CLASSIFICAÇÕES EM CONCURSOS LITERÁRIOS

PREMIAÇÕES LITERÁRIAS

2007 - 1ª colocada no Concurso de poesia "Osmair Zanardi", promovido pela Academia Araçatubense de Letras;

2010 - Menção Honrosa no Concurso Nacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2012 - 2ª classificada no Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2014 – Menção honrosa Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2015 – Menção honrosa no V Concurso Nacional de Contos cidade de Lins;

2015 - PRIMEIRA CLASSIFICADA no 26º Concurso Nacional de Contos Paulo Leminski, Toledo-PR;

2015 - Recebeu voto de aplausos pela Câmara Municipal de Araçatuba;

2016 – 2ª classificada no Concurso Nacional de contos Cidade de Araçatuba;

2016 - Classificada no X CLIPP - concurso literário de Presidente Prudente Ruth Campos, categoria poesia.

2016 - 3ª classificada na AFEMIL- Concurso Nacional de crônicas da Academia Feminina Mineira de Letras;

2012 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura

2017 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura

2017 - 13ª classificada no TOP 35, na 4ª semana de abril de microconto Escambau;

2017 - Classificada no 7º Concurso de microconto de humor de Piracicaba.

2017 - 24ª classificada no TOP 35, na 2ª semana de outubro de microconto Escambau;

2017 - 15ª classificada no TOP 35, na 3ª semana de outubro de microconto Escambau;

2017 - 1ª classificada no concurso de Poesia "Osmair Zanardi", promovido pela Academia Araçatubense de Letras;

2017 - 11ª classificada no TOP 35, na 4ª semana de outubro de microconto Escambau;

quarta-feira, 30 de junho de 2010

QUERO DANÇAR UMA MÚSICA CONTIGO.


A música suavemente toca os meus sentidos e eu me sinto conduzida pelo teu ímã.


O polo de atração das tuas notas me envolve e eu posso sentir os teus toques, as tuas mãos, os teus afagos que me tocam e me imantam, para que eu gire em rodopios ao compasso da tua batuta.
Quero dançar uma musica contigo. Como quero!


Se me vieres, como que cavalgando, e me tirares para a dança, nossos corpos levemente bailarão num salão iluminado pelas cores da aurora. Isto agrada-me muito.


Quero tocar-te quando, com ritmos ardentes, cingires minha cintura.
Não te alcanço nos bailados. Cada passo teu, marcado no meu piso, ecoa teu cheiro, teu gosto, teu gesto. Entre eles deliro, pois.
Quero dançar uma música contigo. Como quero!


Coloco-me sobre o espelho e bailo até que se finde a leitura das nossas cordas. Terminado o teu acorde, acordo e dou-me corda novamente, e fico a bailar, até que se feche esta caixa de desejos que sinto de dançar uma música contigo. Como quero!


Estarei na vitrine expondo a minha dança, até que alguém me compre e te presenteie comigo. Quando me abrires, penetres meus volteios. Bailemos sobre a superfície do vidro, e se da tua valsa eu estiver embriagada, como no relâmpago de um sequestro, esconda-me no compartimento das minhas jóias. Refugia-te no lago da minha aliança, para que o teu cisne regozije-se da umidade do meu palco.


Se a platéia, gritando blasfêmias, separar-nos antes que se finde a melodia, fecha a cortina do nosso espetáculo, volta aos braços dela, altera os teus passos, tua cadência, teu som. Comemora com ela a tua apoteose.


As cores se apagarão, o compartimento se escurecerá e, no crepúsculo, os flashes se acenderão sobre o desejo cicatrizado da bailarina que dançou delírios e continua exposta na vitrine, esperando que outros me comprem e te presenteie comigo, para eu dançar uma música contigo.

Rita Lavoyer


segunda-feira, 21 de junho de 2010

QUERO VIDA



QUERO VIDA...
José Geraldo Martinez
Meu amor, eu quero vida...
Para acariciar mais o teu rosto!
E teus lábios por guarida,
para que eu sinta por mais tempo o gosto...

Meu amor, eu quero vida...
Para contemplar por mais tempo o teu sorriso!
E teus braços acolhedores,
para os meus medos, se preciso...

