CLASSIFICAÇÕES EM CONCURSOS LITERÁRIOS

PREMIAÇÕES LITERÁRIAS

2007 - 1ª colocada no Concurso de poesia "Osmair Zanardi", promovido pela Academia Araçatubense de Letras;

2010 - Menção Honrosa no Concurso Nacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2012 - 2ª classificada no Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2014 – Menção honrosa Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2015 – Menção honrosa no V Concurso Nacional de Contos cidade de Lins;

2015 - PRIMEIRA CLASSIFICADA no 26º Concurso Nacional de Contos Paulo Leminski, Toledo-PR;

2016 – 2ª classificada no Concurso Nacional de contos Cidade de Araçatuba.

2016 - Classificada no X CLIPP - concurso literário de Presidente Prudente Ruth Campos, categoria poesia.

2016 - 3ª classificada na AFEMIL- Concurso Nacional de crônicas da Academia Feminina Mineira de Letras.

2012 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura

2017 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura


domingo, 29 de maio de 2016

Escuros da noite


Sem a Receita Federal saber de nada ??

Por Rita Lavoyer


A meu ver, a Receita Federal vem cumprindo a sua missão com competência, fiscalizando as pessoas físicas e jurídicas, combatendo a sonegação, o  contrabando e o descaminho. São por meio desses procedimentos que são descobertos outros  crimes, dentre eles a  lavagem de dinheiro, evasão de divisas, corrupção passiva e ativa, improbidade administrativa, formação de quadrilha e outros delitos penais, que são informados ao Ministério Público por meio de representação.
Infelizmente,  poucas pessoas sabem que a Receita Federal tem um papel importante dentro da operação Lava Jato, subsidiando o Ministério Público e a Polícia Federal com informações fiscais e cruzamentos de dados dos envolvidos/citados.

Respondendo aos questionamentos desta postagem que me chamou a atenção, de fato, a Receita Federal é mesmo muito competente para controlar quem ganha salário fixo, ou seja: os assalariados, os profissionais liberais, os prestadores de serviços que declaram seus rendimentos de forma legal, isto é: quem ganha acima dos limites fixados pela lei, sim, devem declarar, ou seja, a Receita Federal fiscaliza, cumprindo o que determina  a lei.
Quanto ao catador de bosta citado na postagem, que na época era assalariado com 600,00 reais mensais, estava isento de declarar seus rendimentos, por isso não era alvo de fiscalização. Se posteriormente ele ficou milionário de forma ilícita, usando                 “ PESSOAS FÍSICAS LARANJAS E EMPRESAS DE FACHADAS”, com a participação de pessoas de seu meio,ou seja:  conluio , tais pessoas praticaram crimes que são investigados pela Polícia Federal e Ministério Público que o denunciará à justiça pelos crimes praticados.
Portanto, cada cidadão tem um papel importantíssimo no combate à corrupção e aos crimes questionados na postagem. Poderão denunciar a qualquer momento ao órgão competente, que  preservará o sigilo do denunciante, senão os órgãos públicos investigadores continuarão não sabendo de nada, ou enfrentando barreiras para chegarem ao objetivo principal: pegar os corruptos. Por isso o papel do delator na operação Lava Jato é importante, pois fornece atalhos que permitem uma investigação mais rápida e eficaz, confrontando os depoimentos e somando os indícios convergentes até chegarem às provas.
Caso tenha conhecimento dos crimes citados na postagem, junte provas e denuncie, porque  a Receita Federal cobrará os impostos que lhe compete, já os crimes citados na postagem de “propina” cabe à Polícia Federal e ao Ministério Público.
Lembrando também que cabe ao Banco Central controlar as saídas de dólares do país, mas se mandarem o dinheiro  através de doleiros, dentro de malas em jatinhos particulares, de cuecas, do fiofó,  ou sei lá mais quantos buracos um sujeito ladrão tem  onde caibam  seus dólares, não há como a Receita Federal saber  como o catador de bosta de elefante ficou milionário. A não ser que ele, o filhinho do papai, alegue  que seja milagreiro e sabe transformar bosta de elefante em dólares. Se ele provar a veracidade dessa fantástica história, quem vai acreditar que o papaizinho dele, o ladrão mor do Brasil, gosta mesmo do pobre brasileiro, se foi ele, o papai do catador de bosta, que enfiou o povo brasileiro, literalmente, na merda.
É mais ou menos isso o que eu sei. Mas  querendo conhecer melhor sobre a Receita Federal entre neste site:
Mas se você prefere compartilhar sem conhecer as fontes, eu coloco o conteúdo do site aqui para você entender:
“A Secretaria da Receita Federal do Brasil é um órgão específico, singular, subordinado ao Ministério da Fazenda, exercendo funções essenciais para que o Estado possa cumprir seus objetivos. É responsável pela administração dos tributos de competência da União, inclusive os previdenciários, e aqueles incidentes sobre o comércio exterior, abrangendo parte significativa das contribuições sociais do País.
Também subsidia o Poder Executivo Federal na formulação da política tributária brasileira, previne e combate a sonegação fiscal, o contrabando, o descaminho, a pirataria, a fraude comercial, o tráfico de drogas e de animais em extinção e outros atos ilícitos relacionados ao comércio internacional.” 
A MISSÃO DA RECEITA FEDERAL DO BRASIL:
Missão
Exercer a administração tributária e aduaneira com justiça fiscal e respeito ao cidadão, em benefício da sociedade.




