CLASSIFICAÇÕES EM CONCURSOS LITERÁRIOS

PREMIAÇÕES LITERÁRIAS

2007 - 1ª colocada no Concurso de poesia "Osmair Zanardi", promovido pela Academia Araçatubense de Letras;

2010 - Menção Honrosa no Concurso Nacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2012 - 2ª classificada no Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2014 – Menção honrosa Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2015 – Menção honrosa no V Concurso Nacional de Contos cidade de Lins;

2015 - PRIMEIRA CLASSIFICADA no 26º Concurso Nacional de Contos Paulo Leminski, Toledo-PR;

2015 - Recebeu voto de aplausos pela Câmara Municipal de Araçatuba;

2016 – 2ª classificada no Concurso Nacional de contos Cidade de Araçatuba;

2016 - Classificada no X CLIPP - concurso literário de Presidente Prudente Ruth Campos, categoria poesia.

2016 - 3ª classificada na AFEMIL- Concurso Nacional de crônicas da Academia Feminina Mineira de Letras;

2012 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura

2017 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura

2017 - 13ª classificada no TOP 35, na 4ª semana de abril de microconto Escambau;

2017 - Classificada no 7º Concurso de microconto de humor de Piracicaba.

2017 - 24ª classificada no TOP 35, na 2ª semana de outubro de microconto Escambau;

2017 - 15ª classificada no TOP 35, na 3ª semana de outubro de microconto Escambau;

2017 - 1ª classificada no concurso de Poesia "Osmair Zanardi", promovido pela Academia Araçatubense de Letras;

2017 - 11ª classificada no TOP 35, na 4ª semana de outubro de microconto Escambau;

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

30/01- dia da não-violência. E aos professores??

30/de JANEIRO, DIA DA NÃO VIOLÊNCIA – E AOS PROFESSORES?

É de estarrecer saber que PROFESSORES precisam sair às ruas para defenderem seus direitos. PROFESSOR é uma categoria diante da qual a sociedade deve se ajoelhar e pedir-lhe perdão por cruzarmos os braços, deixando a categoria à mercê de politiqueiros  que fazem-na  trampolim para chegarem onde querem.

Sou contra a violência, mas a esses políticos malfeitores ripa no lombo é pouco.

Quem desmerece um professor, desmerece 40 ou mais famílias que têm suas crianças sob a responsabilidade de um desse profissional na  escola.  Quem desmerece um professor desmerece os pais, os avós e todos ancestrais que se permitiram humanos para que chegássemos à esta era. Quem desmerece um professor, desmerece um pedadogo, um psicólogo, um médico, um dentista, um enfermeiro, um advogado, um pai de santo, um exorcisador e muitas outras  funções que o professor  precisa assumir e desdobrar-se para  conseguir ser PROFESSOR.

 E não é somente na esfera estadual, cujo atual  governante é ruim, mas ruim também foram seus antecessores para a categoria.  Quer violência maior do  que a indiferença  à categoria? Mas a coisa não está feia somente na esfera estadual. Na federal e municipal igualmente.

O governo do estado de São Paulo deve ter suporte nos ombros, ou capangas que o carreguem nos braços,  para  suportar  o desemprego de mais de 20 mil professores, sem contar com o fechamento de escolas, superlotando as salas de aulas, precarizando ainda mais a qualidade do ensino.  Quer violência maior do que o abandono da categoria pela Nação, estado e municípios?

Sabemos o  que é ter 40- 50 ou mais alunos  fechados dentro de uma sala escolar. É torturante para os alunos e professores, mas quer tortura maior a um profissor ter que se calar diante das agressões de alunos que têm, em muitos casos, leis para sua proteção, colocando o professor numa situação humilhante diante de processos administrativos?

 È humilhante e de chorar ouvir meus amigos , MEUS AMIGOS, que, há mais de 20 anos lecionando, têm que passar por situações constrangedoras, cansativas e desesperançosas nas atribuições de aulas, alguns tendo que assumir mais de 2 escolas, viajando dentro da cidade para completarem sua carga horária, submetendo-se à essa violência física e psicológica que prejudicarão seu estado de saúde.   Isso é grave!

Para quem pretende ver uma nação de jovens bem sucedidos na vida, jamais numa cadeia, é um verdadeiro: “cala boca, no poder quem manda sou eu”.  Isso não é uma violência?

Uma presidenta que pretende cortar despesas e degola orçamentos destinados à Educação, contradizendo-se no que prometera em palanques,   tem responsabilidade direta com descaminho de muitas crianças e adolescentes em formação.  Isso não é uma violência?

