CLASSIFICAÇÕES EM CONCURSOS LITERÁRIOS

PREMIAÇÕES LITERÁRIAS

2007 - 1ª colocada no Concurso de poesia "Osmair Zanardi", promovido pela Academia Araçatubense de Letras;

2010 - Menção Honrosa no Concurso Nacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2012 - 2ª classificada no Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2014 – Menção honrosa Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2015 – Menção honrosa no V Concurso Nacional de Contos cidade de Lins;

2015 - PRIMEIRA CLASSIFICADA no 26º Concurso Nacional de Contos Paulo Leminski, Toledo-PR;

2015 - Recebeu voto de aplausos pela Câmara Municipal de Araçatuba;

2016 – 2ª classificada no Concurso Nacional de contos Cidade de Araçatuba;

2016 - Classificada no X CLIPP - concurso literário de Presidente Prudente Ruth Campos, categoria poesia.

2016 - 3ª classificada na AFEMIL- Concurso Nacional de crônicas da Academia Feminina Mineira de Letras;

2012 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura

2017 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura

2017 - 13ª classificada no TOP 35, na 4ª semana de abril de microconto Escambau;

2017 - Classificada no 7º Concurso de microconto de humor de Piracicaba.

2017 - 24ª classificada no TOP 35, na 2ª semana de outubro de microconto Escambau;

2017 - 15ª classificada no TOP 35, na 3ª semana de outubro de microconto Escambau;

2017 - 1ª classificada no concurso de Poesia "Osmair Zanardi", promovido pela Academia Araçatubense de Letras;

2017 - 11ª classificada no TOP 35, na 4ª semana de outubro de microconto Escambau;

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

INTOLERÂNCIA RELIGIOSA


      Não quero  ensinar ninguém, mas para que eu não me esqueça, a
palavra religião vem do latim e quer dizer:  “religare” .  Significa que religião é uma possibilidade de o homem  se religar a Deus. Às vezes me pergunto quando foi o primeiro ligamento para que  houvesse o desligamento  para, posteriormente, religar .

      A maioria dos humanos está dividida  em comunidades que comungam as mesmas doutrinas  por identificarem-se com seus  fundamentos, seguindo alguns princípios de educação...   Através das práticas religiosas  o homem busca satisfação , apoiado em sua fé, para superar o sofrimento e alcançar a felicidade.  Logo, a religião tem por princípio beneficiar  a vida.

      O que vem ocorrendo, é que fanáticos religiosos, por não processarem o correto significado do que pregam,   promovem agressões físicas, verbais  e psicológicas contra os adeptos de outras comunidades que não comungam o mesmo segmento religioso que os seus, violando os direitos humanos em sua liberdade de escolha, 

      Embora a intolerância abranja todas as religiões, a que mais vem sofrendo agressões são as de matriz  africana, o que se permite deduzir que a questão está ligada ao racismo. A exemplo dessa afirmação a menina de 11 anos que,   no Rio de Janeiro, foi atingida por uma pedra na cabeça quando saía do seu culto.

       Por não existir um segmento religioso  oficial no país, essa violência descaracteriza a laicidade do estado,  sobretudo, porque  alguns devotos  conservadores - cujas doutrinas são de  maior evidência social -  promovem o  proselitismo (principalmente dentro de algumas escolas ) e o pouco número de denúncias  sobre esse comportamento  favorece o crescimento desse tipo de intolerância.

      Essa atitude, típica dos idólatras, intimida  o  seu próximo, promovendo-lhe  guerra,  por crer de forma diferente ao outro, rompendo assim o princípio de Paz entre os homens, como deseja a Entidade Superior que adoram.

     Que  as autoridades  brasileiras, imbuídas de boa vontade em solucionar conflitos, promovam , nos lugares públicos de toda natureza,  uma reeducação filosófica à sociedade, e não catequética, possibilitando religá-la à Paz,  para o bem de todos os credos e do país.


      Um quadro extremo de intolerância religiosa ainda não perpetua no Brasil,  mas se nada for  feito para cessar  a matança por “amor a Deus"  ,  em pouco tempo não  haverá mais vivos para celebrar o dia de finados. 

Rita Lavoyer

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER

"A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira" - tema de redação do Enem, 25/10/2015.



