CLASSIFICAÇÕES EM CONCURSOS LITERÁRIOS

PREMIAÇÕES LITERÁRIAS

2007 - 1ª colocada no Concurso de poesia "Osmair Zanardi", promovido pela Academia Araçatubense de Letras, com a poesia O FILME;

2010 - Menção Honrosa no Concurso Nacional de Contos Cidade de Araçatuba, com o conto A CARTA;

2012 - 2ª classificada no Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba, com o conto O BEIJO DA SERPENTE;

2012 - 7ª colocado no concurso de blogs promovido pela Cia dos Blogueiros - Araçatuba-SP;

2014 - tEXTO selecionado pela UBE para ser publicado no Jornal O Escritor- edição 136 - 08/2014- A FLOR DE BRONZE //; 2014 – Menção honrosa Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba, com o conto LEITE QUENTE COM AÇÚCAR;

2015 – Menção honrosa no V Concurso Nacional de Contos cidade de Lins, com o conto MARCAS INDELÉVEIS;

2015 - PRIMEIRA CLASSIFICADA no 26º Concurso Nacional de Contos Paulo Leminski, Toledo-PR, com o conto SOB A TERRA SECA DOS TEUS OLHOS;

2015 - Recebeu voto de aplausos pela Câmara Municipal de Araçatuba;

2016 – 2ª classificada no Concurso Nacional de contos Cidade de Araçatuba com o conto A ANTAGONISTA DO SUJEITO INDETERMINADO;

2016 - classificada no X CLIPP - concurso literário de Presidente Prudente Ruth Campos, categoria poesia, com o poema AS TUAS MÃOS.

2016 - 3ª classificada na AFEMIL- Concurso Nacional de crônicas da Academia Feminina Mineira de Letras, com a crônica PLANETA MULHER;

2012 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura

2017 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura

2017 - 13ª classificada no TOP 35, na 4ª semana de abril de microconto Escambau;

2017 - Classificada no 7º Concurso de microconto de humor de Piracicaba.

2017 - 24ª classificada no TOP 35, na 2ª semana de outubro de microconto Escambau;

2017 - 15ª classificada no TOP 35, na 3ª semana de outubro de microconto Escambau;

2017 - 1ª classificada no concurso de Poesia "Osmair Zanardi", promovido pela Academia Araçatubense de Letras, com a poesia PERMITA-SE;

2017 - 11ª classificada no TOP 35, na 4ª semana de outubro de microconto Escambau;

2018 - 24ª classificada no TOP 35, na 3ª semana de janeiro de microconto Escambau;

2018 - Menção honrosa na 4ª edição da Revista Inversos, maio/ com o tema Crianças da África - Poesia classificada BORBOLETAS AFRICANAS ;

2018 - 31ª classificada no TOP 35, na 4ª semana de janeiro de microconto Escambau;

2018 - 32ª classificada no TOP 35, na 4ª semana de janeiro de microconto Escambau;

2018 - 5ª classificada no TOP 7, na 1ª semana de junho de microconto Escambau;

2018 - 32ª classificada no TOP 35, na 3ª semana - VII de junho de microconto Escambau;

2019 - Classificada para antologia de suspense -segundo semestre - da Editora Jogo de Palavras, com o texto OLHO PARA O GATO ;

2019 - Menção honrosa no 32º Concurso de Contos Cidade de Araçatuba-SP, com o conto REFLEXOS DO SILÊNCIO;

2020 - 29ª classificada no TOP 35, na 4ª semana - VIII de Prêmio Microconto Escambau;

2020 - Menção honrosa no 1º Concurso Internacional de Literatura Infantil da Revista Inversos, com o poema sobre bullying: SUPERE-SE;

2020 - Classificada no Concurso de Poesias Revista Tremembé, com o poema: QUANDO A SENHORA VELHICE VIER ME VISITAR;

2020 - 3ª Classificada no III Concurso de Contos de Lins-SP, com o conto DIÁLOGO ENTRE DUAS RAZÕES;

2020 - 2ª Classificada no Concurso de crônicas da Academia Mogicruzense de História Artes e Letras (AMHAL), com a crônica COZINHA DE MEMÓRIA

