CLASSIFICAÇÕES EM CONCURSOS LITERÁRIOS

PREMIAÇÕES LITERÁRIAS

2007 - 1ª colocada no Concurso de poesia "Osmair Zanardi", promovido pela Academia Araçatubense de Letras, com a poesia O FILME;

2010 - Menção Honrosa no Concurso Nacional de Contos Cidade de Araçatuba, com o conto A CARTA;

2012 - 2ª classificada no Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba, com o conto O BEIJO DA SERPENTE;

2012 - 7ª colocado no concurso de blogs promovido pela Cia dos Blogueiros - Araçatuba-SP;

2014 - tEXTO selecionado pela UBE para ser publicado no Jornal O Escritor- edição 136 - 08/2014- A FLOR DE BRONZE //; 2014 – Menção honrosa Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba, com o conto LEITE QUENTE COM AÇÚCAR;

2015 – Menção honrosa no V Concurso Nacional de Contos cidade de Lins, com o conto MARCAS INDELÉVEIS;

2015 - PRIMEIRA CLASSIFICADA no 26º Concurso Nacional de Contos Paulo Leminski, Toledo-PR, com o conto SOB A TERRA SECA DOS TEUS OLHOS;

2015 - Recebeu voto de aplausos pela Câmara Municipal de Araçatuba;

2016 – 2ª classificada no Concurso Nacional de contos Cidade de Araçatuba com o conto A ANTAGONISTA DO SUJEITO INDETERMINADO;

2016 - classificada no X CLIPP - concurso literário de Presidente Prudente Ruth Campos, categoria poesia, com o poema AS TUAS MÃOS.

2016 - 3ª classificada na AFEMIL- Concurso Nacional de crônicas da Academia Feminina Mineira de Letras, com a crônica PLANETA MULHER;

2012 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura

2017 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura

2017 - 13ª classificada no TOP 35, na 4ª semana de abril de microconto Escambau;

2017 - Classificada no 7º Concurso de microconto de humor de Piracicaba.

2017 - 24ª classificada no TOP 35, na 2ª semana de outubro de microconto Escambau;

2017 - 15ª classificada no TOP 35, na 3ª semana de outubro de microconto Escambau;

2017 - 1ª classificada no concurso de Poesia "Osmair Zanardi", promovido pela Academia Araçatubense de Letras, com a poesia PERMITA-SE;

2017 - 11ª classificada no TOP 35, na 4ª semana de outubro de microconto Escambau;

2018 - 24ª classificada no TOP 35, na 3ª semana de janeiro de microconto Escambau;

2018 - Menção honrosa na 4ª edição da Revista Inversos, maio/ com o tema Crianças da África - Poesia classificada BORBOLETAS AFRICANAS ;

2018 - 31ª classificada no TOP 35, na 4ª semana de janeiro de microconto Escambau;

2018 - 32ª classificada no TOP 35, na 4ª semana de janeiro de microconto Escambau;

2018 - 5ª classificada no TOP 7, na 1ª semana de junho de microconto Escambau;

2018 - 32ª classificada no TOP 35, na 3ª semana - VII de junho de microconto Escambau;

2019 - Classificada para antologia de suspense -segundo semestre - da Editora Jogo de Palavras, com o texto OLHO PARA O GATO ;

2019 - Menção honrosa no 32º Concurso de Contos Cidade de Araçatuba-SP, com o conto REFLEXOS DO SILÊNCIO;

2020 - 29ª classificada no TOP 35, na 4ª semana - VIII de Prêmio Microconto Escambau;

2020 - Menção honrosa no 1º Concurso Internacional de Literatura Infantil da Revista Inversos, com o poema sobre bullying: SUPERE-SE;

2020 - Classificada no Concurso de Poesias Revista Tremembé, com o poema: QUANDO A SENHORA VELHICE VIER ME VISITAR;

2020 - 3ª Classificada no III Concurso de Contos de Lins-SP, com o conto DIÁLOGO ENTRE DUAS RAZÕES;

2020 - 2ª Classificada no Concurso de crônicas da Academia Mogicruzense de História Artes e Letras (AMHAL), com a crônica COZINHA DE MEMÓRIA