 Depois não vai adiantar arrancar milhões do bolso dos contribuintes  para pagar auxílio recusão. Esse benefício, nem que a vaca tussa, recupera alguém.  

Político que desmerece um movimento de luta de professores se posiciona no pior lado da administração pública - o lado malfeitor,  que defende o próprio umbigo, ou o umbigo de quem precisa defender por dever-lhe favores, esquecendo-se de que quem põe a bunda em qualquer cargo público tem o POVO como seu patrão, e não o companheiro de  partido.

Desmerecer qualquer movimento promovido por professores para valorização da sua categoria É VIOLÊNCIA- destruição do futuro!

Professores não precisam de capangas que os defendam, nem que os desmereçam. PROFESSORES precisam de respeito e de salário de um prefeito, de um secretário, de um vereador, assim terão oportunidades de  estudarem mais, cuidarem de si  como precisam e merecem, porque precisam estar bem  para cuidarem das nossas crianças e adolescentes.  

Quer  promover  o futuro a uma nação, investa no PROFESSOR.  É ele que promove a EDUCAÇÂO.

Devemos lembrar que há professores que são e professores que foram. Aos que são, apesar da aposentadoria e ainda colaboram e defendem, ajudando a categoria, os meus respeitos.

Os que um dia foram, e hoje desmerecem a categoria, cuspindo no prato que comerem, por estarem do outro lado da situação, o meu desprezo.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

O ser humano vale a pena

O ser humano vale a pena.
Vale a pena não deixarmos que esse massacre na Nigéria siga silencioso.
Vale a pena massacrar esse silêncio que cega, que conforma, que aprisiona e que nos massifica.
Vale a pena, já que canetas já não nos servem, teclarmos uma nota desta dor , ainda que seja uma.
Vale a pena com uma, com mais uma e com outras valerão a pena a campanha, o coro, o grito....

VALERÃO A PENA OS GRITOS!!
Ainda que muitas balas os calem, o eco valerá a pena, porque no eco, sabemos, não há apenas o eco.
Façamos valer a pena.
Não basta apenas dizer: que pena!

Será que esse meu discurso, postado aqui, vale a pena sem que eu sai às ruas?
Façamos valer a pena, porque estamos perdendo IRMÃOS por razões que deveriam valer a pena, contudo estão custam VIDAS que valiam a pena.

 

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

 
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Os Universos do meu verso
não cabem em uma poesia.
Rita Lavoyer
 
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terça-feira, 13 de janeiro de 2015

MEDINHO, HÁ HÁ! Rita Lavoyer e José Hamilton

 

MEDINHO , HÀ HÀ!

Rita Lavoyer
O leitor que é  inteligente
Notará o tamanho do atrevimento.
Já mandaram recadinho
Para nós dois tomarmos tento.
Parece que estão com medo
De caírem nas nossas letras.
Mutreta aqui não põe o dedo.
Nem temos medo de falseta. 
Mas podem dormir tranquilos,
Nós somos zen, não estressamos.
Nós dois só duetamos  
Sobre assuntos que gostamos.  
Temos repertório pra política,
Amor, piada e até bicho-de-pé.
Agradeço o bilhete e continuo escrevendo,
Porque trago no registro o nome de Mulher.

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    Medinho? Ah! Carece ter

                  Hamilton Brito

 
Oia, toma tento, inté eu posso

Mas atrevido eu não sou

Meto a boca no errado

Se relaxam com o que é nosso 

Uai! Quem não deve, treme não...

Pois nossa escrita é muito justa

É só não fazer safadeza

E não andar na contramão. 

Já dormir tranquilo... num sei

Porque pecados, todos têm

E se nós descobrimos mutreta

Não perdoaremos ninguém. 

Mas você, leitor, fique sossegado.

A gente tem muita instrução

Mesmo socando a ripa no lombo

A gente vai usar de educação. 

O que não vai mais acontecer

É vermos este povo folgado

Dirigir toda uma comunidade

Como se ela fosse gado.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Quando os meus olhos vivos veem

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As flores, quando os meus olhos vivos as veem, são flores quando têm que ser flores.
As pedras, quando os meus olhos vivos as veem, são pedras quando têm que ser pedras.
As frutas, quando os meus olhos vivos as veem, são frutas quando têm que ser frutas.
As coisas, quando os meus olhos vivos as veem, são coisas quando têm que ser coisas.
As pessoas, quando os meus olhos vivos as veem, são pessoas quando têm que ser pessoas.
As palavras, quando os meus olhos vivos as veem, são palavras apenas, quando os meus olhos vivos as veem.
Quando as palavras vivas vêm aos meus olhos, e eu estou viva para elas,
as coisas passam a ter cheiro de frutas;
as pessoas, jeito de flores;
as pedras – palavras em nossos caminhos –, cheiro, jeito e gosto de gente
com as quais eu posso me misturar  – estejam elas passando ou não–,
e ver outros sentidos no Universo que elas preenchem,
ainda que me falte a visão, ou qualquer outro sentido.
Rita Lavoyer -   do Livro Partida

