CLASSIFICAÇÕES EM CONCURSOS LITERÁRIOS

PREMIAÇÕES LITERÁRIAS

2007 - 1ª colocada no Concurso de poesia "Osmair Zanardi", promovido pela Academia Araçatubense de Letras;

2010 - Menção Honrosa no Concurso Nacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2012 - 2ª classificada no Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2014 – Menção honrosa Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2015 – Menção honrosa no V Concurso Nacional de Contos cidade de Lins;

2015 - PRIMEIRA CLASSIFICADA no 26º Concurso Nacional de Contos Paulo Leminski, Toledo-PR;

2016 – 2ª classificada no Concurso Nacional de contos Cidade de Araçatuba.

2016 - Classificada no X CLIPP - concurso literário de Presidente Prudente Ruth Campos, categoria poesia.

2016 - 3ª classificada na AFEMIL- Concurso Nacional de crônicas da Academia Feminina Mineira de Letras.

2012 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura

2017 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura

2017 - 13ª classifica no TOP 35 na 4ª semana de abril de microconto Escambau.

2017 - Classificada no 7º Concurso de microconto de humor de Piracicaba.


sexta-feira, 29 de novembro de 2013

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

HÁ OCORRÊNCIA DE BULLYING NO AMBIENTE DOMÉSTICO?

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Sou da espécie que não gosto de brincar com o que estou fazendo quando o assunto é sério.  Se eu pego alguma coisa para fazer: tenho que fazer! Calculo que o que possa estar a meu contento pode ou não estar a contento de quem me solicitou o trabalho, por isso, toda garra é pouca na execução daquilo que proponho realizar. Por conhecer bem essa minha característica, pondero os compromissos que devo assumir. Mas se for para brincar, brinco também, quando o assunto ou circunstâncias me permitem.

Elaborei uma pesquisa com 242 crianças e adolescentes, entre 10 e 19 anos, numa escola estadual de ensino fundamental e médio num bairro da zona norte de Araçatuba. A questão levantada é se o bullying ocorre dentro do espaço doméstico. Levantei esta pesquisa porque o assunto é discutido e estudado há tempos por muitos profissionais das áreas da educação e saúde, mas, para mim, ainda não deu por encerrado ou concluso os trabalho sobre o assunto. Motivando-me  a sair de mim, indago-me  por que as agressões físicas e morais são frequentes nos ambientes onde deveriam ocorrer as discussões saudáveis, ou seja, entre pais e filhos, colegas de escola, professores e alunos?

Apesar de o assunto ser demasiadamente delicado, tendo em vista que os pais, quando sabem o que seja esse fenômeno, muitas vezes identificam o caso de bullying contra seus filhos nos espaços fora de casa, será que se questionam se a incidência ocorre no espaço doméstico, e quem os pratica?

Sempre respeitei os índices enquanto resultados de pesquisas, admirando os trabalhos dos pesquisadores, qualquer que seja a área. Mas em se tratando de um assunto, visto por mim, tão “perigoso”, questões, as mais diversas, em qualquer tempo e espaço deverão ser levantadas quando for de nosso conhecimento que “um” – um ser humano - o tenha experimentado à exaustão: assim é a ação do bullying sobre o alvo.

Ainda que seja um recorte de uma região  da cidade,  eu consegui finalizar o meu trabalho, chegando ao final com um resultado que me calou, porque me corrigiu perante os juízos que eu fazia das análises feitas através dos olhos do meu coração magoado.

No questionário distribuído a 242 alunos, cada um contendo  80 questões,   foi investigado o universo social: familiar, escolar,  cultural, esportivo e religioso  deles, entre outras coisas mais. Algumas perguntas não foram respondidas, porque não havia a obrigatoriedade, ainda assim, contabilizei mais de 19.000 (dezenove mil) respostas para elaborar a estatística de cada uma das 80 questões.

Antes de aplicarmos o questionário, fiquei na escola, conversando com os alunos sobre o assunto, durante cinco meses de 2012. Antes dessa etapa,  estivemos com os diretores, professores e coordenador da escola.