Meu amor, eu quero vida...
Para desfrutar ainda mais da tua presença!
E tuas palavras sussuradas em minha alma,
quando pesada for a tua ausência...

Meu amor, eu quero vida...
Muita vida ao teu lado!
E tua alegria furtiva,
renascendo em nós os meninos aprisionados...

Meu amor, eu quero vida...
Para nossas longas conversas pós-sexo!
E tuas confissões nos olhos esculpidas,
de um amor réu confesso...

Meu amor, eu quero vida...
Para alongarem nossos momentos!
E teu rosto colado ao meu em nossas danças...
Por mais tempo!
Meu amor, eu quero vida...
Para que eu possa te amar ainda mais!
E desafiar o tempo sem medo...
Este que coloca em tudo um jazz!
Meu amor, eu quero vida,
ainda que pós-morte...
Para provarmos o início quando é chegado o fim!
(Única verdade)
E deixar lá pousar as nossas almas afins,
para toda a eternidade...

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TENHO MEDO

RITA LAVOYER

Tenho medo, meu amor!
Que nos falte a vida
E que a falta venha separar
Duas almas tão queridas.
Tenho medo, meu amor!
De não ter juntas minha boca e a tua.
E da coragem que insiste
Querer levar-me do teu céu à lua.

Tenho medo, meu amor!
Da presença desta ausência que insiste
Em rondar o teu semblante.
Tenho medo, meu amor! Tenho medo!
Que não me queiras amanhã por tua amante.

Tenho medo, meu amor!
De não passar contigo uma noite que nos caiba,
Desvendar os mistérios da madrugada
No orvalho do nosso calafrio.
E no cio que alimenta nossa alma desgarrada
agarrar-nos à estação do nosso estio.
Tenho medo, meu amor!
De ficar contido o teu sexo
Sem em mim desfrutar a tua práxis,
Deixando-me um futuro estase.

Tenho medo, meu amor!
De não dançar contigo uma música inteira.
Que não seja de verdade, posto que
Na sonata, eu bailarina, tua brincadeira.

Tenho medo, meu amor!
Do por que do azul do céu.
Se de dia é claro, escurece a noite
Olhar do lado e descobrir: foste. Tenho medo! Meu amor
De não assistir do tempo a metamorfose.
Vivamos no agora a nossa essência
Para partirmos juntos na nossa overdose.
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VIVER

JOSÉ AMIGO DA COSTA BRITO

Os seus motivos para a vida
são motivos bem suspeitos.
Se apega apenas na matéria
sem perceber toda a miséria
desse querer inconsequênte.
Do meu sorriso aos braços
acolhedores
não tens a menor preocupação
em aliviar as minhas dores.
Você fala em ausência.
Por acaso
nos vê próximos?
Quer viver ao meu lado,
mas não se faz de rogado
em sair de maneira furtiva,
indo em busca de lascívia
na qual gosta de viver.
Fala em conversas pos-sexo
que são enfadonhas,
vazias e sem nexo
tentando minha inteligência
ofender.
Sabe bem que aqui é reu confesso
com seus atos na acusação.
Se pelo menos tivesse a dignidade
não é sem tempo,
já tem idade
de mudar seu proceder.
Se transformasse suas palavras
em atos
quem sabe eu poderia mudar,
pois saiba:
estou pensando seriamente
já que falas em eternidade
a minha
antecipar.



domingo, 20 de junho de 2010

AS DROGAS, NÓS E NOSSOS FANTASMAS.

Essa guerra contra os fantasmas exige ação, não só de parte de indivíduos isolados e de pequenos grupos, mas também nas grandes massas humanas. Essa guerra dentro de nós próprios é a – Revolução Criadora.” Moreno,J.L. Psicodrama. Cultrix, p.96

Estou aqui pegando carona no assunto. "Nova semana antidrogas em Araçatuba".
O bullying é meio degrau para o mundo das drogas, porque o buleiro precisa de uma gangue junto com ele. Nunca diga: isso não acontecerá na minha casa, porque não há lugar melhor para tirarmos lições do que dentro da nossa própria casa. Graças a Deus somos todos diferentes, mas tão próximos, que não conseguimos nos enxergar. Oh, difícil convivência humana!

