CLASSIFICAÇÕES EM CONCURSOS LITERÁRIOS

PREMIAÇÕES LITERÁRIAS

2007 - 1ª colocada no Concurso de poesia "Osmair Zanardi", promovido pela Academia Araçatubense de Letras;

2010 - Menção Honrosa no Concurso Nacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2012 - 2ª classificada no Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2014 – Menção honrosa Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2015 – Menção honrosa no V Concurso Nacional de Contos cidade de Lins;

2015 - PRIMEIRA CLASSIFICADA no 26º Concurso Nacional de Contos Paulo Leminski, Toledo-PR;

2016 – 2ª classificada no Concurso Nacional de contos Cidade de Araçatuba.

2016 - Classificada no X CLIPP - concurso literário de Presidente Prudente Ruth Campos, categoria poesia.

2016 - 3ª classificada na AFEMIL- Concurso Nacional de crônicas da Academia Feminina Mineira de Letras.

2012 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura

2017 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura

2017 - 13ª classifica no TOP 35 na 4ª semana de abril de microconto Escambau.

2017 - Classificada no 7º Concurso de microconto de humor de Piracicaba.


domingo, 30 de março de 2014

AQUELE DIA CHOVEU, MAS ANDEI SOZINHA NA CHUVA. CHOREI NELA, MAIS QUE A CHUVA





QUERO ANDAR NA CHUVA COM VOCÊ - Rita Lavoyer

Poxa! Hoje amanheceu chovendo. Um choro alegre lavando as plantas e as folhas choram de alegria também.


             Deu-me vontade de ir para rua, deixar as gotas molharem a malha da minha roupa para grudar em meu corpo. Deu-me vontade de andar na chuva com você. Poxa! Como deu.



Sai andando com os meus olhos sobre os telhados, as árvores, os prédios lavados e a água escorrendo lá em baixo. Deu-me  vontade de andar na chuva com você. Poxa! Como deu.


Voltei o olhar para os meus olhos, deixei o ar molhado me molhar, enquanto apreciava a chuva deslizando no asfalto. Já molhada, me via brincando na chuva com você. Meus pés nus, os seus também. Corremos tanto que já não estávamos mais no primeiro plano. A terra tão molhada cobria-nos os membros. Já era barro e nos sentimos.


As árvores, agitadas com aquele banho de êxtase, soavam canções com as quais valsamos em sintonia. Dois bailarinos e nas pontas: o compasso. As mãos, o enlace, mas os dedos subiram ao encontro da face. Meus lábios pediam: - eu quero os seus. No beijo molhado as palavras achamos e a língua não pôde calar o depois. Dois corpos suados, unidos agora e a chuva, lá fora, parou para nós dois.


Dentro do plano, já todo esgotado, dois seres amados a saliva molhou. No tronco da árvore, já toda floresta, de novo fizemos do corpo uma festa. No fervor nos amamos, nos amamos e nos amamos e as gotas secaram com o calor do amor.


 Sobre a relva, dois seres tão selva, no lenho lenhamos e a seiva dos pelos pelas pernas rolou.


            Ambiente propício a outro início já era indício para água apagar. Os beijos ardentes secando enxurrada, os amados querendo novamente pecar.



            Diante da cena, tão bela e tão plena, coube ao Criador exercer Seu perdão. Do alto assistia dois rastros de amor escorrendo no chão.



            Do quadro quebrei a moldura e meus olhos voltaram para o olhar do lá fora.



            No capricho das horas a chuva foi embora e um pacto comigo o clima selou: quando a água cair do céu feito chuva, estarei na sacada para me molhar. Seu desejo, em forma secreta de água, entrará em meus poros para me amar.



            O tempo é o senhor do meu clima, só ele sabe a vontade que sinto de andar de mãos dadas na chuva com você.  



            Enquanto não chega o momento exato me uno ao ato do sonho escondido. É como consigo tê-lo comigo.



            Quando chover saberá de nós dois. Se o tempo é uma ponte, seja a minha água, eu serei sua fonte.