Confesso que o tema da redação do Enem deste ano  me agradou demais.
 A violência contra a mulher é tão grave, em todas as partes do Planeta, que até sendo tema de  uma redação   é motivo para alguns se revoltarem, achando-se no direito de saírem quebrando o que veem à frente. Por que um assunto dessa natureza desconcerta alguns “homens”?

 Momentos após o tema ser divulgado nas redes sociais, políticos, do tipo que não me representam por serem nota zero em todos os quesitos,  usaram as redes sociais , indignados,  e despejarem suas demagogias da caverna por entenderem que a prova teve objetivo de “doutrinação”. O que significa doutrinação para esses políticos machistas religiosos? 

 Estudantes, cidadãos em formação,  tiveram a oportunidade de refletirem sobre um assunto da maior relevância de todos os tempos: a violência contra a mulher. Penso, quem não apoiar, defendendo os direitos da mulher na sociedade, não almeja uma vida saudável à espécie humana.  

Uma prova que cita  Simone de Beauvoir – Enem de 25/10/2015 : "Ninguém nasce mulher: torna-se mulher. Nenhum destino biológico, psíquico, econômico define a forma que a fêmea humana assume no seio da sociedade; é o conjunto da civilização que elabora esse produto intermediário entre o macho e o castrado que qualificam o feminino”. (grifo meu)

Uma referência dessa  envergadura  é  subsídio  importantíssimo   para que o candidato  “situado “do Enem  entenda o assunto proposto e desperte  sobre sua posição, enquanto homem ou mulher, continuador  da formação social e passe a refletir cidadania - analisando o homem em relação com o mundo - ,  praticando-a.   

Temos o direito de concordar ou não com a filosofia de um ou de outro, porém quem critica Beauvoir – uma mulher a frente do seu tempo -  baseando-se apenas num  fragmento dos seus ideais, sem conhecer a sua luta pela igualdade dos gêneros , sem discuti-la, porém difamando-a,  apresenta-se, neste século 21, uma pessoa  conservadora que passará por grandes dificuldades de relacionamentos sociais, fazendo “persistir” a sua ideia a todo tempo e lugar.  Isso é problema!     

Estão de parabéns os organizadores  desta prova. Amei e não estou exagerando. O substantivo feminino “persistência” que compõe o tema traz um peso que dói na alma.  Por que a persistência do agressor e a omissão da agredida?  É exagero pensar isso ou foi a escassez de discussão sobre o tema,  no passado,  que possibilita as estatísticas dramáticas que nos apresentam as pesquisas sobre o assunto em questão?

Estudo realizado pelo Ipea aponta que pelo menos 15 mulheres são assassinadas por dia no Brasil.  Uma parcela da sociedade ainda não se deu conta de que as mulheres  fazem parte do alicerce da construção social e testemunha a barbárie cometida contra elas, - por quem se dizem homens: tanto os leigos, como os diplomados , e fecha os  olhos para esse crescente fenômeno:  que é a violência contra a mulher.

Os misóginos , não se satisfazendo em apenas odiar por ser do gênero feminino, precisam matar, com minúcia e frieza verbal, moral, psicológica  e física. Esses crimes são cometidos, na sua maioria, dentro de casa, pelos companheiros ou ex- companheiros das vítimas. Por quê? A Lei Maria da Penha não foi suficiente. Foi preciso muito mais.

Para tentar impedir o aumento de crimes dessa natureza,  a presidenta do Brasil, Dilma Rousseff, sancionou o Projeto de Lei nº 8.305/14, em 9 de março de 2015, incluindo o feminicídio como uma modalidade de homicídio qualificado, entrando na lista dos crimes hediondos.
Será que só alterar ou criar novas leis mudará alguma coisa? Quem cometer o crime – se for pego - será punido com o rigor da lei , mas, o criminoso  ser punido não trará  de volta, para os filhos e a família, a mulher que ele assassinou. E o crime vai persistir...

É preciso quebrar o silêncio e denunciar os  gemidos, ainda que calados,  das  mulheres que escondem as marcas do corpo  e as fendas da alma e permitem-se vítimas  para preservar a família, ou porque dependem economicamente de seus companheiros.  É preciso que mulheres vítimas entendam que há leis que as protegem, para sentirem-se seguras,  percam o medo e denunciem seus agressores.

