CLASSIFICAÇÕES EM CONCURSOS LITERÁRIOS

PREMIAÇÕES LITERÁRIAS

2007 - 1ª colocada no Concurso de poesia "Osmair Zanardi", promovido pela Academia Araçatubense de Letras;

2010 - Menção Honrosa no Concurso Nacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2012 - 2ª classificada no Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2014 – Menção honrosa Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2015 – Menção honrosa no V Concurso Nacional de Contos cidade de Lins;

2015 - PRIMEIRA CLASSIFICADA no 26º Concurso Nacional de Contos Paulo Leminski, Toledo-PR;

2015 - Recebeu voto de aplausos pela Câmara Municipal de Araçatuba;

2016 – 2ª classificada no Concurso Nacional de contos Cidade de Araçatuba;

2016 - Classificada no X CLIPP - concurso literário de Presidente Prudente Ruth Campos, categoria poesia.

2016 - 3ª classificada na AFEMIL- Concurso Nacional de crônicas da Academia Feminina Mineira de Letras;

2012 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura

2017 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura

2017 - 13ª classificada no TOP 35, na 4ª semana de abril de microconto Escambau;

2017 - Classificada no 7º Concurso de microconto de humor de Piracicaba.

2017 - 24ª classificada no TOP 35, na 2ª semana de outubro de microconto Escambau;

2017 - 15ª classificada no TOP 35, na 3ª semana de outubro de microconto Escambau;

2017 - 1ª classificada no concurso de Poesia "Osmair Zanardi", promovido pela Academia Araçatubense de Letras;

2017 - 11ª classificada no TOP 35, na 4ª semana de outubro de microconto Escambau;

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

POR FAVOR, NÃO TAPE OS BURACOS




Há muito, ouvimu e lemu nus nuticiáriu os probrema que os povo de Araçatuba infrenta por conta dos ‘buracus’ abertos em cada rua dela.
_ Tapem! Tapem!
_ Tapo! Tapo!
E nada de taparem.


Se nóis analisá pelo lado obvis da coisa, chegaremos a umas concrusão obvias nas vias dos fatos.
Quem governa Araçatuba, realmente ama ela. Por isso, os buracu.


Nóis, os recramantes dos “Tapem! Tapem!” somos os verme que transitamu por sobre a pele desta terra. Os buracu nada mais é do que cada um dos interstícios hipotéticos entre as moléculas deste corpo chamado Araçatuba e sobre o qual pisamos. Num sabi u qui é isso? Intão?! Recrama dus buracu pro quê?


Se nóis cai dentro desses pequenos orifícios é porque nóis é realmente uns verme. Somos menores que os buracu, razão pela qual recramamus deles. Ninguém, nem os vermes, gosta de ser menor do que o nada. I óia, tô falanu craru pra todo mundo intende. Si tampar os buracu, Araçatuba morri. Mais morri de morte matada, que é diferente de morte morrida.


Então? Quem governa Araçatuba num ama ela mesmo? São cientistas de causa pensada. Defendem a tese : “tenho o maior tesão por ela”. Por isso, dia e noite, noite e dia “flaudem” ela. Amam ou num amam ela ?
Sô caipira, mais sô isperta ô!

Vamu vorta pros obvis e as vias dos fatos. Se os buracu tão pra fora, o conteúdo tá pra dentro. Logu, quem é o conteúdo, sinão Araçatuba? Igual u nosso corpo, apesar de verme, é um corpo.


Dentro da nossa pele tem um recheio e esse recheio de vez em quando precisa sorta uns cheiro. Se não tiver buraco vai sorta por onde? Araçatuba não tinha essa oportunidade, coitada, até alguns anu atrás, já pensaram? 92 anus seguranu gás! Ainda bem que, agora, tá nas mão de gente séria, humanas mesmo. Ama ela, di frente e dis costa. Si tampa us buracu, o que vai acontece?