O resultado das  três primeiras questões (há mais 77 pela frente) chamou-me a atenção, pois somente essas 3 são suficientes para levantamento de muitas outras pesquisas:

Das 242 crianças questionadas: 80 vão à escola sozinhas e 146 acompanhadas.

Das 146 que vão acompanhadas: 89 vão com os amigos e 57 em companhia dos pais ou responsáveis.

Há crianças que deixaram de responder algumas questões todavia, surpreendeu-me o meio com que eles chegam à escola:

27 vão com automóveis da família, 17 vão de bicicletas e 193 vão a pé, inclusive os que vão acompanhados pelos pais. Totaliza aqui 237 respostas.

Por que a minha surpresa? Porque eu resido no centro da cidade e se o questionário fosse aplicado em qualquer escola central, pública ou particular, o resultado seria outro.

Para quem pega a Avenida Baguaçu para levar os filhos à escola, de carro, e tem que cruzar a rotatória da Pompeu de Toledo, ou se mudo o trajeto e desço a Avenida Brasília, precisando passar por outra rotatória da Pompeu de Toledo,  se eu não sair 20 minutos antes de casa as crianças chegam atrasadas, porque o fluxo no período da manhã, de carros entregando crianças nas escolas – são 4 nesta região-  é imenso em todas as avenidas e dele não há como escapar, nem no horário da entrada, pior ainda no horário da saída, após às 12h30.

No meu trabalho, é tratado num capítulo o problema da  “superproteção”  como um dos principais estressores para as crianças.

Uma pesquisa da ISMA, Associação Internacional para Prevenção e Tratamento de estresse, apontou suas três principais causas entre crianças de 7 a 12 anos de idade.

- As críticas e desaprovações dos próprios pais – citadas por 63% das crianças consultadas; - O excesso de tarefas na rotina é apontado por 56%; - O bullying aparece em terceiro, com 41% das crianças reclamando do “peer pressure” (pressão dos colegas).

A superproteção dos pais também vem assumindo posição crescente dentro dessa lista de estressores infantis. Assim, além de fazer mal aos filhos, enquanto motoristas deles,  estamos  contribuindo para que a cidade se transforme num amontoado de veículos, tornando intransitáveis as avenidas, estressando-nos demasiadamente no trânsito e, de uma maneira bem direta, prejudicando o meio ambiente.

Por que as  crianças do centro ou do seu entorno, não podem ir a pé para as escolas, necessitando serem entregues na porta da pelos pais? Concordo que há muitas que residem longe, vêm de Van escolar, mas uma boa parte reside bem próxima dessas escolas, poderiam ir a pé, ajudando a desafogar o trânsito, mas não! Somente no meu prédio são, pelos meus cálculos, 14 crianças que vão para a mesma escola todos os dias; no mínimo 7 veículos fazendo o mesmo trajeto.

Já conversamos, os pais, em dividirmos os carros, cada dia um leva uma turma, outro busca. Mas as crianças não aceitaram, cada uma com a sua desculpa de não “querer esperar o outro”.

Lógico, não querem se atrasar, temos que sair 20 minutos mais cedo – observando pelo “ângulo da lógica”, o problema está aqui: não aceitam  ir com o outro.

Será que a violência social não está incutida no subconsciente das crianças da zona norte que têm entre 10 e 15 anos e vão acompanhados pelos amigos, a pé, para a escola? Ao contrário das nossas que vão montadas nos carros, evitando, inclusive, o vizinho?

Os nossos, que vão de carro, são preguiçosos, têm medo das violências sobre as quais relatamos  dia a dia, ou somos nós, os pais,  que armazenamos todos esses conflitos e entupimos as avenidas de carros e os filhos de traumas?

Será que os conflitos dessas crianças questionadas na zona norte de Araçatuba estão no relacionamento entre eles e, que se resolvem por ali mesmo e não no mundo de fora dos seus universos, por isso vivem livres e podem ir e voltar, a pé, da escola, acompanhadas de outras crianças, sem medo?  Ou por que não há, no universo que as cerca a violência da “superproteção”?

 
Esse não é o resultado das minhas pesquisas, escrevo para registrar as indagações que brotaram a partir do resultado de 3 perguntas, somente 3, de um universo de 80.  