Se viver sem violência é um direito das mulheres, respeitem-nas para que igual direito transborde, alcançando a humanidade toda, pois é preciso entender que  está na mulher  o alicerce da construção de um mundo que precisa nascer mais belo. 

25 de novembro é o dia internacional de luta contra a violência à mulher. Se souber de algum caso disque 180 e aprenda a denunciar. Se isso não acontece com você,  alguém que conheça espera por uma missão sua. Não se omita. Salve uma vida. Salve uma mulher. salve várias famílias. 
  





domingo, 25 de outubro de 2015

Recordações

Eu e meu nenem, Hoje um vestibulando. 


Ontem , hoje assim: nem fez a barba, disse "tchau, mãe!" e foi fazer  o Enem. 

Huguinho e eu

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

QUERO ANDAR NA CHUVA COM VOCÊ

Sempre que chove lembro-me deste texto.

Poxa! Hoje amanheceu chovendo. Um choro alegre lavando as plantas e as folhas choram de alegria também.

             Deu-me vontade de ir para rua, deixar as gotas molharem a malha da minha roupa para grudar em meu corpo. Deu-me vontade de andar na chuva com você. Poxa! Como deu.


Sai andando com os meus olhos sobre os telhados, as árvores, os prédios lavados e a água escorrendo lá em baixo. Deu-me  vontade de andar na chuva com você. Poxa! Como deu.

Voltei o olhar para os meus olhos, deixei o ar molhado me molhar, enquanto apreciava a chuva deslizando no asfalto. Já molhada, me via brincando na chuva com você. Meus pés nus, os seus também. Corremos tanto que já não estávamos mais no primeiro plano. A terra tão molhada cobria-nos os membros. Já era barro e nos sentimos.

As árvores, agitadas com aquele banho de êxtase, soavam canções com as quais valsamos em sintonia. Dois bailarinos e nas pontas: o compasso. As mãos, o enlace, mas os dedos subiram ao encontro da face. Meus lábios pediam: - eu quero os seus. No beijo molhado as palavras achamos e a língua não pôde calar o depois. Dois corpos suados, unidos agora e a chuva, lá fora, parou para nós dois.

Dentro do plano, já todo esgotado, dois seres amados a saliva molhou. No tronco da árvore, já toda floresta, de novo fizemos do corpo uma festa. No fervor nos amamos, nos amamos e nos amamos e as gotas secaram com o calor do amor.


 Sobre a relva, dois seres tão selva, no lenho lenhamos e a seiva dos pelos pelas pernas rolou.

            Ambiente propício a outro início já era indício para água apagar. Os beijos ardentes secando enxurrada, os amados querendo novamente pecar.

            Diante da cena, tão bela e tão plena, coube ao Criador exercer Seu perdão. Do alto assistia dois rastros de amor escorrendo no chão.

            Do quadro quebrei a moldura e meus olhos voltaram para o olhar do lá fora.

            No capricho das horas a chuva foi embora e um pacto comigo o clima selou: quando a água cair do céu feito chuva, estarei na sacada para me molhar. Seu desejo, em forma secreta de água, entrará em meus poros para me amar.

            O tempo é o senhor do meu clima, só ele sabe a vontade que sinto de andar de mãos dadas na chuva com você.  


            Enquanto não chega o momento exato me uno ao ato do sonho escondido. É como consigo tê-lo comigo.


            Quando chover saberá de nós dois. Se o tempo é uma ponte, seja a minha água, eu serei sua fonte.


            O relógio não para e ninguém o prevê, só sei que na chuva ainda quero andar com você.


            E se nossos corpos, unidos e úmidos naquela hora, nos enxugaremos na folha de mais uma página escrita na nossa história.

            Quero andar na chuva com você. Poxa! Como eu quero.



Rita Lavoyer

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

ANASTOMOSE CEFALOSSOMÁTICA



 Achei esse tema a coisa mais linda  do mundo. O homem não tem mais para onde correr, e quanto mais corre para acertar, mais o danado descobre uma maneira de acertar mesmo.
 Vou te contar, viu! 
Quando li o artigo no Jornal Folha da Região, 10/10, debrucei-me sobre ele e o reli sentindo-me uma voluntária para o feito.  