Ta danu pra intende? Joga caminhões de terra nos buracu pro ce vê o que se sucede. Asfixia ela! Aí, ninguém mais arriba a bichinha. Deixe os caminhão di terra segui outro curso, sô! Se ocês discorda do que to dizendo, então tenho outra solução:

Tirem – na do buraco, primeiro, pois ela está “encraterada”. Se virem cada um dos dedinhos dela, puxem-no, salvando-a. Estaremos, desta forma, atendendo ao seu pedido de socorro. Enquanto há vida há esperança na qual devemos nos agarrar. Se assim não fizermos, seremos, de fato, uns vermes e cairemos na mesma vala onde jazem os que, há anos, dizem que “a ama” mas a violentam em todos os sentidos.


“Estupre, mas não mate!” É tese pra quem gosta de buracos e sobre os quais gozam suas verborragias.

Rita Lavoyer


----------------------------------------------------------------------------------------------
Atenção! Esse texto é uma republicação. Foi publicado no Jornal Folha da Região em maio/2008.

Araçatuba estava no comando de outra administração.
Fazendo uma matemática. Hoje, Araçatuba está com 102 anos. O problema do asfasto persiste há pelo menos 10 anos.

A situação do asfalto desta cidade era tanto quanto a que vemos hoje. Administrações novas agarram-se a problemas advindos de outras, não os soltam e, para resolvê-los, dão tiros para todos os lados, no escuro, perfurando e desgastando a própria imagem.

Que pena! Mesmo assim, continuamos na torcida, acreditando que para tudo há uma solução.

Boa sorte a todos os envolvido e que Deus nos ilumine.


Sou araçatubense desde que cheguei aqui.

Amo Araçatuba.


Rita Lavoyer

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

ESPERA

Imagem da internet


ESPERA

Quando te cansares do silêncio
eu antecipadamente
ouvirei tuas palavras...
Quando te fartares
das notas insonoras
eu finalmente
te cantarei uma canção...
Quando em minha porta
soar teus passos
eu previamente os sentirei
ao dobrar da esquina...

Assim, não haverá explicação
nem lógica
ao que se cativa
nem ao que se revolve
do sentir antes adormecido
pois não se mede
cada gota que enche um mar
nem se pode medir
a fenda que rasga o peito.

Apenas se espera...
que o silêncio se esgote
que as notas nos acalente
que os passos acertem
o caminho de volta...



Genny Xavier






Este poema me foi enviado pela escritora Genny Xavier. Diante de tão bela criação não resisti e o publico aqui para enfeitar o meu espaço.

Aos meus leitores, peço gentilmente que visitem o blog desta escritora.



Baú de Guardados- Genny Xavier.


Bons passos pedem bons caminhos. Sigam-na.


Muito Obrigada

Rita Lavoyer





quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

ESPERO

Imagem da internet





ESPERO

José Geraldo Martinez


Espero, sem pressa,
por muitas primaveras, se necessário!
Tal qual a minúscula nascente,
até tornar-se um lago centenário.
E depois, como sonhou,
recebeu a lua em seu leito!
Assim, eu espero da mesma forma,
o amor desabrochar em meu peito!
Às vezes penso como seria
o rosto da mulher que espero...
Um sorriso entregar-me-ia ou abraçar-me-ia,
como se a encontrar um amor velho?



Seria morena, loira, mulata?
Teria os olhos falantes?
Daqueles que calam as palavras e dizem
tudo no mesmo instante?

Se encantaria com a chuva?
Gostaria de flores nos cabelos ?
Apaixonada com batom escreveria,
recados de amor a mim no espelho?

Qual seria a sua idade?
Teria histórias a me contar ?
Confidenciaria sem temor seus apelos,
ao homem que veio buscar?

Já teria sido mãe?
Avó ou qualquer coisa assim?
Teria os cabelos brancos de luar,
a face de um anjo querubim?

Espero, sem pressa
com a certeza daqueles que muito
caminharam e em seus tantos andores, pelas
pedras chegaram às flores !



