um lado da situação!

A importância de classificação de Bullying como crime é relevante, agora de que forma e por quem ele será classificado é que põe em jogo as questões que envolvem agressores e vítimas, uma vez que agressores são, muitas vezes, vítimas  também. A moeda nessa questão tem diversas faces que cegam.

Rita Lavoyer.

terça-feira, 26 de junho de 2012

BULLYING NÃO É BRINCADEIRA

BULLYING NÃO É BRINCADEIRA




Durante a minha infância tive algumas experiências com brincadeiras desagradáveis nos grupos de amigos. Nunca fui “santinha”, mas revidar não era minha característica, por isso, sempre ficava com um espinho na garganta ou uma ‘coceirinha’ na palma da mão provocando-me: “por que não deu o troco?”

O sentimento passava logo e no dia seguinte era tudo igual, uma vez que continuávamos amigos, realizando as mesmas rotinas de vida, dentre elas a corriqueira passadinha na casa do outro para, a pé, irmos à escola. Aquela época foi boa, porque foi o meu tempo e eu o aproveitei. Cada um a seu tempo, não acha?
Mas o meu “tempo” parece que ainda não terminou. Tenho que me manter alerta, de prontidão, para receber e agradecer o que me chega de bom. Do mesmo modo devo estar preparada para resolver o que vem como contrário aos meus objetivos. Bem, me desenvolvi um pouco, portanto, posso dizer que tenho algumas condições para realizar tal fim.

Embora muitas coisas tenham mudado de rumo, desde aquela época até agora, parece-me que algumas permanecem nos mesmos lugares. Às vezes, me questiono se o homem, depois de tantas transformações sociais, tecnológicas, informacionais, percebe que a vida tem lhe possibilitado a aproximação ou o melhoramento nas suas relações interpessoais. Tenho a impressão de viver da mesma maneira que os nossos ancestrais pré-históricos que sobreviveram à custa de muita luta. Não penso com isso em desconsiderar o homem como um ser evoluído, no entanto, existem algumas circunstâncias vividas que me levam a pensar contrariamente a este fato.

É aqui que chego à ideia do Bullying. Falar sobre Bullying, hoje, para mim, já não é mais tão doloroso. Fui me inteirando sobre o assunto até apreender o significado desta palavra ‘estranha’. Estranha? Não. É uma palavra cujo conceito nos acompanha há gerações.

Para quem ainda não sabe, Bullying significa uma variedade de agressões intencionais e repetidas, praticadas entre alunos para mostrar o poder de força de um sobre o outro. Os autores e os alvos são crianças e adolescentes, e as ações dos agressores e/ou autores são praticadas dentro das escolas, cujas vítimas (alvos) são os mais tímidos, ou aqueles que apresentam algumas características físicas que podem chamar a atenção, os conhecidos ou tratados – “diferentes”.

As pesquisas indicam que as crianças alvos de Bullying superam cada vez menos seus traumas psicológicos. O problema está no crescimento desta prática dentro do círculo infanto-juvenil, e eu posso afirmar sem medo de errar, que o problema atinge todas as escolas, sejam elas da rede particular ou da rede pública, haja vista estarem ali os que sofrem e os que praticam esses tipos de ações e/ou agressões.
Por não saberem dar nomes às suas atitudes, algumas crianças e jovens continuam praticando suas supostas “maldades”, alegando meras “brincadeirinhas”.

Brincadeira saudável nenhuma causa transtorno físico, psicológico e o isolamento de uma criança. No entanto, quando se trata do conhecido Bullying, a história muda de figura, pois, aqui, se aplica a ideia da brincadeira da “maldade”.

Hoje é crescente o número de crianças ou adolescentes que assumem comportamentos agressivos contra o colega de escola sem se darem conta do que estão fazendo, quando, infelizmente, estão praticando o Bullying. Mais triste ainda, é saber que dentre os alvos estão indivíduos inocentes, aqueles que raramente se dispõem a sair em defesa de si mesmos, seja por falta de habilidade, seja por dificuldades físicas ou emocionais.