CLASSIFICAÇÕES EM CONCURSOS

  • 2021 - Selecionada para a 6ª edição da revista SerEsta - A VIDA E OBRA DE MANUEL BANDEIRA , com o texto INILUDÍVEL ;
  • 2021 Selecionada para a 7ª edição da revista SerEsta - A VIDA E A OBRA DE CECÍLIA MEIRELES com o texto MEU ROSTO, MINHA CARA;
  • 2021 - Classificada no 56º FEMUP - com a poesia PREPARO A POESIA;
  • 2021 - Classificada na 7ª ed. da Revista Ecos da Palavra, com o poema CUEIROS ;
  • 2021 - Classificada na 8ª ed. da Revista Ecos da palavra, cujo tema foi "O tempo e a saudade são na verdade um relógio". Poema classificado LIBERTE O TEMPO;
  • 2022 - Classificada no 1º Concurso Nacional de Marchinhas de Carnaval de Araçatuba, com as Marchinhas EU LEIO e PÉ DE PITOMBA;
  • 2022 - Menção honrosa na 8ª edição da Revista SerEsta, a vida e obra de Carlos Drummond de Andrade , com o texto DIABO DE SETE FACES;
  • 2022 - Classificada na 10ª ed. Revista Ecos da Palavra, tema mulher e mãe, com o texto PLANETA MULHER;
  • 2022 - Classificada na 20ª ed. Revista Inversos, tema: A situação do afrodescendente no Brasil, com o texto PARA PAGAR O QUE NÃO DEVO;
  • 2022 - Classificada na 12ª ed. Revista Ecos da Palavra, tema Café, com o poema O TORRADOR DE CAFÉ;
  • 2022 - selecionada para 1ª antologia de Prosa Poética, pela Editora Persona, com o texto A FLOR DE BRONZE;
  • 2022 - Selecionada para 13ª edição da Revista Ecos da Palavra, tema MAR, com o poema MAR EM BRAILLE;
  • 2022 - Classificada para 2ª edição da Revista Mar de Lá, com o tema Mar, com o poema MAR EM BRAILLE;
  • 2022 - Classificada para 3ª Ed. da Revista Mar de Lá com o microconto UM HOMEM BEM RESOLVIDO;
  • 2022- Classificada com menção honrosa no 34º Concurso Nacional de Contos Cidade de Araçatuba, com o conto O CORTEJO DA MARIA ROSA;
  • 2022- Classificada pela Editora Persona com o conto policial QUEM É A LETRA L;
  • 2022 - Classificada no Concurso da E-33 Editora, Série Verso e Prosa, Vol.2 Tema Vozes da Esperança, com o poema POR ONDE ANDAS, ESPERANÇA? ;
  • 2023 - Classificada na 15ª edição da Revista Literária ECOS da Palavra, com o poema VENTO;
  • 2023 - Classificada para coletânea de poetas brasileiros pela Editora Persona, com o poema CUEIROS;
  • 2023- Selecionada na 23ª ed. da revista Literária Inversos com tema "Valores Femininos e a relevância do empoderamento e do respeito da mulher na sociedade contemporânea", com o poema ISSO É MULHER;
  • 2023 - Classificada no Concurso de Contos de Humor, Editora Persona, com o conto O PÃO QUE O QUINZIM AMASSOU;
  • 2023 - Classificada no Concurso de Poesias Metafísica do Eu, Editora Persona, com o poema QUERO OLHOS ;
  • 2023 - Selecionada pra a 11ª Edição da Revista SerEsta, A vida e obra de Paulo Leminsk, com o poema EL BIGODON DE CURITIBA ;
  • 2023 - Classificada no 1º concurso de poesia do Jornal Maria Quitéria- BA, com o tema " Mãe, um verso de amor", com o poema UM MINUTO DE SILÊNCIO À ESSAS MULHERES MÃES;
  • 2023 - Selecionada para Antologia literária - Série Verso e Prosa. Vol. 4, tema Vozes da Solidão, editora E-33, com a crônica A MÃE;
  • 2023 - Selecionada para a 9ª ed. da Revista Mar de Lá, como poema O POETA E A AGULHA;
  • 2023 - Classificada no concurso de Prosa Poética , Editora Persona, com o texto QUERO DANÇAR UMA MÚSICA CONTIGO;
  • 2023 - Selecionada para Antologia literária - Série Verso e Prosa. Vol.5, tema Vozes do Sertão, editora E-33, com o poema IMAGEM DE OUTRORA;
  • 2023 - Selecionada para Antologia literária - Série Verso e Prosa. Vol.6, tema FÉ, Editora E-33, com o poema OUSADIA POÉTICA;
  • 2023 - CLASSIFICADA para a Antologia Embalos Literários, Editora Persona, com o conto SEM AVISAR;
  • 2023 - Classificada na 18ª edição da Revista Literária ECOS da Palavra, com o poema FLORES, com o poema O PODER DA ROSINHA;
  • 2023 - Selecionada para Antologia literária - Série Verso e Prosa. Vol.7, tema AMIZADE, Editora E-33, com o poema AMIZADE SINCERA;
  • 2023 - Classificada em 8ª posição no Prêmio Castro Alves, na 33ª ed. Concurso de Poesia com temática Espírita, com o poema SOLIDARIEDADE;
  • 2023 - Selecionada para Antologia literária - Série Verso e Prosa. Vol.8, Vozes da Liberdade, tema , Editora E-33, com o poema REVOADA;
  • 2023 - Classificada para a Antologia Desejos profundos - coletânea de textos eróticos , Editora Persona, com o poema AGASALHA-ME;
  • 2023 - Classificada para antologia Roteiros Adaptados 2023 - coletânea de textos baseados em filmes, Editora Persona, com o texto BARBIE, UMA BONECA UTILITÁRIA;
  • 2023 - PRIMEIRO LUGAR no Concurso , edital 003/2023 - Literatura - seleção de projetos inéditos, promovido pela Secretaria Municipal de Cultura de Araçatuba, com o livro infantojuvenil DENGOSO, O MOSQUITINHO ANTI-HERÓI;
  • 2024 - Selecionada para compor a Coletânea Cronistas Contemporâneo, pela Editora Persona, com o texto A CONSTRUÇÃO DE UMA PERSONAGEM;
  • 2024 - Classificada para 19ª edição da Revista Literária Ecos da Palavra, com o poema A PASSARINHA;
  • 2024 - Classificada para a 13ª edição da Revista Mar de Lá, com o poema O TORRADOR DE CAFÉ;
  • 2024 - Selecionada para compor a Coletânea "Um samba no pé, uma caneta na mão", tema carnaval, pela Editora Persona, com o poema DEIXA A VIDA TE LEVAR;
  • 2024 - Selecionada para compor a coletânea "Revisitando o Passado", promovido pelo Projeto Apparere, com a crônica COZINHA DE MEMÓRIA;
  • 2024 - Selecionada para compor a Coletânea de Poetas Brasileiros,2024, Editora Persona, com o poema IMAGEM DE OUTRORA;
  • 2024 - Selecionada para compor a Antologia JOGOS DO AMOR, promovida pela Revista Conexão Literária, com o tema O jogo do amor, poema classificado: TENHO MEDO;
  • 2024- Selecionada para 20ª ed. da Revista Literária Ecos da Palavra, com o tema INFÂNCIA, com o poema DEBAIXO DE UMA LARANJEIRA;
  • 2024 - Selecionada para compor a Coletânea SOB OSSOS E SERPENTES, da Tribus Editorial, com o conto, com 9.999 caracteres, O BEIJO DA SERPENTE,
  • 2024 - Selecionada para a 21ª Edição da Revista Literária Ecos da Palavra, com o poema REVOADAS;