Há séculos, as Ciências estudam o desajuste do homem com o seu meio, do homem com o seu interior e do homem com o mundo que o cerca.
Alguns fatores são responsáveis pela dissensão do homem com o seu universo real: psicológico, familiar, social, educacional, financeiro, cultural entre outros, acarretando, às vezes, em seu abandono, rejeição e preconceito. Eu afirmo sem medo de errar que o preconceito é um substantivo genético. Tá, que não o temos! Uns apenas mentem mais; outros, menos sobre isso.

Esses fatores responsáveis, quando não resolvidos a contento do indivíduo, fazem com que a cada dia ele busque significados para o seu vazio existencial, e nessa busca , muitos jovens deparam-se com as drogas. É muito frequente, para quem convive com conflitos internos, aceitá-las como solução, tornando-as necessárias para se fazer e se sentir importante.
O indivíduo precisa, por instantes, se sentir superior, dono de si, opondo-se a tudo e a todos, tal qual o buleiro - quem pratica o bullying.
Acha que as drogas o possibilitam isso. Entorpecido, mascara-se para conseguir liberar seus fantasmas. A pessoa sente dificuldades de encarar o mundo sabendo que os olhos alheios o julgam, o cobram, aprovam ou desaprovam-no. Engana-se ao pensar que com as químicas seja possível olhar os olhos do mundo sem temê-los.

Poucos aceitam apoio para se reerguerem novamente alcançando de volta sua dignidade. Dignidade esta colocada de lado, ignorada pelo dependente químico quando este “mergulha de cabeça” no poço, na mais profunda escuridão, no abandono e no seu próprio isolamento.

Vários “convites” contribuem para que o indivíduo se desgarre do seio de seu lar, da sociedade e de si mesmo. Basta abrirmos os nossos olhos e ouvidos para o que nos são oferecidos dia a dia que preencheremos, em poucas horas, infinitos relatórios.
O homem é um ser insaciável e busca constantemente seu preenchimento interior e respostas para sua existência. Acaba, por vezes, sendo vítima das propagandas enganosas, das marcas famosas, da sociedade que prega um consumismo desenfreado e mais , vítima de um dos maiores inimigos da sociedade – o traficante, indivíduo que resolve seu problema existencial por métodos injustos.
Não blasfemamos quando mencionamos “problema existencial” ao nos referirmos ao “traficante”, ele também não se enxerga e não vê o próximo como semelhante. Sabe que as drogas são produtos de retorno financeiro rápido, satisfazendo suas necessidades. Os dependentes químicos, por serem vítimas, passam muitas vezes a traficar. Mascaram-se, tentam subir de qualquer jeito nos palcos da insensatez, escalando nos ombros da família e dos amigos, fazendo-os vítimas involuntárias desse processo de decadência.

É o homem desfazendo o Homem, vivendo como primata, transgredindo a origem da Criação, agredindo seu Criador, exterminando sua espécie, destruindo séculos e séculos de Ciência e Civilização.

Resta, portanto, para o presente, a união de forças, dedicação, solidariedade, respeito e compreensão entre os Homens e conosco mesmo. Amemo-nos em primeiro lugar, aceitando as nossas diferenças e as dos nossos semelhantes. Será que com tanto progresso conseguiremos evoluir para aprendermos isso?

O Amor-Exigente é um balde de amor que tenta apagar o fogo da indiferença que está se alastrando sobre uma humanidade carente de fraternidade. É, pois, sua parcela de contribuição em prol da vida. Agora, com o Amor-Exigentinho temos certeza de que, muito em breve, nossas crianças de agora estarão bem melhor amanhã.

Parabéns à senhora Adalberta, mulher de garra, mulher de fé e de princípios, que tanto tem ajudado a tirar, com as suas mãos cheias de milagre do amor, as dores de famílias que trazem nos ombros o peso das drogas.
Nesta altura, é Deus quem precisa Dela.
Rita Lavoyer é professora e escritora.
Pós graduada em Linguística e Crítica Literária e
que afirma, constantemente, que “Bullying não é brincadeira”.


terça-feira, 15 de junho de 2010

O BULLYING E O ATO INFRACIONAL

imagem: www.submarino.com

Vede, não desprezeis alguns destes pequeninos...” _ Jesus (Mateus,18:10.)

