CLASSIFICAÇÕES EM CONCURSOS LITERÁRIOS

PREMIAÇÕES LITERÁRIAS

2007 - 1ª colocada no Concurso de poesia "Osmair Zanardi", promovido pela Academia Araçatubense de Letras;

2010 - Menção Honrosa no Concurso Nacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2012 - 2ª classificada no Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2014 – Menção honrosa Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2015 – Menção honrosa no V Concurso Nacional de Contos cidade de Lins;

2015 - PRIMEIRA CLASSIFICADA no 26º Concurso Nacional de Contos Paulo Leminski, Toledo-PR;

2016 – 2ª classificada no Concurso Nacional de contos Cidade de Araçatuba.

2016 - Classificada no X CLIPP - concurso literário de Presidente Prudente Ruth Campos, categoria poesia.

2016 - 3ª classificada na AFEMIL- Concurso Nacional de crônicas da Academia Feminina Mineira de Letras.

2012 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura

2017 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura

2017 - 13ª classifica no TOP 35 na 4ª semana de abril de microconto Escambau.

2017 - Classificada no 7º Concurso de microconto de humor de Piracicaba.


domingo, 13 de fevereiro de 2011

POR QUE TANTOS PORQUÊS, POR QUÊ?





Sem qualquer motivo aparente, uma moça aproximou-se de um rapaz dizendo-lhe assim:
_ Por que você fez aquilo?
Assim ele respondeu:
_ Fiz porque quis. O porquê de minhas atitudes não lhe interessa.
_ Não me interessa por quê? – continuou ela. Você está pensando o quê? Oh, rapaz! Por que continua a fazer essas coisas?


Sabe-se lá por que ele faz o que faz. A moça está tão brava!


_ É porque você mesmo não sabe o porquê do que faz – esbravejou a moça. Se soubesse, por que o faria? É claro! Você não sabe por que, não é mesmo? Diga-me que não, por favor! Diga-me que é porque você é assim mesmo que eu o perdoarei.


_ Por que é que você acha que eu quero que você me perdoe?
_ Porque... Bem, eu acho que, às vezes, você não sabe bem o que faz, por isso. O que é que você quer que eu faça se você não me explica por que você faz o que faz?

_ Ora! Vamos parar de mais-e-mais que eu tenho mais o que fazer.
_ O que é que você vai fazer?
_ Quer saber por quê? Porque sim!
_ Por que você responde “porque sim”?
_ Porque sim, ué!
_ Que “ué” é esse? Aonde foi que você aprendeu isso de “ué”? Nunca fez uso disso!
_ Ué, por que é que você quer saber?
_ É muito feio.
_ Feio por quê?
_ Porque sim.
_ Por que é que você respondeu assim “porque sim”?
_ Por quê? Não pode?
_ Não!
_ Não pode por quê?
_ ‘Porque sim’ não é resposta.
_ Você anda assistindo a programas repetidos?
_ Repetidos por quê?
_ Porque passam várias vezes ao dia.
_ Por que será? Ai! Mas e daí? Porque você nunca vai, então, eu assisto. Por que você nunca vai? Por quê? Por quê!?


_ Quer saber o motivo, por que eu nunca vou?
_ Por quê?
_ Porque eu não aguento mais você e seus porquês... porquês... porquês...?
_ É porque eu te amo.
_ É? E eu posso saber por quê?
_ Por quê? É proibido te amar?
_ É que você tem um quê com esses porquês que me irrita!
_ Que coisas eu tenho?
_ ‘Porquês’ de todos os tipos!
_ Por que será?
_ É pra mim que você vem perguntar?


_Nossa! Que nervoso você está! Por que você está falando assim comigo?
_ Ai! De novo esse “por que”, sabe, não gosto muito das perguntas que você faz.
_ Como você gostaria que eu as fizesse?
_ Que não as fizesse, ok !?
_ Minhas perguntas têm um quê que o irrita, não é?
_ Têm!
_ Por quê?
_ Posso responder apenas “porque sim”?
_ Não!
_ Por quê?
_ Agora é você que está me interrogando.
_ Que pergunta eu lhe fiz?
_ Você perguntou “por que” novamente.


_ Que chata você é!
_ Quê!? Isso não pode ser verdade...
_ Mais é!
_ Nossa! Que sem educação você é!
_ Tive que ser claro e sincero.

_ Por pouco que a nossa amizade não termina. É que eu gosto de você, por isso vou esquecer o que você disse.
_ Foi necessário que eu dissesse isso a você. Você me questiona tanto que eu fico louco.
_ Você nunca quis que eu ficasse com você?
_ Não é que eu não queira que você fique perto de mim, é que você está mais investigativa do que nos outros dias.


_ Eu pergunto o que pergunto porque você nunca me dá certeza em suas respostas.
_ Que certezas você quer saber?
_ Por que você fez aquilo?
_ Faça silencio, que eu não quero mais perguntas.


E ela perguntava que perguntava, mas não o convencia a lhe responder.
Que coisa, não? Se eles começarem com o “se” ambos estarão perdidos.

Rita Lavoyer

5 comentários:

jhamiltonbrito.blogspot.com disse...

Bela aula usando as quatro formas. Agora espero uma aula sobre Este, esse, aquele. rsrsss

Jorge Sader Filho disse...

Por quê? Porque tinha que ser.
Interrogações, uma atrás da outra, cansam! Tanto no dia-a-dia, como na língua...
Bom trabalho.
Beijos, Rita.
Jorge

Marcelo Pirajá Sguassábia disse...

Por que, porque, por quê, porquê. Haja indagação. E haja resposta! Ótimo texto, amiga Rita.

Patrícia Bracale disse...

São vários os motivos p/ apreciar seu trabalho.
Parabéns

Anônimo disse...

Genial, Rita!

Parabéns!

Wanilda Borghi