  • 2024 - Selecionada para a Coletânea de poemas Intimistas Existencialistas, com o tema A Arte do Eu, promovido pela Editor Persona, com o poema GOTAS DA CHUVA ;
  • 2024 - Selecionada para compor a antologia NÓS , textos de autoria feminina pela SELO OFF FLIP, com a crônica MULHER, FONTE DA ÁGUA;
  • 2024 - Classificada na 27ª Edição do Concurso da Revista Literária Inversos, com o tema "Culinária Típica da Festa de São João", promovido pela Academia de Letras e Artes de Feira de Santana (ALAFS) e Academia Metropolitana de Letras e Artes, com o poema SEU ZEQUINHA NO SÃO JOÃO DO NORDESTE;
  • 2024 - Classificada no concurso Literário MEMÓRIAS DE AFETO, promovido pela Lítero Editorial, com o poema O TORRADOR DE CAFÉ;
  • 2024 - Selecionada para compor a 22ª edição da Revista Ecos da Palavra , temática Animais, com o texto ORAÇÃO DOS BICHINHOS ;
  • 2024 - Selecionada para compor a Coletânea de Microconto-2024, promovido pela Editora Persona, com o microconto ROSTO;
  • 2024 - Selecionada para compor a coletânea A POESIA SUBIU O MORRO, promovido pela Editora A Arte da Palavra, com o poema PERMITA-SE;
  • 2024 - Classificada para compor a Edição 23 da Revista Ecos da Palavra, com o poema QUANDO EU SENTIR;
  • 2024 - 2º classificada no 35º Concurso Nacional de Contos cidade de Araçatuba, com o conto IN VINO VERITAS;
  • 2024 - Classificada para compor a Coletânea Contistas Contemporâneos, 2024 - Editora Persona, com o conto NÃO FOI A PRIMEIRA VEZ;
  • 2025 - Classificada para compor a 25ª edição da Revista Ecos da Palavra, com o poema CONVITE;
  • 2024 - Cordéis classificados para compor a Antologia Povo, Cordel e Poesia, promovido pela Litero editorial, com os cordeis: SEJAMOS TODOS EMPÁTICOS; AMAR ANIMAIS É DOM; A IMPORTÂNCIA DA LEITURA; 2024 - Selecionada para publicação em coletânea Concurso de poesia Município de Campo Mourão - Biblioteca Egydio Martello - 2024, com a poesia CONVITE ;
  • 2025 - Classificada no Concurso Coletivo Fomento Literário ; tema Semente da Esperança, com o poema GERMINAIS;
  • 2025 - Classificada para compor a Coletânea de Poetas Contemporâneos, 2025, Editora Persona, com o poema ANJO DE VERDADE ; ,
  • 2025 - classificada na 26ª edição da Revista Literária Ecos da Palavra, com o tema Amizade e com o poema AMIZADE SINCERA;
  • 2025 - Classificada na 15ª edição da Revista Literária SerEsta, sobre a vida e a obra de Casimiro de Abreu, com a prosa O MEU CORPO NÃO ESTÁ NA REDE;
  • 2025 - Classificada na Antologia MISTÉRIOS - contos e poemas, pela Revista Conexão Literatura, com o conto QUEM É A LETRA L;
  • 2025 - Classificada na 51ª Edição da Revista LiteraLivre com o poema SEM(HORA);
  • 2025 - Classificada no 1º Prêmio Proverbo de Literatura, com o poema (Entre) Versos e Razões;
  • 2025 -RECEBEU TROFÉU ODETTE COSTA NA CATEGORIA LITERATURA COM O LIVRO DENGOSO, O MOSQUITINHO ANTI-HERÓI
  • 2025 - Classificada para Revista Conexão Literatura , com o tema POEMAS SOBRE O TEMPO, Vol. VII, com o poema PÓ DO TEMPO ;
  • 2025 - Selecionada para compor a Revista Barbante, Volume XIII – Núm. 99 – 08 de junho de 2025 , com a Crônica MÁQUINA PARA A POESIA;
  • 2025 - Selecionada para compor a Coletânea Enigmas Independentes, promovida pela Editora Independentes, como conto OS SEGREDOS DE CATARINA;
  • 2025 - Selecionada para compor a Revista Barbante, Volume XIII – Núm. 100 – 15 de junho de 2025 - PARTE I DE II - Edição especial de número 100, com a crônica NÃO FOI A PRIMEIRA VEZ;
  • 2025 - Selecionada para compor a edição n. 6 da Revista Animalista, com o cordel AMAR ANIMAIS É DOM;
  • 2025 - Selecionada para compor a Revista Literária Epifania# 1, com o tema sentimentos: amor, tristeza, alegria, raiva, com o poema NA FOZ OU NO SONO;
  • 2025 - selecionada para compor a 52ª edição da Revista LiteraLivre, com o poema O TORRADOR DE CAFÉ;
  • 2025 - Selecionada para compor a 28ª edição da Revista Ecos da Palavra, tema CHUVA, , com o poema GOTAS DA CHUVA
  • 2025 - selecionada para compor a Antologia "A Força dos Versos", pela Editora Literária, com o poema OUSADIA POÉTICA;
  • 2025 - Selecionada para compor a 2ª edição Revista Alma: associação Literária de Mocossa Moçambique., com o poema A PASSARINHA;
  • 2025 - Classificada em 9º lugar no XXVI Concurso de Contos Alípio Mendes, promovido pela Academia Angrense de Letras e Artes, com o conto MATEUS, O MENINO DOS ANOS DE CHUMBO;
  • 2025 - Classificada para compor a 5ª edição, edição comemorativa de 1º aniversário da Revista Vinca Literária, somente para mulheres, com o poema QUANDO A SENHORA VELHICE VIER ME VISITAR;
  • 2025 - Selecionada para compor a 31ª edição da Revista Inversos, em homenagem ao dia das Crianças, com o poemeto CRIANÇA REAL;
  • 2025 - Selecionada para compor a 16ª ed. da Revista SerEsta, com o tema A vida e a obra de Carolina Maria de Jesus, com a crônica UMA ENTREVISTA COM CAROLINA MARIA DE JESUS;
  • 2025 - Selecionada para compor a antologia do XIV Concurso Literário de Presidente Prudente - CLIPP - com o poema VERSOS LIVRES,;
  • 2025 - 3º lugar na categoria mini poema, Nacional/internacional, do 14º Concurso Literário da Academia Madureirense de Letras 2025, com o mini poema PROSA, SABORES E MEMÓRIAS;
  • 2026 - Selecionada para compor a Antologia Prosa Poétioa, promovida pela Editora Persona, com a prosa MÁQUINA PARA A POESIA;
  • 2026 - 3ª classificada no concurso de fábulas promovido pela Editora Typus, com a fábula A MACACA E O LEÃO ;
  • 2024 - Selecionada para publicação em coletânea Concurso de poesia Município de Campo Mourão - Biblioteca Egydio Martello - 2024, com a poesia CONVITE ;
  • 2026 - Selecionada para compor a Coletânea de Poetas Brasileiros 2026, promovido pela Editora Persona, com o poema NONAS POESIAS;
  • 2026 - Selecionada para compor a Coletânea Poemas sobre a morte, promovida pela Editora Persona, com o poema O ENCONTRO ;
  • 2026 - Selecionada para compôr a 4ª edição da Revista Alma, de Mocosa-Moçambique, com o poema VERSOS LIVRES;