Bullying é assunto sério e sistemático. Não podemos deixar que caia no esquecimento dos leitores. Com a implantação do Programa de Combate ao Bullying nas escolas municipais de educação básica de Araçatuba,(PROJETO DE LEI APROVADO HOJE ÀS 10H NA CÂMARA MUNICIPAL DE ARAÇATUBA) convido a todos os pais e dirigentes das escolas particulares a se engajarem juntos com a Secretaria Municipal de Educação, que acredito, trará um resultado benéfico ao futuro desta cidade.


Vamos pais! Vamos nos unir também, por nossos filhos, pelos professores e pela Paz dentro das escolas.
O bully trabalha todos os dias, botando em práticas as suas funções. Se ainda não ficou claro o que é bullying, vou fazer uma breve explicação.


Para ser considerado bullying, as ações do agressor sobre a vítima têm que ser repetidas, repetidas, repetidas várias vezes. A vítima é marcada para sofrer as consequências do bully todos os dias. Ela é escolhida pelo agressor por não apresentar condições físicas ou psicológicas para se defender dos ‘ataques’ a que é submetida. Entende? O bully não se cansa, ele precisa agi (sugar vida) constantemente. Se não for assim não é bullying. Melhorando a explicação:


Bullying: violência física ou psicológica, intencionais e repetitivas, praticadas por um indivíduo (bully - agressor) ou grupos de indivíduos, com o objetivo de intimidar ou agredir, causando dor e angústia à vítima. Lembrando: repetidas, repetidas várias vezes sobre uma vítima.


Buleiro- Como bully(valentão, brigão) é um termo em inglês, vamos traduzi-lo para o araçatubês como buleiro. Criada nova palavra na cidade de Araçatuba. Buleiro, agora em Araçatuba, é quem comete bullying. Escreva e acrescente-a ao seu dicionário.


Ato infracional- Os atos infracionais são sempre comparados aos crimes, ex : lesões corporais, calúnia, racismo, difamação, injúria etc. ou contravenções penais, alguns exemplos: provocar tumulto em festa; passar trote para órgãos públicos; retirar placas de sinalização das ruas; dirigir gracejos obscenos às pessoas; brigar com socos dentro ou fora da escola, enfim, todas essas condutas constituem contravenções penais e são punidas na forma da lei.


Então, se uma criança ou adolescente cometeu um ato infracional, não cometeu bullying, porque não o praticou várias vezes sobre uma mesma vítima com as intenções que o bullying tem. Logo, se uma criança ou adolescente comete bullying está, automaticamente, cometendo um ato infracional do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).


Não estou aqui diminuindo a gravidade de uma ou outra atitude, mas quero esclarecer que andam pintando o bullying ‘santo’, o que na verdade não é. Se eu trato o bullying como um ato infracional isolado apenas, tiro dele o peso maléfico que ele traz.


Antigamente, levávamos à escola os piolhos, embora eles não gostassem nem um pouco de estudar. Piolho é um ectoparasita encontrado em aves e parasita a cabeça dos humanos, retira nutrientes do organismo alheio para sobreviver.


Hoje, tem um piolho aqui, outro lá diante. Foi difícil, mas está erradicado, sabe por quê? Porque piolho fica do lado de fora da cabeça do ser humano, não é tão nocivo ao meio social, tão pouco aos estudantes, ao passo que o bullying vai às escolas dentro das almas das crianças. É um ser humano(buleiro) gritando ajuda, parasitando uma vítima, tentando retirar-lhe a essência, desconectando-o da sua própria vida.


Bullying são ações praticadas por quem tem uma vida desvivida, tentando eliminar outra que não pediu para ser vítima.


O veneno para o piolho, na minha época, chamava-se querosene; para o bullying, o remédio chama-se afeto, respeito e perdão.


Antes que qualquer criança aprenda a ler e a escrever, deve ser ensinado a ela, em casa, o que significa respeito e perdão. Na matemática resolverá melhor a questão do dar e receber.