segunda-feira, 23 de maio de 2016

Aproveitando os nódulos


DISTOPIA


DISTOPIA - Rita Lavoyer

Às vezes  minha sensibilidade fica entorpecida. E quando  sinto a minha insensibilidade demasiada  agressiva recorro ao que de melhor minhas leituras gravaram em mim. 

Lembrei-me de Sartre:   “Se me dão esse mundo com suas injustiças, não é para que as contemple com frieza, mas para que as anime com minha indignação e para que revele abusos que devem ser suprimidos” .

Há autores que se apresentam eficazes nas mensagens que pretendem transmitir  cuja essência e contribuição à cultura humana são inegáveis. Lembro-me de Drummond com o seu  “ Os ombros suportam o mundo”.  

Outro dia, seduzida por minha filha de 12 anos, fomos  ao cinema para assistirmos  a um filme, parecido a esses seriados de zumbis  que passam na TV.  O que eu assistia não me agradou nenhum pouco a alma; foi me causando mal estar e várias vezes eu a convidei a sairmos da sala, ela colocou sua mãozinha de criança sobre meu ombro e disse: - fica, mãe!  E quando as cenas assustavam  a meninada se agitava nas poltronas.

 Na verdade, só eu estava assustada naquela sala. Assustada com as tramas pobres, os sofrimentos, os tiros,  os sangues jorrando, as  cabeças de pessoas rolando , evidenciando uma crueldade sádica que acontece num futuro  cyberpunk  distópico  em que  a tecnologia virtual armamentista é  ferramenta imprescindível para se conseguir  dominar a vida cotidiana de uma sociedade cuja governabilidade daquele tempo e espaço  se mostra  opressora por fraqueza e má disposição em administrar  a ordem com a paz e a justiça.  Por tudo isso a plateia vibrava.

Para aquela turma que assistia aquelas explosões, percebia-se era fantástico.  A anormal ali era eu, indignada com tantas mortes.  Fiquei esperando uma cena boa  para eu quebrar  minha viseira e entender  de que forma   aquela  ficção, em que os personagens sofrem os reflexos futuros de uma rápida mudança tecnologia que nos atinge a todos, contribuía à cultura humana e a formação de um indivíduo. Será uma arte com o propósito de fazer seu  público  refletir sobre os males que acontecem agora? Uma profecia sobre como seremos amanhã: de olhos que não choram e de corações secos?

Retiramo-nos, minha filha e eu, daquela sala  cyberpreparada para causar angústia e que a moçada curte,  se envolve e  fica tensa com algumas cenas. Depois, perguntei aqui em casa e aos meus alunos sobre esses filmes e seriados afins que passam na TV. Assim resumo suas opiniões:  Não se sensibilizam,  não veem nada de mais e os episódios não ensinam a violência, assistem por pura diversão, é legal e admiram os personagens trabalharem em equipe, mas ficam ansiosos esperando o próximo episódio para saber quem vai morrer. Formam até torcida pela morte de um personagem. 
  
Nesta altura do século, eu querer fazer mediações históricas, culturais, psicológicas entre  a arte e seu público  implicaria  dizer que  estou fora de órbita  nesta parada em que a distopia aniquila a  utopia.  Então, adentrarmos aqueles lugares  em que a tirania tem domínio sobre os personagens jovens e de vidas curtas e que vivem extrema opressão, nos testam  sobre o quanto somos fortes, ou para esperarmos ansiosos a próxima cena de crueldade, ou para desistirmos dela. 

