CLASSIFICAÇÕES EM CONCURSOS LITERÁRIOS

PREMIAÇÕES LITERÁRIAS

2007 - 1ª colocada no Concurso de poesia "Osmair Zanardi", promovido pela Academia Araçatubense de Letras;

2010 - Menção Honrosa no Concurso Nacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2012 - 2ª classificada no Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2014 – Menção honrosa Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2015 – Menção honrosa no V Concurso Nacional de Contos cidade de Lins;

2015 - PRIMEIRA CLASSIFICADA no 26º Concurso Nacional de Contos Paulo Leminski, Toledo-PR;

2016 – 2ª classificada no Concurso Nacional de contos Cidade de Araçatuba.

2016 - Classificada no X CLIPP - concurso literário de Presidente Prudente Ruth Campos, categoria poesia.

2016 - 3ª classificada na AFEMIL- Concurso Nacional de crônicas da Academia Feminina Mineira de Letras.

2012 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura

2017 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura

2017 - 13ª classifica no TOP 35 na 4ª semana de abril de microconto Escambau.

2017 - Classificada no 7º Concurso de microconto de humor de Piracicaba.


quarta-feira, 26 de junho de 2013

BULLYING NÃO É BRINCADEIRA - Corrupto, o maior agressor da humanidade.


BULLYING NÃO É BRINCADEIRA – Corrupto, o maior agressor da humanidade

O corrupto é o agressor, um algoz de sorriso largo, tem malícia e sonda  o seu alvo ( sempre o povo indefeso, todos nós)   que sempre necessitamos, de uma forma ou de outra,  de ajuda para nos fortalecer, para  depois  nos ludibriar.   
O corrupto é o agressor, desde sempre, o primeiro  a intimidar o seu alvo povo,  calando-lhe a boca com oferendas, para trazê-lo no cabresto.
O corrupto é o agressor, desde sempre, o primeiro a comprar a alma do seu alvo povo, para depois  barganhá-la na urna.
O corrupto é o agressor, desde sempre,  o primeiro a oferecer ao seu alvo povo uma droga de condição de vida minguada, tornando-o dependente,  para escravizá-lo.  
O corrupto é o agressor, desde sempre, o primeiro a assaltar a opinião de seu alvo povo através de marqueteiros de campanhas enganosas.
O corrupto é o agressor, desde sempre, o primeiro a subornar  a mídia, tendo-a como comparsa,  para desviar a atenção de seu alvo povo.
O corrupto é o agressor, desde sempre,  o primeiro a roubar as verbas destinadas ao saneamento básico, fazendo proliferar sua politicagem  para que o seu alvo povo se contamine pelos seus mau feitos.
O corrupto é o agressor, desde sempre, o primeiro a usar o meio ambiente como assunto de palanque, apoiando-se nos ombros de seu alvo povo – objeto primeiro de descarte após eleições.
O corrupto é o agressor, desde sempre, o primeiro a não investir em infraestrutura, submetendo o seu alvo povo ao esgoto a céu aberto e a morrerem soterrados, inundados...  
O corrupto é o agressor, desde sempre, o primeiro a desviar os recursos, não investindo nas estradas e rodovias para que o seu alvo povo morra ali mesmo antes de chegar a seu destino.
O corrupto é o agressor, desde sempre,  o primeiro a sucatear a segurança, jogando nas ruas os policiais para morrerem em sua defesa.
O corrupto é o agressor, desde sempre, o primeiro a poluir o mundo com os seus descasos, deixando o seu alvo povo vulnerável às doenças de todas as espécies.
O corrupto é o agressor, desde sempre, o primeiro a fechar os olhos às necessidades que a saúde pública tanto necessidade para curar-se da crise aguda em que ela se encontra, para que o seu alvo povo padeça cronicamente  todas as chagas que ele, agressor, lhe deseja.
O corrupto é o agressor, desde sempre, o primeiro a desmerecer a mulher, eximindo-se da responsabilidade de protegê-la, proporcionando-lhe uma bolsa-estupro.
O corrupto é o agressor,  desde sempre, o primeiro a compactuar em orações com o diabo, pagando-lhe altíssimos dízimos,  para curar doença  inventada por tantos outros agressores que corrompem a dignidade humana, por não suportarem diferenças.  
 O corrupto é o agressor, desde sempre, o primeiro a desmerecer o professor, tirando-lhe a voz, para que uma ala do seu alvo povo promova-lhe a tirania.
O corrupto é o agressor, desde sempre, o primeiro a não investir na educação de nossas crianças para,  depois, montar campanha para diminuir a idade penal.
O corrupto é o agressor, desde sempre, o primeiro a zombar do seu alvo, oferecendo-lhe o circo, por julgá-lo palhaço, para depois jogá-lo na arena, por julgá-lo, sem seguida,  culpado. O povo é sempre o culpado!
O corrupto é o agressor, desde sempre, o primeiro a roubar o cérebro de seu alvo povo, para lavá-lo, jogando no ralo a capacidade que ele tinha de questionar sobre a sua cidadania.
O corrupto é o agressor, desde sempre, o primeiro a quebrar os nossos pertences; todos que precisamos para vivermos como humanos dignamente: – nossa esperança.
O corrupto é o agressor, desde sempre, o primeiro a apelidar o seu alvo povo de “eleitores” só pra zoar de todos  nós depois!
 Bullying não é brincadeira. Ser humano não é brinquedo. 
Venha pra essa campanha você também!

