CLASSIFICAÇÕES EM CONCURSOS LITERÁRIOS

PREMIAÇÕES LITERÁRIAS

2007 - 1ª colocada no Concurso de poesia "Osmair Zanardi", promovido pela Academia Araçatubense de Letras;

2010 - Menção Honrosa no Concurso Nacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2012 - 2ª classificada no Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2014 – Menção honrosa Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2015 – Menção honrosa no V Concurso Nacional de Contos cidade de Lins;

2015 - PRIMEIRA CLASSIFICADA no 26º Concurso Nacional de Contos Paulo Leminski, Toledo-PR;

2016 – 2ª classificada no Concurso Nacional de contos Cidade de Araçatuba.

2016 - Classificada no X CLIPP - concurso literário de Presidente Prudente Ruth Campos, categoria poesia.

2016 - 3ª classificada na AFEMIL- Concurso Nacional de crônicas da Academia Feminina Mineira de Letras.

2012 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura

2017 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura


quinta-feira, 30 de abril de 2015

30 de abril- Dia Nacional da Mulher



                         MULHER, SEJA VOCÊ 

        Por Rita Lavoyer

           Hoje você tem que passar batom, porque ontem você se esqueceu. Hoje você tem que sair cantando, sair gritando, sair do tom.
         Hoje você acordou linda, fique na berlinda- você é o assunto do dia; continue assim até que tudo se finde. Amanhã recomece novamente. Seja um pouco anjo, um pouco serpente.
         Hoje rasque sua roupa, hoje ria bem alto, pise na grama, chute a areia. Hoje seja uma dama, uma camélia, uma Amélia: seja sereia.
Seja mulher e exale seu cheiro. Seja mulher e gaste dinheiro. Você não o tem? Então faça de conta, não pague as contas, vista a melhor camisola para que seja  tirada, sua pele ser vista e sentida e ,você, inteira amada.
 Pendure o chinelo, saia do castelo de vidro em que está. Saia daí, corra na rua. Passe perfume, você é tão bela, você é mulher!
         Que coisa! Não fique assim: tão triste, amuada. Seja a patroa, ou a empregada, enfim sorria pra mim. Você é mulher, quer coisa melhor do que ser mulher?
         Ah?! Queria ser homem, então tá!
         Vá trabalhar, pegue na graxa, conserte sapatos, carpe o quintal. Suba na laje, lave a caixa d’agua. Ande sobre o muro como uma gata borralheira. Mas salte com classe! Não vá cair do lado de lá, você é mais bela do lado de cá.
         Mulher, cheirosa e gostosa, você é o estopim da bomba com creme. Você é mulher, goste de ser! Coma um brigadeiro, um padeiro ou um leiteiro, mas coma-os com todo o prazer. Depois vá malhar para ficar mais sarada e, já toda suada, faça serenata de pernas pro ar.
Mulher, fogosa e esperta, todos os meses seu relógio a desperta dizendo: eu sou o seu ciclo, sou menstruação.
         Massageie os seus peitos diariamente e não deixe de fazer o Papanicolau. O seu útero é sagrado, é a fonte da vida e o exame a previne contra um vírus fatal. Tire o sutiã, deixe os seios de encontro ao vento. A idade que tem é você quem a registra. Para se ter emoção não requer certidão.
         Ah, mulher! No seu balanguandã ninguém mete a colher. Se é adotiva,  ou se adotou, agora não importa de onde saiu ou para onde entrou. Sempre viva: -  assim deve estar. Você é o alicerce, a parede e o pilar, mas abra o telhado, precisa pensar.
         Mulher, amiga de classe, de profissão ou virtual. Regozije-se em sua doutrina de mulher fatal que a vida só agradece. Seja herege aos itens contrários que o mundo fará, para você, uma prece.
         Lave, passe, cozinhe e varra o chão. Que mal há fazer essas coisas, você é mulher ofereça o “bem bom” a quem você ama?  
Mas o que é isso? A vida é sua, ser dona-de-casa é uma honra, ser dona dela, melhor ainda. Tenha coragem de ser você. Faça como eu que lavo, passo, cozinho, leciono, estudo, escrevo, leio porque tenho minha vida para zelar.
Por mais que os dias passem e minha idade aumenta, jamais deixarei de brincar.  

