quarta-feira, 25 de março de 2015

BEBÊ, NO FACE, PARIDO

– Rita Lavoyer

Descrevi meu bebê na página do Facebook.
No Face, meu bebê estava  bem descritivo.
Descrevi meu bebê no Face
da forma como eu o trazia ainda no  meu ventre.
Descrevi meu bebê no meu mural,
dizendo  que não sabia como eram seus cabelinhos.
Seriam  pretos, parecidos ao do irmão?
Ou seriam ruivos como os da irmã?
Os olhinhos dele ainda estão fechadinhos,
mas os vejo  desbravadores.
Bebê delicado este que trago no ventre.
Os dedinhos que, às vezes, ele  leva
à sua boquinha de lábios bem delineados,
dedilharão sinfonias, as mais saudáveis,
para o desenvolvimento  de suas partes, partituras...
Descrevi  meu bebê de pele alva como a minha
com letras negras para ele ficar bem  lido.
O seu corpinho bem formado, suas perninhas,
seus bracinhos, abraçaram e brincaram com
o bebê que eu  descrevi no meu mural.
Depois que ele brincou no berço que o
espaço me deixou embalar, ele, o meu bebê,
olhou para mim e abriu um sorriso,
depois jogou-me um beijo.
Ai, que delícia!
Na web, pelo face, no meu mural,  pari um filho.

Tomara ele venha inspirar-me poesias.

terça-feira, 24 de março de 2015

CHORO DE SAUDADE



CHORO DE SAUDADE (Rita Lavoyer)
Amigo, se ainda tens força para
de saudade falar,
não queiras saber da minha que,
somente de lembra-me dela, deságuo...
Invadiu-me num vazio tão de repente
que nem sei mais o que sinto
quando tudo tem cor, cheiro e sabor de saudade.
Compõe-me ela com tanta voracidade
que penso querer levar-me consumida.
Melhor não falarmos dela - da saudade.
Amigo, ela é tola - a saudade -
tem mais força que as lágrimas que vertemos.
È marca que o tempo não consegue apagar
das nossas raízes.
Amemos, pois!
Amemos!
Há outro meio mais eficaz
de dar vida à saudade?
Precisa de nós tanto quanto
dela carecemos.
Se não fosse ela, agora,
não diria o quanto preciso dizer:
“Amo!”
Amo com um amor maior que esta saudade
que precisa me dominar.
Preciso olhá-lo, senti-lo
e pôr fim a esta agonia.
Finda-me logo, saudade!
Finda-me logo!
Amigo, soma tua saudade à minha.
Pega minha mão e juntos choraremos.
Ah...
Que alívio, Amigo!
Que alívio, Amigo!
Saber que saudade
é dor de gente como nós.

segunda-feira, 23 de março de 2015

PARTE DO TEMPO

PARTE DO TEMPO - Rita Lavoyer
Ontem, ergui meus braços bem alto e,
com minhas mãos,
alcancei o tempo, tocando-o.
Apertando os meus dedos nele
– e minhas mãos distanciadas uma da outra -
com força consegui desuni-lo
de sua linha imaginária,
pegando para mim
um pedaço daquela duração.
Alucinada fiquei por ter sobre
aquele pedaço do meu
alvo o controle.
O fragmento atemporal
levei e lavei-o na pia da cozinha.
Ainda sangrava em suas extremidades.
Depositei aquele naco de tempo
sobre a tábua de tirar bife.
Afiei a faca no fio da navalha
sobre o qual desequilibrou-se
um dos meus dedos, ferindo-se.
Mais alva fiquei, como o alabastro.
Com ele sangrando alaguei a pia
e tirei do corte do tempo fatias,
fiz dele frações, enquanto, no fogo,
esquentava a gordura.
Pus temperos que apurassem
do meu paladar o sabor.
O frigir das fatias na frigideira aguçou
do meu palato os ponteiros.
Fritas, arrumei-as numa travessa e as
ladeei com uma rodela de frieza.
Quis servi-me, fartando-me
do meu talento artesanal, mas não consegui.
Por isso, apertei os dedos uns nos outros,
deixando-os feridos, todos;
e o meu palato desapontado.
Hoje, logo que o alvor se anunciava,
um alvoroço passou neste meu período.
Alucinei algo de ontem quando
alheada estava naquela parte do trecho alterado.
Corri pra cozinha e, sobre a mesa, a bandeja
ainda cheia de fatias fritas e a frieza, integral.
Alvejei-as com meu olhar
entendendo-lhas a falta de algo especial.
Dei àquelas fatias do tempo alma!
O meu desjejum foi a janta de ontem
e as frações novamente eu uni,
derretendo delas a frieza
com algumas pitadas de sal.
Por conta das cicatrizes
o ponteiro julgou mau
o feito da minha culinária.
Quis acelerar, aumentar a pressão,
para compensar o período cortado.
Mas a própria doçura do tempo aplacará
dele mesmo toda insipidez.
Contudo, se faltar pralgum tempero o sal
Picoto o tempo outra vez.