Digo ainda que mais complicada seja a questão da falta de conhecimento por parte da sociedade  e pais sobre este assunto. Muitas vezes,  já presenciaram essas ações e não se deram conta dos malefícios que Bullying causa. Por exemplo, há pais que desconhecem o comportamento agressivo do filho dentro da escola; como também há pais que não conseguem diminuir o sofrimento do próprio filho, quando este é o alvo. Encontra-se nesta cadeia de problemática a criança que, por insegurança, muitas vezes não consegue relatar a alguém as humilhações pelas quais passa.

Chamo a atenção para esta questão, pois, afinal não cabe ao professor cuidar sozinho do comportamento dos seus alunos, ou seja, há aqui uma tarefa que deva ser compartilhada com a família. Nesse caso, o acompanhamento das crianças e dos adolescentes em fase escolar é missão, há tempos, daqueles envolvidos no processo do seu desenvolvimento: pais e escola. Mas há pais que não acham isso.  Por isso destaco novamente: não aceito que somente a escola, via professores, carregue sozinha tamanha carga de responsabilidade socioeducativa.

No meu tempo o Bullying já existia, mas continuar acontecendo até os dias de hoje, leva-me a refletir sobre a necessidade de discussão sobre o assunto num âmbito mais geral, envolvento toda a sociedade.   Pois, viver nesta época das trocas comunicacionais, da era da Internet, e permitir que os indivíduos se ataquem de modo negligenciável (via linguagem), é não permitir a própria evolução do homem enquanto ser das interações sociais.

E destaco a importância do debate sobre esse assunto, e valorizo as  medidas que  possibilitam a criação de espaços para fóruns de tamanha dimensão, do contrário estaremos, com isso, convencionando práticas desumanas que podem vir a acarretar danos irreversíveis na fase de desenvolvimento do sujeito; esclareço aqui: “sujeito criança ou adolescente” que uma vez privado desses assédios morais, poderá ser um indivíduo mais disposto à prática da sociabilidade.

Há crianças perdendo o melhor tempo de suas vidas: a infância. Quando deveriam brincar, se relacionar com segurança, despertar sua criatividade - sustentáculo do aprendizado-, escondem-se por insegurança, por serem alvos de humilhações aplicadas por outras, também crianças e jovens, que não conhecem a si mesmos, tão pouco os seus limites.

Rita Lavoyer

terça-feira, 19 de junho de 2012

O HOMEM QUE MATOU A AMÉLIA


José não gostava nadinha do nome daquela que ele jurava não ter pedido para amar. Não entendia! Aconteceu! Ela poderia ajudá-lo em tudo, inclusive amá-lo. Não lhe cobraria nada, dava sinais de que conseguiria isso.

Não dava! Decididamente ela não era para ele. Iria entender. Quer dizer: poderia ser, mas com aquele nome ela desmerecia os beijos que ele gostaria de depositar-lhe nas mãos. Queria outra que lhe proporcionasse sensações significantes.

Ele nem esforço fez, não demorou, achou a ideal às suas expectativas.

_ Leidi, vamos, amooor! Não podemos nos atrasar. Na última festa fomos pouco fotografados por causa da sua indecisão sobre qual roupa e sapatos usar. Se continuarmos assim não nos convidarão para mais nada. Sem fotografias não há destaque, sem destaque não há convites. Sem os convites, adeus vida social!

_ Mas Zé, não posso sair de qualquer jeito. Sem o meu brilho não tiram as fotos!

_ Amorzinho, você já gastou seu tempo e o meu ordenado no salão. Não foi suficiente para sair de lá pronta!?

_ Zé, não enche! Estou apenas retocando... Ah, você não entende mesmo!

E os filmes eram revelados até que chegou a digital, com a vantagem de deletarem as fotos que não querem guardar em seus arquivos, muito menos revelá-las.

Precisou pôr anúncio no jornal, mas já não tinha o ‘amigão’ lá dentro da empresa que lhe arranjasse um espaçozinho ou desconto. Era mais um anônimo. Juntou o pouco que tinha e pagou o anúncio.