" Não importa o tempo de espera,
se o amor te contemplar em qualquer dia..."
( Martinez )



-----------------------------------------------------------
QUEM SABE

Hamilton Brito

Eu sei.
Esperei muito
Mas hoje, eu sei.
Conforme pedi a Deus
Teria que ser assim:
Este cabelo macio
Jeito de corsa
No cio
Prometendo
Na terra o paraíso.
Pele sensível ao tato
Respirar ofegante,
Mas compassado.
Unhas afiadas,
As minhas costas
Rasgando
Enquanto
Se entregando
Olhava em meus olhos
Com amor.
Então
Nada mais quero saber
Nenhuma pergunta fazer
Se é ou não um
Querubim
Pois sei com convicção
Foi o que Deus
Escolheu e
Mandou para mim.

----------------------------------------
CHEGUEI

Rita Lavoyer

Não esperes mais!
Chega pra ti a nascente da tua fonte.
Qual microorganismo
A fomentar a vida.
Venho-te sem estações, nem de onde...

Não esperes mais!
Receba-me em teu leito
Em qualquer quarto da lua.
Seja ela nova, crescente ou minguante.
Todas estão cheias das fases tua.

Não esperes mais!
Trago-te o semblante da mulher que queres.
Aceita-me como vim
E acharás em mim
O composto de muitas mulheres.

Eu sou todas em uma só,
Com olhos nas partituras das palavras
Que procuras
No silencioso Sol e Dó.

Andarei na chuva contigo
Sem nenhum arrependimento
E que as gotas lavem nosso espelho
Para ampliar o teu interior no meu empreendimento.

Assim não verás em mim
A história da minha idade.
Verás apenas que a minha existência
Foi para sempre a tua verdade.

Tal qual a Isis serás o meu Osíris.
E se falo que me queres mãe,
Ou outras que faço nascer
Farto-me pois nesta quimera.
Caminha agora ao encontro da tua lida.
Inventaste-me eu:
Expectativa da tua espera.
Rita Lavoyer

AOS CAVALOS E AOS HOMENS




Obrigada a todos os meus visitantes que, gentilmente, deixam os seus comentários nos meus posts.
Um obrigada' especial aos que deixaram os seus comentários no post anterior.
Todos vocês são especiais, importantes.

Quando algo nos toca, seja um carinho ou um coice, fica...
E... vamos tocando em frente.

"Todos os dias, quando acordo, vou correndo tirar a poeira da palavra 'amor'."
Clarice Lispector

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

CONSTRUA O SEU TEXTO

Construa um pequeno texto a partir desta imagem.
Deixe-o no comentário.
Obrigada pela participação.
Rita Lavoyer

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

MAURÍCIO DO VALLE AGUIAR


PRIMEIRO ESCRITOR ARAÇATUBENSE A SER HOMENAGEADO NO CONCURSO DE CONTOS CIDADE DE ARAÇATUBA.



OBRAS DO ESCRITOR
























24º CONCURSO INTERNACIONAL DE CONTOS CIDADE DE ARAÇATUBA





Edital do 24.º Concurso Internacional de Conto "Cidade de Araçatuba" - HTML
EDITAL
Concurso Literário
24.º Concurso de Contos Cidade de Araçatuba
(internacional, mundo lusófono)




Art. 1º - A Secretaria Municipal de Cultura torna público o 24.º Concurso de Contos Cidade de Araçatuba (internacional, mundo lusófono), destinado a escritores lusófonos de países que têm o português como idioma oficial.

Da Participação


Art. 2º - Para concorrer, os interessados deverão entregar um conto inédito digitado em quatro vias no papel e gravadas em CD, acompanhados da ficha de inscrição, de 11 de fevereiro a 03 de maio de 2011 na sede da Secretaria Municipal da Cultura do município de Araçatuba, na rua Anita Garibaldi, 75, centro, 16010-280, Araçatuba-SP, Brasil.
§1.º: entende-se por inédito o conto que não participou de nenhuma coletânea de vários autores, nem de livro do participante como autor único e/ou tenha sido premiado em outro concurso literário realizado no seu país;
§2.º: os textos devem ser escritos em português, de acordo com o novo acordo ortográfico;
§3.º: serão desclassificados os contos postados no correio após 03 de maio de 2011 (carimbo da postagem) ou em datas posteriores para quem optar por entregar pessoalmente na portaria da Casa da Cultura Adelino Brandão (sede da SMC) em Araçatuba;
§4.º: serão desclassificados os textos que a Comissão Julgadora considerar plágio evidente.
§5º: serão desclassificados os textos digitados em qualquer outra formatação que não a recomendada nos Art. 3º , 4º e 5º.


