CLASSIFICAÇÕES EM CONCURSOS LITERÁRIOS

PREMIAÇÕES LITERÁRIAS

2007 - 1ª colocada no Concurso de poesia "Osmair Zanardi", promovido pela Academia Araçatubense de Letras;

2010 - Menção Honrosa no Concurso Nacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2012 - 2ª classificada no Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2014 – Menção honrosa Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2015 – Menção honrosa no V Concurso Nacional de Contos cidade de Lins;

2015 - PRIMEIRA CLASSIFICADA no 26º Concurso Nacional de Contos Paulo Leminski, Toledo-PR;

2016 – 2ª classificada no Concurso Nacional de contos Cidade de Araçatuba.

2016 - Classificada no X CLIPP - concurso literário de Presidente Prudente Ruth Campos, categoria poesia.

2016 - 3ª classificada na AFEMIL- Concurso Nacional de crônicas da Academia Feminina Mineira de Letras.

2012 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura

2017 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura

2017 - 13ª classifica no TOP 35 na 4ª semana de abril de microconto Escambau.

2017 - Classificada no 7º Concurso de microconto de humor de Piracicaba.


segunda-feira, 21 de junho de 2010

QUERO VIDA



QUERO VIDA...
José Geraldo Martinez
Meu amor, eu quero vida...
Para acariciar mais o teu rosto!
E teus lábios por guarida,
para que eu sinta por mais tempo o gosto...

Meu amor, eu quero vida...
Para contemplar por mais tempo o teu sorriso!
E teus braços acolhedores,
para os meus medos, se preciso...

Meu amor, eu quero vida...
Para desfrutar ainda mais da tua presença!
E tuas palavras sussuradas em minha alma,
quando pesada for a tua ausência...

Meu amor, eu quero vida...
Muita vida ao teu lado!
E tua alegria furtiva,
renascendo em nós os meninos aprisionados...

Meu amor, eu quero vida...
Para nossas longas conversas pós-sexo!
E tuas confissões nos olhos esculpidas,
de um amor réu confesso...

Meu amor, eu quero vida...
Para alongarem nossos momentos!
E teu rosto colado ao meu em nossas danças...
Por mais tempo!
Meu amor, eu quero vida...
Para que eu possa te amar ainda mais!
E desafiar o tempo sem medo...
Este que coloca em tudo um jazz!
Meu amor, eu quero vida,
ainda que pós-morte...
Para provarmos o início quando é chegado o fim!
(Única verdade)
E deixar lá pousar as nossas almas afins,
para toda a eternidade...

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TENHO MEDO

RITA LAVOYER

Tenho medo, meu amor!
Que nos falte a vida
E que a falta venha separar
Duas almas tão queridas.
Tenho medo, meu amor!
De não ter juntas minha boca e a tua.
E da coragem que insiste
Querer levar-me do teu céu à lua.

Tenho medo, meu amor!
Da presença desta ausência que insiste
Em rondar o teu semblante.
Tenho medo, meu amor! Tenho medo!
Que não me queiras amanhã por tua amante.

Tenho medo, meu amor!
De não passar contigo uma noite que nos caiba,
Desvendar os mistérios da madrugada
No orvalho do nosso calafrio.
E no cio que alimenta nossa alma desgarrada
agarrar-nos à estação do nosso estio.
Tenho medo, meu amor!
De ficar contido o teu sexo
Sem em mim desfrutar a tua práxis,
Deixando-me um futuro estase.

Tenho medo, meu amor!
De não dançar contigo uma música inteira.
Que não seja de verdade, posto que
Na sonata, eu bailarina, tua brincadeira.

Tenho medo, meu amor!
Do por que do azul do céu.
Se de dia é claro, escurece a noite
Olhar do lado e descobrir: foste. Tenho medo! Meu amor
De não assistir do tempo a metamorfose.
Vivamos no agora a nossa essência
Para partirmos juntos na nossa overdose.
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VIVER

JOSÉ AMIGO DA COSTA BRITO

Os seus motivos para a vida
são motivos bem suspeitos.
Se apega apenas na matéria
sem perceber toda a miséria
desse querer inconsequênte.
Do meu sorriso aos braços
acolhedores
não tens a menor preocupação
em aliviar as minhas dores.
Você fala em ausência.
Por acaso
nos vê próximos?
Quer viver ao meu lado,
mas não se faz de rogado
em sair de maneira furtiva,
indo em busca de lascívia
na qual gosta de viver.
Fala em conversas pos-sexo
que são enfadonhas,
vazias e sem nexo
tentando minha inteligência
ofender.
Sabe bem que aqui é reu confesso
com seus atos na acusação.
Se pelo menos tivesse a dignidade
não é sem tempo,
já tem idade
de mudar seu proceder.
Se transformasse suas palavras
em atos
quem sabe eu poderia mudar,
pois saiba:
estou pensando seriamente
já que falas em eternidade
a minha
antecipar.



Um comentário:

laurinhando por ai disse...

Lindo, lindo Rita!!
Me dá uma nostalgia...
Já tive isso tudo, mas nosso tempo aqui acabou...
Bjos
Laurinha