sábado, 7 de novembro de 2015

CONTO DE MINHA AUTORIA - Classificado no Concurso Nacional e Contos cidade de Lins

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FIQUE POR DENTRO.
06/11/2015 › Resultado do “V Concurso Nacional de Contos Cidade de Lins – SP”
O “V Concurso Nacional de Contos Cidade de Lins – SP” realizado neste ano de 2015, organizado pela Diretoria de Cultura, teve 109 (cento e nove) inscritos, dos quais o somatório dos pontos atribuídos pela Comissão Avaliadora: Antonieta Nazaré de Lima Coqueiro, Augustinha Luiz Marra do Rio Campo, Sonia Silva Santos, Silvani Daruiz e Terezinha Boa Sorte, apontou os seguintes classificados:

1º Lugar:
      Título: “NAPALM”
      Pseudônimo: Mr. Olímpico
      Contista: Celso Antonio Lopes da Silva
      Cidade: São Paulo – SP
2º Lugar:
      Título: A Gota D’água
      Pseudônimo: Maria Flor
      Contista: Regina Ruth Rincon Caires
      Cidade: Campinas – SP
3º Lugar:
      Título: Refúgio
      Pseudônimo: Aurora Boreal
      Contista: Tatiana Alves Soares Caldas
      Cidade: Rio de Janeiro - RJ
4º Lugar:
      Título: O último funeral
      Pseudônimo: Farney Blanco
      Contista: Giovana Lemes Neves
      Cidade: Iguape– SP
5º Lugar:
      Título: Marcas Indeléveis
      Pseudônimo: Diomar Dantas
      Contista: Rita de Cássia Zuim Lavoyer
      Cidade: Araçatuba – SP

Mais uma vez a Prefeitura de Lins, através da Diretoria de Cultura, projeta a “Cidade Das Escolas” no cenário nacional, atraindo a atenção e a credibilidade de todos os estados brasileiros com a participação dos talentos literários vindos de norte a sul do país.
A premiação dos classificados ocorrerá no mês de dezembro.

