quinta-feira, 28 de maio de 2015

GRANDES ARTISTAS AURIFLAMENSES: ARTE: uma arte que salva.

maginem o quanto eu estou feliz!
"
"Em processo...
Obra coletiva criada pelos alunos do oitavo ano da E.E. Maria Pereira De Brito Benetoli, inspirada nos livros de Rita Lavoyer""
: do Secretário da Cultura de AURIFLAMA
Higor Advenssude- AURIFLAMA!


 

domingo, 17 de maio de 2015

PROJETO [CON] TEXTOS - edição BULLYING



Projeto [con]textos - edição BULLYING

Dos dias 25 à 29 de Maio o Centro Cultural e Biblioteca Municipal realizará mais uma edição do projeto "[con]textos]", com a participação especial da escritora auriflamense, Rita de Cássia Zuim Lavoyer, que é pesquisadora e palestrante sobre o fenômeno "Bullying".

Neste contexto, jovens estudantes da E.E. Maria Pereira de Brito Benetoli, sob a orientação da Professora Eliana Ribeira (Preta), estudaram os livros lançados pela escritora sobre o mesmo tema e estão criando uma nova obra coletiva para a fachada do Centro Cultural.

Na quinta, 28, estudantes, pais e professores, terão a oportunidade de debater o tema ao vivo com a escritora e na sexta, 29, será oferecida uma mini oficina de criação de contos para jovens a partir de 13 anos.

TUFÃO

                              
TUFÃO - Rita Lavoyer
As águas que me flutuam,

soberbas me engajam em seus fluxos e,

se n’alguma gota engasgo e morro

uma outra em minhas costas vem bater,

arremessando-me à costa de um além

em que o grão da areia insufla e ressuscita-me.

Numa praia, então deserta, habituo-me

a habitar-me e, soerguida,

ajoelho tal qual meus ancestrais .

De quatro, prossigo na minha manhã

a procura de terra firme e,

de pé, à tarde, caminho a procura das ondas

para que elas, encontrando minhas pegadas,

transformem-nas em preamar até

que as águas que ondulam à noite levem-na,

espraiada, à costa de um outro além. 

Que da ressaca eu desmergulhe revivida

para as águas novamente me flutuarem,

tal qual o fluxo da maré: 

Este que se apresenta em forma de tufão!

terça-feira, 12 de maio de 2015

À MÃE DO CAMPO


Texto produzido por Duxtei Vinhas Itavo e Rita Lavoyer em oficina sobre Literatura Feminina,04/2015, desenvolvida na Oficina Cultura Silvio Russo. 


À mãe do campo

Quando pegávamos o ônibus pela manhã, bem manhãzinha mesmo, eu ia, pela frestinha da janela em que a cortininha não a encobria completamente, namorando aquela paisagem atraentemente desconhecida por  mim.
Minha mãe trazia uma cesta de bambu dentro da qual eu imaginava gostosuras para crianças. De repente, o ônibus parou, rompendo a viagem dos meus olhos. Minha mãe agarrou a cesta e desceu, puxando-me pelo braço.
Um homem desconhecido por mim ajudou-a com a cesta. Eles se abraçaram. Na primeira vez, pareceu que ele não me viu, por isso não me abraçou também. Quem seria ele?
Adentramos por um campo cujo mato alcançava-me os joelhos. Havia uma árvore, minha mãe mandou que eu sentasse sob sua sombra. Abriu aquela cesta, tirou um pacote de bolacha, entregou-me pedindo que eu a esperasse ali.
Com aquele homem ela afastou-se um pouco, vi, em seguida, que um pano fora estendido. Não pude vê-los após abaixarem-se.
Fiquei com medo e fui procurar minha mãe. Entre as frestas que o verde me permitia, via que o homem a abraçava e parecia que ele ia tirar-lhe a roupa. Eu fiquei com medo de que ele batesse nela. Quis gritar, mas ela havia me pedido que não saísse do lugar e que ficasse bem quietinha.  O medo foi tomando conta de mim, abaixei-me, tapei os olhos com as mãos, mas pude ouvir gemidos. Qual seria a dor da minha mãe naquele momento?
Não sei precisar quanto tempo aquela tortura demorou. Só abri os olhos quando senti a presença dos dois, em pé, ao meu lado.
Mamãe pegou-me pela mão, aquele homem acariciou os meus cabelos e nós duas, num silêncio frio, ficamos à beira da estrada esperando outro ônibus passar.
O homem seguiu seu rumo. Minha mãe voltou para casa trazendo um sorriso novo no rosto.
Eu não sei por que ouvi aquelas coisas naquele dia e lugar, porém nunca mais as esqueci e nem  experimentei   um sorriso como aquele.
Mãe, de onde você estiver, pode me ensinar a achar um sorriso que me faça como aquela mulher que a senhora foi quando voltamos  daquele campo?

Texto produzido em dupla na oficina Silvio Russo,  sobre “Literatura de Autoria Feminina”. Autoras: Duxtei Vinhas Itavo e Rita Lavoyer



quinta-feira, 7 de maio de 2015

QUEM SERÁ?

Quem será - Rita Lavoyer



Outro dia, uma  lágrima caiu.
Não sei, de verdade, qual de mim chorava.
Sei que era alguém que chorava sozinho.
Para não deixá-lo  só,
um outro em mim lhe fez companhia
e, juntos, choraram duas lágrimas.
Outros vieram e juntaram-se ao choro;
fortaleceram-se,  inundando minha face
com aquilo que  promoviam.
Alguém em mim ficou só.
Achegou-se complacente e,
sem nada perguntar,
apartou aqueles outros,
que não apresentaram resistências,
limpou a minha face
e voltou ao seu lugar,
equilibrando o meu.

Qual  de mim  ajudou-me? 

quarta-feira, 6 de maio de 2015

O PROBLEMA

O PROBLEMA

Todos temos problemas: – É uma afirmativa.

Alguns os resolvem: – É uma afirmativa explicativa.

Outros não! – É uma afirmativa explicativa negativa.

Algumas pessoas se resolvem: – É uma afirmativa explicativa positiva . 

Outras não: – É uma afirmativa explicativa negativa problemática. 

Algumas pessoas se fazem problemas para que outras possam resolvê-las: – Sem explicações.

(Rita Lavoyer)

sexta-feira, 1 de maio de 2015

OS FILHOS DE MOISÉS

OS FILHOS DE MOISÉS, da araçatubense Maria Luzia Villela

Li somente seis(6) vezes.
Literatura que será trabalhada com os meus alunos do ensino médio.
Vocês, leitores, estarão marcados, de alguma forma, quando abrirem Os Filhos de Moisés, não querendo mais fechá-lo, entendendo os desfechos dos questionamentos (eu os publiquei no face durante o mês de abril). Conseguimos sair da posição de simples leitores para o de autônomos cocriadores: contribuição de alto grau que a boa arte nos proporciona. Um romance histórico esteticamente bem elaborado para nos seduzir a todos.
Aguardando o lançamento.