CLASSIFICAÇÕES EM CONCURSOS LITERÁRIOS

PREMIAÇÕES LITERÁRIAS

2007 - 1ª colocada no Concurso de poesia "Osmair Zanardi", promovido pela Academia Araçatubense de Letras;

2010 - Menção Honrosa no Concurso Nacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2012 - 2ª classificada no Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2014 – Menção honrosa Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2015 – Menção honrosa no V Concurso Nacional de Contos cidade de Lins;

2015 - PRIMEIRA CLASSIFICADA no 26º Concurso Nacional de Contos Paulo Leminski, Toledo-PR;

2015 - Recebeu voto de aplausos pela Câmara Municipal de Araçatuba;

2016 – 2ª classificada no Concurso Nacional de contos Cidade de Araçatuba;

2016 - Classificada no X CLIPP - concurso literário de Presidente Prudente Ruth Campos, categoria poesia.

2016 - 3ª classificada na AFEMIL- Concurso Nacional de crônicas da Academia Feminina Mineira de Letras;

2012 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura

2017 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura

2017 - 13ª classificada no TOP 35, na 4ª semana de abril de microconto Escambau;

2017 - Classificada no 7º Concurso de microconto de humor de Piracicaba.

2017 - 24ª classificada no TOP 35, na 2ª semana de outubro de microconto Escambau;

2017 - 15ª classificada no TOP 35, na 3ª semana de outubro de microconto Escambau;

2017 - 1ª classificada no concurso de Poesia "Osmair Zanardi", promovido pela Academia Araçatubense de Letras;

2017 - 11ª classificada no TOP 35, na 4ª semana de outubro de microconto Escambau;

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

IR AO CEMITÉRIO



 
Não gosto muito de ir ao cemitério! Já falei isso à minha mãe uma porção de vezes. 

Daí vem o sermão. Todos os anos minha mãe lasca o mesmo dos anos anteriores, mas sempre seguido de novos parágrafos. Dá a impressão de que ela o escreveu há anos, mas a cada ano acrescenta mais alguma ladainha.

Respeito perfeitamente o desejo dela e de quem vai ao cemitério visitar seus queridos no Dia de Finados. Entendo a dor de todos que perderam alguém. Sei o que aquele lugar com seus espaços demarcados representa. No túmulo está uma parte da pessoa, mas ela ainda está viva. Viva dentro do coração daquele que ficou.  Morrer, para mim, é isso:  deixar de existir dentro de um coração onde habitou um dia.

Ano passado, 2013,  ela programou a viagem. Ficou resolvido que quem a levaria seria eu. Resolveu-se também que quem compraria as flores seria eu.

E vamos que tem 200 km pela frente.

- Cadê o vaso?  - ela me perguntou na estrada.

- Pra quê?            - eu respondi

 (aos berros)  -  Uai! Você compra as flores e não compra o vaaaaaso!?

Entendi que,  do que ela  resolveu, eu fiz algo que não deu certo.

Enfim chegamos, sem o vaso mesmo. Seria o tempo de rezar um terço, mas sempre se demora mais que isso.  

Aprendi, desde muito nova, que quando se ama alguém, esse amor deve ser revelado à pessoa ainda em vida.

O amor que eu trago no meu coração, falado para a pessoa que é amada por mim é bem diferente do amor que é guardado no coração e revelado depois somente para  o túmulo.

 “Eu te amo”  cura uma pessoa, não cura túmulo.  “Eu te amo”  ressuscita desanimados, não ressuscita túmulo. “Eu te amo”  traz muitos  benefícios para quem diz quanto para quem ouve.

Engraçado que para aquele ente querido que fomos visitar,  não me recordo de ter dito: “eu te amo” , enquanto ele estava vivo.
Aprendi que ele tinha que ser o meu pai e não conviver com a minha família, porque ele tinha outra missão.

Como a minha mãe e eu o temos vivo -  porque morto é aquele que não reside mais no coração que  um dia o acolheu (não matei ninguém que entrou no meu coração) - eu disse ,ano passado,   diante do túmulo: “ Eu te amo. Por favor,  me perdoe”. Veja a contradição!

Sinceramente, eu sempre soube que lá não estava apenas um túmulo, eu sempre soube-  ( ele está rindo agora, ri igualzinho a mim).  Desde o andar dele, até nos nossos erros somos parecidos.

Ele também não me disse, enquanto vivia, que me amava. Mas... nós sabemos que somos amados um pelo outro. Afinal, somos parecidos!

Sei que ele está bem – minha mãe não  deixará que a luz dele se apague.

- Ajude-me, meu pai! Os meus filhos e da minha irmã, teus netos, também te amam.

