terça-feira, 16 de setembro de 2014

VERBO CAMPANHAR



                
Bom-dia, gente interligada!!

                Pois bem! Hoje comecei desenvolvendo a minha cidadania.  “Cidadania”  significa , também, alguém que não “se dana” – do verbo “Danar” . Era cedo, bem cedinho mesmo e apertei o botão do elevador. Parece incrível, ele sempre está parado, mas quando eu o peço, todos os condôminos da torre o pedem no mesmo instante. 

                Então ele subiu, foi  lá pras alturas, enquanto fiquei a esperá-lo, até que ele parou no meu andar e o adentrei, praticando a minha cidadania:
                _ Bom-dia,  Vizinha! Já vai “campanhar?”

                KK, nós somos geniais, simpatia pura!  Conversa em elevador sai de tudo, até neologismo. Claro, sabemos que é possível a criação de novas palavras, e  que “Campanhar” estava muito bem empregada para a ação que a Vizinha está a praticar: Campanha! No caso dela  a“eleitoral”

                E cada uma tomamos o nosso rumo, e a minha cabeça fervilhando até que  eu fiz o retorno  com o carro e voltei pra casa  (depois ou vou para o meu destino, precisava resolver a questão)  
                “Mas não é possível” – exclamei! Vasculhei em todos os dicionários ao meu alcance e não achei a expressão “Campanhar” – Heureca!!   Criei nova palavra, tão bem vinda para a situação pela qual o país passa.
 
                Mas, enfim, o que significa “campanhar”?  Seguindo a etimologia da palavra, penso, que ela venha do substantivo feminino “campanha” [ do latim  campania.]
                Partindo do pressuposto de que as palavras, a partir da sua origem, sofrem modificações no decorrer da história, a expressão “fazer campanha” passou, no elevador do meu prédio, por um processo de aglutinação.

                Campanhar  - [do latim campana.] verbo da 1ª conjugação.

                Verbo Intransitivo -  fazer campanha, travar luta, defender ideias, despender forças para atingir um objetivo.
                Exemplo:  Os políticos  campanham no horário eleitoral gratuito e fora dele também.

                Verbo Transitivo indireto – fazer campanha por alguém, em prol de.
                Exemplo: Muitos campanham pela candidatura de quem melhor lhes servir.

                Verbo Transitivo direto – defender ideais de programa
                Exemplo: Os políticos e seus aliados hão de campanhar  os seus programas de governo.

                Verbo transitivo direto e indireto -  oferecer resistência, proteger, defender,socorrer.

                Exemplo: Os candidatos políticos campanham suas ideias pela vontade do povo. 

                Verbo bitransitivo indireto – disputar, competir
                Exemplo: O candidato  campanhou com outros candidatos de outros partidos, seu programa de governo.

                Verbo pronominal – fazer campanha em benefício próprio.
                Exemplo: Muitos candidatos campanham-se antes das campanhas e depois  que alcançam cargos públicos, pioram.

Campanheiro - Subst.masc. - quem faz campanha

Campanhista - $ub$t. de doi$ gênero$ - quem promove a campanha.

Campanhante - Adj. de dois gêneros - pertencente ou relativo a campanhantismno

Campanhantismo - subst.masculino - sistema empenhado em promover campanhas.

                Será? Mais uma dúvida me surgiu a respeito desse neologismo. 
                Será mesmo que fui eu quem o criou e estou fazendo uso indevido de uma criação que já existe e vou colocar o meu nome na criação, dando-me os devidos créditos a uma criação que não me pertence?? 
               Será que se eu fizer isso não corro o risco de me igualar a tantos parasitas que se apropriam das ideias alheias, que foram desprezadas por autoridades,  mas depois aproveitadas pelas próprias autoridades  que as desprezaram e colocaram os seus nomes para serem vistos como capazes de pensarem alguma coisa que presta, ainda que seja roubando as ideias dos outros?

                Sei não!  Melhor espalhar a palavra para o mundo, para que ela seja aplicada  da melhor forma possível, inclusive a inteligente!

                Que o verbo campanhar, com todas as suas possibilidades de transição, possa, de verdade, levantar questionamentos  sobre os que campanham hoje, para, quem sabe, os que vencerem pela sua campanhação o livre  a palavra do  pejorativo:  propaganda enganosa. 

               Campanhar, pra mim, desde agora,  não necessita aspas. 

                E sigamos todos campanhando nossos ideais.

Observação-  eu, de fato, não achei o verbo campanhar em dicionário algum. Se alguém já viu ou puder me dizer onde consta esse vocábulo ficarei agradecida, colocarei aqui o crédito ao informante e a fonte pesquisada também.

Rita Lavoyer      


domingo, 31 de agosto de 2014

O SER PERFEITO DA NAÇÃO

Rita Lavoyer


                A pessoa não nasce ídolo. Ela se torna ídolo pelos seus feitos, conquista legiões, vira rei, imortal!
                Há, dentre a multidão de ídolos, um superídolo, e é ele o destaque nestas minhas singelas linhas.
                Sensível, é um extra-humano.    Apesar de toda a sua fama dispensa seguranças, o que ele tem são seguidores. Nem se importa com o prestígio   que conquistou. É gente antes de tudo.  Superou obstáculos como um bom competidor supera, fez de suas conquistas pódio para outros competidores. Reparte o que ganha porque conhece a necessidade do outro.  Fez do altruísmo a carreira da sua alma; não revela à sua mão esquerda o que faz a sua direita, pois permanece vivo para plantar, colher e repartir. 
               Conseguiu desprender-se das posses do ouro e repudia a aquisição de dinheiro fácil. 
               Porta-se varonilmente em todos os momentos difíceis. Suportou  e suporta o peso das injustiças, mas traz em si os aprendizados que conquistou com o tempo –( implacável dominador de civilizações e homens)-  de quando fora entregue a juízes ferozes.                     

                        Considera-se instrumento das Mãos do Divino Senhor, e se pecou por sua deficiência humana, não tardou tornar pública sua fraqueza a tempo de se  corrigir perante sua legião de seguidores, provando que seu heroísmo é sustentado pela humildade e educação que recebeu no seio da familia.  É bondoso, confiante e acolhedor  dos excluídos, tenta fugir  da ignorância por saber necessitado por muitos. E pelo povo passa dias e noites em orações porque é o povo o sangue que lhe corre nas veias.

                É um operário oculto e nas oficinas da vida labuta em benefício dos mais pobres e  necessitados: os que sofrem de todos os tipos de furtos.  Imaginativo e entusiasta, não  nega o esforço braçal em favor do seu próximo.  Para ele não existem tarefas maiores e nem menores, são todas artes que dignificam os homens. E é para os homens que este ídolo luta  porque quer implantação de novas leis que lhes assistam. 
                E será este ídolo mais respeitado pelas leis que implantará e pelos outros feitos que realizará. O legislador, o herói que alcançará mais evidência pela sua índole  e será mais amado do que já é. A comunidade  será o seu conjunto de serviços, gerando riquezas e experiências, pois distribuirá o estímulo do seu entendimento e de sua colaboração com todos, respeitando de todos  as suas diferenças.
                Ele é um ídolo porque fez e fará do brasileiro o capital mais agraciado  da sua vida.  Ser perfeito. O nome dele é “Político em campanha”: o semeador benemérito do futuro da nossa Nação. 
                Fico extasiada por ouvir tanta dignidade sobre uma só pessoa.  De fato, ele é o bom. Ruim sou eu que não sou sua seguidora. 
Rita Lavoyer