Mas concluo que: se veículos demais acabam prejudicando toda a cidade, excesso de amor mal trabalhado “superproteção” tende a ser bem pior à humanidade.  Daqui volto ao conflito do início: por que as agressões físicas e morais são frequentes nos ambientes onde deveriam ocorrer as discussões saudáveis, ou seja, entre pais e filhos, colegas de escola, professores e alunos?

 Embora não haja resposta exata para a minha  pergunta, posso garantir apenas que a questão enquadra-se em qualquer canto da cidade, para qualquer criança, de qualquer família e de qualquer escola: pública ou privada, que vão ou não a pé de suas casas para qualquer lugar onde queiram chegar.
E eu sigo motivada a formular questões que poderão ou não ser respondidas, não desprezando, assim, a existência dos problemas.

Autoria – Rita Lavoyer
 

domingo, 24 de novembro de 2013

QUERO ANDAR NA CHUVA COM VOCÊ




 

Poxa! Hoje amanheceu chovendo. Um choro alegre lavando as plantas e as folhas choram de alegria também.

             Deu-me vontade de ir para rua, deixar as gotas molharem a malha da minha roupa para grudar em meu corpo. Deu-me vontade de andar na chuva com você. Poxa! Como deu.

Sai andando com os meus olhos sobre os telhados, as árvores, os prédios lavados e a água escorrendo lá em baixo. Deu-me  vontade de andar na chuva com você. Poxa! Como deu.

Voltei o olhar para os meus olhos, deixei o ar molhado me molhar, enquanto apreciava a chuva deslizando no asfalto. Já molhada, me via brincando na chuva com você. Meus pés nus, os seus também. Corremos tanto que já não estávamos mais no primeiro plano. A terra tão molhada cobria-nos os membros. Já era barro e nos sentimos.

As árvores, agitadas com aquele banho de êxtase, soavam canções com as quais valsamos em sintonia. Dois bailarinos e nas pontas: o compasso. As mãos, o enlace, mas os dedos subiram ao encontro da face. Meus lábios pediam: - eu quero os seus. No beijo molhado as palavras achamos e a língua não pôde calar o depois. Dois corpos suados, unidos agora e a chuva, lá fora, parou para nós dois.

Dentro do plano, já todo esgotado, dois seres amados a saliva molhou. No tronco da árvore, já toda floresta, de novo fizemos do corpo uma festa. No fervor nos amamos, nos amamos e nos amamos e as gotas secaram com o calor do amor.

 Sobre a relva, dois seres tão selva, no lenho lenhamos e a seiva dos pelos pelas pernas rolou.

            Ambiente propício a outro início já era indício para água apagar. Os beijos ardentes secando enxurrada, os amados querendo novamente pecar.

            Diante da cena, tão bela e tão plena, coube ao Criador exercer Seu perdão. Do alto assistia dois rastros de amor escorrendo no chão.

            Do quadro quebrei a moldura e meus olhos voltaram para o olhar do lá fora.

            No capricho das horas a chuva foi embora e um pacto comigo o clima selou: quando a água cair do céu feito chuva, estarei na sacada para me molhar. Seu desejo, em forma secreta de água, entrará em meus poros para me amar.

            O tempo é o senhor do meu clima, só ele sabe a vontade que sinto de andar de mãos dadas na chuva com você.  

            Enquanto não chega o momento exato me uno ao ato do sonho escondido. É como consigo tê-lo comigo.

            Quando chover saberá de nós dois. Se o tempo é uma ponte, seja a minha água, eu serei sua fonte.

            O relógio não para e ninguém o prevê, só sei que na chuva ainda quero andar com você.

            E se nossos corpos, unidos e úmidos naquela hora, nos enxugaremos na folha de mais uma página escrita na nossa história.

            Quero andar na chuva com você. Poxa! Como eu quero.

Rita Lavoyer

VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER

NÃO QUERO QUE ME BATAM




Jogaram-me em uma arena para pagar o que eu devo. No que estendi as mãos, para um breve cumprimento, um golpe me foi dado levando-me à lona. A areia era macia, fora revolvida para amortecer a minha queda.



