CLASSIFICAÇÕES EM CONCURSOS LITERÁRIOS

PREMIAÇÕES LITERÁRIAS

2007 - 1ª colocada no Concurso de poesia "Osmair Zanardi", promovido pela Academia Araçatubense de Letras;

2010 - Menção Honrosa no Concurso Nacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2012 - 2ª classificada no Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2014 – Menção honrosa Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2015 – Menção honrosa no V Concurso Nacional de Contos cidade de Lins;

2015 - PRIMEIRA CLASSIFICADA no 26º Concurso Nacional de Contos Paulo Leminski, Toledo-PR;

2016 – 2ª classificada no Concurso Nacional de contos Cidade de Araçatuba.

2016 - Classificada no X CLIPP - concurso literário de Presidente Prudente Ruth Campos, categoria poesia.

2016 - 3ª classificada na AFEMIL- Concurso Nacional de crônicas da Academia Feminina Mineira de Letras.

2012 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura

2017 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura

2017 - 13ª classifica no TOP 35 na 4ª semana de abril de microconto Escambau.

2017 - Classificada no 7º Concurso de microconto de humor de Piracicaba.


terça-feira, 29 de setembro de 2015

TROVA



Feria-o  não  ser um trovador.
Com lápis, no papel
furou  o ponto final.
Findou ali a sua dor.


Ass:Rita Lavoyer

terça-feira, 22 de setembro de 2015

PARABÉNS, PRIMAVERA

Parabenizo, homenageando a Primavera, com minhas preferidas:


as Hortênsias. 
                                                                                                 

MEDICAMENTOS VENCIDOS : Problema seu e meu.


MEDICAMENTOS VENCIDOS ! Problema seu e meu!

Sejamos colaboradores. Eis aqui mais uma oportunidade de os cidadãos 

araçatubenses participarem, discutindo questões de interesses públicos. 

MEDICAMENTO VENCIDO não é para ser descartado na natureza. Façamos a 

nossa parte ajudando a solucionar esta questão, que não é apenas problema 

público, mas tão meu quanto seu. Participe! Compareça e dê a sua sugestão. 

Eu já dei a minha, mas a sua pode ser melhor.







segunda-feira, 21 de setembro de 2015

SHIN GRI LIM



Shin Gri Lim é uma menina dócil.


Meiguice à flor da pele.
Shin Gri Lim tem um hobby: cuidar de grilos.

Entre todos os grilos que ela tem, o seu preferido é o Grilim.


Então é primavera.

É campo, é relva, é flor, é fervo.

Saiu a bela Shin Gri Lim para passear com o seu Grilim.

Estava quente. Grilim quis refrescar-se.

Shin Gri Lim deixou-o livre.

Sentou-se no chão, debaixo de uma árvore.
O vento batia em Grilim. Grilim gostava, a Shin também.


Rastejava sobre a relva a cobra faminta.

Grilim friccionou suas asas.
O campo minou, havia fumaça, a flor explodiu.

Grilim pulava. Grilim pulou.


Putz grilo! Cri cri... cri cri...


Shin assina, agora, apenas Shin.

sábado, 19 de setembro de 2015

SEJA UMA ÁRVORE

SEJA UMA ÁRVORE

Faça uma viagem para dentro do seu peito.
Dentro do seu peito...
Dentro do seu peito...
Veja de quantos degraus o seu  Universo é feito.
De quantos degraus...
De quantos degraus...
Desça o seu poço mais profundo,
Respire o seu lixo orgânico imundo.
Respire...
Respire...
Respire...
Quebre o cadeado do seu cativeiro,
faça isso, mas faça bem ligeiro.
Separe o seu joio do seu trigo,
queime em você o seu próprio inimigo.
Depois dessa coragem descanse três dias inteiros.
Três dias inteiros.
Três dias...
Três.
Quando voltar à vida
                                              tente ser um dos primeiros,
ser um dos primeiros,
ser o primeiro.
Primeiro!
Faça isso, mas faça bem ligeiro,
porque um outro pode querer entrar
e ocupar em você o seu lugar
para semear de novo as sementes da tristeza.
Fuja disso tudo,
fuja para a natureza.
Identifique-se!
Fixe! E fique. Fique!
Se quiser ficar faça parte dela.
Para o mundo abra a sua janela.
Seja uma árvore,
uma árvore,
uma árvore.
Faça o seu balanço debaixo da sua árvore
e embale no balanço debaixo da sua sombra.
Seja uma árvore
E descanse na sombra debaixo da sua árvore.
Seja uma árvore.


