CLASSIFICAÇÕES EM CONCURSOS LITERÁRIOS

PREMIAÇÕES LITERÁRIAS

2007 - 1ª colocada no Concurso de poesia "Osmair Zanardi", promovido pela Academia Araçatubense de Letras;

2010 - Menção Honrosa no Concurso Nacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2012 - 2ª classificada no Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2014 – Menção honrosa Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2015 – Menção honrosa no V Concurso Nacional de Contos cidade de Lins;

2015 - PRIMEIRA CLASSIFICADA no 26º Concurso Nacional de Contos Paulo Leminski, Toledo-PR;

2016 – 2ª classificada no Concurso Nacional de contos Cidade de Araçatuba.

2016 - Classificada no X CLIPP - concurso literário de Presidente Prudente Ruth Campos, categoria poesia.

2016 - 3ª classificada na AFEMIL- Concurso Nacional de crônicas da Academia Feminina Mineira de Letras.


segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

2013 CHEGOU !!!!!

Imagem conseguida do celular do meu filho - Rita embriagada de água tônica! 31/12/2012 às 12h
A camiseta foi  presente do meu grande amigo Shiguê!



Bom-dia, vivente! Se você está lendo este texto é porque o mundo não acabou para você no último dia 21, como previram . Com licença: Feliz 2013 a todos nós!

Segundo o calendário chinês, 2013 é o ano da serpente. O ano que tem esse animal como regente, trará amor e sabedoria, mas pede paciência , reflexão e planejamento. Então, cuidado! Outros anos regidos pela serpente não foram muito tranquilos, pelo que sei. Mas quais anos foram totalmente tranquilos? O Paraíso quase terminou por causa da serpente! Vejo que neste ano a serpente vai funcionar mais do que antes. Evidente!

Vejamos quais as serventias desse animal: Se você for uma pessoa que não gosta de se expor, por causa do sol quente, é claro, tenha paciência, ela serve para entregar maçãs em domicílio. Mas já se submete a entregar banana, abacaxi...Cuidado se ela vier com uma jaca, pode ser uma pandora e no lugar do caroço pode ter muito angu. Querendo ou não, terá que engoli-lo, ou ela engole você. Reflita antes de fazer seu pedido! Serpente, geralmente, é traíra, dá o bote. Mas se você vive estressado, deixa a bicha picá-lo, pegue o que ela lhe der e vá pescar! Se no frio ela se encolhe, com o calor desta cidade vai ter serpente esticada que não é mole, muito pelo contrário! Ô dureza!

Pelos cálculos da numerologia, se somarmos os números de 2013 o resultado será 6. Concordo com a soma! O 6 é considerado um número amoroso e afetuoso. O ano cujos números somados resultam 6, pede para que a pessoa se cuide mais e acenda muitas velas cor-de-rosa. Vamos combinar que o traçado do número 6 se parece muito com minhoca no anzol, e daí pra serpente só mesmo muitas velas para o milagre. Em 2013 teremos mesmo que ralar e rolar!

Eu tenho um amigo que tem uma paixão muito engraçada pelo número 13. Neste ano de 2013 disse-me que quem desmerecer o 13 dele vai ver estrelinhas, porque serpentes vão virar lunetas. Eu, heim! Ele é meu amigão!

Sinto que não deveremos começar o ano fazendo troça. Porque troça é coisa do passado. Com o boom da liberdade de expressão assuntos sérios tendem a ser mais evidenciados este ano. Refletindo: eu lá sou besta de escrever piadas e queimar o meu vagalume? Pelo andar da misericórdia me condenarão a pagar indenizações por praticar bullying. Lembremo-nos de que este ano é regido pela serpente e ela não gosta de piada, porque não pia. Ou pia? O pinto pia! Pinto combina com serpente?

Enfim... estamos aqui e o “fim do mundo não aconteceu” porque , penso, que ele somente acontece para quem não encontra morada no coração de alguém. Todos os que entraram no meu coração permanecem exatamente no mesmo lugar, com a mesma importância de sempre. Também acho que encontra-se sem mundo quem já não tem mais ideais.