Postei no face esta observação:


Já me coloco à disposição para ser doadora de cabeça. ANASTOMOSE CEFALOSSOMÁTICA- Artigo Folha da Região, por dr. Roelf Cruz Rizzolo .


Coloco-me na fila de doadora de cabeça, quando o meu corpo desfalecer, para que continuem vivas minhas ideias, minha criatividade, meus sonhos, meu sentir e consequentemente... para que o meu agir não sucumba sob uma lápide a ocupar espaço no mundo, atrapalhando-o.

Quero minha cabeça num corpo cujos braços sejam flexíveis e se estendam sempre que necessário. Quero minha cabeça num corpo cujas pernas não se neguem a levá-la aos lugares onde desejar ir para se sentir bem. Quero minha cabeça num corpo cujos olhos vejam além dos horizontes externo e interno.

 Quero minha cabeça num corpo cuja boca beije, elogie, abençoe e saiba se calar antes de denegrir o próximo sem saber dele as razões. Quero minha cabeça num corpo cujos órgãos não experimentaram as drogas que assassinam. Quero minha cabeça num corpo que tenha um coração igualzinho o que ainda tenho : capaz de se apaixonar mesmo quando minha cabeça e meu corpo não existirem mais. Sou doadora declarada de coração.

Muito gentilmente, o doutor  Roelf escreveu este comentário na minha postagem: “Hahaha, doadora de cabeça não, acho que é receptora de corpo”.

Para incrementar a engenhoca o Poeta das Multidões, Heitor Gomes,   lascou o comentário dele:  “Tomara que o José Hamilton Brito não doe sua cabeça a ninguém. Seria uma desgraça.. amém!!!”

Acabei fazendo suposições para fugir do clichê berrante que eu postei,  entendendo  aonde a ciência pode chegar,  já vislumbrando  essa possibilidade.  Vamos supor que corpos sejam doados para certas cabeças, tomando por base o exemplo do Heitor Gomes:

A cabeça do Heitor Gomes no corpo de uma cegonha : Resultado:  ninguencopula minhamaezona. 

A cabeça do José Hamilton Brito no corpo do Heitor Gomes. Resultado:  ergoessamassassomática  - Mirto fricote deixará de tomar  Viagra.

A cabeça do Ventura Picasso no corpo da deputada pornô italiana Cicciolina. Resultado: hum...posso pensar? Já sei: Nada de anastamose!

O corpo do brasileiro com a cabeça  do José Dirceu. Resultado: aliteração aglutinada cacofônica - tamotomanunotoba .

A cabeça do Geraldo Alckmin no corpo do professor.  Resultado :sem educação – tomanopau namassacefálica.

O corpo da Dilma Bolada na cabeça do deputado Tiririca. Resultado: Tiririncefalotrombada.

A cabeça da presidenta no corpo do Aécio Neves . Resultado: anencefabostassomática.

A cabeça do Lula no corpo do Eduardo Cunha. Resultado: cleptotasmose – roubo na certa

A cabeça do Cunha no corpo do Lula. Resultado:  assalto da mafiassomática

A cabeça de um bacalhau no corpo do Lula: moluscofidumassomática - que  nunca viu nem sabe de nada.

A cabeça da Roberta Close no corpo do depto Jair Bolsonaro. Resultado: eu vou morrer de rir dessa anustamose a mostra!

Corpo de qualquer anão  com  a cabecinha da Xuxa.  Resultado: só pra baixinhos, mas agora, baixinhos velhinhos:  anostrombose .

A ciência é magnífica, e sua mais recente descoberta: a terapia  ridozotro ,  prova que não é ‘buli’ , se o ”... zotro”  for  o politicíssimo somaroubante  e seus cruéis métodos antiéticos de  massacrar o  povofudado.  

Mas ciência boa mesmo é conseguir transformar motivo de choro em  risada até não poder mais; e está na maiêuticaironia  a arte de parirmos essas figuras que eu criei a ponto de o doutor Moreau fugir do conforto da sua ilha.  Amém!