Ela chegou com o recorte do jornal nas mãos, informando que vinha para dar assistência ao doente da casa. O Zé mesmo a atendeu, arrastando-se.

_ Amélia! É você?! Não mudou nada, continua uma moça...

A mão dele, estendida para um cumprimento, ficou no ar.

_ Não sabia que o tal José do anúncio era o senhor, afinal há tantos ... Vim para a entrevista. É o doente que precisa de uma enfermeira?

_ Sim, sou eu! Ah, mas nem preciso entrevistá-la, eu a conheço há anos! Preciso de alguém que me faça os curativos, mas não posso pagar muito! Minhas pernas resolveram me deixar, entende?

_ Bem, se precisa de qualquer um para lhe fazer os curativos não precisava colocar o anúncio no jornal. Vim porque li “Enfermeira Profissional”. O meu serviço é de qualidade, respeito quem precisa do meu trabalho. Apesar da minha agenda cheia, concilio muito bem meus horários, entende?

_ Amélia, como você mudou! Profissionalizou-se, apesar de continuar uma moça... Necessito muito que venha bem cedo. Não dou conta de me levantar à noite, entende? E eu preciso da assepsia pela manhã. Tenho certeza que você sabe cuidar muito bem de uma pessoa. Sempre vi isso em você!


O cheiro das feridas tomava conta daquele pequeno cômodo, incomodando-a.

_ Entendo... Pois é, o meu documento de identidade continua com o mesmo nome de quando eu o tirei. Igualzinho ao meu registro de nascimento! Pela manhã eu não posso, frequento academia, faço massoterapia, meditação, dança e línguas. Trabalho somente no período da tarde. À noite, curto minha família. Entendeu?

O tempo e a rotação mudaram e o Zé, sem entender, morreu com as pernas fedendo, porque não conseguiu negociar o valor do trabalho proposto pela Amélia e por outras candidatas que apareceram para a entrevista.


Rita Lavoyer membro da Cia dos blogueiros e da UBE
 
imagens da internet

A ELES, CACHOEIRAS ...

O QUE A MINHA SINGELEZA

CONSEGUE DESEJAR AOS GATUNOS  ...
NADA MAIS QUE...
 CACHOEIRAS...


DE GILETES....


"AI NÓIS PIRA !!"

KKKKKKKKKKKKKKKK
 Rita Lavoyer

Na falta de uma cachoeira que me servisse de exemplo emprestei o escorregador mesmo.
Algum artista de plantão para fazer uma cachoeira  de gilete?
"Ai os gatunos PIRA!"

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Lu Alckmin apoia campanha de prevenção ao Bullying






Minha senhora, com todo o respeito que tenho pela sua pessoa, peço-lhe desculpas para discordar desta campanha promovida pelo governo do Estado. Queria algo mais!  O fenômeno bullying é isso que a senhora está dizendo, mas não é somente isso, infelizmente. Quando o termo caiu na banalização, ele deixou de apresenta a sua gravidade  Ele vai além de uma simples brincadeira de mal gosto, de humilhação e xingamentos.


Entendo por campanha de prevenção: evitar que algo de ruim venha a acontecer.


Tudo bem, não vamos conseguir consertar o mundo, mas... e os que já estão acontecendo, como o estado vai tomar providências pra resgatar as vítimas do silêncio em que elas se encontram. Porque sabemos, a senhora e eu, que o bullying é silencioso e não adianta mais enganar o povo com essas historinhas que todos já conhecem sobre ele porque não vai resolver nada essa campanha para tentar fazer o cidadão acreditar que surgir um ‘remédio’ para o situação!

E os casos de bullying que já estão acontecendo, que vêm acontecendo de há anos e anos, o estado vai tomar qual providência?

Sabemos, a senhora e eu, que a vítima precisa de tratamento psicológico.

Sabemos, a senhora e eu, que uma campanha pode acontecer no seu governo, e nos demais, quais as providências o seu governo está tomando para que esta campanha continue?