Rita Lavoyer

ULADILÁ

ULADILÁ - Rita Lavoyer
Curiosa por saber uquitinha duladilá
Finquei os quatrupé nuchão
Daquelacadera ali.
Subi feito calango desperado
Nu muro quitinha rame farpado.
Simesmo pincheime duladilá
Ecainá moita diarranhagato.
Topidinu ajuda pra consegui
Voltar proladilá dinovu.
jaquiaqui num tem
quelacadera diquatrupé
prafincá nu chão.
Num dá mais pracê igual calango!
Quero saí duladicá e voltá pruladilá.
Uladilá é melhor tem ranhagatonão.
Alguém joquelacadera pruladicá?
Si tiveiscada sertamém.

quarta-feira, 1 de abril de 2015

É UMA VIOLÊNCIA O QUE SE FAZ COM OS PROFESSORES - no Jornal O TREM ITABIRANO, março/2015

Texto meu, em defesa dos professores: "É uma violência o que se faz com o professor" , publicado no Jornal O TREM Itabirano, mês de março/2015. O jornal de Itabira que o Brasil lê, assina e admira.

EM CARTAZ:
José Maria Rabêlo e Fernando Jorge não levantam o cartaz Je suis Charlie. Segundo eles, trata-se de um jornal achincalhador da cultura alheia.
Prefeito Damon de Sena continua escondendo informações - e ainda gasta dinheiro público para dar uma de transparente. Por que Damon esconde, de forma ilegal, contratos milionários? Alguma coisa grave há.
Quinto Beatle é da mineira Caratinga, garante o escritor Sylvio Abreu.
O editoral traz um assunto pelando: o jornalismo itabirano, digo, o jornalixo itabirano.
Prefeito de Itabira usa equipamentos públicos para se lançar à reeleição: propaganda extemporânea. Está confundindo coisa pública com projetos pessoais.
Copa Libertadores da América: espelho da esculhambação que infelicita este continente; também do que dizem termos de melhor: nossa paixão-pasión. Texto de Marcos Caldeira Mendonça.
Carlos Drummond de Andrade escreveu em 1954 sobre o problema da energia no Brasil. O texto é tão atual que poderia ter sido escrito hoje. Crônica foi enviada aO TREM por Pedro Augusto Graña, neto do imenso poeta.
O Incrível caso de Tiolé, um itabirano que decidiu morrer para testar a namorada.
O governo Damon de Sena assinou contrato de consultoria com a empresa R. Santana no valor de R$ 1,7 milhão. O TREM solicitou informações a respeito, mas o prefeito se nega a passá-las.
Um grande escritor residente no Rio de Janeiro perguntou ao jornalista Marcos Caldeira Mendonça qual é o grande tormento de fazer um jornal como O TREM em Itabira. Resposta: “Ter de prestar atenção na política itabirana. Tem cheiro de tábua de chiqueiro”.
É uma violência o que se faz com o professor no Brasil. Pensata de Rita Lavoyer.

Só se dá valor à água quando acaba. Por Nagib Anderáos.
O gabinete do deputado Nozinho é um paraíso para ex-prefeitos. Estão lá, além dele, que prefeitou na vizinha São Gonçalo, Ronaldo Magalhães (Itabira), Geraldo Noé (Santa Maria) e Joaquim de Castro (São Domingos do Prata).
Com receio de se sentir feio, Assis Silva fechava os olhos antes de mirar-se no espelho; se concentrava e repetia várias vezes para si mesmo: “Lilingue, Ciciu...” Então abria os olhos e se via como o homem mais bonito do mundo. Casos da Itabira antiga pelo cronista Guido de Caux.
ISSO TUDO E MUITO MAIS.
O TREM - Escrito por um timaço de jornalistas e escritores, com amplo histórico de bons serviços prestados Itabira, Minas e ao Brasil.
Para assinar: otremitabirano@yahoo.com.br
DISSERAM DO TREM ESPONTANEAMENTE BRASIL AFORA.
“Não é qualquer um que merece ser entrevistado em tão importante jornal,
como O TREM Itabirano.” Audálio Dantas, jornalista e escritor, São Paulo.

“Gosto muito do conteúdo dO TREM Itabirano. Alto nível cultural.”
Frei Betto, escritor mineiro, São Paulo.

“O TREM Itabirano é um jornal muito inteligente em suas reportagens e, assim,
sua leitura tem sido um prazer para mim”. Yara Tupynambá, pintora, Belo Horizonte.