                            Lins, 06 de novembro de 2015

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

OS FILHOS DE MOISÉS


Uma leitora com ganas de ser narradora onisciente 
 Por Rita Lavoyer


Ao adentrarmos as labaredas das relações interpessoais com as quais cada personagem da obra Os Filhos de Moisés está envolvido, incendeiam-nos  as táticas e os recursos verbais – esquematicamente pensados para cada peça que constitui essa Fortaleza – persuadindo-nos a desconstruirmos  convicções,  que há muito nos impingiram, questionando:  –  Existe o pecado? O bem que vence o mal de fato é bom? Qual o limite de uma reputação  para que a traição, assim denominada, receba tal alcunha?  Há ficção que se sustente distante das cinzas da realidade?  Em se  havendo uma obra literária, ao protagonista  compete-lhe o título de herói com final feliz?
 Além da percepção que podemos obter sobre as Sesmarias – terras cedidas aos agricultores  na época do império –, o romance traz a rasgo,  como verdade inconsútil,  uma história dentro da qual  Moisés, órfão de pai ainda jovem, travou  batalha com o padrasto Bento e os três filhos que ele trouxera do primeiro casamento, sendo um deles, Casimiro,  seu antagonista, futuro esposo de Sinhaninha.
 Mas batalha maior, Moisés – cujas reações e atitudes frente aos universos interior e exterior, que servem de centro unificador da narrativa –, travaria com as circunstâncias que abateram seu coração. Os temores e os obstáculos que o envolveram acentuavam-me as expectativas de que ele se daria bem em algum investimento. Tornei-me faminta por mais saber... 
Desconstruindo paradigmas de moça recatada e boazinha,  Anne Louise (Sinhaninha), a poetisa, não se furtando da oportunidade de vingar-se do esposo Casimiro e do sogro Bento, o fez com maestria, no momento oportuno. Antes, gerara um filho de Moisés, engolindo as consequências desse romance secreto, permitiu-se um futuro promissor, agarrando-se à oportunidade que a vida lhe veio a  proporcionar após enviuvar-se.  Novamente grávida de Moisés desposou o tio  materno dele,  o generoso Arão.  Este, ciente da situação angustiosa de Sinhaninha, dispôs-se a registrar os filhos dela como seus, fazendo-os  seus herdeiros, portadores de seu nome.
Moisés amargou o não ouvir seus únicos filhos homens   - que seriam continuadores de seu nome familiar -  chamá-lo “pai”, enquanto suas muitas filhas, havidas com Benedita, sua esposa e irmã adotiva de Anne Louise,  corriam para os seus braços de homem rústico, de coração aniquilado pelas desventuras que a autora de Os Filhos de Moisés soube tão bem construir.  
Enquanto leitora, desejei-me, em alguns  momentos,   narradora onisciente para,  a cada suspense que me acometia, controlar as artérias dos acontecimentos,  cujo fluxo narrativo fora influenciada, envolvida, tendo os  sentimentos devorados. Permitindo-me destinatária deste romance, arremessei-me  para o tempo e o  espaço, personagens  importantes  daquele império  colonial que o compõe, achando ali fragmentos de muitos fatos que permeiam nosso presente e abrem caminhos para novas histórias. 
Assim, assisti o destino, bastante cruel, de outros personagens que usufruíram seus infortúnios  advindos dos maus sentimentos deles, em detrimento da justiça, uma vez que, para eles, a justiça tardava e, quando não, surpreendentemente, chegava a cavalo, ora meio de ataque, ora instrumento de combates  e defesas.  
À criadora, na sua função de exercer a arte, exaltando-a no gênero e estilo que lhe competem,  cabem-lhe os méritos desta  premiação  promovida pela Secretaria de Cultura de Araçatuba, através do edital de “Concurso de apoio a projetos de fomento à publicação de livros inéditos no município de Araçatuba”.  
Vocês, leitores, estarão marcados, de alguma forma, quando abrirem Os Filhos de Moisés, não querendo mais fechá-lo até que cheguem à Fortaleza, entendendo os desfechos dos questionamentos, conservando na memória as imagens dos objetos que se nos apresentam literariamente, sem intenções, mas  que nos farão gerar outros objetos culturais, posicionando-nos assim diante de um processo fertilizador, tirando-nos da posição de simples leitores para a de autônomos  cocriadores: contribuição  de alto grau que a boa arte nos proporciona.
Um romance moderno, histórico, social, psicológico e regionalista,   com narrativa esteticamente bem elaborada  para nos seduzir  a todos  enquanto entretenimento e aprendizagem. 
 Permitam-se também, destinatários desta produção, depois  adentrem A Rua da Liberdade, 44, desta  mesma autora, para continuarem   ligados à boa literatura produzida em Araçatuba, por Maria Luzia Villela.