Parabéns e muito obrigada doutor Roelf Cruz pela oportunidade de ter acesso a um artigo de tamanha excelência.





sábado, 10 de outubro de 2015

DISCURSO EXATO



As miçangas da nossa língua
bordaram-se palavras na minha boca.
Com o estilo que cada uma se apresentou
tracei croqui, medi, cortei,
costurei  o meu discurso.
Antes de vesti-lo,
deixei-o de molho no alvejante
para encolher e tirar o brilho.
Enxaguei, torci, pus no sol para clarear.
Seco, experimentou o ferro em brasa.
Vendo-o exato na prova, pendurei-o na memória.

Sei o momento certo para usá-lo em minha voz. 

Rita Lavoyer

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

SEM ASSUNTO

SEM ASSUNTO

          Ia falar sobre o dia das crianças, de Nossa Senhora Aparecida ou da composição da família do século 21 e sua moralização por políticos “mala” que se intrometem na união de pessoas do mesmo sexo.  Dá vontade de xingar esses  mandatários que estão no poder   desmantelando este país. Muitos arriam as calças  para conseguirem propina e querem ditar regras desbaratadas de moralização. Depois criam medidas estapafúrdias para derrubar este governo luladilmista mentiroso e apresentam-se como fiéis  opositores  mais sujos ainda. Que moral!  




           Nem mandá-los  cagar no mato  posso, o que vem dessa gente nem para esterco serve. Já não chegam as agressões ao meio ambiente, incentivar essa descarga a céu aberto é desmerecer todos os estudos e ações sobre gestão de resíduo e sustentabilidade a favor do Planeta.

          
Comecei a redigir sobre a intolerância religiosa.   Antes de terminar a primeira linha já estava fumando charuto, bebendo pinga e comendo frango com farofa. Aí um bom santo baixo  e eu flutuei! Quando caí em mim notei que o danado havia me derrubado primeiro e ali mesmo comungamos nossas crenças,  nem escrevi a segunda linha porque da encruzilhada que vim nem sob corrupção  brasileira – “a maior de toda a história da humanidade” -  conseguiria uma galinha  para fazer  canja, quanto mais aumentar o volume de água para o caldo. Com a crise hídrica que passamos, porque muita água foi usada para lavar dinheiro sujo, até as penosas subiram num pau-de-arara e rumaram pro Nordeste, região  onde tudo está funcionando muito bem.



          Que droga, vou escrever sobre o quê? Liberação de porte de  droga para o consumo próprio?  Nem alucinada avalizo isso.  Sou contra e pronto! Vai que topo com um liberal ou um radical que traz um fanático a tiracolo,  dá violência na certa. Nada de aumentar o índice de violência urbana, chega! Os conflitos mundiais estão sem limites. Basta abrir os olhos pela madrugada – porque o tráfego incessante e violento da cidade não nos deixa dormir  – que vejo as imagens dos imigrantes e refugiados à minha frente. Estão marcadas em mim.


          Sei que sofrerão todos os tipos de discriminação em terras estrangeiras e terão que engolir as humilhações,  porque fugiram da guerra  por respeito à vida, como muitos dos seus iguais que, engolidos pelo mediterrâneo, não tiveram a mesma sorte de pisarem terra seca, chegando  às praias encharcados;  entre eles milhares de crianças que sabiam pouco sobre o bem e o mal; diferente de muitas crianças  nossas que,  desconhecendo o bem desde quando foram geradas, nasceram sob a batuta da  negligência, da violência doméstica, da exclusão social, do racismo, da falta de saúde, de escola, de moradia, de segurança . 

          Por terem encontrado no mundo do crime a segurança e alimento que precisavam para continuarem vivendo, são objetos do projeto de redução de maioridade penal no país. Esses jovens vão continuar objetos do crime  se nossas autoridades -  entre elas os que fazem cultos religiosos no plenário e juram amar o próximo que apoiar sua conta na Suíça - ,   não pensarem políticas públicas  que invertam esse infeliz quadro social brasileiro.

          Verdade que estamos todos objetos dos aparelhos eletrônicos. Como os jovens conciliam estudos e  celular  ao mesmo tempo? Usam a tecnologia de forma consciente? 

