CLASSIFICAÇÕES EM CONCURSOS LITERÁRIOS

PREMIAÇÕES LITERÁRIAS

2007 - 1ª colocada no Concurso de poesia "Osmair Zanardi", promovido pela Academia Araçatubense de Letras;

2010 - Menção Honrosa no Concurso Nacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2012 - 2ª classificada no Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2014 – Menção honrosa Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2015 – Menção honrosa no V Concurso Nacional de Contos cidade de Lins;

2015 - PRIMEIRA CLASSIFICADA no 26º Concurso Nacional de Contos Paulo Leminski, Toledo-PR;

2015 - Recebeu voto de aplausos pela Câmara Municipal de Araçatuba;

2016 – 2ª classificada no Concurso Nacional de contos Cidade de Araçatuba;

2016 - Classificada no X CLIPP - concurso literário de Presidente Prudente Ruth Campos, categoria poesia.

2016 - 3ª classificada na AFEMIL- Concurso Nacional de crônicas da Academia Feminina Mineira de Letras;

2012 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura

2017 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura

2017 - 13ª classificada no TOP 35, na 4ª semana de abril de microconto Escambau;

2017 - Classificada no 7º Concurso de microconto de humor de Piracicaba.

2017 - 24ª classificada no TOP 35, na 2ª semana de outubro de microconto Escambau;

2017 - 15ª classificada no TOP 35, na 3ª semana de outubro de microconto Escambau;

2017 - 1ª classificada no concurso de Poesia "Osmair Zanardi", promovido pela Academia Araçatubense de Letras;

2017 - 11ª classificada no TOP 35, na 4ª semana de outubro de microconto Escambau;

sábado, 27 de dezembro de 2008

O MENINO DO NATAL



Não escrever este texto seria uma tremenda falta de criatividade. Dificilmente irá ler um texto meu em 1º pessoa, mas este exigiu a minha presença. Quão irônica é a arte de escrever. Escreve-se porque gosta, sabe ou porque precisa. Enviei um texto ao Jornal que não sabia se publicariam ou não: "Natal do menino".
Então, em casa, o menino pedia um cachorro. Agora, saber quem é mais humano nesta altura da vida é a grande questão. O pai do menino, o marido, que por acaso é meu, coração de manteiga, na véspera, apareceu com alguém em casa, por sinal, parecido a um cachorro. Acharam-me com cara de peru, mas eu resisti, não morri na véspera. Estou firme pra contar a história do menino e seu presente. Então o Natal chegou. Juntos, o pai, os filhos e o cachorro.
_ Vão limpaaar! Pedi educadamente. Os olhos do menino pareciam jabutibacas explodidas, perdidas nas bochechas empalidecidas de medo. A menina, olhuda, esbugalhou os seus azuis que me pediam: _ Ame-o mamãe.
_ Assustou o bichinho - disse-me o pai de todos. Pegaram-no debaixo da máquina de lavar enquanto o menino esparramava jornais no chão para acomodar aquele seu presente.
Tudo bem. Entre uma atividade e outra a calma reinava em meu ser, afinal era Natal e já havia passado algumas horas do meu barraco quando quis ler o Jornal do dia.
_ Cadê o Jornal de hoje? Os olhos esbugalharam de novo. Os movimentos que os três fizeram com o pescoço me responderam a pergunta. Tudo bem, eu estava calma. Além do mais, Jornal também pode ser manjedoura; cachorro, Menino Jesus. Tentei reunir as folhas, queria lê-lo; qual não foi a minha surpresa quando me vi em uma delas, no Soletrando. Não dava mais, ele mijou sobre mim e eu me rasguei com a força do gesto. Fez cocô em cima do Ponto Cego. É mole? Sobrou-nos rir. Ríamos enquanto o cachorro se mostrava hermeneuticamente engasgado. Dedo foi enfiado na boquinha dele. Outra surpresa. O que saiu? A cabeça do Tito. Logo a cabeça? Percebi que ele é um dos meus, tem o meu DNA, devora jornais.
Então era quinta-feira de Jornal e Natal todos os dias em casa, meus queridos e eu. Como renascemos a todo instante, viva o Sansão que nos reviveu num dia bem especial; o meu menino que, sabiamente, pediu o amor, e o pai que o deu.
Autora - Rita Lavoyer

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

NATAL DO MENINO DE RUA





Oba! Chegou o Natal. Festa melhor que esta, somente o carnaval.
Natal. Natal das crianças... Das crianças que têm lar. Não para alguns...
Por isso, não adianta esperar!
Natal, Natal, Natal !!!!
É tão gostoso passar a noite toda com amigos e trocar presentes. Ouvir o sino soando.
Blim-blom! Bam-bam ! Blim-blom !
Ouço algo errado no ar ?
Hum! É noite de Natal. Que tal uma história ganhar?
“_ Que coisa mais sem graça! Sentar na porta de uma igreja? Por que não vai para um banco da praça?
_ Oh, criatura! Não sabe que a escada é dura? Vá para um banco, lá não há degrau. Escada não tem encosto e pode lhe fazer mal.
_ Não esbarre nas barras, são de longo feitio. Isso? Não é para o seu perfil.
Alguém de boa linhagem, cheirando a perfume de aurora, disse que atrapalhava a passagem e mandou aquela coisa embora.
Foi. Voltou. Ficou. A porta não se fechou porque tinha muita gente de pé querendo, naquela noite, mostrar que tinha fé. Ele também.
Fé? Não se sabe. Porém ficou de pé. Conhecia o seu lugar. Ficou do lado de fora assistindo ao padre no altar. Era uma coisa linda de se ver. Fez o sinal da cruz igualzinho o padre fez. Mas, mal sabia ele que daquele cálice só ele iria beber.
Os fiéis ajoelharam. Ele também. Aqueles pra agradecer a tudo o que tem. Ele, apenas por ser alguém.
Já quase meia-noite. O galo cantou e o sino badala. Muitos fogos enfeitam o céu. Uns vão pra ceias, outros pras boates. Outros... sabe-se lá aonde. Sabe-se Deus onde o Papai-Noel dele se esconde?
E não é que ele chegou? Mas... tenha dó! Aquilo não tem cara de trenó. Não desceu do céu? Não! Foi enviado pelo coronel e trouxe a ele uma bala de fel.
Por que, menino de rua, foi ficar bem na porta da igreja? Agora veja! Pediu muito bem quando se ajoelhou. Menino de sorte. Pediu só um presente, mas, 38 ganhou.
Noite de Natal, naquele lugar, é chique e fria. O calor daquela igreja abafou todos os homens e o gelo só ele sentia.
Por que, menino de rua, foi nascer com tão pouco brilho? Você não tem pai nem mãe, mas é de Deus o único Filho. Você agora não tem direito a jornal, nem à palha porque ela é do animal.”
É uma história comovente, mas ... quem sabe ele nasça novamente!
_ É, quem sabe... Tomara não seja igual Aquele. Nascer no dia de Natal pra deixar a festa triste e se chamar Jesus. Invejoso! Ainda bem que morreu de revolver. Só faltava querer morrer na cruz.
Autora- Rita Lavoyer