CLASSIFICAÇÕES EM CONCURSOS

  • 2021 - Selecionada para a 6ª edição da revista SerEsta - A VIDA E OBRA DE MANUEL BANDEIRA , com o texto INILUDÍVEL ;
  • 2021 Selecionada para a 7ª edição da revista SerEsta - A VIDA E A OBRA DE CECÍLIA MEIRELES com o texto MEU ROSTO, MINHA CARA;
  • 2021 - Classificada no 56º FEMUP - com a poesia PREPARO A POESIA;
  • 2021 - Classificada na 7ª ed. da Revista Ecos da Palavra, com o poema CUEIROS ;
  • 2021 - Classificada na 8ª ed. da Revista Ecos da palavra, cujo tema foi "O tempo e a saudade são na verdade um relógio". Poema classificado LIBERTE O TEMPO;
  • 2022 - Classificada no 1º Concurso Nacional de Marchinhas de Carnaval de Araçatuba, com as Marchinhas EU LEIO e PÉ DE PITOMBA;
  • 2022 - Menção honrosa na 8ª edição da Revista SerEsta, a vida e obra de Carlos Drummond de Andrade , com o texto DIABO DE SETE FACES;
  • 2022 - Classificada na 10ª ed. Revista Ecos da Palavra, tema mulher e mãe, com o texto PLANETA MULHER;
  • 2022 - Classificada na 20ª ed. Revista Inversos, tema: A situação do afrodescendente no Brasil, com o texto PARA PAGAR O QUE NÃO DEVO;
  • 2022 - Classificada na 12ª ed. Revista Ecos da Palavra, tema Café, com o poema O TORRADOR DE CAFÉ;
  • 2022 - selecionada para 1ª antologia de Prosa Poética, pela Editora Persona, com o texto A FLOR DE BRONZE;
  • 2022 - Selecionada para 13ª edição da Revista Ecos da Palavra, tema MAR, com o poema MAR EM BRAILLE;
  • 2022 - Classificada para 2ª edição da Revista Mar de Lá, com o tema Mar, com o poema MAR EM BRAILLE;
  • 2022 - Classificada para 3ª Ed. da Revista Mar de Lá com o microconto UM HOMEM BEM RESOLVIDO;
  • 2022- Classificada com menção honrosa no 34º Concurso Nacional de Contos Cidade de Araçatuba, com o conto O CORTEJO DA MARIA ROSA;
  • 2022- Classificada pela Editora Persona com o conto policial QUEM É A LETRA L;
  • 2022 - Classificada no Concurso da E-33 Editora, Série Verso e Prosa, Vol.2 Tema Vozes da Esperança, com o poema POR ONDE ANDAS, ESPERANÇA? ;
  • 2023 - Classificada na 15ª edição da Revista Literária ECOS da Palavra, com o poema VENTO;
  • 2023 - Classificada para coletânea de poetas brasileiros pela Editora Persona, com o poema CUEIROS;
  • 2023- Selecionada na 23ª ed. da revista Literária Inversos com tema "Valores Femininos e a relevância do empoderamento e do respeito da mulher na sociedade contemporânea", com o poema ISSO É MULHER;
  • 2023 - Classificada no Concurso de Contos de Humor, Editora Persona, com o conto O PÃO QUE O QUINZIM AMASSOU;
  • 2023 - Classificada no Concurso de Poesias Metafísica do Eu, Editora Persona, com o poema QUERO OLHOS ;
  • 2023 - Selecionada pra a 11ª Edição da Revista SerEsta, A vida e obra de Paulo Leminsk, com o poema EL BIGODON DE CURITIBA ;
  • 2023 - Classificada no 1º concurso de poesia do Jornal Maria Quitéria- BA, com o tema " Mãe, um verso de amor", com o poema UM MINUTO DE SILÊNCIO À ESSAS MULHERES MÃES;
  • 2023 - Selecionada para Antologia literária - Série Verso e Prosa. Vol. 4, tema Vozes da Solidão, editora E-33, com a crônica A MÃE;
  • 2023 - Selecionada para a 9ª ed. da Revista Mar de Lá, como poema O POETA E A AGULHA;