Não quero que me batam. Estendi uma das mãos apoiando-me em outra, no que esta foi chutada e outra queda degustei; eu vi todo o céu de uma arena tão cercada com madeiras faces mil , todo o apoio que busquei na força dos meus dois braços colocou-me de joelhos.


Não quero que me batam e meu sorriso se fez largo, e o branco dos meus dentes avermelhou-se num instante. As gotas tão pungentes arrancavam os aplausos de mãos tão estridentes.


Não quero que me batam e com a força dos meus braços e joelhos bem firmados me ergui toda defesa para saudar o cobrador .




Não quero que me batam e já toda recomposta os meus braços eu abri; corri para o encontro quando, separando-nos a distância, uma lança atravessou-me e novamente eu cai. Com o apoio de uma mão e também dos dois joelhos me arrastei até a cerca e ali me apoiei, mas ela era tão solta... a cerca não me pôde sustentar; num impulso, não sei de onde, para o centro retornei.



Não quero que me batam e a lança até doía um pouco no meu peito, mas a esquerda me estancava, com a direita acenei. O braço na altura e feliz por agradar, senti profundo golpe na altura do meu punho. Logo o abaixei para esconder o rompimento da articulação.


Não quero que me batam e com o meu ombro tão direito apoiei tão forte clava. No que eu virei o rosto, o frio de um metal atravessou em minha face, fiquei desfigurada.



Não quero que me batam e resolvi me sentar, fiquei bem quietinha no centro da arena, já não via o que se passava quando os meus olhos foram vazados e também não sei dizer quando rompeu minha coluna.



Não quero que me batam e entendi que deveria deitar-me na areia daquela cena. Não sei para onde foi a lança, já não a sinto mais em meu peito, já não sinto nada, só a parte do rosto lateja um pouco. Uma voz, tênue e mansa, eu ouvi se aproximando, ordenando que parasse a cobrança neste dia. Senti na minha testa a ponta de um dedo, palavras me informavam que ele voltará até que finde esta cobrança totalmente indolor.



Não quero que me batam e a todo instante vou vivendo, toda vez, para entregar- me de corpo e alma até pagar o meu credor.


É assim, como esta aqui, muitos outros sem dó nem pena, mutilaram e mutilam as presas que os amam.
 
A Lei Maria da Penha saiu para protegê-las, mas ainda há muitos gemidos de amores escondidos. Muitas preferem sofrer caladas para não perderem os seus predadores- companheiros -maridos.
Muitas, pela necessidade, submentem-se a tal situação. Por um pedaço de pão, muitos vinhos escorrem das almas de muitas mulheres.
RITA LAVOYER
Imagens da internet





sábado, 23 de novembro de 2013

MARIA DE FÁTIMA BARBOSA: UMA DIRETORA E TANTO





MARIA DE FÁTIMA BARBOSA -  UMA DIRETORA E TANTO




Há pessoas que trazem nome de santo, não por acaso. Maria de Fátima honra o nome com o qual assina sua vida e de seus queridos. Eu a conheci, tenho certeza, não por acaso.


 Em orações, naqueles dias difíceis que pareciam não ter fim, eu implorava para que Deus colocasse no meu caminho alguém que me pudesse auxiliar; eu precisava de ajuda e não era pouca.


Num dia de aula, ela, “calouro” , posicionou-se diante da sala de aula do curso de Psicopedagogia e começou a relatar para todos nós as razões de ela, enquanto Diretora de escola pública estadual, às vésperas de se aposentar, ter voltado a estudar.


Não era a intenção dela, tenho certeza absoluta, posicionar superior diante de ninguém enquanto falava, mas a sua humildade a agigantou tanto, que o ambiente tornou-se pequeno para ela, diante de tantas experiências relatadas.


 Disse-nos que voltara a estudar para  conhecer novos métodos, ter contato com novas pesquisas sobre educação e o homem enquanto ser humano em construção. Relatou-nos sobre a sua necessidade de busca de mais saber para “tentar” – ela disse: - “tentar” – ajudar a nova clientela que vem surgindo na instituição de ensino na qual ela é diretora.


Quando ela disse : “tentar” – comecei a aprender com ela, apenas ouvindo-a,  que não podemos desistir, ainda quando não conseguimos os nossos feitos. Não podemos, todavia, deixarde “tentar”.