Rita de Cássia Zuim Lavoyer 

terça-feira, 3 de novembro de 2015

MORTOS DE CARNE FRACA

Rita Lavoyer

- Raimunda, sabia que morto  é uma espécie que nunca vão falsificar? Não enguiça os parafusos, não  pifa na hora ‘h’,  não precisa de manual de instrução. Morto é o produto mais original que existe.

-  Mas nessa artura da tua vida, tá filosofanu sobre morto por quê?
- Exatamente! Pela altura da vida. Olhe lá embaixo, mulher besta!  Essa altura não é de vida, sua trolada! Aqui, só quem chega são os mortos bem morridos. Vê se acorda, lesa!  

-  Bastião, ocê e eu tamu morto, como vou acordar? Aqui deve ser o Paraíso. Di certo nós morremo e vamo viver  as maravilhas que lá na terra nunca pudemos aproveitá. Por isso morremus juntos.

- Deve ser a perdição! Eu não fico aqui nem morto! Vou dar um jeito de voltar.

- Bastião, ucê morreu sim, homi. Lembra que ucê falava: “Tô morrenu di vontade di cumê aquela vaca!” Cê repetia isso trocentas vez por dia. Falou tanto que o feito aconteceu: morreu mesmo!

- Mas eu não comi aquela vaca!!!!!!

- Ah, Bastião!  Rosinha sempre avisou procê ficar longe dela, que era perigosa. Aliás, é por causa daquela coisa que estamos mortos: por causa dos chifres que levamos. Cê queria ela e foi chifrado. Por causa do meu amor por você fui chifrada junto. Fui invetá de fazer carinho na bicha.
- Sou homem de raça. Nem morto fico sem comer aquela vaca. Desço lá e mato o meu apetite.   

- Mas, homi, vão nos botar aquela roupa  branca e vamos virar vento. Bastião, vivo ocê num conseguiu cumê,  morto vai ser  mais difícil. Me leva junto.  Posso te ajuda a segurar a vaca. Que jeito que morto  come vaca? Tem manual de instrução?
- Encarno e como, pronto! Vou sozinho, Raimunda.

- Por isso que morreu. Apesar de estar  sempre duro,  sempre teve a carne fraca. Ói lá, as cabeças sem pés estão chegando. Vamos correr, Bastião, enquanto ainda vemos nossas pernas!

- Corro eu, você fica! Foi por causa do teu choro que não consegui comer aquela vaca.   Aquilo é coisa pra homem! Como ela hoje, na sombra daquele pé de manga.

- Chorei porque fiquei cum dó. Já tive vontade de cume  também, mas num queria vê ocê comendu ela, cê num ia me dar aquela parte dura que mais gosto. Tinha ciúme daquela coisa que te atiçava o apetite, Bastião.   
E não é que o Bastião conseguiu escapar do Paraíso?

- Oi, Raimunda, minha querida amiga!

- Querida amida? Tá fazenu o que aqui, Rosinha?

- Estava atravessando o pasto, vestida de vermelho,  debaixo do pé de manga que você conhece bem.  Aquela coisa do Bastião parecia que estava encarnada. Veio pra cima de mim, me pegou pelas costas. Eu gritei, ela me jogou pra cima e escutei um tiro, depois outro.   Mas agora o assunto é morto. Tem notícias de Bastião?

- Vixi, que desencontro danado! Vai dar inguiço! Bastião desceu pra terra, vai encarnar e matar a vontade de comer a vaca. Mas, pelo que vejo,   a vaca morreu, né?

- Morreu! A  vaca que o Bastião queria tanto morreu.
- Alguém mais comeu a vaca?
-  Ah, os vivos não deixariam de comê-la.  
- Não sobrou nada pro Bastião?  
- Nem o chifre, Raimunda! De vaca morta sobra só o mugido.
- E como é o mugido de vaca morta? Vamos mugir, Rosinha? Quem sabe o Bastião ouvi nóis duas e vorta pra cá?

- Raimunda, quem deixa o paraíso por causa de carne de vaca, não merece voltar pra ele. Não foi por falta de aviso.  Bastião nem adulterado volta pra cá.   Vamos entrar e pegar uma  roupa branca?


- Vai você!  Quando tava vivo nunca deixei Bastião ser adúltero, morto quem vai adulterar ele, esperta?  Vou ficar aqui esperandu por ele.  Nem se tiver que falsificar um morto e enganar esta portaria, ele vorta, ainda mais agora que a vaca dele morreu.    Bastião nunca pifou na hora “h”. Tenho certeza que ele vai me trazer aquele pedaço de carne dura que eu mais gosto.   Nem que eu perca meus parafusos até virar uma vaca, vou esperar o meu Bastião. Muuuuu... Muuuuu... Muuuuu. 

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

INTOLERÂNCIA RELIGIOSA


      Não quero  ensinar ninguém, mas para que eu não me esqueça, a
palavra religião vem do latim e quer dizer:  “religare” .  Significa que religião é uma possibilidade de o homem  se religar a Deus. Às vezes me pergunto quando foi o primeiro ligamento para que  houvesse o desligamento  para, posteriormente, religar .