  • 2023 - Classificada no concurso de Prosa Poética , Editora Persona, com o texto QUERO DANÇAR UMA MÚSICA CONTIGO;
  • 2023 - Selecionada para Antologia literária - Série Verso e Prosa. Vol.5, tema Vozes do Sertão, editora E-33, com o poema IMAGEM DE OUTRORA;
  • 2023 - Selecionada para Antologia literária - Série Verso e Prosa. Vol.6, tema FÉ, Editora E-33, com o poema OUSADIA POÉTICA;
  • 2023 - CLASSIFICADA para a Antologia Embalos Literários, Editora Persona, com o conto SEM AVISAR;
  • 2023 - Classificada na 18ª edição da Revista Literária ECOS da Palavra, com o poema FLORES, com o poema O PODER DA ROSINHA;
  • 2023 - Selecionada para Antologia literária - Série Verso e Prosa. Vol.7, tema AMIZADE, Editora E-33, com o poema AMIZADE SINCERA;
  • 2023 - Classificada em 8ª posição no Prêmio Castro Alves, na 33ª ed. Concurso de Poesia com temática Espírita, com o poema SOLIDARIEDADE;
  • 2023 - Selecionada para Antologia literária - Série Verso e Prosa. Vol.8, Vozes da Liberdade, tema , Editora E-33, com o poema REVOADA;
  • 2023 - Classificada para a Antologia Desejos profundos - coletânea de textos eróticos , Editora Persona, com o poema AGASALHA-ME;
  • 2023 - Classificada para antologia Roteiros Adaptados 2023 - coletânea de textos baseados em filmes, Editora Persona, com o texto BARBIE, UMA BONECA UTILITÁRIA;
  • 2023 - PRIMEIRO LUGAR no Concurso , edital 003/2023 - Literatura - seleção de projetos inéditos, promovido pela Secretaria Municipal de Cultura de Araçatuba, com o livro infantojuvenil DENGOSO, O MOSQUITINHO ANTI-HERÓI;
  • 2024 - Selecionada para compor a Coletânea Cronistas Contemporâneo, pela Editora Persona, com o texto A CONSTRUÇÃO DE UMA PERSONAGEM;
  • 2024 - Classificada para 19ª edição da Revista Literária Ecos da Palavra, com o poema A PASSARINHA;
  • 2024 - Classificada para a 13ª edição da Revista Mar de Lá, com o poema O TORRADOR DE CAFÉ;
  • 2024 - Selecionada para compor a Coletânea "Um samba no pé, uma caneta na mão", tema carnaval, pela Editora Persona, com o poema DEIXA A VIDA TE LEVAR;
  • 2024 - Selecionada para compor a coletânea "Revisitando o Passado", promovido pelo Projeto Apparere, com a crônica COZINHA DE MEMÓRIA;
  • 2024 - Selecionada para compor a Coletânea de Poetas Brasileiros,2024, Editora Persona, com o poema IMAGEM DE OUTRORA;
  • 2024 - Selecionada para compor a Antologia JOGOS DO AMOR, promovida pela Revista Conexão Literária, com o tema O jogo do amor, poema classificado: TENHO MEDO;
  • 2024- Selecionada para 20ª ed. da Revista Literária Ecos da Palavra, com o tema INFÂNCIA, com o poema DEBAIXO DE UMA LARANJEIRA;
  • 2024 - Selecionada para compor a Coletânea SOB OSSOS E SERPENTES, da Tribus Editorial, com o conto, com 9.999 caracteres, O BEIJO DA SERPENTE,
  • 2024 - Selecionada para a 21ª Edição da Revista Literária Ecos da Palavra, com o poema REVOADAS;
  • 2024 - Selecionada para a Coletânea de poemas Intimistas Existencialistas, com o tema A Arte do Eu, promovido pela Editor Persona, com o poema GOTAS DA CHUVA ;