Quando o meu filho soube do projeto lei para implantar o programa de combate a essa doença dentro das escolas me perguntou:


_ Mãe, essa campanha vai ser internacional?


_ Não meu filho- respondi-lhe. Primeiro a gente cuida do nosso jardim. Se as plantas forem boas, as raízes tomarão conta do todo.


Parabéns ao futuro das crianças de Araçatuba por esta nova lei implantada de combate ao bullying nas escolas municipais. Contudo, lembremo-nos sempre que a única lei infalível entre os homens é a da causa e efeito.


Meus agradecimentos a todos envolvidos nesta campanha. Em especial ao este Jornal Folha da Região que me abriu as páginas para eu gritar as minhas dores.


Mas eu não paro aqui, porque nada existe insignificante na estrada que percorremos.

RITA LAVOYER

segunda-feira, 14 de junho de 2010

AMIGOS PARA SEMPRE



O assunto bullying tomou conta da minha vida do ano passado até agora.


Muito já escrevi, gritei, briguei com pessoas e chorei muito por causa deste tema.


Este espaço é para os agradecimentos.


Agradeço as pessoas que me tiraram do poço em que eu me achava, para me lerem aqui, agora.


Cidadãos araçatubenses :


Prefeito Cido Sério ;


Vereadora Durvalina Garcia;


Secretaria Municipal da Educação:

_Beatriz Nogueira;

_Patrícia Cardoso;

_Milena, Fernanda, Elisabeth e Marina - (Equipe multidisciplinar);


Vivi Tuppy;


Presidente da Câmara Municipal de Araçatuba -Doutora Edna Flor


Vereador Doutor Hermenegildo Nava.


Tânia e Tito Damazo (me ensinaram muito e me secaram lágrimas);


José Hamilton da Costa Brito ( em todos os momentos abriu-me portas);


JORNAL FOLHA DA REGIÃO (toda aquela família que me proporcionou espaços);


Minha Família e


E a todos os amigos em geral.




Que os meus agradecimentos recaiam sobre cada uma dessas pessoas em forma de orações.


Muito obrigada


Rita Lavoyer.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

BRITO RITAPOLINA



Brito Ritapolina é um carinho da amiga Sylvia Senny ao meu grande amigo José Hamilton Brito e a mim. Desejo aos dois muita saúde, felicidade e vida eterna para trilharmos juntos o caminho da amizade verdadeira. Rita Lavoyer


O poema e a resposta são divinosde dois amigos latinos.

Latinos?

Sei lá de que origem ou lugar

só sei onde os encontrei,

numa dessas grandes estradastão áridas e movimentadas

entre letras, versos e cançôes.

Recitando de Vinicios á Camões!

Professores ? Aposentados?

Não sei o futuro, nem o passado,

Mas sei do presente que eles são:

São forma e poesia,

São sonhos e ousadia,

São amigos de prosa e contradição...
Postado por Sylvia Senny às 08:22


quarta-feira, 9 de junho de 2010

SEXTING



Acha que eu estou brincando? Quando alguém afirmar que bullying não é brincadeira, acredite! Quando alguém disser que cyberbullying ( bullying na internet) não é brincadeira, bote fé! Quando alguém falar que workplace bullying (bullying no trabalho) não é brincadeira, creia!

Você sabe o que é sexting? É o bullying através de fotos e textos sexuais. Para mim isso é gravíssimo! Você acredita?

Pesquisas comprovam que mais de 30% dos pais não tomam conhecimento do que os seus filhos fazem na internet. Sempre achei que fosse 70%. Vivo atrasada! Eu procuro não me deixar induzir pelos resultados de pesquisas. Basta que aconteça um caso grave, para que sejam tomadas providências, principalmente no que se refere à vida de nossas crianças.

A “Beatbullying”, uma instituição inglesa, efetuou pesquisa com adolescentes entre 11 e 18 anos e constatou que pelo menos 1/3 dos entrevistados já receberam mensagens ofensivas pela internet.

Essa Rita está piorando na chatice, eu sei! Vou relatar o que eu imagino. Nada aqui é verdadeiro. É tudo fruto da minha mente.