Da Apresentação


Art. 3º - Os textos deverão ser digitados em corpo 14, espaço duplo, não ultrapassar 10 (dez) páginas, papel A4, margens de 2,0 cm, fonte “Times New Roman”, sem ilustrações, apresentar título e o pseudônimo adotado.
Art. 4.º - O CD deverá conter o conto e o pseudônimo do autor.
§único: o texto do CD deve ser idêntico ao impresso.
Art. 5.º - A entrega do conto e da documentação deve ser feita em dois envelopes.
§1.º: o envelope interno deverá conter a ficha de inscrição completa, autorização de publicação, fotocópia de documento de identidade que contenha fotografia e comprovante de residência para os participantes da categoria “c”. Não há necessidade de autenticar as cópias e nem reconhecer firma das assinaturas;
§2.º: no anverso do envelope interno, lacrado, deverá constar o pseudônimo do concorrente;
§3.º: o envelope externo deverá conter no anverso a seguinte subscrição: “Ao 24.º Concurso de Contos Cidade de Araçatuba – 2011 – Secretaria Municipal de Cultura – Rua Anita Garibaldi, 75 – 16 010-280 – Araçatuba-SP – Brasil”;
§4.º: no verso do envelope externo, como remetente, deverá constar o pseudônimo do autor e seu endereço.
Art. 6º. - A falta de algum documento, ou preenchimento incompleto da ficha de inscrição, desclassificará o concorrente.
§1.º: o modelo de documento a ser apresentado pelo escritor estará à disposição no endereço eletrônico: www.concursodecontos.blogspot.com, que será fonte de informação aos pretensos participantes.
§2.º: o telefone (18) 3636 1270, e o e-mail secretariacult@gmail.com, serão canis de comunicação entre contistas e Secretaria Municipal da Cultura de Araçatuba.


Dos Critérios básicos de julgamento

Art. 7.º - Ser um texto narrativo com viés literário, centrado num só conflito, com espaço e tempo concentrados conforme o gênero “conto”, apresentando:
a) a figura da personagem central;
b) verossimilhança (externa): relação com a condição humana;
c) focalização coerente e perceptível.

Art. 8º - Será instituída Comissão Julgadora composta por escritores e professores de curso de letras, convidados pelo secretário municipal da Cultura de Araçatuba.
§único – a comissão terá liberdade e autonomia de organizar seu trabalho de leitura e julgamento, tendo o prazo para entregar os resultados até 15 de julho de 2011.


Das premiações

Art. 9.º - Haverá três categorias de concorrentes:
a) contistas nacionais (exceto os contistas da região administrativa de Araçatuba)
b) contistas estrangeiros (mundo lusófono)
c) contistas regionais (região administrativa de Araçatuba)
§1.º - entende-se por mundo lusófono os seguintes países: Portugal, Brasil, Angola, Moçambique, Timor Leste, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe, Cabo Verde;
§2.º - entende-se por região administrativa de Araçatuba os seguintes municípios: Araçatuba, Birigui, Penápolis, Guararapes, Andradina, Brejo Alegre, Buritama, Auriflama, Bilac, Bento de Abreu, Rubiácea, Valparaíso, Mirandópolis, Lavínia, Guaraçaí, Murutinga do Sul, Castilho, Ilha Solteira, Itapura, Nova Independência, Sud Mennuci, Pereira Barreto, Suzanápolis, Santo Antônio do Aracanguá, Guzolândia, São João de Iracema, General Salgado, Nova Castilho, Gastão Vidigal, Lourdes, Turiúba, Nova Luzitânia, Coroados, Gabriel Monteiro, Piacatu, Clementina, Santópolis do Aguapeí, Alto Alegre, Avanhandava, Glicério, Luiziânia, Braúna e Barbosa;
§3.º - o participante natural da categoria “c” poderá renunciar a esta condição e optar por participar da “a”. Isso deve estar expresso na ficha de inscrição, sem necessidade de apresentar comprovante de residência;
§4.º - a categoria que não tiver o número mínimo de 50 participantes será extinta. Se for da categoria “c”, seus contos serão somados à categoria “a”;
§5.º - se as categorias “a” e “b” não atingirem 50 participantes, elas serão extintas e seus componentes não serão remanejados para nenhuma categoria.