Acabada a sua apresentação, voltando para a sua carteira de aluna, confesso que senti até medo “daquele gigante”. Mas sem perder aquela oportunidade, comecei a escrever tudo o que me passava na cabeça e mandei-lhe o meu bilhetinho. (não saí do meu lugar para ir até ela porque éramos alunas e respeitando a professora  que falava,  mantivemos a disciplina) .


Leu o bilhete e dirigiu-se até mim ( ela não manteve a disciplina, viu só? Ela é diretora de escola, ela pode se levantar enquanto a professora fala) e disse-me:


- Nós vamos conversar!


A nossa conversa não parou ali, porque outras pessoas apareceram para meu auxílio.


Maria de Fátima Barbosa é funcionária do estado desde 1974, à porta da aposentadoria, mas está com a garra de quem nasceu para o exercício do magistério e o consolida todos os dias, lustrando a sua profissão com dinamismo e aperfeiçoamentos, porque aprende no seu  dia a dia que precisa desaprender para reaprender sempre, transmitindo o seu saber para, assim, absorvê-lo cada vez mais... e mais...


Maria de Fátima Barbosa é dinâmica porque não se amedronta com o novo, ela o abraça porque sabe que não caminha sozinha, pois traz consigo uma equipe que a ajuda na completude da sua função, encorajando-se todos juntos pela causa da profissão que escolheram: o aprendizado e o bem estar do aluno -ser humano- em primeiro lugar.


Maria de Fátima Barbosa, sozinha, não teria gerado os 3 maravilhosos  filhos que trazem nas suas bagagens o respeito pela família, amigos e profissão que honram com dignidade e dinamismo, ela tem ao seu lado, para excelência do feito, o seu esposo : senhor Carlos Roberto Barbosa, aposentado pelo Correio, mas não aposentado como esposo, pai e companheiro dos amigos. Uma família que vale quanto pesa!


Todos temos falhas, defeitos... Maria de Fátima Barbosa também deve ter, pois está na lida para o desenvolvimento do ser humano para entregá-lo cidadão à sociedade, por esta razão  apresenta-se como Ser Humano acima de tudo, logo:  é natural possuir falhas, graças a Deus, ela é normal. Todavia, não as observei, não as ouvi, não as encontrei. As suas virtudes, as que sobraram para os meus olhos e coração, fizeram-na superior para mim e para todos que a conhecemos.


Maria de Fátima Barbosa abriu-me suas portas, apresentou-me à sua família, possibilitou-me o desenvolvimento das minhas pesquisas, acolheu-me num momento difícil.


Preciso pagá-la, agradecê-la por tudo de bom, mas não acho como. Por falta de uma forma de retribuí-la: rezo. Rezo todos os dias para que o Senhor derrame sobre ela e toda a sua família as bênçãos necessárias para viverem em Paz.


Muito obrigada Maria de Fátima Barbosa.


Com muito respeito, Rita de Cássia Zuim Lavoyer

    

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

NO VÃO

O lugar do vão
está preenchido agora?
Eu queria ocupar
o vão deste lugar.
Mas vão e vêm;
ora cheio, ora vazio
e eu sempre de fora
assistindo preencher
e esvaziar o vão do teu lugar.
Pudera ser eu
a preencher este vazio.
Não teria entra e sai
eu seria permanente.
Dê-me  a chave deste vão
que não tem porta.
Se nele eu entrar
me trancarei para sempre
e jogarei a chave
na cratera ou no abismo.
Por favor, posso entrá-lo?