Amanhã voltaremos lá. Foi combinado este ano que  a viagem fica por minha conta. As flores também. Mas não comprei, novamente, o vaso! Posso compra-lo amanhã, afinal uma compra pode ser deixada para o amanhã, “eu te amo” , não!
Rita de Cássia Zuim Lavoyer

 

sábado, 11 de outubro de 2014

Abraço criança





Abraço criança


Criança querida, querida criança!

Meus braços em teus braços

me dão esperança.

 

Esperança de ver o futuro abraçado

por todos os braços e nós dentro dele,

brincando e recriando o que já foi criado.

 

Quem doa abraço acaricia do outro a alma.

Abraço rejuvenesce, cura dores, fecha feridas,

nos dá energias, nos equilibra e nos traz calma.

 
Braços abertos significam acolhida.

Venha logo para os meus braços,

quero abraçá-la, criança querida!

 

Autoria – Rita Lavoyer

Casinha de papéis



CASINHA DE PAPÉIS - Rita Lavoyer

Eu construí uma casinha com vários papéis de chocolate diet.

Ela ficou tão magrinha, tão levinha, que eu precisei prender a respiração

 para entrar dentro dela.

Antes de atravessar a porta para entrar na minha casinha,

não aguentei   e soltei o ar.

Aff!  Soltei por baixo.

Hum... o cheiro não estava tããão   ruim...

Comecei  novamente: prendi a respiração e ...

Foi com força. Muita força!

Eu tentei, mas não consegui segurar!

O ar que saiu derrubou a minha casinha

porque ela era magrinha e levinha...

A minha respiração levou a minha casinha  embora.

Ela voa, voa... faz coreografia balanceada no ar.

Voa, casinha de papéis de chocolate diet! Voa! Vire asas no mundo!

Autoria -  Rita Lavoyer

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

VENHAM-NOS, CRIANÇAS E ADOLESCENTES


      Rita Lavoyer

         Venham-nos, crianças e adolescentes! 

          Não sejamos nós, adultos, o atraso da Humanidade.
          Caminhemos sempre ao lado da criança e do adolescente para, com eles, desbravarmos caminhos novos. 
          Vigiemo-nos, todos, para não roubarmos-lhes  a infância e a juventude de forma  que o futuro os assalte.
           Dosemos nossa vigília, não nos excedendo nas oferendas, ao ponto de eles desmerecerem-nas, desacreditando nas mãos que oferecem, tampouco os privemos do necessário para que se desenvolvam  física e espiritualmente saudáveis de forma a se tornarem  úteis à Humanidade.  
          Para nossas crianças e adolescentes o melhor presente é a oração. É de graça e não aborrece quem a oferece, nem quem a recebe.
          Oremos para que o Planeta Terra -  masculino e feminino – continue fértil, engravidando-se de vidas que nos possam revigorar.

          Venham-nos, crianças e adolescentes! 

Rita Lavoyer

terça-feira, 7 de outubro de 2014

GANGORRA NA CABEÇA







Gangorra na cabeça- Rita Lavoyer

Eu tenho uma gangorra bem em cima da minha cabeça.

Quando o lado direito sobe, o lado esquerdo desce.

Quando o lado esquerdo sobe, o lado direito desce.

Os meus olhos acompanham os movimentos,  pra cima e pra baixo,

 da gangorra que a minha cabeça tem.

Às vezes, eu fico zonzo de tanto torcer

 os olhos para acompanhar o sobe e desce

das crianças no brinquedo.

Elas têm perninhas bem fortes e pezinhos que me cutucam.

Também, se não tiverem força o sobe e desce não acontece.

Mas a minha cabeça é forte, ela aguenta e se alegra.
 
Quando as crianças vão embora, fica tudo muito triste...

muito esquisito e sem alegria nenhuma em cima de mim.

Gosto mesmo é de ser pisado -  sou chão!
O meu corpo, crianças, pede os seus pés.

Que venham mais crianças brincar na minha gangorra!

Corram,  venham brincar, tragam outros amigos,
o seu bichinho de estimação.
Traga o vovô e a vovó
que, descalços, já pisaram em mim. 
 
Venham de chinelos, sapatos, sandálias ou botinas!
Venham como quiserem- com os pés limpos ou não -
aqui não tem tapete - só eu.
 
Sentem-se  na gangorra, quero ver o sobe-e-desce!
Subiam no balanço, quero sentir o vai-e-vem!
Brinquem de esconde-esconde, eu os protegerei,
mas onde é o esconderijo??  - hã! hã!  
Não conto pra ninguém!

Brinquem, fiquem aqui!
Sem vocês, crianças, eu perco o chão e
a gangorra e eu seremos tomados pelo capim.
 
Brinquedos sem mim não tem graça,
eu sem eles a mesma coisa.
Usem-nos, crianças, nos dias que das crianças são.
Para crescerem adultos saudáveis,
sabendo onde  e como podem pisar,
entendendo a importância do chão