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domingo, 11 de janeiro de 2015

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Meu humor se apresenta quando desaprendo a chorar. Aprender e desaprender para reaprender tudo de novo tem sido uma constante na  minha vivência. Nessas batalhas, até meu humor melhora.
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Rita Lavoyer

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Equilibro-me nos meus mais desvairados sonhos, neles pondero minhas realidades.
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 Rita Lavoyer  

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Mamãe-Noela e os Três Magrinhos

Rita de Cássia Zuim Lavoyer
No morro da Judeia, Papai-Noel nunca deu as caras. Por isso, Noela e seus amiguinhos nunca traçaram nada do tal velhinho. Não seria naquele Natal também. Eram secos de vontade de descerem numa chaminé dentro do saco do ancião. Sorte ou destino, o velho estava a salvo da degola.
Noela não aceitava viver tanta desgraceira com tão pouca idade. Viu vários guardas de Heródes metralharem seus irmãos de pobreza sem terem, sequer, a oportunidade de irem para a cruz. De tempo em tempo, abria-se a temporada de caça às crianças. Sofriam, sofria. Assistia as Marias derramarem-se em palavrões contra os perseguidores de seus Messias, enquanto Madalenas, que aprenderam suas funções com os reis, distraiam seus súditos, evitando mais derramamentos de sangue.
As Marias que usavam saias embrulhavam seus filhos mortos nelas. As de shortinhos agarrados, arrastavam-nos pelos pés, arrependidas por não tê-los abandonados num rio, dentro de um cesto, logo que nasceram.
 Noela resolveu topar a cantada do Anjinho, o loiro de olhos azuis que morava na casa mais alta do morro. Decidiram que naquele Lava-Jato, logo na boca do morro, se dariam bem naquela investida planejada.
Nem piscaram e já estavam fugindo num importado. Com as burras cheias de verdinhas, rumaram pra Belém. Lá ninguém os encontraria, sonhava Noela. Iam vender ervas medicinais, empanturrarem-se de pupunha e tapioca – coisa que assistiram, com água na boca, num canal educativo. Fariam a vida, teriam um filho que expulsaria os vendilhões dos Palácios para serem únicos no ramo.
Pararam na região centro-oeste para abastecer. Contemplando o céu de estrelas, avistaram a matriz do negócio e, vendo que o terreno era propício, aplicaram ali também o que liam nas HQs do Mestre do ABCDário.
No trajeto, depararam-se com três Magrinhos que se identificaram: Belchior, um latino-americano sem dinheiro no bolso, Baltasar Sete-Sóis, que fora expulso do “Memorial do Convento” por sua alcunha ser responsável pela seca do Nordeste, e Gaspar - vulgo Zinho - sócio laranja de empresa fantasma.
Apiedou-se, o casalzinho abriu as sacolas e molhou os bicos dos três com 51 ardentes notas verdinhas. Os três disfarçados acionaram seus garçons que preparavam P.F. e ambos foram torturados com carne da “Fribode” até confessarem a origem do dinheiro. Anjinho, de barriga cheia, seguia mudo.
Noela já dava a última garfada, empanturrada, delatou:
- Pegamus do Lava-Jato apenas o que vazava pelo ladrão. Nóis queria ser  fascista, reacionáriu, petulanti, arroganti, ignoranti. Queria ter esses negóciou de abominação ética e cognitiva, essas coisa bunita aí que ouvimu falá de grã-fino que recebe Papai-Noel pela chaminé na véspera de Natal.
Por ter assinado a declaração como sujeito do discurso, Noela foi premiada, voltou pro morro e, orientada, filiou-se a um partido. Virou mãezona, veste roupa de Mamãe-Noela sempre e promove ceias em qualquer ocasião, na comunidade, para herbívoros e carnívoros. Anjinho, por apelo dos amigos, ainda é procurado, mas numa denúncia anônima informaram tê-lo visto na fila do “Auto da Barca do Inferno”.
Muitos passaram a acreditar nas bondades da Mamãe-Noela que, por cognição, realiza sonhos de quem quer descer pelas chaminés das casas dos “fascistas, reacionários, petulantes, arrogantes”, só não nas chaminés dos três Magrinhos. Lá eles jogam doces: balas e bombas.