2013 anunciou que viria nos visitar. Chegou-nos pelo prazer de ser útil. Desabrochemos a alegria de igualmente auxiliá-lo, permitindo-nos instrumentos das Mãos Divinas. Que nele encontremos recursos para as soluções de nossos problemas, forças para governarmos nossos impulsos e novos brilhos sobre nossos objetivos. A sua estada dura apenas 1 anos. Sejamos felizes dentro dele, lembrando-nos sempre de que sem Deus qualquer período torna-se completamente vazio e inconcluso e de que o “Planeta não é o Paraíso terminado”. Cuidemos, pois, dos corações que nos abrigam, multiplicando ideais para que não conheçamos e nem provoquemos o fim do mundo. Um 2013 cheio de Deus a todos nós!


Rita Lavoyer -



sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

AMANHÃ NOVO

Pra mim todos os dias são: ANO NOVO.


Aprendi com as porradas que a cada dia que nasce devo renascer-me nova para ele.

Eu não espero nada do dia seguinte, nem do ano que vem.

São eles que esperam de mim. Sou eu que tenho que torná-los novos, sempre!

Amanhã eu estarei mais nova! Porque hoje eu também estou, como a página da folhinha que foi mudada para hoje, exclusivamente! Ela será página passada. Eu não!


Rita Lavoyer

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

NATAL NA SELVA


VÍDEO CONSEGUIDO NA INTERNET


 NATAL NA SELVA

 

O sol nasceu mais claro do que nos outros dias que ele também tinha nascido mais claro naquela selva.

Mas... onde era mesmo aquela  selva?

Três grandezas:  Dois reis: um Leão e um Tigre;  um príncipe, a Pantera Negra.

O Leão e o Tigre planejaram sair, cada um com  seu exército, para levarem presentes a um animalzinho que eles, desde sempre, ouviam dizer, nasceria naquele lugar, naquela época.

Mas, onde era mesmo aquele lugar?

O Rei Leão tinha um exército formado por Lebres e Tartarugas.  Orgulhava-se por nunca ter perdido uma batalha, muito menos um elemento da sua tropa, desde o primeiro ao último escalão. Atribuía as suas conquistas às experiências que seus soldados trocavam entre si. Diziam tratar-se de um rei duro e severo. A cada batalha travada e vencida, ele distribuía uma porção de ouro, mirra e incenso  aos que o ajudavam a edificar o seu império. Aquele Leão era um Rei muito rico e poderoso. Competia-lhe uma significativa parte daquele território.

Mas... onde era mesmo aquele território?

Um outro rei, o Tigre,  tinha um exército muito poderoso formado por  Camundongos e Gatos. Também orgulhava-se por nunca ter perdido uma batalha, muito menos um elemento da sua tropa, desde o primeiro até o último escalão. Atribuía as suas conquistas à disciplina dos seus soldados. Diziam tratar-se de um rei duro e severo.    A cada batalha travada e vencida, ele distribuía uma porção de ouro, mirra e incenso aos que o ajudavam a edificar o seu império. Aquele Tigre também era um Rei muito rico e poderoso. Competia-lhe uma grande parcela daquela terra.

Mas... onde era mesmo aquela terra?

Uma Pantera Negra tinha um exército formado por Morcegos  e Toupeiras. Ao contrário dos outros reis, a Pantera Negra não contava vitórias e conquistas pelo seu exército. Atribuíam a sua situação às desavenças entre os seus soldados. Após cada período de serventia o príncipe distribuía a eles e também às suas famílias os talentos que lhes competiam.  Aquela Pantera era um príncipe, mas não era rico e não apresentava poder diante dos demais reis.  A ele competia apenas uma casa que já foi, outrora, castelo.

Mas... onde ficava aquela casa?