  • 2024 - Selecionada para compor a antologia NÓS , textos de autoria feminina pela SELO OFF FLIP, com a crônica MULHER, FONTE DA ÁGUA;
  • 2024 - Classificada na 27ª Edição do Concurso da Revista Literária Inversos, com o tema "Culinária Típica da Festa de São João", promovido pela Academia de Letras e Artes de Feira de Santana (ALAFS) e Academia Metropolitana de Letras e Artes, com o poema SEU ZEQUINHA NO SÃO JOÃO DO NORDESTE;
  • 2024 - Classificada no concurso Literário MEMÓRIAS DE AFETO, promovido pela Lítero Editorial, com o poema O TORRADOR DE CAFÉ;
  • 2024 - Selecionada para compor a 22ª edição da Revista Ecos da Palavra , temática Animais, com o texto ORAÇÃO DOS BICHINHOS ;
  • 2024 - Selecionada para compor a Coletânea de Microconto-2024, promovido pela Editora Persona, com o microconto ROSTO;
  • 2024 - Selecionada para compor a coletânea A POESIA SUBIU O MORRO, promovido pela Editora A Arte da Palavra, com o poema PERMITA-SE;
  • 2024 - Classificada para compor a Edição 23 da Revista Ecos da Palavra, com o poema QUANDO EU SENTIR;
  • 2024 - 2º classificada no 35º Concurso Nacional de Contos cidade de Araçatuba, com o conto IN VINO VERITAS;
  • 2024 - Classificada para compor a Coletânea Contistas Contemporâneos, 2024 - Editora Persona, com o conto NÃO FOI A PRIMEIRA VEZ;
  • 2025 - Classificada para compor a 25ª edição da Revista Ecos da Palavra, com o poema CONVITE;
  • 2024 - Cordéis classificados para compor a Antologia Povo, Cordel e Poesia, promovido pela Litero editorial, com os cordeis: SEJAMOS TODOS EMPÁTICOS; AMAR ANIMAIS É DOM; A IMPORTÂNCIA DA LEITURA; 2024 - Selecionada para publicação em coletânea Concurso de poesia Município de Campo Mourão - Biblioteca Egydio Martello - 2024, com a poesia CONVITE ;
  • 2025 - Classificada no Concurso Coletivo Fomento Literário ; tema Semente da Esperança, com o poema GERMINAIS;
  • 2025 - Classificada para compor a Coletânea de Poetas Contemporâneos, 2025, Editora Persona, com o poema ANJO DE VERDADE ; ,
  • 2025 - classificada na 26ª edição da Revista Literária Ecos da Palavra, com o tema Amizade e com o poema AMIZADE SINCERA;
  • 2025 - Classificada na 15ª edição da Revista Literária SerEsta, sobre a vida e a obra de Casimiro de Abreu, com a prosa O MEU CORPO NÃO ESTÁ NA REDE;
  • 2025 - Classificada na Antologia MISTÉRIOS - contos e poemas, pela Revista Conexão Literatura, com o conto QUEM É A LETRA L;
  • 2025 - Classificada na 51ª Edição da Revista LiteraLivre com o poema SEM(HORA);
  • 2025 - Classificada no 1º Prêmio Proverbo de Literatura, com o poema (Entre) Versos e Razões;
  • 2025 -RECEBEU TROFÉU ODETTE COSTA NA CATEGORIA LITERATURA COM O LIVRO DENGOSO, O MOSQUITINHO ANTI-HERÓI
  • 2025 - Classificada para Revista Conexão Literatura , com o tema POEMAS SOBRE O TEMPO, Vol. VII, com o poema PÓ DO TEMPO ;
  • 2025 - Selecionada para compor a Revista Barbante, Volume XIII – Núm. 99 – 08 de junho de 2025 , com a Crônica MÁQUINA PARA A POESIA;
  • 2025 - Selecionada para compor a Coletânea Enigmas Independentes, promovida pela Editora Independentes, como conto OS SEGREDOS DE CATARINA;