Sabemos que há projetos de deputados na Câmara a serem votados para que uma Lei seja sancionada pelo Governador para que se INSTAURE EFETIVAMENTE UMA CAMPANHA CONTRA A PRÁTICA DE BULLYING NAS ESCOLAS ESTADUAIS, e não apenas preventiva como o governo propõe.

Sabemos que o ex-governador José Serra engavetou por longo tempo projetos de leis já aprovados pela câmara, simplesmente para que a lei não existisse para UMA CAMPANHA CONTRA A PRÁTICA DE BULLYING NAS ESCOLAS ESTADUAIS.

Pergunto: Este governo pretende cometer o mesmo erro, roubando de nós, cidadãos que precisamos ver nossos filhos em paz dentro das escolas, o direito de ter uma lei desta grandeza aprovada no Governo Geraldo Alckmim?

Enquanto campanha eu entendo que o governo não necessita contratar profissionais que tratem sobre o assunto entre os alunos e professores dentro da escola. Acha que professores mediadores dão conta!?

Para tratar essa questão tão delicada, o governo precisa colocar dentro das escolas assistente social, psicólogo, advogado, psicopedagogo, ortopedista, religiosos de todos os credos entre outros profissionais que os professores da rede estadual de ensino não conseguem ser, simplesmente porque não estudaram pra isso, mas para professores. Eles têm o direito de ser professores.

Li que o Acessa Escola, vai integrar a campanha para orientar os cerca de 8.800 estagiários. São estagiários dessas áreas que eu citei acima?

O professor vai ter que abraçar mais essa causa sozinho? E a lei? O governo Geraldo Alckmim terá essa coragem de beneficiar as gerações futuras?



O que me frustra é saber que há  um quadro de 250 mil professores na rede estadual de ensino e não unirem forças para se fazerem respeitar. Por que se submetem a isso? Os professores também não precisam de uma campanha que os valorize, para eles terem força para suportarem mais essa carga nos ombros?

Sobre a resiliência, já nem sei mais se cabe no texto.

Ainda que seja apenas uma campanha, despertou a preocupação. Vamos Nessa!
Que Deus nos ajude! Estou dentro!

Rita Lavoyer

quinta-feira, 14 de junho de 2012

CAMPANHA DE PREVENÇÃO AO BULLYING NAS ESCOLAS ESTADUAIS


Rita Lavoyer


Fiquei admirada com a campanha que o governo Geraldo Alckmin lançou nesta quarta-feira, 13. “Bullying.  curta outra ideia”.

Para não cometer injustiças no que eu tenho e devo, por obrigação dissertar, fui até o facebook.com/EducaSP e baixei a cartilha, ansiosa para estudar o que ela traz no seu conteúdo quando, pasmem! Não traz nada de novo do que já foi lançado no mercado sobre o tema há anos.

Respeito a psiquiatra Ana Beatriz Barbosa Silva autora do livro “Bullying, mentes perigosas nas escolas” sobre o qual me debrucei para aprender o que ela ensina( Inclusive é o conteúdo deste livro que vem na cartilha). Foi um ótimo princípio, tanto quanto os livros da pesquisadora Cléo Fante.

Agora, confeccionar uma cartilha com conteúdo que os professores, por mais leigos que possam ser sobre o assunto bullying, já têm conhecimento é desmerecer a capacidade do profissional.
Os trabalhos de todas as pessoas merecem respeito, portanto, devo, por obrigação também, citar a psicopedagoga Vivi Tuppy que tanto me ensinou e vem ensinando na Diretoria de Ensino de Araçatuba.

Todavia, desculpem-me os provedores desta campanha, embora a intenção seja boa, não vejo nada de novo que possa acrescentar e ajudar no trabalho dos profissionais da educação da Rede Pública de Ensino. Lançar uma campanha deste porte, que deve ter tido um custo razoável, para ser simpática, não ajuda em quase nada a inibir as práticas de bullying dentro das escolas.

