CLASSIFICAÇÕES EM CONCURSOS LITERÁRIOS

PREMIAÇÕES LITERÁRIAS

2007 - 1ª colocada no Concurso de poesia "Osmair Zanardi", promovido pela Academia Araçatubense de Letras;

2010 - Menção Honrosa no Concurso Nacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2012 - 2ª classificada no Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2014 – Menção honrosa Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2015 – Menção honrosa no V Concurso Nacional de Contos cidade de Lins;

2015 - PRIMEIRA CLASSIFICADA no 26º Concurso Nacional de Contos Paulo Leminski, Toledo-PR;

2015 - Recebeu voto de aplausos pela Câmara Municipal de Araçatuba;

2016 – 2ª classificada no Concurso Nacional de contos Cidade de Araçatuba;

2016 - Classificada no X CLIPP - concurso literário de Presidente Prudente Ruth Campos, categoria poesia.

2016 - 3ª classificada na AFEMIL- Concurso Nacional de crônicas da Academia Feminina Mineira de Letras;

2012 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura

2017 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura

2017 - 13ª classificada no TOP 35, na 4ª semana de abril de microconto Escambau;

2017 - Classificada no 7º Concurso de microconto de humor de Piracicaba.

2017 - 24ª classificada no TOP 35, na 2ª semana de outubro de microconto Escambau;

2017 - 15ª classificada no TOP 35, na 3ª semana de outubro de microconto Escambau;

2017 - 1ª classificada no concurso de Poesia "Osmair Zanardi", promovido pela Academia Araçatubense de Letras;

2017 - 11ª classificada no TOP 35, na 4ª semana de outubro de microconto Escambau;

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

A PISTOLA DO MEU VIZINHO

Imagem da internet
 

Eu tenho um vizinho; não, dois! São gêmeos. Melhor, eram siameses. Onde um vai o outro vai junto. Não se desgrudam por nada. Acho que na separação dos corpos alguma coisa deu errada. Investiguei e descobri: só um tem a pistola! É essa a razão da união!
Vários dias subimos e descemos somente os 3 no elevador . O 1 parece  sério, o 2 é gozador. Pudera, a pistola está com ele! E o 3, cara, sou eu!
Quando o elevador para, é assim que eu entro, com jeitinho, toda delicadinha e pergunto-lhe:
_ E aí, da pistola!? Tudo bem?
 Na primeira vez acho até que o 2 teve vontade de responder outra coisa, afinal o cara ficou roxo! Enquanto que o 1 só ria, enfim, eu continuei o papo, aliás um papão, desses que nunca têm fim, até que um dia perguntei para o 2 como é que dava tempo de..., e pedi para ver.
Aí ele me mostrou. Foi a minha vez de ficar roxa.  Ele a carrega no lugar óbvio. Fechei o olho, porque a coisa que eu vi é pra matar! Com esses meus olhinhos que enxergam de todas as formas desvendei o caso na vista:  - P.T.???
O 2 concordou com a cabeça e deu aquele sorrisinho de canto de boca que lhe é peculiar, enquanto o 1 só ria. Fui esticando o meu braço, querendo tocá-la e numa piscadela matei outro caso:  Calibre 13! Só existe essa - pensei. Deve ter sido a mãe dele que a fez, certamente é fabricação caseira, Do jeito que essa mãe é preocupadíssima com um filho, põe o outro como escudo. Depois dizem que coração de mãe acolhe igualmente todos os seus. Mentira!
 Verdade é que eu tenho uma irmã que se chama Aparecida, e um irmão que se chama Aparecido.  Em casa somos três. Como mãe não ama filho na mesma proporção, na filha de meio deu nome com “R”, igual a mãe do 2.Cara, esse “R” somos o da pistola e eu, mas eu não tenho uma.  Sem brincadeira: somos todos filhos da mãe! Viu só, Rubens!? Lavei nossa honra!
 Voltando ao episódio da pistola: Puxei o meu braço para evitar que com o meu toque aquilo se transformasse em outra coisa, vai que aquele cano é camuflagem e aumenta para outro calibre, aí dana tudo!  Perguntei -lhes se entram juntos em todos os lugares. O 2 respondeu-me que, dependendo do lugar, espera na porta. 
Pensei : Meu Deus, tomara que esse homem no corre-corre para esvaziar a bexiga nunca tronque as coisas, porque uma explodida no apartamento  de cima vai estourando as privadas de baixo.  
Agarrada ao meu pensamento,  continuei suspirando a vontade de pôr a mão naquilo. Se cheguei a tocar alguma vez uma  pistola daquela,  certamente  foi em sonho.  Sei não, desconfio que a do vizinho em questão é de plástico.    Vou falando e no nosso elevador o que é sério vira gozação, porque sabemos que naquele cubículo não tem saída de emergência e na pressa de brincar de novo eu disse:  
_Ainda bem que este elevador é igual a coração de mão, né!? Cabe até o Rei Momo! Muito justo neste ano entenderem que todos nasceram para brilhar, porque no ano passado apagaram geral o pobre do Momo, coitadinho,  só porque ele é uma figura gorda e pagã! Mas agora, com muitos batizados, volta-se tudo ao normal, né!? Até a chave pra ele.  
Aí a porta se abre, descem os dois e eu fico. Mas sempre dou tchauzinho, assim... com o meu jeitinho! No outro dia, começo tudo novamente , afinal, precisam começar o dia rindo, eu dou uma forcinha. Na próxima, escreverei sobre algum político do pedaço. Claro que fazendo da gozação uma crônica séria! 
autoria - Rita Lavoyer

Um comentário:

Célia Rangel disse...

Mirabolante! Calibradíssima sua aventura! E... tinha que ser no elevador? Você observou se tinha câmaras ocultas? Você me deu uma ideia... verificar o andar superior para quem sabe assim, descubro o vazamento crônico da pistola, ops, do banheiro do meu vizinho... Mas, irei pela escada!Xô... xô... hipertensão agradece!
Bjks, Rita!