CLASSIFICAÇÕES EM CONCURSOS LITERÁRIOS

PREMIAÇÕES LITERÁRIAS

2007 - 1ª colocada no Concurso de poesia "Osmair Zanardi", promovido pela Academia Araçatubense de Letras;

2010 - Menção Honrosa no Concurso Nacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2012 - 2ª classificada no Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2014 – Menção honrosa Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2015 – Menção honrosa no V Concurso Nacional de Contos cidade de Lins;

2015 - PRIMEIRA CLASSIFICADA no 26º Concurso Nacional de Contos Paulo Leminski, Toledo-PR;

2016 – 2ª classificada no Concurso Nacional de contos Cidade de Araçatuba.

2016 - Classificada no X CLIPP - concurso literário de Presidente Prudente Ruth Campos, categoria poesia.

2016 - 3ª classificada na AFEMIL- Concurso Nacional de crônicas da Academia Feminina Mineira de Letras.

2012 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura

2017 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura

2017 - 13ª classifica no TOP 35 na 4ª semana de abril de microconto Escambau.

2017 - Classificada no 7º Concurso de microconto de humor de Piracicaba.


quarta-feira, 31 de julho de 2013

PARA OS PAIS DE TODAS AS ESPÉCIES







Pais

Tentei reunir algo original para homenagear os pais de todas as espécies. Mas qualquer semelhança é mera coincidência. Não tenho intenção nenhuma de cometer plágio, muito menos caluniar!


Painguangue - primeiro pai dos araçatubenses.

Paixa-d’água- Voti! Será que era o pai do DAEA?

Paidre – pai casado com a maidre, tem um filho fraide e distribui hóstia.

Paimeirense – pai de vários filhos sãoPAIlinos.

SãoPAIlino – só tem um filho, que é de proveta, e é jogador do Corinthians.

Paitido – não tem partido nenhum, mas forneceu o produto da proveta pro filho do SãoPailino.

Paigay – “Pai, pagou minha faculdade?" _ Paigay, filho! Paigay!

Paiculdade – pai que dá o diploma para o filho.

Paimito – pai que é servido em rodelas e diz que é intriga da oposição.

Paipira – é um pai matuto.

Paixão – pai apaixonado.

Paichão – pai capacho.

Paixote- pai anão.

Paixinho – pai que acha que ainda vai crescer.

Pairedão – pai que virou muro de lamentações.

Paipagaio – pai que fala e ronca quando dorme.

Paicilo- paictéria em forma de bastonetes.

Painela – pai de um cozinheiro.

Paiano- pai que nasceu na Bahia.

Pailangandã- pai que não usa mais cuecas.

Paifona – pai que tem um imenso mau gosto.

Paifetina- pai que vive à custa de paistituta.

Paiteta – pai que amamentou os filhos.

Paiçoca – pai violento, vive ‘çocando’ os filhos.

Paitelmim – assassinou os filhos por achá-los parasitas.

Paião – pai que arrasta pé à moda de sanfona.

Pailarina – é o próprio Cisne cor-de-rosa.

Paitrão - Tem filha que é santa, igual a mãe dele.

Pailítico – tem filho na cadeia hereditária.

Paistel – pai gordo e cheio de vento.

Paifuné – pai que adora fungada no cangote.

Pãibra- pai que se retrai quando tem dor.

Paido - não se levanta quando cai: “Mamãe, papai tá paido no banhelo.”


Pailerma – tem 70 anos, acha que o filho é dele e espera a mãe
da criança ir levantá-lo no “banhelo”.

Paijama – coitado, será que ninguém vai levantar o velhinho
do chão do “banhelo”?

Paia – pai ama de companhia.

Paio – pai? ô! claro que o filho é dele.

Paia – pai que conta mentiras.

Paijé – tem um monte de filho jeguinho.

Pailila- pai que vive depilando o seu sansão.

Paibricante- fabrica filhos para receber bolsa filho, vale filho...

Paicção – um bando de pais bons pra daná!

Páicil – pai que não consegue ser difícil.

Paicilitador- pai que facilita a vida do filho.

Paicínora – pai que comete crime contra o filho.

Paitrocinador_ pai que patrocina o filho.
Paitrocínio – à mão armada, extorquiu o filho.

Pailação- conversa entre pais em ambiente fechado.

Paic-simile- pai técnico na reprodução de filhos impressos.

Paidigado – pai que vive cansado, fadigado.

Paisão – pai galináceo, excelente para ser assado.

Paitrina- os filhos fazem o nº 1 e o nº 2 na cabeça dele.

Paiola – pai que aderiu à gaiola da castidade pra prender o passarinho.

Paigapau – pai-vai-com-os-outros. Invejoso.

Paitati-Paitatá – dupla de PAIaços que agrada os filhos dos outros.

Paictância- pai que é o orgulho dos filhos.

Paideiro- pai que toma cuidado para o filho não queimar a rosca.

Paistilha- pai que pigarreia quando quer reprimir.

Paivém- pai que vai, pai que vem, mas nunca fica.

Paivao- pai que vive com raiva.

Pai-brasil- pai que tem madeira dura e avermelhada.