Art. 10.º - Será premiado com R$ 4.000,00 (quatro mil reais) cada primeiro lugar das categorias “a” e “b”, respectivamente nacional e estrangeira. §único: em cada categoria haverá até cinco menções honrosas.

Art. 11º - A categoria “contistas regionais” terá três classificados:
a) 1.º lugar: R$ 2.000,00 (dois mil reais)
b) 2.º lugar: R$ 1.000,00 (mil reais)
c) 3.º lugar: R$ 500,00 (quinhentos reais)
d) até cinco menções honrosas


Art. 12.º - Os contos premiados, inclusive com menção honrosa, farão parte da coletânea “Contos premiados”.
Art. 13.º - A entrega dos prêmios se dará em Araçatuba, no dia 14 de setembro (quarta-feira) à noite, na solenidade de abertura da 3.ª Semana da Literatura.


Art. 14.º - Os casos omissos serão resolvidos pelo Secretário Municipal de Cultura.


Araçatuba, 06 de janeiro de 2011.




Hélio Consolaro
Secretário Municipal de Cultura






FICHA DE INSCRIÇÃO- 2011
24. º Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba


Nome literário (artístico): .......................................................................................................................................
Contista (nome completo constante do R.G..............................................................................
...................................................................................
Pseudônimo adotado para o concurso: ...................................................................................
........................................................................................................................................
Endereço: rua (número, complemento): ........................................................................
...................................................................................
Cidade e estado:...................................................
Telefones havendo (colocar o fixo, celular, da casa e do trabalho):........................................................................................................................................................
E-mail:.........................................................................
Site ou blog: ................................................................
...................................................................................
RG: .............................................................................
CPF: ...........................................................................
Conta bancária em que deve ser depositado o prêmio, caso seja vencedor. Pode ser conta corrente ou conta poupança: .................................................................................
...................................................................................




.............................,...., ....................................de 2011






.............................................................
Assinatura





AUTORIZAÇÃO






Autorizo publicação de meu conto "....................", caso seja premiado ou classificado como menção honrosa no 24.º Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba, versão 2011, na coletânea própria do certame, denominada CONTOS PREMIADOS, sem pagamento de direitos autorais, desde que me seja dado crédito (autoria).

......................................, ................de................................................de 2011


...................................................................................
Assinatura, R.G., C.P.F.
Enviar por e-mail BlogThis! Compartilhar no Twitter Compartilhar no Facebook Compartilhar no Google Buzz
Início

domingo, 13 de fevereiro de 2011

POR QUE TANTOS PORQUÊS, POR QUÊ?





Sem qualquer motivo aparente, uma moça aproximou-se de um rapaz dizendo-lhe assim:
_ Por que você fez aquilo?
Assim ele respondeu:
_ Fiz porque quis. O porquê de minhas atitudes não lhe interessa.
_ Não me interessa por quê? – continuou ela. Você está pensando o quê? Oh, rapaz! Por que continua a fazer essas coisas?


Sabe-se lá por que ele faz o que faz. A moça está tão brava!


_ É porque você mesmo não sabe o porquê do que faz – esbravejou a moça. Se soubesse, por que o faria? É claro! Você não sabe por que, não é mesmo? Diga-me que não, por favor! Diga-me que é porque você é assim mesmo que eu o perdoarei.


_ Por que é que você acha que eu quero que você me perdoe?
_ Porque... Bem, eu acho que, às vezes, você não sabe bem o que faz, por isso. O que é que você quer que eu faça se você não me explica por que você faz o que faz?