Rita Lavoyer

terça-feira, 19 de novembro de 2013

CAFÉ COM TAMPA E ARISTHEU ALVES - UM AMIGO E TANTO

 
CAFÉ COM TAMPA E ARISTHEU ALVES – UM AMIGO E TANTO
               
Hoje tive a alegria de receber a visita de um grande escritor e poeta araçatubense: Aristheu Alves.
Relatar  sua elegância preencheria  páginas e páginas, mas sabendo da sua discrição e educação, ele próprio dispensaria os elogios. Comecei a nossa conversa alterando o tom de voz. Da sacada do 3º andar eu já puxava o assunto com ele lá embaixo, na calçada. Ele, com seu cavalheirismo, acenava pra mim, aqui em cima, como dizendo: -  Fique quieta, escandalosa! 
Está certo! Fiquei quieta até ele abrir a porta do elevador. Eita, figura tranquila! Até o Sansão, o cachorrinho, disparou a correr pela sala e saltou-lhe no colo, como se fossem amigos de longa data, matando a saudade.
Passada a euforia do encontro e já colocado alguns assuntos no lugar, eu o convidei para continuarmos a prosa na cozinha, enquanto eu passava um café. Preparar um café para um amigo é a coisa mais gostosa que tem. Vale dizer que na minha casa não usamos garrafa térmica. O meu marido não toma café de garrafa térmica. Ele diz que somos nós que temos que esperar pelo café e não o café por nós. Nesses 26 anos de convivência acabei aprendendo que ele tem razão, enfim... Coloquei a água no fogo e a conversa rolando...
Ai... que café cheiroso é o meu! Ah, vale lembrar também que o pó do café é especial: a Cleuza vem entregar aqui na porta. Tá pensando o quê? Café para o meu marido tem que ser o que ele escolhe. Nesses 26 anos de convivência acabei aprendendo que ele tem razão, enfim... O café ficou pronto, adocei e o papo rolando, de repente...
O bule... aqui usamos bule – meu marido não toma café de garrafa térmica – a tampa vazou bule adentro. Coisa de doido! Nunca antes a tampa tinha atravessado o buraco da boca do bule. Caiu lá dentro e ficou nadando no café! Pode?
E fomos nós dois: Aristheu e eu, tentar arrancar a tampa de dentro do bule.  Aí veio minha mãe querendo auxiliar. Sem recurso: a tampa é maior que o buraco! Como vazou? Foi a cena mais engraçada que eu já vi em cima de um bule de café. Nós dois olhando dentro do bule. Muito engraçado, mas mais engraçado foi ele soltar a dele:
 - Ah, vamos tomar café com tampa mesmo.
Já tomei café com pão, com bolacha, com bolo, café com leite; mas café com tampa, foi a primeira vez.
Café com tampa é gostoso. O Aristheu tomou quase tudo. Conversa vai, conversa vem e dá-lhe café com tampa.
Aristheu, Deus te pague pela visita. Pela alegria que me proporcionou enquanto conversávamos tomando café com tampa.
Este poema é de autoria dele: Aristheu. Consta no seu livro “Versos da Solidão”, 2012
“Deus te pague”
Deus te pague pela bondade,
Também por toda a caridade
Que fazes sem olhar a quem.
Quando se destaca a virtude
De labutar pela saúde
Dos que na vida nada têm.
Deus te pague pelo carinho
Aos que vagam neste caminho
Desesperados a padecer.
Quando a dor sufoca e maltrata,
A fraqueza domina e mata
Os que labutam pr’a viver.
Deus te pague pelas lembranças,
Pelo amparo e amor às crianças
Na solidão desta orfandade.
Quando os desenganos são tantos,
A infância toda só de prantos
E a vida, amarga realidade.
Deus te pague a todo o momento
Quando acalmas o sofrimento
Desta pobre gente sofrida.
Deus te pague por estas rosas,
Pelas orações fervorosas
E a esperança de nova vida!
Aristheu, o bule está todo amassado, escangalhado. Mas eu arranquei a tampa de dentro dele!
Delícia de história mais bem tomada! Valeu a visita, amigo!
Rita Lavoyer

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

SER LUZIA - Luzia Machado

Ser Luzia
“Não sei se a vida é curta ou longa para nós, mas sei que nada do que vivemos tem sentido, se não tocarmos o coração das pessoas.
Muitas vezes basta ser: colo que acolhe, braço que envolve, palavra que conforta, silencio que respeita, alegria que contagia, lágrima que corre, olhar que acaricia, desejo que sacia, amor que promove.
E isso não é coisa de outro mundo, é o que dá sentido à vida. É o que faz com que ela não seja nem curta, nem longa demais, mas que seja intensa, verdadeira, pura enquanto durar. Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina.”