Pai-de-arara- carrega os filhos retirantes.

Pai-de-sebo- pai que todo filho quer trepar, mas não consegue.

Pai-mandado – sem comentários

Pailatino- pai que fez o filho aos poucos, lentamente.

Pailista- pai que anota tudo.

Paipérrimo – pai que vendeu os filhos pra ganhar um trocado.

Paistola- pai que não nega fogo.

Pailismã- pai a quem os filhos atribuem poderes extraordinários.

Pair-play – pai que só joga limpo.

Pailheiro - tem de tudo no bolso, inclusive uma agulha, menos dinheiro.

Paiquerador – vive paquerando as amigas da filha.

Paisagista – Faz cara de paisagem quando é pego paquerando as amigas da filha.

Paioneta – pai de uma mosquetão.

Paicu - pai peixe. Verdade!

Paiacu -  Será que é peixe espada?


Pairafernalio - possui todos os equipamentos para ser pai.

Pailavra – pai que lavra a roupa, passa, cozinha e não tem palavras para agradecer.

Paiciente - pai que sabe tudo, mas fica doente por causa disso.

Pailetó - pai que dá livro ao filho e diz: “Lê, tó!”

Pailitó – pai que tem o livro devolvido pelo filho. “Pai, li, tó!”

Pailiglota - nem com todas as línguas consegue conversar com o filho.

Paitim – Pai língua morta.

Paipim - é o apelido do paicaxeira, pai que só come mandioca.

Paiquidô – pai lutador de jiu-jitsu.

Paisquim – sei lá, deve ser pai de algum jornalista.

Pairriga – Acha que um dia dará a luz e perderá a barriga.

Paim - pai biológico do Caim.

Paivão – pai que é destaque em escola de samba.

Paidoso- pinta os cabelos para se mostrar mais jovem que o filho.

Pailido – pai que perdeu a cor

Paicato - deixa os filhos botarem fogo em tudo, mas fica na dele.

Paioral – pai de fanhoso. “Paior pai do pundo.”

Paior – o maior pai do mundo

Paionese – quando toma uma atitude faz a maior salada.

Pairionete – manipulado pelos filhos.

Pailígno –pai maléfico

Painequim- pai que enfeita vitrine de loja.

Paignólia- pai ornamental. Só serve pra isso.


Paidicuro – pai que pega no pé do filho.

Paiolho – pai que quando quer bater, gruda nos cabelos dos filhos.

Paignético- pai que só atrai problemas.

Paioria- pai da maioria das crianças da cidade.

Paijestade – é o rei do lar.

Paigão- pai sem batismo

Paicato- pai que curte a paz

Paisena – pai que vive com o bumbum assado.

Paipe – apostou os filhos no jogo de baralhos.   

Pailavrão- para resumir, cortou o Pinto do sobrenome.

Pailioso- pai de muito valor.

Paisana- pai que vive com traje de pai.

PAIÚSCULO PAI com letra maiúscula

Pai –  homem que honra compromisso assumido com o filho.

Rita Lavoyer é membro da Cia dos blogueiros e da UBE.







sexta-feira, 26 de julho de 2013

A HISTÓRIA DO GRANDE HOMEM -

 Para o meu avo Vito´rio Segundo Baraldi

 

A história que eu vou contar,
faz calar na garganta as palavras.
Busco no coração
           palavras cheias de amor
para poder falar de um homem
           que nasceu para viver nesta Terra.
Um italiano, velho de guerra,
           fugiu puxando pelo braço
           a mulher que trazia no seu ventre
           aquele que é "o meu avô. "
           Eu conto esta  história
           do jeito que ele contou:  
Oh, Terra mãe!
 Que faz brotar verde esperança,
alimenta qualquer criança
que à  luz ainda não veio.
Se faz inteira, inteira esteio.
           É fogo, é água, é ar.
É para o homem o seio. 
      E ele veio! E ele veio!
Na primavera  de flores,
mulher-terra dava a luz
nos bastidores do céu.
Carro de boi tocou,
Foi doutor na enxada
           e muito verde ele salvou.
           Foi lavrador.
Do que plantou colheu.
           Colheu frutos do amor. 
E nesta Terra
           de gente de toda a vida,
muitas foram  paridas
           entre os verdes  que de suas
mãos brotaram.
Foi lavrador. 
Do que plantou colheu
e os seus frutos o amaram.  
De seu canto, em qualquer canto,
           ele é o menestrel.
Soube receber da Terra
           todo seu leite e mel. 
           Quando me chamava eu ia sempre
Se o ouço  ainda vou
Se faço canção pra ele
Regozijo-me com a voz do meu avô.
No meu medo de criança
Ele acendia a luz
E a luz do brilho dele
No meu mundo eu sempre pus.
Os seus dentes que não tinha
Iluminavam o meu sorriso,
a alegria que me deu
ainda é tudo que preciso.
Os cabelos de brilhante
Caindo-lhe sobre a testa
São as joias de um homem
Que  aparou tantas arestas.
            Hoje a Terra abraça feliz,
           dentro do seu ventre,
O meu querido avô.
Um velho homem
que só levou o que colheu:
               Tudo o que a Terra precisa
              para lhe matar a fome.
                 Ela brotou uma criança
e recebeu um grande homem.
Você, meu grande avô,
Que nos foi tão grande pai,
           Aos meus irmãos e a mim,
          Estes versos que escrevo  
          São apenas um agrado,
Pois bem sabemos nós
Que a tua história não tem fim.
 