Houve-se um tempo em que se espantariam com tais abusos contra o seu próximo.  Houve-se um tempo em que os mesmos abusos não espantavam mais. Estamos num tempo em que o próprio abuso  é necessário para satisfazer  alguns espectadores vorazes pelo desespero, sofrimento e opressão do outro, ainda que na ficção.  Houve-se o tempo em que “alguns, achando bárbaro o espetáculo, preferiram (os delicados) morrer.”

E me questiono: cadê a alquimia da arte em benefício do homem? “Chega um tempo em que não se diz mais: meu Deus.”  E não é que também me lembrei de outra leitura gravada em mim que me fez refletir que as contendas da humanidade, pelo seu conteúdo, foram subsídios para artes de mais puro quilate, de  variados estilos.  

Drummond,  lendo Sartre tento indignar-me com  alguns abusos, ainda que na ficção. Suprimi-los julgo impossível, afinal não adianta morrer por isso; mas viver para encarar o que ainda tem por vir  é uma ordem; administrar a  frieza,  a sensibilidade e cair na real, outra.

 Os ombros do mundo certamente suportarão tudo isso, porque no seu fardo está a verdadeira arte que não e cansa, por isso nunca morre.



Poesia e palavra


terça-feira, 17 de maio de 2016

BOLA AQUÁTICA - UM BRINQUEDO CONTAMINANTE?

imagem retirada da internet
               Bola aquática é um brinquedo dentro da qual a criança entra e   fica girando na água. Hermeticamente fechada, ela não permite que entre ou saia qualquer coisa dela até que seja aberta.  
                Por que o texto?
                Certo ano, na exposição, aqui em Araçatuba,  minha filha brincou nessa bola. A bola estava murcha, a pessoa  encarregada pelo brinquedo a encheu, a criança entrou e ficou lá dentro alguns minutos.  Fui observando aquilo e me enojando. A bola fica branca por causa da respiração da criança – bafo mesmo-.
                Aí a criança sai, eles esvaziam a bola e enchem novamente para outra criança entrar, e a fila de espera de crianças  para brincar estava grande. 
                Vão enchendo e esvaziando o brinquedo um número razoável de vezes...  então perguntei ao rapaz encarregado de pôr e tirar as crianças de dentro da bola – lá na exposição- se ele tinha noção dos problemas de saúde que aquele brinquedo pode causar às crianças, porque muitas entram, mas eu não vi ninguém higienizando  a bola pelo lado de dentro.
 Nenhuma vez eu vi o funcionário pegar um pano com um produto de limpeza e passar dentro da bola antes de enchê-la. 

                Ele se justificou informando que o ar é trocado cada vez que uma criança sai e a outra entra.
 Engraçado que a questão só foi despertada em mim quando vi minha criança dentro do brinquedo. 

                Então me perguntei: _ “ se o ar é substituído, os vírus que a criança libera ali dentro sai junto com o ar ou fica impregnado na parede  interna daquele brinquedo?”  NÃO! 
 Daí um criança gripada entra lá e pronto, outra entra e respira os vírus, as bactérias de outras e vão trocando seus agentes...
                Quero colher  informações a respeito disso, se alguém souber  de um otorrino, endócrino, infectologista, agência sanitária, secretaria da saúde, vereadores de Araçatuba ou sei lá quem mais que me possam informar ficarei agradecida. Obs: trabalho  em andamento por meio de vereadora de Araçatuba, mas até que cheguem resultados vamos nos prevenir. 
                A minha pergunta e o objetivo dela não é, em hipótese alguma, para prejudicar os proprietários ou empresas que alugam esse brinquedo.
                Pergunto porque minha filha, vendo o brinquedo, quer(queria) entrar , mas eu não a deixo de forma nenhuma, nunca mais!  E ela volta chorando para casa dizendo que a amiguinha foi, outro amiguinho foi também... aí  que eu não deixo porque eu sei que a amiguinha está gripada,  o amiguinho tanto quanto minha filha são alérgicos e sofrem com alguns problemas respiratórios...  então??  
                Daria uma matéria investigativa em benefício da saúde das crianças?? porque se médicos me disserem que nesse brinquedo não corre-se risco de as crianças serem contaminadas , passarei a olhá-lo com outros olhos, menos  maternos, menos neuróticos.