Sua Majestade Real , o Leão, indagou a Pantera Negra:

_ Vossa Alteza, embora ainda tenha o título real, não me parece nada com uma realeza. A cada ano vemos perder mais e mais as suas posses. Embora toda a selva saiba que não passa, ainda, por privações, vemos que o seu império anda se definhando. Esse seu exército ainda o levará à ruína total. Troque-o todo e verá novamente a sua fortaleza erguida. Ele está atravancando o seu reinado.

Sua Majestade Imperial, o Tigre, ouvindo o amigo continuou com a sua visão:

_ Vossa Alteza, lutamos e conquistamos esta importância de território. Hoje, vendo-o assim, perdendo  sua herança, com sua luta solitária,   deixa-me entristecido. O que posso fazer para que Vossa Alteza Real - Pantera Negra- reerga-se e reconquiste o seu império?

Ouviu as preocupações de Suas Majestades silenciosamente. Dos olhos da Pantera podia-se ver um brilho maior do que o brilho que lhes era constante. A Pantera procurou o seu exército e não o viu em sentinela. Não o viu disciplinado. Não o viu exército. Caminhou lentamente e foi, sozinho, sentar-se no topo de uma montanha. Olhou para baixo e avistou um imenso abismo. Olhou para cima e viu um azul ilimitado. Pos-se em posição contemplativa.

Tempo depois, achegaram-se os dois reis.

_ Amigo, o que se passa? Por que isolou-se de nós? – Perguntou-lhe o  Tigre.

_ O nobre colega precisa que o nosso exército reorganize o seu? Indagou-lhe o Leão.

_ Isso não é preciso – respondeu-lhe a Pantera. Eles sempre vêm a mim quando Vossas Majestades saem para presentear o animalzinho que previram, nascerá nesSas terras.

_ Mas... se você  continuar contando histórias para o nosso exército quando nos programamos sair a procura do animalzinho que vai, temos certeza,  nascer, nunca o acharemos. Precisa parar com essa contação de história para os nossos exércitos. – Tentava intimidá-lo o Tigre.

_ Cadê o seu exército agora? –Ironizou o Leão.

_ Os Morcegos estão espalhando;  as Toupeiras, enterrando os talentos com os quais eu lhes pago – respondeu-lhe o príncipe. 

_ Não acha, Pantera Negra, que o seu exército deveria levar o seu talento ao banco para devolver com o juro que lhe compete?  - Perguntou-lhe o rei Leão.

_ Vossa Majestade, Rei Leão, o meu exército faz o que, segundo ele, é apropriado  com os talentos que eu lhe pago. Se os Morcegos semeiam os talentos, o seu exército vem e os colhe, pagando-lhe como juro. Igualmente o exército de Vossa Majestade, Rei Tigre. Se as Toupeiras enterram o que lhes é de direito, o seu exército vem e o desenterra, entregando-lhe os juros que lhe compete. Os elementos do meu exército  são o que são, obedecendo as ordens das suas naturezas.

_ Mas se o seu exército continuar agindo assim, sem  demora não terá mais onde morar e  no final ele o abandonará, certamente. Não virá dar-lhe de comer e nem de beber – Alertou o rei Tigre.

_ Quando esse dia chegar – respondeu-lhes o Príncipe - talvez deixarão de procurar o animalzinho que um dia previram, nasceria por essas terras.

_ Ele ainda vai nascer! Ele é o prometido e marcharemos a sua procura - respondeu-lhe o rei Leão._ Não despregamos os nossos olhos do alto para não perdermos o anúncio da estrela.

A  Pantera Negra caminhou novamente e pôs-se contemplativo no topo da  montanha, observando o abismo que crescia por lá, enquanto os três exércitos  colocavam-se  em sentinela, observando aquela contemplação. Os dois reis marcharam solitários sem olharem para trás.

_ Se não tomarmos as rédeas do nosso exército nessas épocas, perderemos igualmente o nosso poder.

_ De fato, ele está dando muito ao exército dele, mas não pede retribuições por isso!

_ Talvez pense que sua realeza esteja no mérito individual! Nunca chegará a rei!