quinta-feira, 19 de março de 2015

CID E O SEU DEDO EM RISTE

CID E O SEU DEDO EM RISTE - Rita Lavoyer

Dedo em riste sempre dá o que falar.
De risadinha em bastidores, passa à bafafá.
No congresso dos dedos-duros
quem tem que defender o seu
não pode vacilar.
O da Educação, que não tem educação,
apontou o seu dedo fura bolo
pru’ma turma que o Cun...
O Cunha tem que bajular.
Como pode, o chefe da educação,
não conhecer do seu dedo a função?
Tadinho, mostrando a sua inocência,
vomitou as verdades dos achacadores.
Na sessão das transparências,
situação e oposição mostraram suas garras,
destilando incompetências.
Um lado ameaçou retaliação,
até a aposentadoria entrou na questão.
Snif, emocionada estou!
Cid perdeu a razão:
por um dedo mal usado,
o da Educação foi exonerado.
Neste País os dedos dos políticos
são sérias questões de piadas.
Uns mostram, outros cortam
para chegarem ao promontório.
Estando lá, fascina-lhes a lambança,
e seus dedos viram supositórios.
Nessa politicalha quem não morre mata
para não largar o osso
e o CID “cidanô” certinho:
neste momento experimenta
o que significa ser povo -
- está sentindo que dedo de presidente
sempre age mais grosso.


Fonte: Cid Gomes deixa governo após discutir com deputadoshttp://www.dm.com.br/…/cid-gomes-deixa-governo-apos-discuti…

G1
O ministro da Educação, Cid Gomes, pediu demissão na tarde desta quarta-feira (18) à presidente Dilma Rousseff, que aceitou.
O pedido ocorreu logo depois de o ministro participar na Câmara dos Deputados de sessão em que declarou que deputados “oportunistas” devem sair do governo. “A minha declaração na Câmara, é obvio que cria dificuldades para a base do governo. Portanto, eu não quis criar nenhum constrangimento. Pedi demissão em caráter irrevogável”, declarou o ministro.
Do plenário, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, chegou a anunciar a demissão antes mesmo de ter sido oficializada.”Comunico à Casa o comunicado que recebi do chefe da Casa Civil comunicando a demissão do ministro da Educação, Cid Gomes”, anunciou Cunha no plenário.
Depois, a Presidência da República divulgou a seguinte nota oficial:
“Nota Oficial – O ministro da Educação, Cid Gomes, entregou nesta quarta-feira, 18 de março, seu pedido de demissão à presidenta Dilma Rousseff. Ela agradeceu a dedicação dele à frente da pasta.
Secretaria de Imprensa -Secretaria de Comunicação Social Presidência da República.
Reação do PMDB
O PMDB havia exigido a demissão de Cid depois que o ministro reiterou a sua afirmação. A expectativa do governo e da Câmara era que ele se desculpasse pelas declarações e tentasse recompor suas relações.
Ao invés disso, Cid Gomes dirigiu-se ao presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), com o dedo em riste e vociferou: “Prefiro ser acusado de mal educado a ser acusado de achacador como ele [Cunha], que é o que dizem dele as manchetes dos jornais”.
Antes, o ministro já havia dito que quem é da base aliada do governo tem de votar com o governo. “Ou larguem o osso. Saiam do governo.”
Assim que deixou a Câmara, o ministro foi chamado para ter uma conversa com a presidente Dilma. A demissão de Cid é uma tentativa do governo de evitar que a relação com a Câmara dos Deputados se complique mais ainda, o que aproximaria a possibilidade do Planalto ver derrotados no Congresso projetos de seu interesse.

FORA DE MIM


Li , agora, uma notícia
sobre ciência que,
engenhocanhecida,
já faz coração bater fora do corpo.
Quero uma engenhoca dessa
funcionando dentro de mim.
Aliás, quero várias invenções dessa
explodindo em meu íntimo.
Quero mais que o meu coração vaze,
fuja desse meu peito pulsante
e leve consigo seu jeito errado de ser.
Vá!
Vá, meu coração único e indisponível.
A ciência já achou um jeito de
eu dispensá-lo ... de vê-lo...
fora de mim.
Foi prazer conhecê-lo, coração! 
Rita Lavoyer


Obs- não consegui postar o vídeo aqui. 
https://www.facebook.com/video.php?v=10153146687521649&pnref=story

segunda-feira, 16 de março de 2015

COM MOTIVOS

Com motivos
Rita Lavoyer


Se o instante inexistente se tornar
no ato que deveria existir,  
o que será do poeta
se é de um ponto do instante
que brota a inspiração pru’ma vida?