          Não digo que são a geração Y, porque a geração de A a Z  está  conectada e quem não estiver ligado às redes sociais vai ter que dar um jeito de aumentar a roda do cachimbo da paz para passar o tempo. Sugestão que eu acho boa, quanto mais fumaça menos mosquito, consequentemente menos dengue. Pronto, um foco  de mosquito a menos com foco a mais na paz,  porém,  onde há fumaça há fogo, ainda mais com gente reunida, cachimbo... hum..., chame a polícia que é ponto de consumo de droga,  mete fogo e depois  clame pelos direitos humanos. Barbaridade! 

          Clame também pelos professores - que apanham de policiais  a mando de políticos que têm capangas - ,  e estão desprotegidos  pelo estado que não tem preocupação alguma com  a melhoria do ensino e com os profissionais do magistério. Por isso fecham escolas, medida rápida que governo incompetente achou para resolver o problema da educação.

        
             Pois é, com tanto avanço da tecnologia,  whatsapp,  Uber, e eu sem assunto. Acho que estou vazia, passando pela crise do “sem conceito” para fundamentos. Vou aproveitar e me encher de calorias, afinal não faço parte da massa que engorda a estatística sobre obesidade no país. Bora fazer comida que a PEC das domésticas dificultou minha condição de um dia ter uma, porque ganham mais que professor,  e minha família, apesar de não ser perfeita, precisa se alimentar. Vou para o fogão fazer justiça com as próprias mãos, cortar a carne, linchá-la pelo assalto que sofri com os preços no mercado e servi-la de bandeja, exibindo-a.
          Depois vou às  minhas pedaladas usufruir do que conquistei sem postergar despesas, mentindo sobre meu real orçamento: minha bike, que não requer combustível  e desafogo o trânsito, o que muitos paulistanos já fazem sem precisar dos serviços dos “ taxi preto”, porque sobre a Uber, concordo com os taxistas credenciados que pagam seus impostos e seus pontos:  Concorrência desleal.


          Vê, Nossa Senhora da Aparecida, sou maldosa que faz milagres.  Agora faça um Seu: manda-me inspiração porque estou sem assunto para escrever.


Rita Lavoyer

domingo, 4 de outubro de 2015

Homenagem à Rita de Cássia

ACRÓSTICO EM HOMENAGEM À  RITA DE CÁSSIA
Por  Manuela Trujilio Sant’ana – compositora araçatubense

R osas, amarelas, brancas, vermelhas e azuis
I  nfinito perfume das rosas, cor de rosa
T odo encanto, buquê de rosas em botão
A s pétalas se dividem, fazem moradas nos corações.

&

C ante o sucesso de sua canção
me a melodia desse  gorjear.
S inta a sensível arte de se doar
S inta os laços efetivos de gratidão
I lumine, com a luz do sol, flagrante dom

A mimar, amar é sua inspiração. 

Acróstico para Rita de Cássia Zuim Lavoyer

Acróstico em homenagem  à escritora Rita Lavoyer 

Por- Antenor Rosalino (Araçatuba)


Rita de Cássia Zuim Lavoyer

 Rastros de luz da leveza dos teus escritos 
 Invadem os olhos da tua legião de leitores.
 Tudo parece cantar na natureza festiva...
 A brisa do alvorecer sussurra o teu nome!

 De tuas mãos escorrem sentimentos
 Envolventes das intenções mais iluminadas!

 Conhecer-te é privilégio e aprendizado; é como se num
 Átimo inesperado a imensa ternura da natureza
 Sussurrasse poesia em clarões que,
 Suavemente, transbordassem por toda a Terra
 Indizível sensibilidade em todos os corações,
 Abrindo veredas para um porvir radiante de amor e paz.

 Zarpam-se os agitos do concreto cinza da cidade.
 Uma nova harmonia se faz na mutação das coisas
 Insuflando o magneto da tua obstinação nas qualidades de
 Mãe, esposa, amiga, literata e mestra querida.

 Lira de singeleza e encantamento que transborda,
 Aventando alegrias em todos os corações.
 Vivência de luta conta a violência em todos os sentidos.
 O teu nome fulgura entre os incansáveis defensores do antibullying.
 Yara das profundezas onde os teus sentimentos avultam
 Encantados e esculpidos a cada alvorecer, deixando
 Rastilhos etéreos entre as estrelas e as flores mais belas.


ANTENOR ROSALINO - UM BAITA AMIGO!