      A maioria dos humanos está dividida  em comunidades que comungam as mesmas doutrinas  por identificarem-se com seus  fundamentos, seguindo alguns princípios de educação...   Através das práticas religiosas  o homem busca satisfação , apoiado em sua fé, para superar o sofrimento e alcançar a felicidade.  Logo, a religião tem por princípio beneficiar  a vida.

      O que vem ocorrendo, é que fanáticos religiosos, por não processarem o correto significado do que pregam,   promovem agressões físicas, verbais  e psicológicas contra os adeptos de outras comunidades que não comungam o mesmo segmento religioso que os seus, violando os direitos humanos em sua liberdade de escolha, 

      Embora a intolerância abranja todas as religiões, a que mais vem sofrendo agressões são as de matriz  africana, o que se permite deduzir que a questão está ligada ao racismo. A exemplo dessa afirmação a menina de 11 anos que,   no Rio de Janeiro, foi atingida por uma pedra na cabeça quando saía do seu culto.

       Por não existir um segmento religioso  oficial no país, essa violência descaracteriza a laicidade do estado,  sobretudo, porque  alguns devotos  conservadores - cujas doutrinas são de  maior evidência social -  promovem o  proselitismo (principalmente dentro de algumas escolas ) e o pouco número de denúncias  sobre esse comportamento  favorece o crescimento desse tipo de intolerância.

      Essa atitude, típica dos idólatras, intimida  o  seu próximo, promovendo-lhe  guerra,  por crer de forma diferente ao outro, rompendo assim o princípio de Paz entre os homens, como deseja a Entidade Superior que adoram.

     Que  as autoridades  brasileiras, imbuídas de boa vontade em solucionar conflitos, promovam , nos lugares públicos de toda natureza,  uma reeducação filosófica à sociedade, e não catequética, possibilitando religá-la à Paz,  para o bem de todos os credos e do país.


      Um quadro extremo de intolerância religiosa ainda não perpetua no Brasil,  mas se nada for  feito para cessar  a matança por “amor a Deus"  ,  em pouco tempo não  haverá mais vivos para celebrar o dia de finados. 

Rita Lavoyer

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER

"A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira" - tema de redação do Enem, 25/10/2015.



Confesso que o tema da redação do Enem deste ano  me agradou demais.
 A violência contra a mulher é tão grave, em todas as partes do Planeta, que até sendo tema de  uma redação   é motivo para alguns se revoltarem, achando-se no direito de saírem quebrando o que veem à frente. Por que um assunto dessa natureza desconcerta alguns “homens”?

 Momentos após o tema ser divulgado nas redes sociais, políticos, do tipo que não me representam por serem nota zero em todos os quesitos,  usaram as redes sociais , indignados,  e despejarem suas demagogias da caverna por entenderem que a prova teve objetivo de “doutrinação”. O que significa doutrinação para esses políticos machistas religiosos? 

 Estudantes, cidadãos em formação,  tiveram a oportunidade de refletirem sobre um assunto da maior relevância de todos os tempos: a violência contra a mulher. Penso, quem não apoiar, defendendo os direitos da mulher na sociedade, não almeja uma vida saudável à espécie humana.  

Uma prova que cita  Simone de Beauvoir – Enem de 25/10/2015 : "Ninguém nasce mulher: torna-se mulher. Nenhum destino biológico, psíquico, econômico define a forma que a fêmea humana assume no seio da sociedade; é o conjunto da civilização que elabora esse produto intermediário entre o macho e o castrado que qualificam o feminino”. (grifo meu)

Uma referência dessa  envergadura  é  subsídio  importantíssimo   para que o candidato  “situado “do Enem  entenda o assunto proposto e desperte  sobre sua posição, enquanto homem ou mulher, continuador  da formação social e passe a refletir cidadania - analisando o homem em relação com o mundo - ,  praticando-a.   

Temos o direito de concordar ou não com a filosofia de um ou de outro, porém quem critica Beauvoir – uma mulher a frente do seu tempo -  baseando-se apenas num  fragmento dos seus ideais, sem conhecer a sua luta pela igualdade dos gêneros , sem discuti-la, porém difamando-a,  apresenta-se, neste século 21, uma pessoa  conservadora que passará por grandes dificuldades de relacionamentos sociais, fazendo “persistir” a sua ideia a todo tempo e lugar.  Isso é problema!     

Estão de parabéns os organizadores  desta prova. Amei e não estou exagerando. O substantivo feminino “persistência” que compõe o tema traz um peso que dói na alma.  Por que a persistência do agressor e a omissão da agredida?  É exagero pensar isso ou foi a escassez de discussão sobre o tema,  no passado,  que possibilita as estatísticas dramáticas que nos apresentam as pesquisas sobre o assunto em questão?

Estudo realizado pelo Ipea aponta que pelo menos 15 mulheres são assassinadas por dia no Brasil.  Uma parcela da sociedade ainda não se deu conta de que as mulheres  fazem parte do alicerce da construção social e testemunha a barbárie cometida contra elas, - por quem se dizem homens: tanto os leigos, como os diplomados , e fecha os  olhos para esse crescente fenômeno:  que é a violência contra a mulher.