            O relógio não para e ninguém o prevê, só sei que na chuva ainda quero andar com você.



            E se nossos corpos, unidos e úmidos naquela hora, nos enxugaremos na folha de mais uma página escrita na nossa história.



            Quero andar na chuva com você. Poxa! Como eu quero.



Rita Lavoyer





PENSANDO E RESPONDENDO...


sexta-feira, 28 de março de 2014

ELAS MERECEM - CANTORAS FAMOSAS- Para Duxtei e Rose Sousa




ELAS MERECEM!

 

Nunca é demasiado tarde, quando precisamos elogiar o que necessita ser elogiado.

No sábado, 22/03, voltamos para casa, meu esposo e eu, encantados com o que assistimos no Teatro Paulo Alcides Jorge, em Araçatuba.

O show “Cantoras Famosas” extrapolou nossas expectativas, pois saímos de casa confiantes de que assistiríamos a um espetáculo de grandeza sem igual.

Duxtei, com a sua irreverência,  dizendo que estava apenas fazendo teatro, encantou-nos, uma vez que  estava a fazer teatro mesmo. Não é, pois, esse o ofício do artista sobre um palco que o espera? Abrilhantou dando vida ao palco com o brilho que lhe é peculiar: o de estrela. Cantou e dançou o seu canto e a sua dança. Tudo o que ela cantou era dela. Exclusivamente dela!  O bailado era dela. Sem tirar nem pôr um passo em falso a mulher,   com sua  silhueta esguia,  desenhava  uma performance harmoniosa fazendo-nos, sua plateia, seu par.  Extasiada, correspondi. Duxtei é UMA ARTISTA FAMOSA.

Com a Rose não houve lágrimas que parassem  nos olhos. Chorei!  Chorei  de emoção com aquela potência de voz penetrando meus sentidos, despertando-os  para uma ânsia de: -  queremos mais, quero a próxima  canção!  “Quem é bom já nasce feito”  é um ditado que ouvia da minha professora. Criança, eu discordava daquela mulher sem, sequer, saber naquela época o que vinha  a ser “relativo”. Entendi, sábado, 22/03, o que vem a ser ABSOLUTO.  Rose, a cantora araçatubense é o que melhor podemos trazer como exemplo desse adjetivo. Trago ainda o perfume da sua voz  a pulsar-me o sentimento. Rose é UMA ARTISTA FAMOSA.

Não perderia a oportunidade de extravasar esta minha satisfação que tão bem me fez e ao meu esposo na mesma proporção.

Tomo a liberdade de agradecer aos patrocinadores do espetáculo em nome dos araçatubenses, pois creio: não houve um espectador que tenha saído  indiferente àquelas artes criadas por tão competentes artistas.

Ainda que crítica não seja, mas de intuições afloradas, afirmo, sem sombra de dúvidas, que as cantoras homenageadas reviveram para assistirem à essas duas talentosas tão ímpares, tão elas, tão artes, tão cantoras, tão famosas:   

Tão Duxtei!

Tão Rose!

Elas merecem - essas sim, são nossas CANTORAS FAMOSAS !

Araçatuba está bem servida!! 