  • 2025 - Selecionada para compor a Revista Barbante, Volume XIII – Núm. 100 – 15 de junho de 2025 - PARTE I DE II - Edição especial de número 100, com a crônica NÃO FOI A PRIMEIRA VEZ;
  • 2025 - Selecionada para compor a edição n. 6 da Revista Animalista, com o cordel AMAR ANIMAIS É DOM;
  • 2025 - Selecionada para compor a Revista Literária Epifania# 1, com o tema sentimentos: amor, tristeza, alegria, raiva, com o poema NA FOZ OU NO SONO;
  • 2025 - selecionada para compor a 52ª edição da Revista LiteraLivre, com o poema O TORRADOR DE CAFÉ;
  • 2025 - Selecionada para compor a 28ª edição da Revista Ecos da Palavra, tema CHUVA, , com o poema GOTAS DA CHUVA
  • 2025 - selecionada para compor a Antologia "A Força dos Versos", pela Editora Literária, com o poema OUSADIA POÉTICA;
  • 2025 - Selecionada para compor a 2ª edição Revista Alma: associação Literária de Mocossa Moçambique., com o poema A PASSARINHA;
  • 2025 - Classificada em 9º lugar no XXVI Concurso de Contos Alípio Mendes, promovido pela Academia Angrense de Letras e Artes, com o conto MATEUS, O MENINO DOS ANOS DE CHUMBO;
  • 2025 - Classificada para compor a 5ª edição, edição comemorativa de 1º aniversário da Revista Vinca Literária, somente para mulheres, com o poema QUANDO A SENHORA VELHICE VIER ME VISITAR;
  • 2025 - Selecionada para compor a 31ª edição da Revista Inversos, em homenagem ao dia das Crianças, com o poemeto CRIANÇA REAL;
  • 2025 - Selecionada para compor a 16ª ed. da Revista SerEsta, com o tema A vida e a obra de Carolina Maria de Jesus, com a crônica UMA ENTREVISTA COM CAROLINA MARIA DE JESUS;
  • 2025 - Selecionada para compor a antologia do XIV Concurso Literário de Presidente Prudente - CLIPP - com o poema VERSOS LIVRES,;
  • 2025 - 3º lugar na categoria mini poema, Nacional/internacional, do 14º Concurso Literário da Academia Madureirense de Letras 2025, com o mini poema PROSA, SABORES E MEMÓRIAS;
  • 2026 - Selecionada para compor a Antologia Prosa Poétioa, promovida pela Editora Persona, com a prosa MÁQUINA PARA A POESIA;
  • 2026 - 3ª classificada no concurso de fábulas promovido pela Editora Typus, com a fábula A MACACA E O LEÃO ;
  • 2024 - Selecionada para publicação em coletânea Concurso de poesia Município de Campo Mourão - Biblioteca Egydio Martello - 2024, com a poesia CONVITE ;
  • 2026 - Selecionada para compor a Coletânea de Poetas Brasileiros 2026, promovido pela Editora Persona, com o poema NONAS POESIAS;
  • 2026 - Selecionada para compor a Coletânea Poemas sobre a morte, promovida pela Editora Persona, com o poema O ENCONTRO ;
  • 2026 - Selecionada para compôr a 4ª edição da Revista Alma, de Mocosa-Moçambique, com o poema VERSOS LIVRES;
  • 2026- Selecionada para compor a antologia Universo da Poesia, pela Editora Conexão literária, com a poesia ESPERANÇAR COM A POESIA;
  • 2026 - Selecionada para compor a antologia Poemas sobre o Tempo - volume XVII. Revista Conexão literária 2026, com o poema DESCASQUEI O TEMPO ;
  • 2026 - Selecionada para compor a 5ª edição da revista ALMA, de Mocossa- África, com a crônica COZINHA DE MEMÓRIA;
  • 2026 - Selecionada para compor a Antologia SerPet, pela Editora Typus, com a história GRALHA REFORMADA;