_ Ora! Vamos parar de mais-e-mais que eu tenho mais o que fazer.
_ O que é que você vai fazer?
_ Quer saber por quê? Porque sim!
_ Por que você responde “porque sim”?
_ Porque sim, ué!
_ Que “ué” é esse? Aonde foi que você aprendeu isso de “ué”? Nunca fez uso disso!
_ Ué, por que é que você quer saber?
_ É muito feio.
_ Feio por quê?
_ Porque sim.
_ Por que é que você respondeu assim “porque sim”?
_ Por quê? Não pode?
_ Não!
_ Não pode por quê?
_ ‘Porque sim’ não é resposta.
_ Você anda assistindo a programas repetidos?
_ Repetidos por quê?
_ Porque passam várias vezes ao dia.
_ Por que será? Ai! Mas e daí? Porque você nunca vai, então, eu assisto. Por que você nunca vai? Por quê? Por quê!?


_ Quer saber o motivo, por que eu nunca vou?
_ Por quê?
_ Porque eu não aguento mais você e seus porquês... porquês... porquês...?
_ É porque eu te amo.
_ É? E eu posso saber por quê?
_ Por quê? É proibido te amar?
_ É que você tem um quê com esses porquês que me irrita!
_ Que coisas eu tenho?
_ ‘Porquês’ de todos os tipos!
_ Por que será?
_ É pra mim que você vem perguntar?


_Nossa! Que nervoso você está! Por que você está falando assim comigo?
_ Ai! De novo esse “por que”, sabe, não gosto muito das perguntas que você faz.
_ Como você gostaria que eu as fizesse?
_ Que não as fizesse, ok !?
_ Minhas perguntas têm um quê que o irrita, não é?
_ Têm!
_ Por quê?
_ Posso responder apenas “porque sim”?
_ Não!
_ Por quê?
_ Agora é você que está me interrogando.
_ Que pergunta eu lhe fiz?
_ Você perguntou “por que” novamente.


_ Que chata você é!
_ Quê!? Isso não pode ser verdade...
_ Mais é!
_ Nossa! Que sem educação você é!
_ Tive que ser claro e sincero.

_ Por pouco que a nossa amizade não termina. É que eu gosto de você, por isso vou esquecer o que você disse.
_ Foi necessário que eu dissesse isso a você. Você me questiona tanto que eu fico louco.
_ Você nunca quis que eu ficasse com você?
_ Não é que eu não queira que você fique perto de mim, é que você está mais investigativa do que nos outros dias.


_ Eu pergunto o que pergunto porque você nunca me dá certeza em suas respostas.
_ Que certezas você quer saber?
_ Por que você fez aquilo?
_ Faça silencio, que eu não quero mais perguntas.


E ela perguntava que perguntava, mas não o convencia a lhe responder.
Que coisa, não? Se eles começarem com o “se” ambos estarão perdidos.

Rita Lavoyer

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

A VIAGEM DE CHIHIRO



Créditos finais do Filme A viagem de Chihiro - 'Sempre comigo.'

Quando um filho nos convida várias vezes para assistirmos a um mesmo filme, aceitemos o convite. Ele quer nos dizer alguma coisa.

Quando um outro filho, muito mais novo, passa a conhecer aquele filme e nos convida várias vezes para assisti-lo, e o outro filho, o mais velho, asssiti junto ao mesmo filme, acredite: muitas mensagens foram assimiladas.

É uma forma simples e silenciosa de eles nos dizerem isso.

Silêncio! Eles querem ser ouvidos.


R.L.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

SEM COMENTÁRIOS







Hoje, ajuda-me a acertar os ponteiros
nas horas da minha calamidade.
O pulso do relógio escreve mentiras
nas paredes verdadeiras deste tempo.
A falsidade calejou-se na realidade
faxinada diariamente e
escondida debaixo do meu tapete,
carregada pelo instrumento de lida
da feiticeira que sobrevive
à custa da diversidade da sua poção.
Neste post não há imagem,
ela reflete-se no cristal da bola
atravessada na minha garganta.
Sobre ela nada a rabiscar,
tampouco a se comentar.