_ É! Sempre desconfiei que o excesso de melanina na pelagem prejudicaria aquele  raciocínio!

_ Então, que vá reinar em outro mundo!

O dois reis entreolharam-se e cuspiram nas patas, lavando-as. Sem contestarem os instintos, retornaram.  Saltaram ferozmente  diante dos soldados, urrando. Sem demora, marcharam para os seus impérios, deixando a Pantera e o seu exército, inabaláveis, na mesma posição.  

autoria - Rita Lavoyer

 

 

 

 

 

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

RESIGNAÇÃO



Dobrei meus joelhos cansados para ver melhor

 o ser que queria prosseguir.

Baixei-me ao seu nível, tão baixo!

Ser  tão pequeno!

Não se preocupava em mostrar-me

o peso do mundo sobre suas costas.

Não! Não se preocupou com a minha presença!

E eu sou grande! Deveria ter cessado os passos!

Nem parou para pensar no que fazer:

desviou-se a “ sem graça de uma figa”!

Como se eu, com os meus joelhos cansados e dobrados,

não existisse ali!

Hum... ser superior...

Seguiu adiante  com o alimento nas costas

e adentrou o formigueiro.

Atrevida! Ignorou-me!

 

Rita Lavoyer

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

HIPOCRISIA NO TEXTO





Outro dia, no curso de Pós-graduação, foi-nos proposta esta atividade: “Se eu fosse um sonho...” O tema tinha que ser esse mesmo, apesar de parecer redação de pré, a fim de compormos um bloco de trabalhos para o módulo que estávamos estudando. Já tínhamos produzido material com argila, scrapbook, trabalhos em grupo, músicas e brincadeiras. O meu texto saiu assim:


“Se eu fosse um sonho, gostaria de ser uma ESTRADA. Uma estrada por onde eu pudesse seguir e deixar que me seguissem também.

Uma estrada com bancos para o descanso, árvores para sombras, rios para refrescar o corpo e matar a sede dos caminhantes, peregrinos, viajantes.... Com uma pousada aconchegante que acolhesse e hospedasse bem. Se eu fosse uma estrada, eu queria terra, muita terra e muito verde em mim e ao meu redor. Se eu fosse uma estrada eu queria um pedaço dela com cascalhos para incomodar os pés, porque sem isso os meus caminhos não teriam sentido.

Queria ser uma estrada, mas uma estrada longa de mão dupla para apoiar os meus dois pés, um em cada sentido, podendo, em cada parada, retornar rodopiando e trocando os pés nas direções anti-horário até me perder no tempo da ida e da volta. (...) Ah... quantas coisas podem ter em uma estrada!

Pode ter um deserto também, causado pelos passos meus, pode ser... onde os meus pés tocassem o verde viraria pó só para eu poder olhar para trás e ver o estrago que os meus pés são capazes de provocar. Esse pedaço marcante da minha estrada seria doloroso, mas lição e experiência para a vida toda.

Quero ser uma estrada que em uma determinada altura dela tenha curvas íngremes, bifurcações, obstáculos e buracos, muitos. Afinal... estrada perfeita não acalenta os meus pés, tampouco os meus passos. Quero ser uma estrada que não tenha pedágios, nenhum!

Quero ser uma estrada para que todos que passarem por mim sintam a necessidade da minha transferência, depois enxerguem as setas indicando os caminhos que precisam seguir. Eu sou uma estrada que me leva e que me traz. Quer sonho melhor? “

Guardei o rascunho e segui meu rumo, até que já contam 5 dias de férias e fui arrumar os materiais bagunçados, achei-o. Lendo-o admirei-me: pqp, que porcaria de texto que eu escrevi! Pensei também: Rita, está achando que a professora é tonta? Pensei um monte de coisas que não pensei na hora de escrever, porque escrever sobre sonho, para impressionar, vira simulação. Acho que nem fui tachada de burra, só ter assinado o meu nome no texto afirmei o feito.
 O sonho tem que ser sonhado antes de ser colocado em prática. E não existe verdade sobre sonho escrita com mentira. Eu lá queria ser uma “estrada” naquele dia de avaliação em pleno sábado à tarde?