Menininha tira fotos, ”nua”, no seu celular e as remete, por alguns meios eletrônicos, ao seu queridinho namorado.

Tá! Eu quero rir, porque ela não sabe realmente o que está fazendo, mas sabe, porque é “ligadinha”, o que é um celular e para que serve o tal aparelho.

Daí que o amorzinho dela mete-lhe o pé no traseiro e fica com aquela foto linda dela peladona em seu poder. Vai fazer o que o garotão? Mostrar aos amigos, ou não? Ele é um santinho...

A foto da “criança” sai rolando por aí. A garota entra em parafusos, bem naquele que já lhe falta. Tadinha! Tão criança e já tem um celular? Então tá, ela não sabia das consequências, porque eu apenas relato fruto da minha imaginação.

Tô peganu pesadu. Vô manerá! Isquici, é ‘’di menor’’ ela.

Voltando ao rumo do assunto.

Sexting é outra nova (pra mim que sou besta), mais já é assunto velho para justiça, porque tem fotos e textos pornôs entrando nas residências sem que os pais saibam.

Tô sabendo! É culpa da escola, não é? Dela e de todos os funcionários que não vigiam aquela meninada toda que entra no banheiro com celular moderno que tira foto.

Quer saber? Há alunos que o lugar deles não é a escola. Eles não têm espírito para aquele ambiente. Mas as estatísticas precisam apresentar números bem baixos de crianças fora dela. Vamos pôr lá dentro. Professor ganha bem pra quê!?

Bem, por eu não saber qual o lugar certo pra eles, vou deixá-los na escola mesmo. É uma solução pra esse meu enredo.

Tem mais! Eu imagino que há pais que nunca foram à uma reunião escolar. Quando o diretor os chama para relatar o comportamento do filhinho, (faz de conta que ele se saiu prejudicado) entram na escola com gangue para, quando não apedrejarem o prédio, baterem no professor.

Se o fenômeno bullying invadiu as escolas, é culpa de pais que não souberam e não sabem pôr limites aos seus filhos que, provavelmente, são vítimas de maus tratos em casa, saem e praticam o que assistem, vitimando inocentes que só pretendem ficar quietos nos seus cantos. Tá! Tô mal mesmo de imaginação.

Até quando vamos aturar que pais fujam de suas responsabilidades de educadores, formem delinquentes dentro de casa e os depositam dentro das escolas para perturbar a vida de alunos que querem estudar e de professores que querem trabalhar?

Putz, Rita! Você só escreveu besteira até agora.

Amigo leitor, perdoe-me, por favor! Eu queria falar sobre a gravidade desse novo fenômeno sexting, que é a divulgação de conteúdos eróticos, sensuais e sexuais com fotos pessoais de jovens, que competem entre si quem tem mais acesso às suas fotos na internet, mas fui tomada pelo fervor da minha imaginação. É que eu gosto de ficção, sabe? Se você não gosta, quando me vir aqui de novo pule a página.

Rita Lavoyer é professora, escritora.
Pós-graduada em Linguística e Crítica Literária e Pós-graduanda em Psicopedagogia.


sexta-feira, 4 de junho de 2010

QUAL O TAMANHO DO SEU MUNDO?



Então, é desse modo que a gente diminui ou aumenta o tamanho do enredo.

A mulher cuidava das suas plantas com tanto carinho que conseguiu humanizá-las. Estavam por todas as partes, cantos, estantes e paredes dentro de casa. O espaço, dentro da casa, era imensamente grande para confortar as centenas de espécies cultivavas.
Os remedinhos, as aguinhas, os adubinhos, o ventinho, o solzinho e tudo mais de que as plantinhas necessitavam eram lhes dados em doses e horários corretos. Isso era sistemático.
Carinhos, conversas, conforto...
Nada faltava àquelas grandes plantinhas.
Lindas de viver elas eram e estavam.

O amor daquela mulher pelas plantas fez com que ela pensasse assim:
“Já que estão lindas aqui dentro de casa, mais lindas e vistosas vocês ficarão se eu as colocar do lado de fora. Lá há mais brilho do sol, vento corrente que nunca para de ir e vir... Poderão sentir as águas das chuvas e conhecer o que é o sereno da madrugada. Vou sentir muito, aqui dentro de casa há espaço e tudo o que há de bom eu lhes ofereço, mas julgo que lá fora vocês serão mais felizes, porque desejo vê-las cada vez mais belas e fortes.”