Rita Lavoyer
 
 
 

terça-feira, 25 de junho de 2013

FÁBULAS DE LAVOYER - Os galos e a cobra-cega

       

          _ Galão! Galão! Já passou pelo galinheiro hoje?

          _ Cruz- credo, Galim! Passo lá só pra fazer, com sacrifício,  o meu serviço.

         _ Mas, Galão, as Galinhas estão com brotoejas de tanto falarem da  Raposa que foi obrigada a comer um monte de Uvas minguadas.

          _ Uai, Galim! Onde foi que isso aconteceu e quem foi que a obrigou a tamanha maldade?

          _ Galão, dizem que foi uma tal de Lavoyer que praticou  a crueldade, saiu até no Jornal Folha da Região de hoje, na coluna Tantas Palavras,  por isso a galinhada está tomada de agradecimento pelo espírito de vingança.

          _ Hum... Essa Lavoyer é  que  espécie de bicho?

          _ Sei não, Galão! Deve ser essas espécies mutantes que aparecem com estilos diferentes  só pra contrariar as ordens das coisas. No meio de tanto cacarejo só consegui entender que trata-se de um bicho fabulista.

          _ Hum... Galim, pensando bem,  se ela fez a Raposa se entupir de Uvas, deve ser uma espécie boa de bicho, pior seria se essa fabulista  tivesse feito a Raposa comer nós dois. Você já pensou, Galim, duas potências como nós, maiores reprodutores de Pintos desse galinheiro sendo comidos por uma Raposa? Imagine o que não sairia sobre nós dois dos bicos daquelas Galinhas!?

          _ Galão, não é que você tem razão!? Essa tal de Lavoyer deve ser uma cangaceira em defesa dos Galos, contra a Raposa. Deve ser coisa boa mesmo! Não será capaz de fazer nenhuma sacanagem com nós dois!

          _ Nenhuma, Galim! Coisa boa toda vida esta fabulista. Não vai  fazer mal pros Galos de forma alguma.  Deixe ela lá, preocupada com a Raposa, pra nós dois ficarmos aqui de prosa. Prosear com você, Galim, me desestressa!

          _ Hum... Galão, não é  hora de ir pro galinheiro executar o seu trabalho?

          _ Eita,  que diacho, Galim! Todos os dias  você tem que me lembrar esse martírio? Galim, vamos pescar?

          _ Que é isso? Dois Galos que se julgam potentes fugindo dos seus compromissos? Vão pescar? Precisam de minhocas?

          _ Hei, quem é você? É a criatura mutante  sobre quem o  Galim falou, que obrigou a Raposa a se entupir de Uvas?

          _ Aff, Galo! Deixa de ser burro!  Logo se vê que nunca saiu deste terreiro e não conhece espécies além da tua. Sou uma Cobra-cega. Galinhas que vivem soltas em terreiros adoram comer cobras.

          _ Nossas Galinhas não vivem soltas e não comem porcarias. Aliás, aqui somos tratados à ração desenvolvida em laboratório: refeição de grã-fino!

          _ Vejo que não sabem nada sobre refeições. São uns franguinhos de granja e querem cantar de galo, esbanjando potência?  Rarararará!

          _ Como vê, mentirosa? Não disse que é uma Cobra-cega?

          _ Pois é, sou cega, como pensa, mas vejo além da visão de vocês. E ouço tão bem quanto vejo. Debocharam da Raposa, gostam de ver outras espécies sendo zoadas?