Autoria – Rita Lavoyer

terça-feira, 25 de março de 2014

AO MOLHO PARDO




AO MOLHO PARDO -Rita Lavoyer
                Ele era um homem que dava duro o dia todo. Era  fuleiro,  mas não fazia esforço  para suar o seu corpo grande de pele pendurada e ensebada. O seu suor era constante na marmita que não o resgatava daquele estado inane em que estava. Já não se punha  forte o suficiente para carregar nos ombros  os estupros promovidos pela inapetência  à  qual se submetera sem  se questionar   as razões.  Sua impotência o incomodava deveras.
                No final do seu turno, no trajeto de volta para casa, aquele homem sujo, suado e ofegante,  sempre passava nas igrejas e sobre os altares do seu desejo amava as santas mais frias que encontrava. Matava a sua gula com a frieza que a realidade lhe proporcionava.
                Exausto, chegava  no  domicílio e deparava-se  com  a companheira  estatuada à sua espera.  Sem ciscar, jogava-se sobre o colchão estendido no chão de terra batida e dormia com as galinhas, evitando armar ali um barraco, para acordar no dia seguinte com o cantar dos galos.
                Estava cansado daqueles suores, daquela marmita, daquele turno, daquelas passadas, daquelas igrejas, daquelas santas, daquelas comidas. Queria algo diferente, substancioso, que lhe despertasse o metabolismo para novas iguarias. Desejou um vínculo gastronômico e o alimentou.
Num dia, não pestanejou:  cansado, atiçou o seu fogo para ver  se a sua companheira queimava e o alimentava.
                Ufffa! Ele produziu ardência! Ela correspondeu.             
 
 
 Quando as chamas atingiram-na, fritando seus componentes, ele arrancou a pele daquela espécie aos pedaços. Estava crocante ao seu paladar, do tipo pururuca.
O sangue dela, ele o tomou todo, ainda borbulhando, deixando  alguns coágulos se amontoarem nos cantos da  sua boca do inferno.
 
              Suado, aquele homem despejou o seu caldo  sobre as cinzas daquela queimada, vomitou a aliança, apagando todo o fogo dela. Pôs no chão aquele barraco não deixando nenhum vestígio de pena.
                Ainda em brasa, ele foi para a missa  e alcançou o final do sermão. Entrou na fila da comunhão, recebeu a hóstia, engolindo-a  a seco. Voltou para o seu banco,  observando as santas do altar. Fitaram-se. A frieza daqueles olhares  apeteceu  daquele homem o espírito. Ele sorriu entendendo um chamado divino.  No final da missa ele selou ali uma nova aliança.
Ninguém sabe, ninguém viu como o fogo se espalhou,  por isso culparam o coroinha  que  trazia a  dúvida se tinha ou não apagado as velas após a missa.  
Autoria – Rita Lavoyer
 
 

segunda-feira, 17 de março de 2014

ZOOESIA APRESENTANDO RESULTADOS

       
capa do livro feita pelo aluno
Hoje, 17/03/2014, tive a honra de ser convidada pela escola "Floriano Camargo de Arruda Brasil" - Araçatuba, para assistir às apresentações que os alunos dos dois períodos fizeram com as histórias do meu livro ZOOESIA.


Foi tudo muito lindo!  As crianças entraram nas histórias de tal forma, que estávamos personagens interagindo nos universos recriados por elas.

Para cada história houve uma apresentação, com painéis distribuídos dentro da escola. A apresentação do jogral e  a leitura de poesias   deixaram-me bastante emocionada.

"Pescoçuda fofoqueira" , as crianças elaboraram outro livro com as perspectivas delas.

Muitos sapos em origamis completaram o pátio dinamizando a história " O meu príncipe".

"Lovedog" - muitos cachorrinhos,   também em origami, compunham os painéis distribuídos no pátio.



carta de agradecimento elaborada pelo aluno.
" Esse pavão fui eu que fiz!" - "Aquele foi eu, tia!"

A escola "Floriano Camargo de Arruda Brasil" virou um terreiro com tantas:  "Dona Galinha Caipira" -  distribuídas por ali.  Foi um show que me deixou de boca aberta. 
 
As 12 histórias  foram vividas por aqueles leitores tão especiais. Quantas leituras eles me proporcionaram!! 

Os alunos pesquisaram a minha biografia e a do ilustrador. Foi demais!!


Não tem preço!  O carinho que eu recebi da direção, professoras e alunos da escola não tem preço!

Zooesia, o meu sonho concretizado, está tocando e sendo tocado.
Para essa sinergia: Não tem preço!!

Obrigada, Papai do céu, por me enviar anjos-da-guarda vestidos de professoras!!

quinta-feira, 13 de março de 2014

DESEJO POÉTICO


Rita Lavoyer
 
 
DESEJO POÉTICO

Queria compor uma poesia
com o  cheiro da mexerica, aquele
que saliva a minha boca quando a descasco.
 