Essa campanha não passa de peneira querendo tampar o sol. Porque enquanto campanha, o governo não precisa contratar psicólogos, que as escolas tanto precisam; nem psicopedagogos, terapeutas. Não precisa triplicar o número de professores de Educação Física, extremamente importante e necessária para o desenvolvimento psicomotor do aluno enquanto ser humano em formação.

Há anos venho trabalhando o assunto nas escolas que me permitem entrada. Como estudante do assunto Bullying, cheguei à algumas conclusões, sendo que a maioria converge para um ponto que julgo ser um dos pilares da violência entre as crianças e os adolescentes de hoje sendo, quase sempre, carregado para a vida adulta: desrespeito consigo mesmo.

Percebo que as nossas crianças não têm noção sobre a própria pessoa enquanto SER, no sentido de Humano. Elas não se valorizam e não reconhecem em si um SER de valor, um SER que merece respeito e que se respeita para, assim, respeitar o seu próximo.

As crianças e os adolescentes não sabem dizer sobre si mesmos, não sabem nomear os seus sentimentos, sejam eles bons ou ruins, não sabem o que realmente desejam, não sabem expressar suas dores e angústias e estão envolvidos em um universo de resignação, preconceito e vergonha com a própria condição de vida física, espiritual, familiar, econômica, cultural, social entre outros conflitos que as estão aniquilando.

E elas não são culpadas por isso.

Nossas crianças, em desconexão com o mundo em que estão inseridas, inexperientes da vida, estão se tornando os algozes delas mesmas.

Impressionante como elas sentem vergonha da família, das suas origens e o que é pior, da própria condição física, agredindo-se psicologicamente com autocríticas destrutivas. Elas, quando questionadas, sentem medo de apontar alguma característica positiva que veem nelas, quando veem, porque a maioria se acha cheia de defeitos e incapaz de realizar algo para o próprio desenvolvimento e crescimento enquanto pessoa.

Elas fogem, porque elas próprias se excluem, dos padrões estabelecidos de beleza, de poder, de saber... entre outros. Esse conflito começa a surgir entre os seus 6 e quando já estão aos 14/15 anos de idade a autoestima está ‘quase’ que desmoronada. Digo ‘quase’, porque onde há amor há salvação!

Como respeitar o próximo se elas próprias não se respeitam, não se dão o devido valor, não se veem como seres capazes de encontrar a felicidade, quando a vida destes adolescentes já não está valendo a pena?

Não acredito jamais que um ser humano tenha nascido somente para prejudicar o outro, mas se ele age assim, ainda que sem saber, é porque há motivos, e a vida começa na sua concepção. Por qual processo de formação/ ou deformação passamos enquanto estamos no ventre materno?

E não me refiro apenas aos alunos de escola pública, conflitos internos não escolhem classe social.

Convivemos com uma geração que veio preparada para conviver com as tecnologias, desbravar o limite do desconhecido, mas que, infelizmente, não tem a mínima noção do quanto pode para se explorar e oferecer o que tem de melhor a si mesma e ao seu semelhante. Logo, isola-se dentro do próprio universo onde o individualismo impera.

Os gigabytes que elas, as crianças, têm na memória não estão sendo utilizados a contento da própria natureza que as criou. São crianças potência que não estão usufruindo da “potência” que têm.

Somos, nós, seres humanos, um quebra-cabeça cujas peças precisam se encaixar perfeitamente para que o todo trabalhe em harmonia. Como harmonizá-lo?

Envoltas em conflitos internos, sem conseguirem, por falta de aprendizado, externá-los, nossas crianças acabam vendo no outro, razões, as mais fúteis, para descarregarem as suas energias acumuladas. Assim o desentendimento se instala entre elas, e as guerras íntimas que cada um traz dentro de si, acabam por estourar dentro da escola, agredindo-se repetidas vezes. Elas se expressam da forma como sabem.

O esporte é de extrema importância para descarregar as energias que as nossas crianças acumulam e assim, desenvolverem uma postura condizente com a sua idade, proporcionando um olhar satisfatório do sujeito com ele mesmo para, daí, olhar o outro como ele gostaria de ser visto.