          _ Rarararará!  Aquela Raposa merece comer coisas bem piores do que  Uvas minguadas. Comigo e com o meu amigo  Galim ninguém faz sacanagem não! Dentro deste terreiro somos respeitados pela competência com que executamos o nosso ofício. Está vendo aqueles galos vizinhos, depois da cerca? Morrem de inveja de nós por causa do nosso status. Uai, como é que você vai ver se você é cega, né? Rarararará!

          _ Hum... sei... vocês, Galos, acham que são invejados? Sabe Galão, eu sou uma Cobra-cega, amiga da Raposa e eu a convidei para passear por aqui, ensinei-lhe o caminho. Rararará!

          _ Oh, có có có deco!  misericórdia! Oh, São Feliciano Protetor dos galos machos, proteja o meu amigo Galim e a mim também! Có có có deco!

          _ Rararará! Eu não sou cega e vejo que está arrancando as penas, está ficando depenado,  estressou Galo potente!? Olhe lá na cerca, os galos da vizinhança  estão rindo de você. Rararará! Vão pescar?

          _ Amigo Galim, bica ela, come ela? Vai, amigo Galim, estou lhe ordenando!

          _ Mas, Galão, eu nunca comi isso. Será que é indigesto?

          _ Não dá tempo de saber, bica logo essa cobra, engole isso antes que a Raposa apareça por aqui e nos encontre conversando com essa espécie! Corre, Galim, ela está fugindo. Seja rápido!

          _ Ah, Galão, não vou fazer isso não! Pode fazer mal pro meu estômago.

          _ Então faço eu!

          _ Não podem fazer isso, seus Galos frangotes. Não conseguem me pegar, esqueceram-se de que eu sou uma cobra? Eu não tenho ombros, escondo-me em qualquer buraco.

          Ploft!  Num salto, o Galão escorregou  e a Cobra-cega engalfinhou-se entre as penas do seu rabo, picando-lhe onde conseguia.  O Galo estrebuchava, precisando do socorro do amigo Galim.

          Na ânsia de salvar o amigo, Galim subiu-lhe nas costas apoiando-se nas asas que  Galão trazia abertas,  bicando-lhe o pescoço, a cabeça, o dorso para livrar-se da Cobra, tendo como plateia  galos da vizinhança e todas as habitantes do galinheiro que  ajudaram a derrotar a Cobra-cega, que foi dividida entre todas.

           _ Rararará - riam as Galinhas!  -   No nosso galinheiro vocês não aparecem mais. Essa notícia vai aparecer nos blogs, no facebook e nós, Galinhas, não queremos ser desrespeitadas por conhecê-los! Somos Galinhas infelizes e frustradas por tê-los suportados até hoje. Chega de sacrifício! Não os queremos mais!  Vê se tomam um rabo-de-galo toda manhã pra engrossarem os seus cantos. “Có có có deco” é cacarejo de galinha!

          Juntaram-se todas e surraram os Galos perante os vizinhos que os filmavam.
 

          A Raposa, que assistia de longe, virou as costas dizendo:

          _ Bem, eu vim mesmo para comer os Galos, mas pularam, depenados,  pro outro lado da cerca... Vou embora, continuar sonhando com as Uvas, porque essas Galinhas são duronas, não devem dar boa canja.


Autoria – Rita Lavoyer

Fábula de Lavoyer - As uvas e a raposa

sábado, 22 de junho de 2013

BENEDITA FERNANDES


 

Benedita Fernandes nasceu em Campos Novos da Cunha – SP em 27/06/1883. Filha de Maria Josefa Nascimento. O esposo chamava-se Luís com quem teve uma filha cujo nome não conseguimos descobrir. Obsediada, perambulava pelas cidades e perdeu o contato com a família. Por volta de 1920 chegou à cidade de Penápolis onde foi apresentada ao Espiritismo pelo senhor João Marcheze. Curada de sua obsessão veio para Araçatuba e iniciou sua obra em prol dos necessitados. Não há registro de que tenha estudado em livros, mas trouxe, nesta existência, experiências do Espírito reencarnado. Desencarnou no dia 09/10/1947, vítima de problemas cardíacos na sede da “ Associação das Senhoras Cristãs” nesta cidade de Araçatuba.

JOIA BURILADA


          Portadora de pertinaz obsessão, por algum tempo o presídio foi o seu lar. Com humildade e farta sabedoria, aceitou ajuda para refazer-se e voltar a caminhar. O seu nome é Benedita, sobrenome Fernandes. Bendita libertadora! Quando chegou nesta cidade nada permaneceu como antes. Abundante caridade foi a fonte nascida em seu coração. Abriu os seus braços fortes para proteger muitos irmãos.