Ninguém cruza o nosso caminho por acaso. Afirma isso quem realmente sentiu a presença de alguém muito importante na sua vida. Importante no sentido de  registrar-se em um determinado período que o tempo não é capaz de apagar. 
Há folhas que nascem, desenvolvem-se, cada qual respeitando o seu ciclo, enfeitam as árvores, fortalecendo-as para suportarem o parto dos frutos,  até o tempo de um vento forte levá-las para juntarem-se ao outro grupo, o de adubação. Ali, no amontoado de tantas outras folhas levadas pelos ventos fortes, pelas tormentas, pelas tempestades... serão alimentos para a fome da terra. Todos, como as folhas, exercemos funções importantes no meio em que vivemos. Uns mais vistos que outros, mas... enfim, todos temos real importância dentro do espaço que ocupamos, negativa ou positiva.
Luzia tem real importância dentro do espaço que ocupa na minha vida, de um período que o tempo não conseguiu apagar.
Eu a conheci quando lecionamos em uma escola estadual. Eu me espelhava nela, nas aulas dela, nos trabalhos que ela desenvolvia. Eu era iniciante no magistério, ela experiente.  Aprendi com a professora Luzia, que o professor precisa ser respeitado. Quando tomou a iniciativa de registrar um boletim de ocorrência por não conseguir ministrar as suas aulas nas salas de aula, não deu outra. Espelhada na atitude dela, fiz o mesmo! Depois daí, nunca mais deixei de valorizar o trabalho de um professor, jamais!
Assisti com isso, um longo e difícil período da vida desta mulher, filha, irmã e, principalmente, mãe!
Mal saíamos da escola, tínhamos que voltar sei lá pra que... nem quero me lembrar!
Igualávamos nas nossas dificuldades, bem acentuadas “dificuldades financeiras”. Acrescentando a essa passagem, ela, a Luzia, ainda tinha a filha pequena, Isabela, que, quando não ficava com a avó para ela, Luzia, poder trabalhar, ficava sozinha.
Tomo a liberdade de citar aqui uma passagem que nunca mais saiu da minha memória, trago-a como recordação do sofrimento de mãe num desabafo:
“Mãe, você vai sempre me deixar sozinha? Não aguento mais comer miojo”
Contrariando a poesia da sua poetisa preferida, Cora Coralina que aqui atrevo-me citá-la:
“Mãe

Renovadora e reveladora do mundo
A humanidade se renova no teu ventre.
Cria teus filhos,
não os entregues à creche.
Creche é fria, impessoal.
Nunca será um lar
para teu filho.
Ele, pequenino, precisa de ti.
Não o desligues da tua força maternal.

Que pretendes, mulher?
Independência, igualdade de condições...
Empregos fora do lar?
És superior àqueles
que procuras imitar.
Tens o dom divino
de ser mãe
Em ti está presente a humanidade.

Mulher, não te deixes castrar.
Serás um animal somente de prazer
e às vezes nem mais isso.
Frígida, bloqueada, teu orgulho te faz calar.
Tumultuada, fingindo ser o que não és.
Roendo o teu osso negro da amargura. 
Cora Coralina
A voz da mãe, Luzia, embargou e eu senti a dor que ela expressava por ausentar-se da infância da sua filha, a única, para honrar a profissão que ela tão bem sabe exercer, com isso prover o sustento da família, pois fora  pai e mãe.
Luzia engoliu os versos a seco, mas escreveu a sua própria história com muita poesia.
Luzia, a mulher culta ultrapassou o limite da sua era. Venceu obstáculos e continua enfrentando outros. Mas mulher de raça, que eu sei que ela é, vencerá outros tantos.
Honrada por fazer parte do círculo de amigos que ela convidou para repartir a sua alegria, confraternizando-nos com a sua energia.
Deus é muito bom pra mim. Há 16 anos tenho a amizade da Luzia Machado, a mulher que cruzou o meu caminho, deixando marcas significativas e de muito valor.
Na minha, da sua família e na dos seus amigos você não será apenas folha passada, levada pelo tempo. Você é história.
Espero continuar fazendo parte dela e honrar essa benção.
Parabéns Luzia Machado pelos seus aniversários e obrigada por tudo.
Rita de Cássia Zuim Lavoyer

APOCALIPSE




“Apocalipse”  -
Este projeto é idealizado pelo escritor e poeta Carlos Marcos Faustino, que me proporcionou a honra de participar com este grupo seleto de poetas. Na verdade, a minha produção é a 6ª, nesta ordem, mas fui autorizada a publicá-la em primeiro plano.
 