        Brincadeirinhas à parte, vamos entrar num assunto muito importante, digo: importantíssimo! Melhorando: um baita assunto!  Isso mesmo, o baita: Antenor Rosalino.

        Quem não conhece o Antenor Rosalino não sabe o que está perdendo. O homem é bom... é bom.... mas bom toda vida! Um ‘baita” de bom!

        Quem o vê,  tentando decifrá-lo apenas pela expressão fisionômica e tira conclusões precipitadas, achando que ele é chato, exibido,  que escreve difícil para impressionar, extrapolando a paciência do erudito vou logo dizendo: caí nessa esparrela também.  Vai bocó! Vai fazer juízo de quem você não conhece que tudo que vai volta. E voltou mesmo, para me fazer morder a língua, digo: o pensamento, porque nunca disse o que pensava a respeito dele a ninguém, também nunca vou dizer.




          Esse "mano" do radialista e cantor seresteiro Aurélio Rosalino já foi bancário, da época em que a contabilidade diária era fechada à unha, usando calculadora à manivela. Imagino que a contabilidade dele era exatíssima. No caixa dele nunca houve uma diferencinha. Exato: exata! Fico a imaginá-lo no telex: um baita telex  em que solicitava, eruditamente, confirmação da veracidade de uma ordem de pagamento enviada de uma filial. Um baita de um  servição! Ou melhor: um baita de um bancário!
        De tanto suar para enriquecer banqueiro, mudou de ramo: foi trabalhar no DAEA – Departamento de água e esgoto de Araçatuba, no setor de análise de água. 
        Lá não suava, tenho certeza, quem suava era a água. Imagino se a análise dela – da água- não batesse com  o índice ideal para consumo dele, era ali mesmo que ela – a água- secava na fonte.  A água para passar pelo crivo do Antenor tinha que malhar, suar para provar o quanto ela estava apropriava para o  consumo. Dava um baita cansaço à água morta de sede. Um baita profissional que zelou pela qualidade da  água desta cidade durante tanto tempo, até se aposentar.


 

           Há mais de três décadas está casado com a cristalina Marilene Pina Rosalino, com quem tem dois filhos:  Fábio que é  empresário, formado em desenho industrial e é casado com a professora Andreza;  e Fernando Ulisses, doutor em Psicologia e professor universitário, casado com a bacária Thais. Tem dois netos: a Lorena e o Davi. 
          Antenor Rosalino é um baita pai de família! Um senhor cristalino cuja transparência nos convida a curvar-nos diante dele,  agradecendo-o pelo respeito com que trata seus pares. Antenor Rosalino, tivessem todos a sua estirpe o Planeta seria um lugar bem mais harmonioso para convivermos.
        De uma cautela ímpar, de trato delicado com as palavras e gentil com todos;  eu, e todos que com ele convive, o admiramos muito, pois a mim chegou-me solicitando ajuda, abalando-me a estrutura, pois sabia diante de mim um ascendente na arte escrita. 

       Classificado na categoria municipal, chegando à regional  em mais de quatro edições do Mapa Cultural Paulista, foi, também, classificado em 2012 no edital de fundo de apoio à cultura, promovido pela Secretaria da Cultura de Araçatuba, quando, então, publicou seu segundo livro de  poesias: Prisma Poético. O seu primeiro livro " Paisagens Verbais"   está com a edição completamente esgotada.  

Possui o blog “Caminhos” onde posta suas artes:
http://antenor-rosalino.blogspot.com.br/





              Antenor Rosalino, muito o admiro pela sua firmeza de opinião, pela sua determinação, pela sua humildade e mais ainda: pelo seu talento literário.

        Se dentre seus 12 irmãos, quis o Senhor, fosse o menor fisicamente desta santa prole,  embora os outonos insistam diminuir ainda mais nossa estatura, saiba, Antenor Rosalino, que eles o têm em grande apreço, sabendo-o imenso como ser humano de respeito e de caráter inabalável. Mas não pense que eles se esqueceram do “baita” nenezão que você era.

          Que nas tuas lutas diárias encontre o conforto que precisa e merece. 
        Deus lhe pague pelas mãos que me estendeu, Antenor. Um baita de um "obrigadão" para você! Te adoro de montão. 

 Rita de Cássia Zuim Lavoyer