Autora-Rita Lavoyer

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

terça-feira, 8 de setembro de 2015

FLORES AO LIXO

               
  Pela manhã, fui jogar o pouco que sobra – o que não dá mesmo para  ser consumido – no lixo, naquela área do condomínio onde todos, pelo menos, deveríamos ser iguais. O cesto dos reciclados estava sem a tampa e não tive coragem de soltar a minha mísera sacolinha sobre o ramalhete  visivelmente desprezado nele. 
       Por que?, perguntei-me. Observei aquele mimo com o coração acelerado. O viço dos botões vermelhos deu-me a certeza de que a entrega do presente acontecera no final da tarde do dia anterior. O celofane  não  trazia um amassado sequer; o papel de seda pink, que escondia os caules das flores, não apresentava uma mancha. Tinha certeza do momento daquela entrega.  
    Puxa! Nem o laço majestoso  tocou o coração da moçoila, evitando o descartar do presente  daquela forma,  ainda com o cartão, no reciclado?

                Descansei meu lixinho  no chão e acolhi “aquela declaração de carinho” em meus braços. Pude sentir o desejo que       fez bater mais forte o coraçãozinho de quem a enviou. Quis pegar       aquele mimo, guardando-o.

                Oh, menino! Você  pediu o dinheiro à sua mãe, tenho certeza, mentiu para ela, dizendo  que compraria um livro e não o fez, porque  a grana era para o agrado à sua pretendente...

                Oh, menino! Você pediu uma sugestão à melhor amiga daquela a quem pretendia sua  affair...   Oh, menino! Você foi a pé  comprar as flores para a menina que vem roubando-lhe    o sono e foi você, menino, com a sua  letrinha de adolescente, quem escreveu o bilhete revelação  à ela. Eu o li inteiro! Tudo bem, falhas acontecem em textos ditados pelo coração.

             Menino,  não vou contar  a sua  revelação , tão pura e cheia de sonhos que os meninos de   hoje não vivem mais.

                Você, menino, é um amor fora do tempo, de um tempo em que se acorda à noite ouvindo a  voz da amada, baixinho,  ao seu ouvido e seus sentidos respondem, de joelhos, às  perguntas dela, porque ela é o anjo que o abençoa e a diaba que o faz  praguejar contra quem lhe ensinou  boas maneiras, afirmando que cavalheirismo nunca saiu de moda. Você, menino, é a própria força que o exorta a ser o que você é de verdade; ela o mecanismo disso tudo, a contradição de sua idade e sua    razão, a porta que você imagina seja o caminho para o seu futuro feliz.  Ela é a causa das suas  façanhas, das suas gafes, das suas bochechas avermelhadas e dos suores que lhe escorrem na face  que espera um beijo.
                Ah, menina, por que jogou, sem rasgar o bilhete, aquele ramalhete  tão lindo no lixo reciclado? Ninguém lhe ensinou, menina mal- educada, que  quem com amor fere com outro será  ferido?

               Ah, menina, a sua indelicadeza muito me atormentou. Qual é o seu problema para   desprezar  o gesto nobre do seu admirador, tão carinhoso e tão humanamente apreciado  por quem  deseja um grande amor, mas  tão esquecido pelos marmanjos desclassificados  de hoje?

            Ah, menina, esse seu procedimento para com o presente lembrou-me uma menina que eu  conheci. Convivi demais com ela para saber, entendendo,  o que você fez.         Não precisa me dar  respostas, entendo seus segredos lembrando-me da “revelação”  do menino que a admira e de outro   que, no passado, também admirava outra  menina que o desprezou após a revelação.

            As semelhanças se avizinham e quando você, menina,  estiver do outro  lado da leitura,  sentirá, tomara, um prazer enorme em reviver seus momentos de pequena, porém, feroz   arrebatadora, entendendo  que, quando uma flor,  apenas,  lhe flechar a alma, nem dos espinhos dela   quererá se soltar, quanto mais despejá-la ao lixo.

           Com as flores nos braços, depositei  meu lixinho no reciclado e  aquele presente eu o  acomodei delicadamente no cesto dos orgânicos, corrigindo seu fim, porém  respeitando o desejo da destinatária, cujas  “revelações”  não foram  suficientes para  torná-la menos insensível.    

           Só com o  tempo entendemos o quanto as flores falam sobre o que nos é  secreto,  aprendendo, inclusive, o que pode ser reciclado ou não. Tampei os cestos, deixando a história lá,  e  saí.  

             Nada de pegar o lixo dos outros.

     Autora: Rita Lavoyer