A mulher explicou exatamente nesses termos a cada uma das plantinhas dela.

Foram dias arrastando vasos, arranjos, jardineiras, correntes e suportes de dentro da casa para fora. Mas nada se ajustava.
Colocava-se os vasos, retirava-se as jardineiras. Os suportes atrapalhavam as correntes. Tirava-se um atrapalhava-se outro. Desenroscava daqui, enroscava dali.
Pendurava uma plantinha aqui, misturava com outra espécie com a qual não podia ter contato. Não podia ficar, mudava tudo novamente.
Foi muito difícil encontrar, do lado de fora da casa, espaço suficiente para tantas flores, arranjos, folhagens, palmeiras, enfim, para aquelas espécies não havia suficiente espaço do lado de fora da casa.

E nessa luta de tira e põe, muda e coloca novamente no lugar as plantas, apesar de continuarem recebendo o mesmo carinho e dedicação daquela mulher, começaram a sentir a diferença da temperatura, da água da chuva, do sereno da madrugada...
Algumas secaram, outras murcharam e derrubavam suas folhas com frequência. As espécies que caíam em cachos também não conseguiam cachear mais.

O desconsolo tomou conta do coração daquela mulher que, parada diante dos vasos, cuidadosamente colocados do lado de fora daquela casa, cruzou os braços, respirou fundo e chorou.
As lágrimas lavavam os olhos e a face dela.

Tamanha sua tristeza, não pôde impedir que sua dor tomasse som. Ouvindo os soluços, o filho pôs-se diante dela e disse:
_ Mãe, guarde suas plantas novamente dentro de casa e cuide delas como antes, assim voltarão a ser como eram. Aqui dentro de casa, mãe, há mais espaço do que aí fora.
Com os olhos lavados de mãe respondeu:

_ Filho! Elas têm que continuar aqui fora. Se eu guardá-las novamente tirarei delas a oportunidade de “tentarem” sobreviver. Recolhê-las, reconfortá-las não as farão lindas e vistosas novamente. Continuarão aqui fora e tudo que precisarem para sobreviver eu lhas darei, como sempre dei. Do que lhes faltar, terão que buscar sozinhas no espaço em que cada uma se encontra.
As estações passaram...

Floriram novamente, cachearam e cada uma foi tomando forma para se adequar ao lado de fora da casa. Logo, o espaço tornou-se o tamanho ideal para que elas sobressaíssem entre si.

_ Mãe, como a senhora, sem mudar nada de lugar, conseguiu com que as plantas coubessem onde não cabiam?

_ Filho! Eu sempre tive amor, carinho e disposição para cuidar delas. Se eu as tivesse guardado dentro de casa, elas voltariam a ser como eram antes de virem para os lugares onde estão. Porém, se em outra ocasião elas necessitassem sair, talvez não aguentariam a mudança de ambiente tamanha a fragilidade de suas belezas e, provavelmente, morreriam para sempre.
Hoje, meu filho, elas estão bem encaixadas em seus lugares e fortalecidas também. Se eu quiser mudá-las de um lado para o outro, de dentro para fora, elas certamente resistirão. Portanto, quando eu estiver indisposta, sem condições de cuidar delas, certamente não sentirão a minha falta, pelo contrário, estarão vistosas e fortalecidas para me agradar e ajudar a passar os meus dias.

_ Mãe, existe um espaço para cada coisa?

_ Não, meu filho. Existe um mundo em cada espaço. O mundo, meu filho, é do tamanho que nós necessitamos. Mas, temos que sair a procura dele no tempo certo para encontrarmos o espaço adequado ao nosso perfil. Se sairmos e murcharmos, há de se ter humildade de dizer, isso, enquanto os nossos criadores tiverem disposição para nos levantar tantas vezes quantas forem necessárias. Tudo a seu tempo, meu filho, mas nunca fuja do seu, senão você não fará a sua história.

Rita Lavoyer