O MEU APOCALIPSE

Não ando a procura do começo do fim
todavia, quanto mais caminho,
mais ele se afasta de mim.
Sigo a minha trajetória: - aquela que, desde o princípio,
apalpa o Verbo da vida e, sobre as circunstâncias
 advindas no percurso piso firme,
extraindo delas raios de Luz que
resplandecem, no fim de uma passagem,
os segredos Divinos.
Para aquele fim dirijo meus passos 
ao encontro das revelações
dentro das  quais sempre há o recomeço
que, por muitos fatos, também alcança o fim: passa!
Curvo-me, pois, a eles e sigo caminhante,
conforme a minha vontade,  até a última hora.
Autoria : Rita  Lavoyer - Araçatuba - SP

16/11/2013


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Apocalipse

O rio Eufrates está secando, os ventos solares assolam a Terra,
Poluem aos poucos quase todos os rios, os mares,
Bolas de fogo, incandescentes cortam o céu, muitos “avistamentos",
OVNIS  nos espreitam, governos constroem abrigos subterrâneos,
E tudo há de ser instantâneo,
O mal  em quase toda a humanidade impera,
Filhos contra pais, crianças abusadas, pedofilia,
A morte como abutre  ronda
Famílias se destroem, o dinheiro escraviza, quem detém o poder, extrapola,
Meteoros, tsunamis, vulcões, terremotos, tempestades,
A terra chora, final dos tempos, a humanidade está indo embora?
Carlos Marcos Faustino
21/10/2013- Segunda feira- 20h37m

 

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 “Simbolismos, profecias dos seguimentos cristãos,
abraâmicos, budistas ou de qualquer religião.
Em quaisquer filosofias, crenças da revelação;
Visões do final dos tempos, falsos profetas chegando,
pestes, fome e a heresia...Isso é só o fim começando.
Catástrofes, anomalias e o mundo em confusão;
Discórdias, pais contra filhos e nação contra nação.
Diante do trono branco virá o juízo final?
Quem afinal nos dará o ingresso pra salvação?”
Beto Acioli -Recife PE
25/10/2013

 

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"não espero do começo
O fim que tanto
Aguardo
Nem f
Nem i
Nem m
Tudo é consciente
Quando a consciência
Pertence a uma só mente
Quando temos
Uma mídia
Uma fonte
de  utopia
O fim não chega
Pois o dia
Nem começou
Pra que
O fim se suceda"
autor
Marcos Samuel Costa- Ponta das Pedras -PA
12/11/2013

 

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"O que finda
são os olhos
Nas escassas olhadas
de um eterno engano
que é embate
entre nós
ante as pupilas
a ver cores de ilusões
Devo continuar
nessa
descortinada caminhada
que sei só da partida
nada da chegada?
Grito ou  o momento
É de silêncios?
Me rendo já no embate
ou delato para o destino
as intempéries da realidade?
sem respostas
sigo adiante
com ilusão de caminhar"
Airton Souza -  Marabá- PA
12 de novembro de 2013

 

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 "Ciência, filosofia, religião.
tanto faz,
A destruição é real,
De modo sobrenatural,
por todos os lados ela virá,
segundo a fé,
nem a todos encontrará.
Apocalipse, Apocalipse,
todos devem anunciar,
fome, miséria, engano e catástrofes,
Os sinais estão aí,
de que algo  ou alguém mudará tudo;
Será a destruição de um mundo físico
e o começo de um outro  espiritual.
E se o apocalipse divide opiniões,
também dividirá corações,
pessoas.
Tudo vai mesmo acontecer?
se abrirmos os olhos,
veremos que já está acontecendo;
É preciso enaltecer a fé,
Deixar nascer
o acreditar, o saber,
saber que de fato o Apocalipse chegou.
Julio Tavares- Ponta das  Pedras - PA
16 de novembro de 2013

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