CLASSIFICAÇÕES EM CONCURSOS LITERÁRIOS

PREMIAÇÕES LITERÁRIAS

2007 - 1ª colocada no Concurso de poesia "Osmair Zanardi", promovido pela Academia Araçatubense de Letras;

2010 - Menção Honrosa no Concurso Nacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2012 - 2ª classificada no Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2014 – Menção honrosa Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2015 – Menção honrosa no V Concurso Nacional de Contos cidade de Lins;

2015 - PRIMEIRA CLASSIFICADA no 26º Concurso Nacional de Contos Paulo Leminski, Toledo-PR;

2016 – 2ª classificada no Concurso Nacional de contos Cidade de Araçatuba.

2016 - Classificada no X CLIPP - concurso literário de Presidente Prudente Ruth Campos, categoria poesia.

2016 - 3ª classificada na AFEMIL- Concurso Nacional de crônicas da Academia Feminina Mineira de Letras.

2012 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura

2017 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura

2017 - 13ª classifica no TOP 35 na 4ª semana de abril de microconto Escambau.

2017 - Classificada no 7º Concurso de microconto de humor de Piracicaba.


terça-feira, 7 de outubro de 2014

GANGORRA NA CABEÇA







Gangorra na cabeça- Rita Lavoyer

Eu tenho uma gangorra bem em cima da minha cabeça.

Quando o lado direito sobe, o lado esquerdo desce.

Quando o lado esquerdo sobe, o lado direito desce.

Os meus olhos acompanham os movimentos,  pra cima e pra baixo,

 da gangorra que a minha cabeça tem.

Às vezes, eu fico zonzo de tanto torcer

 os olhos para acompanhar o sobe e desce

das crianças no brinquedo.

Elas têm perninhas bem fortes e pezinhos que me cutucam.

Também, se não tiverem força o sobe e desce não acontece.

Mas a minha cabeça é forte, ela aguenta e se alegra.
 
Quando as crianças vão embora, fica tudo muito triste...

muito esquisito e sem alegria nenhuma em cima de mim.

Gosto mesmo é de ser pisado -  sou chão!
O meu corpo, crianças, pede os seus pés.

Que venham mais crianças brincar na minha gangorra!

Corram,  venham brincar, tragam outros amigos,
o seu bichinho de estimação.
Traga o vovô e a vovó
que, descalços, já pisaram em mim. 
 
Venham de chinelos, sapatos, sandálias ou botinas!
Venham como quiserem- com os pés limpos ou não -
aqui não tem tapete - só eu.
 
Sentem-se  na gangorra, quero ver o sobe-e-desce!
Subiam no balanço, quero sentir o vai-e-vem!
Brinquem de esconde-esconde, eu os protegerei,
mas onde é o esconderijo??  - hã! hã!  
Não conto pra ninguém!

Brinquem, fiquem aqui!
Sem vocês, crianças, eu perco o chão e
a gangorra e eu seremos tomados pelo capim.
 
Brinquedos sem mim não tem graça,
eu sem eles a mesma coisa.
Usem-nos, crianças, nos dias que das crianças são.
Para crescerem adultos saudáveis,
sabendo onde  e como podem pisar,
entendendo a importância do chão


Um comentário:

Célia Rangel disse...

O chão abençoado de uma família que assim se permite ser, estar e ficar sempre criança, e com elas, só poderá gerar pessoas felizes eternamente crianças...
Parabéns, Rita, pela produção filosófica recheada de poesia!
Beijo.