Desenvolver, através da Educação Física, atividades que proporcionem à essas crianças a elevação da autoestima, diminuindo um pouco o desânimo que elas estão apresentando pela vida, se faz urgente.

Urgi firmar, através das aulas de Educação Física, a postura dessas crianças, fortalecendo-as enquanto pessoas de potencial para que consigam olhar com segurança o horizonte a sua frente.

Desenvolver, através das aulas de Educação Física, confiança e respeito próprio, para que ela mesma consiga argumentar em sua defesa, não precisando, pois, partir para a violência para resolver questões, na maioria das vezes irrelevantes, mas que são pivôs para o início de uma briga.

Com confiança, autoestima e respeito próprio, dificilmente uma criança se deixará vitimar- o que é pior: ser vítima de bullying, sofrer agressões por várias vezes e sentir vergonha ou medo de pedir ajuda por acreditar que o seu agressor e sua gangue tem razão para agredi-la. A vítima chega ao ponto de se sentir merecedora das agressões que ela recebe.

Infelizmente, hoje, nossas crianças estão sedentárias, e devemos levar em consideração que os alimentos já vêm processados com grande quantidade de energéticos, proteínas, vitaminas, ferro entre outros, e se o corpo não funcionar para processar esses nutrientes a contento, isso vai ficar acumulado e o que deveria ser bom passa a ser prejudicial. O corpo acumula calorias que precisam ser expelidas. De alguma forma, acredito, esse acúmulo de lixo orgânico passa a ser deletério ao desenvolvimento da criança.

Em qual tempo do dia o exercício físico da criança se encaixa se ela passa grande parte do tempo em suas atividades intelectuais,computador, TV, games, enquanto que o corpo pede a comunicação com a mente?

Pode-se desenvolver estresse entre outros problemas se apenas uma parte do maquinário humano for explorada. Se o corpo não estiver bom, a cabeça não se encaixará nele, prejudicando a aprendizagem e vice versa.

Para amenizar um pouco esse tipo de violência dentro das escolas, penso que aumentar o número de aulas de Educação Física é uma forma inteligente e humana de os governantes, que estão se preocupando com a violência dentro das escolas, encontrarem uma solução para, quando diminuir um pouco o quadro de violências, começarem também a se preocuparem com a educação. Se possível, aulas de Educação Física todos os dias com diminuição de conteúdo. Isso não acarretará prejuízo algum para os alunos no processo aprendizagem.

As nossas crianças estão saindo das escolas com conhecimento sobre o mundo, infelizmente, cada vez mais desconhecedoras de si mesmas.

Quando é que o governo vai lançar campanha para elevar a autoestima dos professores, esses que têm que dar conta do todos os problemas que a criança leva para dentro da escola?

Professor não é empregado do mundo. Curta essa ideia você também!



Rita Lavoyer







domingo, 3 de junho de 2012

ATRÁS DA CASA

Idônea ou não, eu faço a minha política, independente de bandeira, de partido, de lei que regulamente qualquer coisa. Faço o que acho e devo, para quem eu acho que merece.


Daí eu faço política, então!

Também nunca acreditei que a monarquia tenha acabado, como a escravidão também não teve fim e não terá, porque para sermos escravos independe da nossa cor, mas da nossa condição de pensante, aliás, o meu próprio pensamento me faz escrava quando dele não me aproprio, mas dou a ele o poder de exercer o comando sobre mim, inclusive o de coronelismo.

Não acredito num estado democrático porque ele nunca existiu soberano, pois há mais feudo em mim, em nós enquanto algozes de nossa própria vassalagem do que liberdade, inclusive das nossas ações e vozes e a ditadura perdura dando assistência a este atual sistema que me faz ver nos canais, todos, o que os políticos estão encenando, ensaiaram para isso!

As nossas vais são os objetivos deles.

Não assino a revista Veja, como também pouco me importa o que ela apresenta, face o tamanho do lixo que eu acho que ronda aquelas matérias pagas, produzidas para vender o seu papel interesseiro e partidário disfarçado.