De sua neta - Rita de Ca´ssia Zuim Lavoyer

terça-feira, 16 de julho de 2013

FÁBULAS DE LAVOYER



A MACACA E O LEÃO




Ela corria pela floresta a procura de comida. Subia pelos galhos, saltava com firmeza e pisava o chão como se dele fosse a única dona. 


À beira do rio pôde ver um cesto de vime e dentro dele um filhote recém-nascido. Apressou-se para apanhá-lo. Ela, que não gostava de água, nada questionou para entrar nela. Agarrou-o, trazendo em seus braços a salvo. Era um leãozinho, ainda cheirando à placenta.

Ela o limpou o fez dele o seu filhote. Amamentou-o, acreditando rapidamente ser o seu filho. O filhote cresceu observando diferenças.

_ Mãe, por que  eu, que sou um Leão, sou o seu filho sendo você uma Macaca?
_ Meu filho, mãe é mãe, não tem espécie e  filho é filho independente do gênero. Venha aqui e coma a sua banana!
_ Mas mãe, eu não gosto dessa fruta. Mãe, eu sinto vontade de comer algo diferente, eu sinto um cheiro diferente em certas coisas e esse cheiro me enche de prazer, além de uma vontade enorme de abocanhar o que eu vejo e sinto, diferente da banana . Mãe, também não gosto de vê-la comendo os meus piolhos, apesar de ser muito gostoso o seu carinho. Também não gosto de catar os seus piolhos, além do mais, mãe, as minhas patas são enormes para a sua cabeça, tenho medo de machucá-la. Poderíamos deixar de lado esse ritual de catar piolhos?

_ É claro que não podemos, meu filho. Isso é feito desde que os meus ancestrais foram criados, além do mais, deve se habituar a se alimentar de bananas porque o seu paladar é muito perigoso para a população daqui.







_ Mãe, a que ancestrais se refere, já que mãe, segundo disse, não tem espécie?



_ Ah, meu garoto, você ainda é muito jovem para entender sobre isso. Venha, seja bonzinho e coma a sua banana.



Num salto violento ele atacou o cacho todo, rugindo sobre as bananas que caíram no chão.


_ Meu filho, você me machucou com as suas unhas, isso não poderá acontecer mais. Venha aqui, vou cortá-las agora.
Sem questionar o comportamento da Macaca, o Leão deixou que ela retirasse todas as suas unhas, uma por uma.

_ Mãe, conforme eu caminho, sinto muitas dores nas minhas patas. Mãe, um Quati me atacou e quando eu fui me defender senti mais dores ainda. As minhas unhas estão me fazendo falta, mãe.

_ Não se preocupe, o Quati é um bicho muito pequeno, você é um Leão. Da próxima vez que ele o incomodar é só rugir que ele sentirá medo e fugirá de você.

Na tarde do mesmo dia, o Quati investiu contra o leão novamente e, sem as unhas, o felino cravou um de seus dentes no animal ,que conseguiu escapar ensanguentado.

_ Filho, a mãe do Quati veio reclamar do seu comportamento violento com o filho dela. Não o ensinei a ser violento. Já me feriu várias vezes com as suas presas quando vem pegar as bananas. Venha cá, abra a sua boca e engula isso.


_ O que é isso, mãe?
_ Receita dos meus ancestrais.



Adormecido como um morto, o Leão perdia, um a um, os seus dentes, que eram arrancados pela Macaca.
Ainda sonolento, pode sentir que algo lhe faltava.


_ Mãe, o que houve comigo? Cadê os meus dentes?



_ Meu filho! Você não é o meu filho por acaso. Você me foi entregue para que eu cuidasse de você. Não é porque vivemos em uma selva que precisamos viver como selvagens. Os seus dentes eu os arranquei, para aprender que não devemos fazer com os outros o que não queremos que façam a nós. Acalme a tua dor, para ela haverá recompensa.

_ Mas mãe, eu nunca ataquei nenhum animal, já apanhava dos pequenos sem poder me defender, evitando com isso que a senhora fosse repreendida pelos pais dos bichos. Mãe, eu não consigo fazer nada sozinho, agora sem unhas e sem dentes sinto muito medo, como os outros animais me verão?

_ O verão como você é de verdade. Faça cara de mau, ruja bem alto. Isso causa medo, desestrutura o adversário. Além do mais, não precisamos sorrir para sermos respeitados. Não precisarão saber que não tem dentes. Em boca fechada não entra o que não quer engolir. Vamos, agora já é um Leão feito, carregue-me por onde for. Estando comigo estará protegido. Avante! Mostre que é o Rei desta selva. Mas antes, coma a sua banana.


_Autoria- Rita Lavoyer - Membro da Cia dos blogueiros e UBE