Rita Lavoyer


quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

A PEQUENA IMENSAMENTE GRANDE


Judith Machareth

Biografia


Judith Machareth nasceu na cidade de Melo Barreto- MG em 12/07/1907. Filha de Américo Machareth e Dolores Souza Barbosa que passou a chamar Dolores Barbosa Machareth após o casamento, excluindo o Souza. Teve 4 irmãos sendo: Milton, Carmem , Maria Izabel e Napoleão. Fez o curso primário em Cataguazes, terminando-o em Leopoldina-MG. Em Manhumirim- MG concluiu curso secundário e iniciou o curso normal, mas não o terminou por ter se mudado para a cidade de Monte Azul Paulista –SP. Em 1928, veio para Araçatuba, lecionou na cidade de Frutal, hoje Guararapes. Desencarnou no dia 02/10/1964 na cidade de São Paulo, vitima de um aneurisma cerebral, mas foi sepultada na cidade de Araçatuba.
------------------------------------------


Jovem, porém de idade madura, fez da educação o seu princípio de vida. Aos 22 anos, foi nomeada professora. Lecionou em várias Escola desta cidade.


Não cabendo em si tanto talento, transformava a sua arte de saber em lição de aprendizado. Ensinava Português, Geografia e História do Brasil. Falava fluentemente o Esperanto e sonhava vê-lo adotado em todos os países.



Na loja Maçônica Tupy, onde funcionava a primeira escola particular de Araçatuba, Judith atuava como professora e diretora. Não ensinava apenas aos validos, por sua filosofia deixa-se doar. Concedia bolsas de estudo a muitos humildes, igualando-os em sua sala.



Tornava grandes os seus pequenos. Nas comemorações cívicas, o seu patriotismo irradiava, encantando os araçatubenses com sua lealdade à Nação. Orgulhava-se por apresentar os caderninhos dos alunos a qualquer celebridade que visitasse a sua escola.


Proporcionava às crianças encontrar em sua sala de aula um segundo lar. O carinho com que ela os tratava ajudava-os no aprendizado, pois os amava ante a lição. Acompanhar a professorinha, a pé, até a sua casa, carregando-lhe os livros e a caixa de giz, era o prêmio que os pequeninos aguardavam no final das aulas. Cada dia o troféu era carregado por um.


Muitos de seus pequenos tornaram-se pessoas renomadas que, tanto quanto ela fazem parte, hoje, da história de Araçatuba.



Não se eximiu do dever de ajudar. Foi colaboradora e amiga de Rolando Perri Cefaly e Benedita Fernandes, coincidiam, pois, suas ideologias. Assumiu temporariamente, a secretaria da Associação das Senhoras Cristãs, onde, também, aplicava os seus saberes.



Na sua condição de mestre soube alfabetizar, instruindo.



Em 1948, colaborou para a fundação da Aliança Espírita “Varas da Videira “ ao lado de grandes personalidades espíritas desta cidade.



Em 1959, passou a lecionar em sua própria escola que funcionava em sua residência na Rua Tiradentes. Lecionou no local até 1964. O imóvel, hoje, atende a uma clínica pediátrica.



Aceitou os fados da vida desencarnando solteira.



Em 1965, uma rua de Araçatuba recebeu o seu nome ; 1976 foi novamente homenageada tendo seu nome a Escola de 1º Grau Judith Machareth, na Rua São Marcos. Hoje, uma instituição educacional funciona no local. Judith Machareth é o seu nome de registro, mas assinava “Souza”, em qualquer circunstância, para homenagear a sua mãe.



Há poucos registros sobre a sua passagem, mas o pouco que se sabe sobre a sua vida, faz elevar a admiração da importante professora-cidadã araçatubense diante da extensão da qualidade de sua influência nos meios em que se fez útil.



Na época de barreiras às mulheres, Judith Souza Machareth venceu fronteiras profissionais e religiosas. “Cali” não era apenas a sua “grafia”, mas a doação de si no ministério da caridade, que fez sem revelá-la. Pequena de estatura, mas imensamente grande em ações, registrou-se nas páginas da Educação desta cidade.



Judith Machareth! O livro da história de Araçatuba está enriquecido com o perfume da sua lida, cujas lições doadas, tornaram sua alma-mestre ainda mais linda.

Por Rita Lavoyer


Crônica publicada no livro “Nos trilhos do centenário- Passageiros de Araçatuba” Editora Somos, 2009.

VOLTA ÀS AULAS