Não sou a favor do Lula, nem do FHC, como também já desejei que o Serra morresse queimado na fogueira da inquisição, esta tão viva diante de nós, tamanha as barbaridades que eu assistia em seu governo e continuo assistindo em outros, e vou assistir em outros e outros até que eu não possa assistir a mais nada. Pensei melhor e seria um crime mortal desperdiçar gravetos com aquilo, sem contar que a fumaça poderia ser contagiosa.

Não compartilho com paternalismo assistencialismo porque eu sei que há mais interesse em manter a barriga do pobre cheia e a sua boca fechada do que salvar a própria civilização do caos no qual ela se encontra.

Não acredito que eu possa acreditar em mais alguém na política, ainda que sendo bom e honesto antes de entrar e depois assumir uma cadeira no poder , porque eu sei que ele terá que se corromper para que a sua pasta exerça as funções necessárias para o bom andamento e lustro do seu perfil enquanto homem escolhido pela maioria.


Não acredito que programa de excelência que todos os governos já desenvolveram dentro deste país tenha sucesso plenamente enquanto a mão esquerda dá, a direita ajuda a acariciar a cabecinha de quem recebe, sem cobrar a sua parte na questão dar e retribuir. Logo, penso que somente ganham os benefícios: vales, quites, bolsa de tudo quanto é coisa porque não vão chiar, mas vão votar!

Não acredito que eu possa vir a acreditar na política do nosso Brasil, que anda totalmente sem sistema, mas nevoada de mistura de todas as linhas de sistemas, que nem um consegue dar conta de se firmar no que realmente é, porque já não é nada há muito tempo. Pra que tanto partido político?!

Não acredito que novos partidos políticos que estão surgindo tragam em seu bojo pessoas com ciência política suficiente para desbancar o que já está plantado, enraizado até ao centro de Hades, recorro-me à mitologia por dó do diabo.

Não acredito que alguém virá bater na porta da minha casa e me perguntar se eu acho isso ou aquilo, sem que eu arrebente a porta do mundo com o meu grito, pelo que vejo de errado e  afeta a mim e a você todos os dias.

Não acredito mais, por isso ando a passos de tartaruga dentro dos meus limites, pois entendi, dentro da minha descrença, que o meu pingo não fará a diferença para a politicalha, mas servirá de exemplo a mim mesma.

Aprendi que a minha fé está na descrença crescente do que nos apresentam os atos e os fatos todos os dias desta carruagem politiqueira impregnada de chupins, a quem nós, muitas vezes, apertamos as mãos por conveniência, já que educação desfocaria o roteiro.

Não acredito que eu não continue pagando pra ver, porque dessas apresentações públicas de fraudulismo, eu pago pra ver e poder meter a boca depois, como sempre.

Aprendi que eu posso caminhar sozinha, errar sozinha quando eu tento acertar, porque aí eu não tenho que dar satisfações para o sistema que vigia os honestos e fecha os olhos para os ladrões.



Aprendi que enquanto eu ladro de um lado, porque é isso mesmo que esses políticos querem, eles estão arrombando os cofres de outro lado. Isso que estamos vendo, assistindo e ouvindo a todo o vapor, não passa de simples cena para desviar os nossos olhares para o que de pior eles estão aprontando. Isso é tudo jogo de cena.
Nós estamos pagando para ver esse filme, como tantos outros que já foram apresentados, simplesmente para que não nos atentemos ao que se passa, nesse momento, nos bastidores da ilicitude politicalhada brasileira. O podre não está diante do que nos apresentam agora. Isso é só fichinha.

Jogaram a cena planejada na nossa sala de estar, para desviarem a nossa visão ao que estão aprontando atrás da casa, ou melhor, no subterrâneo, onde esbulham, atrás da casa.

Engraçado como são sábios e confiantes que a porta da frente nós abriremos para eles. Eles entraram e nós estamos prestando atenção, do jeitinho que eles querem.
Vamos olhar atrás da casa?

O que estão espoliando agora, será mais uma CPMI amanhã, igualzinho...

Rita Lavoyer