          Em 06 de março de 1932, fundou a Associação das Senhoras Cristãs, obra de natureza assistencial em Araçatuba. Sã, porque já estava curada de sua obsessão, pediu ajuda a muitos pra cumprir sua missão. Foram os seus colaboradores, entre eles, políticos renomados, maçons e governadores. Dessa Associação, fora ela a presidente, mas com ela trabalhavam pessoas competentes que juntaram suas forças para continuar o seu labor. Foram os doentes e desamparados o alvo do seu amor.

          No bairro Santana, a querida Benedita, com esforço braçal, ergueu casas de madeira, acolheu crianças órfãs e obsediados, protegendo-os do mal.

No dia 1º de novembro de 1933, foi inaugurado prédio próprio da Associação, porém, de alvenaria, para confortar os seus queridos, pois só o bem, a eles, ela pretendia. Quando, para o pão, lhe faltava o dinheiro, vinha em seu auxílio o padeiro Júlio Monteagudo Pinheiro. Os doentes mentais passaram a ser atendidos no “Asilo Dr. Jaime de Oliveira” hoje, sanatório “Benedita Fernandes”, que presta grandes serviços à comunidade. Às crianças, foi criada a “Casa da Criança” que teve como colaboradora Judith Souza Machareth. Compete-nos dizer, digníssima professora que pôs o seu trabalho em prol dos projetos da casa.

          Benedita foi uma mulher pioneira em fundar uma associação beneficente no Noroeste do Estado de São Paulo, cujo remédio primeiro era a prece. Merece louvor, pois fez do amor a sua messe. Com o seu dinamismo, inaugurou em 1943 o Albergue Noturno “Dr. Plácido Rocha”; Escola Mista do Abrigo “João de Deus” e a Escola “ Dr. Valadão Furquim”. Benedita homenageava quem a ajudava porque o seu espírito era mesmo assim. 

          Os órfãos abrigados gozavam de educação, carinho e conforto, pois nesse mar de doação trazia Benedita o leme em suas mãos. Ancorada em sua missão, foi porto aos doentes mentais. Doou-se de corpo e alma para amparar os seus queridos. Fez-se a eles o próprio lar, eram, pois, os desvalidos. Dignificou o seu trabalho numa época em que ao negro e ao espírita não eram dados os devidos valores porque a doutrina não era reconhecida como agora. Negra de pele e alma, honrou sua passagem e registrou seu nome nas pérolas da aurora. Joia burilada, é você, medianeira do bem, amante da caridade que ainda mantém viva, nesta cidade, suas obras, suas verdades.

          Na sua poética está o próximo para o qual se fez arrimo. De seus braços fortes fez jorrar força e fé. Foi mãe e foi doutora. Fez-se chuva, cujas gotas balsamizam e faz fluir a nau, abrigo das almas cujos mares lhes são revoltos.

autora- Rita Lavoyer

Neste mês de junho a UBE – União Brasileira Espírita -  lembra as obras da mediadora Benedita Fernandes por ocasião da sua data de nascimento.

Crônica que compõe a obra Nos trilhos do centenário – Passageiros de Araçatub. Ed. Somos,2009.



segunda-feira, 17 de junho de 2013

A HORA DE CADA ERA



 

Na era da tapera

os homens amavam a terra,

os corpos faziam guerra

ao som do tambor,

do tambor de um grande amor.

Na hora de deitar,

faziam uma oração.

Eram corpos nus em pelo,

sem contrato e em plena comunhão

 

E cada era tem a sua hora

Para ficar na História

 

Na era industrial o senhor era o tal o povo vivia mal  ao som do canhão do canhão da evolução na hora da refeição comia-se até o prato para ficar com o corpo em pé e manter vivo um contrato e cada era tem a sua hora  para ficar na história

 

Na, era, da, religião...

Ninguém, mais, vive, o, amor...

É,  homem, comungando, bomba, ao, som, do, contrato...

Dos senhores com o terror...

Na § hora % da * televisão @#

A # gente ¨só  + vê $ a guerra ++

Destruindo tudo, inclusive as taperas...

E corpos, nus em pelo, deitados por terra...

 

E cada era tem a sua hora...

Para ficar na História...

 

                  Na era de todos os dias

                o povo cabe onde se funda!

                E a terra está  muito suja

             porque tem gente que arrasta o corpo

                  até a bunda  sangrar.