sexta-feira, 29 de maio de 2009

NÃO QUERO QUE ME BATAM.




Jogaram-me em uma arena para pagar o que eu devo. No que estendi as mãos, para um breve cumprimento, um golpe me foi dado levando-me à lona. A areia era macia, fora revolvida para amortecer a minha queda.
Não quero que me batam. Estendi uma das mãos apoiando-me em outra, no que esta foi chutada e outra queda degustei; eu vi todo o céu de uma arena tão cercada com madeiras faces mil , todo o apoio que busquei na força dos meus dois braços colocou-me de joelhos.
Não quero que me batam e um sorriso enlargueci, o branco dos meus dentes avermelhou-se num instante. As gotas tão pungentes arrancavam os aplausos de mãos tão estridentes.
Não quero que me batam e com a força dos meus braços e joelhos bem firmados me ergui toda defesa para saudar o cobrador .
Não quero que me batam e já toda recomposta os meus braços eu abri; corri para o encontro quando, separando-nos a distância, uma lança atravessou-me e novamente eu cai. Com o apoio de uma mão e também dos dois joelhos me arrastei até a cerca e ali me apoiei, mas ela era tão solta... não me pôde sustentar; num impulso, não sei de onde, para o centro retornei.
Não quero que me batam e a lança até doía um pouco no meu peito, mas a esquerda me estancava, com a direita acenei. O braço na altura e feliz por agradar, senti profundo golpe na altura do meu punho. Logo o abaixei para esconder o rompimento da articulação.
Não quero que me batam e com o meu ombro tão direito apoiei tão forte clava. No que eu virei o rosto, o frio de um metal atravessou-se em minha face, fiquei desfigurada.
Não quero que me batam e por isso me firmei no apoio dos meus pés, sem muita demora uma intervenção mutilou-me um membro inferior.
Não quero que me batam e resolvi me sentar, fiquei bem quietinha no centro da arena, já não via o que se passava quando os meus olhos foram vazados e também não sei dizer quando rompeu a minha coluna.
Não quero que me batam e entendi que deveria deitar-me na areia daquela cena. Não sei para onde foi a lança, já não a sinto mais em meu peito, já não sinto nada, só a parte do rosto lateja um pouco. Uma voz, tênue e mansa, eu ouvi se aproximando, ordenando que parasse a cobrança neste dia. Senti na minha testa a ponta de um dedo, palavras me informavam que ele voltará até que se finde esta cobrança totalmente indolor.
Não quero que me batam e a todo instante vou vivendo, toda vez, para entregar- me de corpo e alma até pagar o meu credor.

Autoria - Rita Lavoyer

terça-feira, 26 de maio de 2009

EU NÃO ROUBEI A PREVIDÊNCIA


Um dia, os meus amigos e eu já fomos “também” a esperança deste País. Mas na nossa época não havia leis que protegiam as crianças, e muito cedo precisamos trabalhar; mas isso só nos fez bem, nos fez honrados. Hoje, chegamos a esta idade, e o que nos sobra?
Recolhi em dia os meus compromissos. O que recebo em troca de tudo isso? Trabalhei de sol a sol. Não me perguntaram se podiam descontar na minha folha de pagamento. O que tiravam me faltou para comprar o pão dos meus filhos.
Filhos da culpa! Uma culpa gera outra. Vocês? São filhos da culpa porque quiseram entrar nela. O meu pai teve pai; a minha mãe, pai também teve. Seus filhos da culpa! Fizeram data para comemorar o meu dia de aposentado. Vou comemorar o quê? A vergonha que eu sinto por ser aposentado neste país? Senhores, disso tomem ciência: “Eu não roubei a previdência!”
Ponham a mão na consciência! Tomem uma providência. Já cansei de me calar. Perdi as esperança. Por que ainda tiram de mim o que tinham que me dar?
Basta! Deixei que o meu futuro fosse resolvido por crianças que insistem em não crescer. Tantos anos de labor, chegar nesta idade, passar vergonha, sentir dor, ficar na fila de espera e não poder pagar doutor.
“Eu não roubei a previdência!” Na minha educação, quem é homem não mente! Por favor, tenham respeito. Apesar de ser idoso, ainda quero ser gente.
Senhores da presidência, tenham piedade! Um homem na minha idade sendo tão humilhado! Fui honesto a vida inteira e hoje vivo prisioneiro de um sistema mal resolvido, num país onde ladrões de elite tem a defesa de ministros e nós, aposentados, pagamos por termos sido honestos e honrado os compromissos. Será que Deus está vendo isto?!
Pai! Perdoe-nos por ter nos calado tanto tempo, os meus amigos aposentados e eu. Enxugue o nosso pranto, Pai! Para nós, só nos resta o desencanto. Perdoe-nos, Pai, termos chegado nesta idade e não conseguirmos viver com dignidade. Hoje, Pai, ser aposentado neste Brasil já virou pecado. Perdoe-nos por ter nos restado isso. Se o senhor conseguir ouvir a voz fraca deste velho, peço-te Pai, tire-nos deste inferno.
Eu nunca roubei ninguém, Pai, eu juro! O meu único erro, Pai, foi ter trabalhado e sonhado em poder chegar aqui, cantando. Forças não me restam mais. No meu orgulho de homem honesto, perante o Senhor, Pai, só me resta chorar.
Texto publicado no Jornal Folha da Região em 26/05/2009
imagem:www.osvigaristas.com.br

terça-feira, 31 de março de 2009

AGRADECIMENTOS

Coluna "Mulheres" Jornal Folha da Região - 31/03/2009.