Engraçado que no momento em que eu o escrevia, na aula, eu não senti a repulsa que eu senti com a segunda leitura no rascunho. Ler a mentira da gente dói!

Se o leitor deste blog, com todo o respeito que lhe tenho, concordar que o texto entre aspas é uma porcaria e cheio de gafes, pode crer, assino embaixo da sua opinião. Porque eu escrevi um besteirol centrado em hipocrisia com filosofia de bula de laxante. Depois repensei e dispensei o sonho, afinal, na realidade, é mais claro ver os que pisam nossa grama. Geralmente nós mesmos!

Tem algo nessa parada que eu acertei no alvo: a professora não é tonta. A nota 9 com a qual eu fechei o módulo dela descaracterizou o meu boletim.

Que ótimo saber que eu estou aprendendo.

Estou estudando o que significa ser aprendente! Um dia eu aprendo! Isso que é sonho! Nisso eu concordo!
 Mas concordo também que há ao nosso redor muita gente que já aprendeu e faz jus ao seu aprendizado, portanto...


Rita Lavoyer é graduada em Economia e Mercado, Letras. Pós-graduada em Linguística, Crítica Literária e Pós-graduanda em Psicopedagogia.



segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

ANGÚSTIA/ TRANSMUTAÇÃO




Angústia

Rita Lavoyer

Ah, palavra, palavra!

A tua inexistência em mim

Faz da minha existência

Uma curva perdida

Que não encontra o começo

E nem o fim do ponto.

Ela se perde no meio

Porque, palavra,

Não encontro em você recursos

Que expressem a angústia do meu embotamento.

É você, palavra, é você

A culpada pelo meu silêncio.


às vítimas de bullying
(Rita Lavoyer)

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Transmutação
Antenor Rosalino



No tempo que abranda os males,

Sonho um porvir de flores,

Distante de mãos esquálidas,

Despudoradas de amores,

Trazendo no coração liberto

Das dores do meu silêncio

E de insanos holocautos,

O perdão..., de peito aberto,

Para exemplar novos gestos.

 
Insurgindo como um bólide

Contra as ofensas insólitas,

Ver brotar nos corações

As minhas escolhas mais belas!


Os meus olhos lacrimejam

Nesta esperança incontida

De ver triunfar sobre afasias

As minhas palavras perdidas.

(Antenor Rosalino)




FASCINAÇÃO/ TRANSFORMAÇÃO






imagem da internet




FASCINAÇÃO

autoria-Antenor Rosalino

Borboleta amarela, tão bela!

Repousa quieta no meu pensar.

Crisálida dos meus sonhos etéreos

Fetiche do meu olhar!



Não se vá antes da aurora,

Não lhe toca o meu penar?

Sob um céu de noite clara,

Não deixe o vento a levar.



Sedutora beleza que fascina

Esses meus olhos que orvalham,

Formando cisalhas de prata

Alucinados com o seu voejar .



Deixe o alvor do dia chegar

Com olores de carmim

E só então, abra suas asas laminadas

E deixe o nada que se fez em mim.


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TRANSFORMAÇÃO

autoria-Rita Lavoyer

Senhor, Cravo Azul, és forte, logo vejo

Pois pedes que sobre ti eu repouse

A inquietude dos meus lampejos:

Fascinação do meu voar!



Deixa-me sobre tuas pétalas descansar

E adormecer ali, na tua acolhida.

Depois, regozijada de ti

Literta minhas asas para outras vindas.



Se assim conseguires compor-me

Tão bela como os teus olhos me veem,

Polinizarei de ti o ouro – minha riqueza-

Enraizando-te no solo onde me plantei.



O nada que dizes que tem

É tudo para toda simbiose.

Mesclemos essas importâncias

Alando nossa metamorfose.