COM essas bactérias super potentes que estão aparecendo agora, este seria assunto pra ficar apenas no meu blog, na página do meu facebook? 
                Obrigada  antecipado às  pessoas que possam vir aqui me tirar as dúvidas a respeito desse brinquedo, que  parece inofensivo, mas pode ser, ou não, tanto quanto uma montanha-russa, perigoso.
Rita Lavoyer     
   

terça-feira, 3 de maio de 2016

A FIGURA DO TIRSO


Rita Lavoyer
A menina sentiu uma saudade que a levou para debaixo daquele pé de manga, que se juntava a outros, em que sempre teve vontade de subir e colher a fruta madura, chupando-a lá em cima mesmo, mas não fazia porque suas mãos pequenas não davam conta de agarrar os grossos galhos da árvore. Saía dali e ia ver o jogo de biroca com os moleques na rua de terra. Queria mesmo era ganhar aquela “zoiuda”  do Tirso, figura do cão, como ela o pintara, há muito esquecido por ela. Mas nesse jogo ela nunca participou, apenas observava com sua grande força de vontade, sendo parte integrante da partida sem nunca ter sido.
A “zoiuda” rasgava a terra e mandava as miudinhas para mais de metro de distância. Aí ela – a “zoiuda” - ria-se das miudinhas. Ela via as suas  bolinhas de gude – as que nunca teve -  ali, jogando com aqueles moleques.
Sentia uma força atiçando-a a quebrar os dentes do Tirso por muitos motivos, principalmente porque se chamava Tirso.  O lazarento do moleque, além de subir nas mangueiras e se deliciar com as mangas que ela via primeiro, jogava as cascas e os caroços da fruta no quintal da casa que ela tinha que limpar.
Queria muito que o Tirso caísse da mangueira e um meteoro o atropelasse. Pobre menina, desenvolveu uma vontade enorme de ser milagreira e promover a multiplicação dos bichos de manga só para ver o menino se entupir de bigatos.
Desde quando Tirso é nome para moleque? Isso é nome para velho com pigarro enroscado na garganta, que vivia cuspindo na calçada por onde ela passava todas as manhãs para ir ao trabalho, num tempo em que criança trabalhava desde criança, lá naquela casa que era vizinha do avô do Tirso que, só de pirraça também se chamava Tirso. Achava o velho feio,  desengonçado e “zoiudo”; o neto se parecida muito com ele.
Lembrou-se da casa que limpava, vendo as cenas do moleque Tirso sobre o pé de manga. Tinha que preparar a prova. Se vingaria com questões que ela sabia -  o Tirsinho, filho e bisneto do Tirso, não acertaria nenhuma. Tirsinho  era o próprio meteoro que esmagava os colegas da sala onde ela lecionava, fazendo-a, vez ou outra, sentir vontade de limpar chão da casa dos outros  a ter que entrar naquela sala e encontrar-se com o filho do Tirso. Os olhos esbugalhados do Tirsinho, misturando-se à sua cor laranja ferrugem,  a remeteu a uma  vaquinha  que a menina  fez utilizando-se de uma manga podre que estava no chão da casa que trabalhava. Ela fez um buraco para a boca,  pôs olhos de feijão, perninhas de palitos de dente e deu àquela vaca o nome de  Tirso e a deixou lá para o tempo consumi-la.
Já era hora de ela ir aprender com os alunos. Tirsinho  levantou-se  e entregou uma sacola de mangas à professora que a acolheu com carinho, pois cheirava a infância. Emocionada, adiou aquela prova vingativa.  Feliz,  ela as repartiu com os alunos. Quem mais se deliciava, sujando-se todo,  era o Tirsinho. Daquela cena, concluíra que o cãozinho chupando manga não é tão feio quanto o pai dele.
 Tirsinho foi educado, recolheu todas as cascas que os colegas jogaram e limpou  o chão. Mas uma manga ele guardou para acertar em alguém. Mirou e, com força, jogou num colega que, rápido, abaixou-se. A manga, como aquela  “zoiuda”,  foi rasgando o espaço, acertando, feito um meteoro, a boca da professora, quebrando-lhe os dentes da frente.

 Os alunos miudinhos correram mais de metro, fazendo o zoiudo rir da cena.  Banguela, ela concluiu que não se deve substituir uma prova vingativa por uma sacola  cheia de frutos de vingança da qual ela era parte integrante, e as figuras dos Tirsos enraizaram-se ainda mais no seu sentimento e na sua memória.