Os misóginos , não se satisfazendo em apenas odiar por ser do gênero feminino, precisam matar, com minúcia e frieza verbal, moral, psicológica  e física. Esses crimes são cometidos, na sua maioria, dentro de casa, pelos companheiros ou ex- companheiros das vítimas. Por quê? A Lei Maria da Penha não foi suficiente. Foi preciso muito mais.

Para tentar impedir o aumento de crimes dessa natureza,  a presidenta do Brasil, Dilma Rousseff, sancionou o Projeto de Lei nº 8.305/14, em 9 de março de 2015, incluindo o feminicídio como uma modalidade de homicídio qualificado, entrando na lista dos crimes hediondos.
Será que só alterar ou criar novas leis mudará alguma coisa? Quem cometer o crime – se for pego - será punido com o rigor da lei , mas, o criminoso  ser punido não trará  de volta, para os filhos e a família, a mulher que ele assassinou. E o crime vai persistir...

É preciso quebrar o silêncio e denunciar os  gemidos, ainda que calados,  das  mulheres que escondem as marcas do corpo  e as fendas da alma e permitem-se vítimas  para preservar a família, ou porque dependem economicamente de seus companheiros.  É preciso que mulheres vítimas entendam que há leis que as protegem, para sentirem-se seguras,  percam o medo e denunciem seus agressores.

Se viver sem violência é um direito das mulheres, respeitem-nas para que igual direito transborde, alcançando a humanidade toda, pois é preciso entender que  está na mulher  o alicerce da construção de um mundo que precisa nascer mais belo. 

25 de novembro é o dia internacional de luta contra a violência à mulher. Se souber de algum caso disque 180 e aprenda a denunciar. Se isso não acontece com você,  alguém que conheça espera por uma missão sua. Não se omita. Salve uma vida. Salve uma mulher. salve várias famílias. 
  





domingo, 25 de outubro de 2015

Recordações

Eu e meu nenem, Hoje um vestibulando. 


Ontem , hoje assim: nem fez a barba, disse "tchau, mãe!" e foi fazer  o Enem. 

Huguinho e eu

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

QUERO ANDAR NA CHUVA COM VOCÊ

Sempre que chove lembro-me deste texto.

Poxa! Hoje amanheceu chovendo. Um choro alegre lavando as plantas e as folhas choram de alegria também.

             Deu-me vontade de ir para rua, deixar as gotas molharem a malha da minha roupa para grudar em meu corpo. Deu-me vontade de andar na chuva com você. Poxa! Como deu.


Sai andando com os meus olhos sobre os telhados, as árvores, os prédios lavados e a água escorrendo lá em baixo. Deu-me  vontade de andar na chuva com você. Poxa! Como deu.

Voltei o olhar para os meus olhos, deixei o ar molhado me molhar, enquanto apreciava a chuva deslizando no asfalto. Já molhada, me via brincando na chuva com você. Meus pés nus, os seus também. Corremos tanto que já não estávamos mais no primeiro plano. A terra tão molhada cobria-nos os membros. Já era barro e nos sentimos.

As árvores, agitadas com aquele banho de êxtase, soavam canções com as quais valsamos em sintonia. Dois bailarinos e nas pontas: o compasso. As mãos, o enlace, mas os dedos subiram ao encontro da face. Meus lábios pediam: - eu quero os seus. No beijo molhado as palavras achamos e a língua não pôde calar o depois. Dois corpos suados, unidos agora e a chuva, lá fora, parou para nós dois.

Dentro do plano, já todo esgotado, dois seres amados a saliva molhou. No tronco da árvore, já toda floresta, de novo fizemos do corpo uma festa. No fervor nos amamos, nos amamos e nos amamos e as gotas secaram com o calor do amor.


 Sobre a relva, dois seres tão selva, no lenho lenhamos e a seiva dos pelos pelas pernas rolou.

            Ambiente propício a outro início já era indício para água apagar. Os beijos ardentes secando enxurrada, os amados querendo novamente pecar.

            Diante da cena, tão bela e tão plena, coube ao Criador exercer Seu perdão. Do alto assistia dois rastros de amor escorrendo no chão.

            Do quadro quebrei a moldura e meus olhos voltaram para o olhar do lá fora.

            No capricho das horas a chuva foi embora e um pacto comigo o clima selou: quando a água cair do céu feito chuva, estarei na sacada para me molhar. Seu desejo, em forma secreta de água, entrará em meus poros para me amar.

            O tempo é o senhor do meu clima, só ele sabe a vontade que sinto de andar de mãos dadas na chuva com você.  


            Enquanto não chega o momento exato me uno ao ato do sonho escondido. É como consigo tê-lo comigo.


            Quando chover saberá de nós dois. Se o tempo é uma ponte, seja a minha água, eu serei sua fonte.


            O relógio não para e ninguém o prevê, só sei que na chuva ainda quero andar com você.


            E se nossos corpos, unidos e úmidos naquela hora, nos enxugaremos na folha de mais uma página escrita na nossa história.

            Quero andar na chuva com você. Poxa! Como eu quero.



Rita Lavoyer