Queria compor uma poesia
com o  gosto da comida caseira, aquela
que devoro com  os olhos quando sinto fome.
 
Queria compor uma poesia
com a textura da seda, aquela
que ouço  no  arrepio dos meus pelos.
 
 
Queria compor uma poesia                                                                                                                       
com a cor da transparência, aquela
que  mostra os sentidos que há em mim.
Queria compor uma poesia
com a inspiração que me é peculiar, única
que  intui que a poesia quer ser desejada.
Rita Lavoyer
 

 

 

 

 

sexta-feira, 7 de março de 2014

MULHERES DE TODOS OS TIPOS - VIVA AS MULHERES, SEMPRE!


MULHERES DE TODOS OS TIPOS

 


            Há mulheres de todos os tipos, com cores de vários sabores.

            Mulheres cantoras, mulheres cantadas nas vozes de muitas canções.

            Tem as ordinárias, princesas, malandras e as caras de pau. Trabalhadoras, lutadoras e batedoras de carteiras, honradas e desonestas. Tem as que valem menos e outras que menos prestam.

            Mulheres gordas, magras, inteligentes e as que são mulas. Algumas são portas, outras tortas, recatadas, arreganhadas... Orgulhosas, mesquinhas, falsas e as das janelas - ‘sabedoras de tudo’.

            Tem as Luisinhas, as burguesas, as ‘ex’ e muitas “esas” que não se põem à mesa.

            Umas trazem a Bíblia no coração, muitas a trazem no sovaco e tantas não têm nem fé. Tem as de saias curtas e outras bem mais compridas para terem o prazer de demorarem mais para erguê-las.

            Tem umas que são lesas, outras se fingem de espertas. E tem as normais sobre quem ninguém quer escrever, porque não causam inspiração alguma.

            Umas são Brancas de Neve, outras Adormecidas no casulo sagrado, viram borboletas. Todas têm vagina, mas tem as que preferem ter outra coisa com o qual se agradam.

            Ave Maria! Tem também! Bruxa, desordeira, borralheira, cachaceira, trepadeira é a melhor como companheira de alpinismo. Anarquista, comunista, diarista, mensalista e analista para os que gostam de ir a fundo.

            Tem as todas benditas, protetoras, mãezonas. Tem as que moram em casas, outras na zona ou em qualquer lugar. Tem as estudantes, as professoras... Tem as que ensinam e as que não aprendem nada.

            Nossa! Tem de todo quanto é jeito. Esposa, amante, filha, irmã e para piorar tem a sogra.

            Tem mulher criada. Mulher sarada, siliconada, tarada, mal amada, abandonada, malhada, surrada, suada, cheirosa, fedida, coitada... tem as que se danam!

            As grã-finas têm bom gosto para tudo, as “grã-grossas” têm o seu próprio gosto, e que ninguém se intrometa com ele, senão leva facadas.

            Mulher xexelenta, rabugenta, nojenta, agorenta,  e tem você e eu, uai!

            Tem mulher que é a flor do jardim, muitas são as tiriricas que veneno nenhum consegue dar cabo. Milhares tomam conta do rabo de saia, dos outros, porque queriam que os rabos fossem delas. Tem as caluniantes e as caluniadas.  As anarfas e as letradas. Há aquelas que sentem a inveja branca, e outras de línguas pretas. Mas tem a amiga, a companheira, a mulher pastel que não tem nada por dentro, e tem a parideira, sempre recheada. Tem as tais ‘frutinhas’. Cada canhão!

            Profissional é a que mais tem no mercado. Tem as poliglotas e as que são apenas bilíngui mesmo por ajuda da natureza. Tem as que causam medo por sua liderança, e as que vivem com medo de perder o seu’ posto’ para elas.

            Tem as capetas que só fazem o mal , mas são boas à beça!

            As que são doenças, só querem fazer doer, fazem dos homens cachorros loucos, para os ossos delas terem que roer.