O que fazer, poeta,
se o instante, todos os dias, demorar
uma vida para acontecer?
Se tentas esticar teus motivos
onde colherás o teu verso, poeta?

Qual será tua questão, poeta,
Depois daquele instante existente em
cujo ponto o verso  desabrochou
E  não o percebeste?
Será agora, ou depois  o mesmo verso?

Se semeares  somente na tua existência longa,
colherás, poeta, apenas  o que plantaste:
 cotidiano de espaço-temporal  incubado-.
Por teres deixado o  instante despercebido,
farte-te, agora, com a tua escassez de criação.

Ainda que queiras em versos projetar esta dor
escondida no peito,  por teres perdido
a inspiração de um  instante, tempo já não há mais.
O galardão de poeta  devolvas ao espaço,
 por não teres dele feito jus ,
 deixando  inexistir um verso.  


Jornal O TREM Itabirano

Texto meu, em defesa dos professores, foi publicado no Jornal em referência, do qual sou assinante, conforme consta no conteúdo abaixo, recebido via e-mail. 

""Amigos, já roda na praça a edição de março dO TREM Itabirano, o jornal de Itabira que o Brasil lê, assina e admira.
 
EM CARTAZ: 
 
José Maria Rabêlo e Fernando Jorge não levantam o cartaz Je suis Charlie. Segundo eles, trata-se de um jornal achincalhador da cultura alheia.
 
Prefeito Damon de Sena continua escondendo informações - e ainda gasta dinheiro público para dar uma de transparente. Por que Damon esconde, de forma ilegal, contratos milionários? Alguma coisa grave há. 
 
Quinto Beatle é da mineira Caratinga, garante o escritor Sylvio Abreu. 
 
O editoral traz um assunto pelando: o jornalismo itabirano, digo, o jornalixo itabirano. 
 
Prefeito de Itabira usa equipamentos públicos para se lançar à reeleição: propaganda extemporânea. Está confundindo coisa pública com projetos pessoais. 
 
Copa Libertadores da América: espelho da esculhambação que infelicita este continente; também do que dizem termos de melhor: nossa paixão-pasión. Texto de Marcos Caldeira Mendonça. 
 
Carlos Drummond de Andrade escreveu em 1954 sobre o problema da energia no Brasil. O texto é tão atual que poderia ter sido escrito hoje. Crônica foi enviada aO TREM por Pedro Augusto Graña, neto do imenso poeta. 
 
O Incrível caso de Tiolé, um itabirano que decidiu morrer para testar a namorada. 
 
O governo Damon de Sena assinou contrato de consultoria com a empresa R. Santana no valor de R$ 1,7 milhão. O TREM solicitou informações a respeito, mas o prefeito se nega a passá-las. 
 
Um grande escritor residente no Rio de Janeiro perguntou ao jornalista Marcos Caldeira Mendonça qual é o grande tormento de fazer um jornal como O TREM em Itabira. Resposta: “Ter de prestar atenção na política itabirana. Tem cheiro de tábua de chiqueiro”. 
 
É uma violência o que se faz com o professor no Brasil. Pensata de Rita Lavoyer. 
 
Só se dá valor à água quando acaba. Por Nagib Anderáos. 
 
O gabinete do deputado Nozinho é um paraíso para ex-prefeitos. Estão lá, além dele, que prefeitou na vizinha São Gonçalo, Ronaldo Magalhães (Itabira), Geraldo Noé (Santa Maria) e Joaquim de Castro (São Domingos do Prata). 
 
Com receio de se sentir feio, Assis Silva fechava os olhos antes de mirar-se no espelho; se concentrava e repetia várias vezes para si mesmo: “Lilingue, Ciciu...” Então abria os olhos e se via como o homem mais bonito do mundo. Casos da Itabira antiga pelo cronista Guido de Caux. 
 
ISSO TUDO E MUITO MAIS. 
 
O TREM - Escrito por um timaço de jornalistas e escritores, com amplo histórico de bons serviços prestados Itabira, Minas e ao Brasil.
 
 
 
DISSERAM DO TREM ESPONTANEAMENTE BRASIL AFORA. 
 
“Não é qualquer um que merece ser entrevistado em tão importante jornal,
como O TREM Itabirano.” Audálio Dantas, jornalista e escritor, São Paulo.
 
“Gosto muito do conteúdo dO TREM Itabirano. Alto nível cultural.”
Frei Betto, escritor mineiro, São Paulo.
 
“O TREM Itabirano é um jornal muito inteligente em suas reportagens e, assim,
sua leitura tem sido um prazer para mim”.
Yara Tupynambá, pintora, Belo Horizonte. ""