                 É cobra comendo cobra,

               mantendo  o rabo pre$o

                 para   o $alário   melhorar.

 

            Não importa a bandeira,

               $ituação ou opo$ição.

              nem importa o que foi,

              o que é ou o que $erá.

           O que importa  é  e$plorar

           o povo e  go$ar  ne$$a  Na$$ão.

          Viva toda a era de$$e   Bra$il,

           pai$  da  corrup$$$$$ão.

 

                 É hora de não calar a boca!

               Ainda que tenha que comer terra.

           Quem pasta do lado de lá da cerca  agora

                será que está vendo diferente

            como quando criticava do lado de cá?

              Ou vê tudo caladinho

                porque o sistema é o seu patrão?

              Mas não se foi a hora  desse  tempo

              porque o que se roubou, foi roubado

               e ainda roubará para não

               passar  uma era sem glória.

               Ainda acaba como herói

            por conselho  de ética nenhuma

            que arquiva a toda hora

           os nós de cobras vivas

             que escrevem com seus rabos

              o enredo dessa infeliz história.

              O que eu escrevo não é poema,

              não tem versos muito menos poesia.

              É apenas um desabafo pelo que vejo

                 e  me afeta todos os dias.

                  É hora de irmos pra rua,

                  Juntarmos às  vozes desta Nação

                  Até que ouçam que temos vergonha

                  De tanta impunidade,

                    De tanta corrupção.
 
Rita Lavoyer

 

domingo, 9 de junho de 2013

HÁ UM MAR EM NOSSA CAMA.




“     Fui beijar sua boca, você se esquivou. Fui tocá-la e foi indiferente. Já não sei mais quem eu sou. Sinto que já não sente  em meu suor o gosto do nosso amor. Quando foi que acabou aquele amor bonito que nos trazia tão unidos? Qual foi o meu erro que em pecado se transformou para você me castigar, recusando-me?

        Deitados, separados, insinuo um toque em sua pele. Você se encolhe toda, fingindo dormir. Por que o meu amor a fere? Há um mar em nossa cama, não consigo atravessá-lo.

      Você, em sua ilha, e eu não consigo alcançá-la. Há um mar em nossa cama, e eu, com sede, sentindo dor. Você ao meu lado, tão distante. Continuo te amando, como amiga, como esposa, como amante.

       Quero secar esse mar, pegar de novo o meu sal, suar nas suas correntezas, alcançar a sua boca e acabar com tanto mal. Deixe-me convidá-la a  conhecer todo o meu céu. Confie em mim, eu lhe sou fiel, entrego a minh’alma para  protege-la.

       Pegue minhas mãos, suba os degraus, um oásis a espera para conhecê-la. Feche os seus olhos, abrace o meu corpo. Tudo em mim é seu. A sós, você e eu!

      Imagine! Você e eu, voando pelo céu, em pleno carrossel de um brilho que seduz. Você pra mim e eu pra você, somos dois em um, o mundo vai saber.

      Pegue em meus braços, vou conduzi-la pro altar do espaço, enfim, ficarmos juntos. Nossa união brilha nas estrelas, porque o nosso amor fez por merecer.

      E lá dos céus vai jorrar pro chão todo o mel guardado naquele carrossel. E que o novo mel seque esse mar que está em nossa cama pra nos separar...

     Sem dormir, vejo o dia amanhecer. Com os olhos eu lhe peço: por favor, dê-me um sorriso de bom dia, de bom dia. Se isso não lhe doer, beije-me a boca, eu preciso reviver.”
-*-*-*-*

     Um esposo pediu-me um texto que a tocasse profundamente. Pediu com tanto carinho que não consegui dizer não. Aliás, foi um prazer escrevê-lo. Espero que a senhora , dona A..., reflita sobre o grande amor que o seu esposo lhe tem. Nunca peça nada ao Cupido porque ele tem flecha, e ela machuca. Consulte sempre o seu coração. Viver a dois não é fácil, é uma tarefa árdua. Amor não tem asas pra fugir da gente de repente, também não é tão pequeno que não possam encontrá-lo dentro de vocês.
     Antes de amar o outro, amem primeiramente a si. Dê o melhor que podem a vocês. Isso não é egoísmo, isso é respeito próprio. Se deixar faltar alguma coisa pra você, vai dar o quê para o seu companheiro, o resto?
     Ninguém gosta de receber resto. Façam-se belos e substanciosos. Então, estão esperando o quê? Senhor Ga..., dona A..., amem-se primeiro.

    Feliz dia dos namorados.