            Tem as que fazem rimas pobres e outras que não rimam com nada, nem combinações suportam, vivem peladas mesmo para refrescarem o fogo da alma por falta de uma mangueira que as resolva.

            As lindas se contrapõem às horrorosas, mas o que é belo ou feio em relação à mulher?

            Quer saber? Mulher é assim mesmo. Tem de todos os tipos, mas quem  a quiser melhor que isso, que vá procurar outra espécie.
 
Autoria- Rita Lavoyer

quinta-feira, 6 de março de 2014

MAIS UMA OBRA - NÃO TEM PREÇO : " ZOOESIA"





ZOOESIA, a minha mais recente obra.

Compor as histórias para este livro foi um imenso prazer. Mas prazer maior é vê-lo pronto.

Encontrei uma editora que me deu força - a Edicon (sp). O livro foi editado no ano passado e  a editora está trabalhando com a minha obra, divulgando-a por acreditar nela, abrindo-me caminhos. 

Escrevi ZOOSIA para presentear a minha filha Juliana quando brincávamos com leituras.

A minha filha ganhou um premio na escola  onde estudava por ter lido mais livros daquela biblioteca durante o ano. Foram 71 ao todo. Isso com 7 anos. Hoje ela está com 10.  

Ela me pediu um livro e prometi que o escreveria. Ela compreendeu e gostou de todas as histórias quando as conheceu, lendo-as. Eu o terminei em 2011.  


Fiz questão de divulgar na minha obra o nome do artista plástico, a  sua foto, a  sua biografia, dando-lhe os devidos créditos por respeitar o seu trabalho e a sua função de artista, agora ilustrador. Senti-me no dever de fazer isso afinal é uma arte dialogando com outra.

Autor da obra é uma coisa; ilustrador outra completamente diferente.

Rita de Cássia Zuim Lavoyer - autora de Zooesia.

Para aquisição entrar em contato com a autora ritalavoyer@hotmail.com





segunda-feira, 3 de março de 2014

EU SOU RANCHEIRA


Eu sou rancheira - Rita Lavoyer

 

Nós damos duro a semana inteirinha, quando chega sexta-feira de 'tardinha' voamos para o rancho.

 A minha filha traz bonecas e o cachorro,  o meu filho, o celular; eu trago o marido e ele me traz também.

Eu chego aqui no meu ranchinho colorido, estico as pernas para o alto porque  a vassoura é automática, ela trabalha sozinha.  

O rodo quem domina são os pernilongos  e quando tudo está brilhando é que eu saio da piscina!

Eu sou rancheira! Eu sou rancheira! Venho para o meu rancho porque gosto: eu sou rancheira!

Eu  encho  o carro com bastante mantimento, porque aqui é muito longe, não tem nada de comércio, só tem divertimento. A natureza está bem  na minha porta e se abro a janela dou de cara com o rio.

Mas se faltar algo na geladeira, pego a vara e o anzol e vou lá pra ribanceira. Os apetrechos são só para disfarçar, para encher meu samburá dou somente um assobio .

  Água de coco tem pra dar prum pau, eu me esbanjo, eu bebo tudo porque sei que não faz mal.

Quando me canso de tanta regalia, pego um livro e vou pra rede e recupero as energias.  
No nosso rancho esbanjamos mordomia, tem chuveiro no banheiro e na cozinha tem pia!

Neste rancho não tem muro e nem portão, entram e saem  os amigos e os amigos dos amigos.

Nadar no rio também é terapia, nós não temos jet-ski , mas nos sobra alegria.  

 Aqui eu faço que me  dá na ‘teia’, só não me  sobra tempo para cuidar da vida alheia.

 No fim da tarde, entupimos o carro de novo e voltamos para cidade na maior tranquilidade. Agradecemos a chegada da segunda-feira e rumamos para o trabalho, sempre bendizendo tudo.

Eu sou rancheira! Eu sou rancheira! Estou no meu rancho porque eu gosto, eu sou rancheira!

Autoria- Rita Lavoyer