Sai, Onará!
Tudo começou porque o senhor
Onoru, papai de todos, estava estressa com
a vida na feira. Desenvolveu tique
nervoso e urticárias. Tinha passado do tempo
de a sua bomba explodir. Tentando evitar
uma tragédia, Onuru, runiu seus filhos.
_ Papai estressado, né!
Filhinhos viajar com papai. Arrumar malas
agora!
Filhinhos, quatro marmanjos de
bíceps, tríplices e quadrúpedes bem
desenvolvidos, juntaram as bugigangas e prepararam a última refeição
antes de
pegarem o vôo.
A casa do quinteto que exalava
cheiro apetitoso de pastel recheado de repolho
refogado e shoyo. De barriga cheia rumaram para o aeroporto.
_ Esperar papai chegar de
serviço cansa, né! Disse Onoro , o varão da família.
_ Papai levar filhinhos passear
aonde? – Perguntou Onoro, o varão mata piolho.
_ Lugar de desestressar tem
nome? – Perguntou o fura bolo Oniri.
_ Papai levar filhinhos para
uma cidade bem alegre onde ninguém amarra bode. Lá, mesmo tendo pavio curto,
homem nenhum explode.
E foi assim que a historinha
começou. Desentenderam-se, logo na chegada,
com a expressão alegre daquela
galera. Era “tchê” da gauchada contra “tchá”
da
japonesada.
Papai Onuru, muito experiente, contratou um
professor que os ensinassem
a falar aquele tal de “Tchá!”
_ Bah! Um professor de “Tchê!” – alguém o corrigiu!
Exemplar, o mestre dos não
desistiria enquanto aquela família não
aprendessem
a falar corretamente o “tchê”. E foi na aula que começou a
confusão.
O Onere, vizinho do mindinho, não quis nem saber. Saiu correndo quando viu
a
régua do professor de “tchê”
O Oniri, fura-bolo, quis logo
desistir, porque o pavio dele já ia explodir.
O Onoro os olhos arregalou: - Professor de “tchê” não é garantido?!
O Onuru, papai de todos, fugindo,
mandou o professor parar com aquele “tchê”
E começaram a gritar:
- Sai, Onará! Sai, Onará! Deixe o professor senão vai
apanhar!
O Onará, filho mais novo de
Onuru, entrou falando “tchá” e saiu, para
descontentamento da família, com aquele tal de “tchê”
Onuru, Papai de todos entrou em
desespero:
_ Entrou o Onará com “tchá”. Saiu
o Onará com “tchê”!?
E começaram a gritar:
_ Sai Onara! Sai Onará! Sai
Onará senão vai apanhar!
O Onará, todo empenhado, da
aula não queria mais sair. Onuru e os filhos
entraram em desespero e começaram
a gritar:
- Sai Onara! Sai Onará! Sai
Onará senão vai apanhar!
E aquela gente alegre ficou muito valente quando viu
o pavio curto daquela
japoneses. Saiu cada um com pau nas mãos para
proteger o professor de
“tchê”. Cada um, naquela confusão, saiu com pau na mão
para defender
o professor de “tchê”
Entrou o Onará com “tchá”, saiu o
Onará com “tchê”
Naquela confusão, Onará quis se pronunciar.
- Bah, papai! Deixa de estresse!
Já aprendi a falar “tchê”.
A urticária do Onuru dava sinais de que ia aumentar e, diante daquela
cena,
começou a se coçar. E na sua dança de
coça-coça- paus foram deitados ao chão.
Entenderam o chamado e no centro de uma roda celebraram a união.
Onará confessou quer trocar o
saquê pelo chimarrão. Usará bombacha, fará
churrascada e dançará fandango. Já que achou seu par,
adotará
três guris para preencher-lhe os
dedos da mão. Chorou voltar para casa
sem o seu caçula mindinho. Mas
ganhou mais um filho nas mãos.
- Sayonará, Onara, meu filhinho!
Volte para nossa casa quando você precisar.
Leve também seu esposo professor,
que já vai no meu coração e
é mais um filho que tenho.
Sayonará, meu filho Onará. Sayonará, tchê, meu
genro.