CLASSIFICAÇÕES EM CONCURSOS LITERÁRIOS

PREMIAÇÕES LITERÁRIAS

2007 - 1ª colocada no Concurso de poesia "Osmair Zanardi", promovido pela Academia Araçatubense de Letras;

2010 - Menção Honrosa no Concurso Nacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2012 - 2ª classificada no Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2014 – Menção honrosa Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2015 – Menção honrosa no V Concurso Nacional de Contos cidade de Lins;

2015 - PRIMEIRA CLASSIFICADA no 26º Concurso Nacional de Contos Paulo Leminski, Toledo-PR;

2016 – 2ª classificada no Concurso Nacional de contos Cidade de Araçatuba.

2016 - Classificada no X CLIPP - concurso literário de Presidente Prudente Ruth Campos, categoria poesia.

2016 - 3ª classificada na AFEMIL- Concurso Nacional de crônicas da Academia Feminina Mineira de Letras.

2012 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura

2017 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura


segunda-feira, 26 de outubro de 2015

VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER

"A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira" - tema de redação do Enem, 25/10/2015.



Confesso que o tema da redação do Enem deste ano  me agradou demais.
 A violência contra a mulher é tão grave, em todas as partes do Planeta, que até sendo tema de  uma redação   é motivo para alguns se revoltarem, achando-se no direito de saírem quebrando o que veem à frente. Por que um assunto dessa natureza desconcerta alguns “homens”?

 Momentos após o tema ser divulgado nas redes sociais, políticos, do tipo que não me representam por serem nota zero em todos os quesitos,  usaram as redes sociais , indignados,  e despejarem suas demagogias da caverna por entenderem que a prova teve objetivo de “doutrinação”. O que significa doutrinação para esses políticos machistas religiosos? 

 Estudantes, cidadãos em formação,  tiveram a oportunidade de refletirem sobre um assunto da maior relevância de todos os tempos: a violência contra a mulher. Penso, quem não apoiar, defendendo os direitos da mulher na sociedade, não almeja uma vida saudável à espécie humana.  

Uma prova que cita  Simone de Beauvoir – Enem de 25/10/2015 : "Ninguém nasce mulher: torna-se mulher. Nenhum destino biológico, psíquico, econômico define a forma que a fêmea humana assume no seio da sociedade; é o conjunto da civilização que elabora esse produto intermediário entre o macho e o castrado que qualificam o feminino”. (grifo meu)

Uma referência dessa  envergadura  é  subsídio  importantíssimo   para que o candidato  “situado “do Enem  entenda o assunto proposto e desperte  sobre sua posição, enquanto homem ou mulher, continuador  da formação social e passe a refletir cidadania - analisando o homem em relação com o mundo - ,  praticando-a.   

Temos o direito de concordar ou não com a filosofia de um ou de outro, porém quem critica Beauvoir – uma mulher a frente do seu tempo -  baseando-se apenas num  fragmento dos seus ideais, sem conhecer a sua luta pela igualdade dos gêneros , sem discuti-la, porém difamando-a,  apresenta-se, neste século 21, uma pessoa  conservadora que passará por grandes dificuldades de relacionamentos sociais, fazendo “persistir” a sua ideia a todo tempo e lugar.  Isso é problema!     

Estão de parabéns os organizadores  desta prova. Amei e não estou exagerando. O substantivo feminino “persistência” que compõe o tema traz um peso que dói na alma.  Por que a persistência do agressor e a omissão da agredida?  É exagero pensar isso ou foi a escassez de discussão sobre o tema,  no passado,  que possibilita as estatísticas dramáticas que nos apresentam as pesquisas sobre o assunto em questão?

Estudo realizado pelo Ipea aponta que pelo menos 15 mulheres são assassinadas por dia no Brasil.  Uma parcela da sociedade ainda não se deu conta de que as mulheres  fazem parte do alicerce da construção social e testemunha a barbárie cometida contra elas, - por quem se dizem homens: tanto os leigos, como os diplomados , e fecha os  olhos para esse crescente fenômeno:  que é a violência contra a mulher.

Os misóginos , não se satisfazendo em apenas odiar por ser do gênero feminino, precisam matar, com minúcia e frieza verbal, moral, psicológica  e física. Esses crimes são cometidos, na sua maioria, dentro de casa, pelos companheiros ou ex- companheiros das vítimas. Por quê? A Lei Maria da Penha não foi suficiente. Foi preciso muito mais.

Para tentar impedir o aumento de crimes dessa natureza,  a presidenta do Brasil, Dilma Rousseff, sancionou o Projeto de Lei nº 8.305/14, em 9 de março de 2015, incluindo o feminicídio como uma modalidade de homicídio qualificado, entrando na lista dos crimes hediondos.
Será que só alterar ou criar novas leis mudará alguma coisa? Quem cometer o crime – se for pego - será punido com o rigor da lei , mas, o criminoso  ser punido não trará  de volta, para os filhos e a família, a mulher que ele assassinou. E o crime vai persistir...

É preciso quebrar o silêncio e denunciar os  gemidos, ainda que calados,  das  mulheres que escondem as marcas do corpo  e as fendas da alma e permitem-se vítimas  para preservar a família, ou porque dependem economicamente de seus companheiros.  É preciso que mulheres vítimas entendam que há leis que as protegem, para sentirem-se seguras,  percam o medo e denunciem seus agressores.

Se viver sem violência é um direito das mulheres, respeitem-nas para que igual direito transborde, alcançando a humanidade toda, pois é preciso entender que  está na mulher  o alicerce da construção de um mundo que precisa nascer mais belo. 

25 de novembro é o dia internacional de luta contra a violência à mulher. Se souber de algum caso disque 180 e aprenda a denunciar. Se isso não acontece com você,  alguém que conheça espera por uma missão sua. Não se omita. Salve uma vida. Salve uma mulher. salve várias famílias. 
  





2 comentários:

Marcelo Pirajá Sguassábia disse...

Realmente, a escolha do tema foi muito oportuna, Rita. Todo esforço que vise consciência e mobilização é válido para um assunto dessa natureza. Abraços!

Rita Lavoyer disse...

Infelizmente, Marcelo. Em qualquer época esse tema parece ser atual.
Um quadro que não muda. quanto mais campanhas educativas, mais violências.
Obrigada pela participação aqui.
Abração.