Cara amiga, assim eu a tratei durante este mês de março, período em que pude apresentar um pouco do meu trabalho. Aliás, não deveria chamá-lo trabalho, mas catarse por ser uma forma de aliviar o meu peito e os nós que, às vezes, eu mesma os ato. Eu sou assim, cheia de sobe e desce porque a minha vida não é um mar de rosas, mas há as rosas e elas têm espinhos, ao mesmo tempo em que elas enfeitam, machucam.
A todos os que acompanharam a coluna “ Mulheres”: homens, mulheres, adolescentes, amigos, papagaios e adeptos a assuntos “sexopsicoecológicos” o meu muito obrigada.
Aos que acharam o número do meu telefone, apesar de ele não constar na lista, e me ligaram dizendo que eu sou meio louca, mas que gostaram do que leram, o meu muito obrigada e parabéns pelo esforço que fizeram para me localizar, mas não se esforcem mais, por favor!
Agradeço e parabenizo a minha mãe que me tem por filha. Aos meus irmãos, idem. Obrigada aos meus filhos sem os quais não seria o que eu sou.
À direção deste Jornal que me possibilitou esta imensa oportunidade, dizer apenas MUITO OBRIGADA é pouco. Então, que todos os meus agradecimentos recaiam sobre esta família ‘FOLHA DA REGIÃO’ em forma de orações.
À minha sogra um abraço e, ao meu marido, que me carregou nos braços durante muitos anos para eu poder chegar até aqui e poder andar com segurança e dizer tudo isso a vocês, eu ofereço a ele muitas Ritas e que Deus o ajude.
A Deus agradeço a tudo, simultaneamente, em orações.
Mulher! Parabéns por ser Mulher. Carregar esse manto não é para qualquer um. Por isso é que somos Mulheres, porque temos a competência para isso.
Deve ter observado que usei várias vezes a palavra ‘contramão’. De propósito. Quando vejo o mundo andando em uma mesma direção, me desvio dos controles remotos padronizados fincados nas mãos de certos grupos que manipulam cabeças. Eu coloco o meu capacete de louca e certas ondas não me atingem. Faço a minha piracema e desovo minhas controvérsias. Ser louca, às vezes, me faz muito bem, me cura da minha própria insanidade. Confesso uma coisa: Eu erro tanto, tanto, que às vezes eu falo a mim mesma que é hora de parar, mas há uma força que eu conquistei nos meus ‘pedidos de perdão’ que não me deixa desistir. Essa força quer que eu faça sempre para errar mais e, assim, continuar pedindo perdão. Acho que o perdão gosta de mim. Os acertos são poucos, mas significativos.
Tudo em você, Mulher, é sagrado. Ame muito, mas ame ao extremo. Nesses momentos de entrega você será feliz, pode crer. A dor de um rompimento amoroso é menor do que a angústia de não tê-lo vivido. Aquela passa; esta, não!
Não fique sozinha, arrume um companheiro que, antes de tudo, lhe tenha respeito para ambos trocarem carícias. Há pessoas honradas ainda, acredite! Precisamos do contato com o outro, independente de qual sexo você escolher para amar. O importante é que você ame muito sem medo do amor.
Todo amor vale a pena.
Acredite nisso! Eu acreditei. Hoje sou mais feliz do que antes porque quanto mais mulheres existirem dentro de mim, mais eu amo e mais ainda precisarei de Deus e a Ele recorrerei diariamente, agradando-O. Deus é Todo Sabedoria; eu, um pouquinho esperta!
Fiquemos com Ele, agora e sempre.
Beijão em você!

Imagem: meuslivrosweblog.com

domingo, 29 de março de 2009

DE VOLTA PRA CASA.



Coluna - "Mulheres" Jornal Folha da Região 29/03/2009


Este texto deveria ter sido o primeiro, porque foi como tudo começou, mas o deixei para o final, para não se cansarem de pastelão. Esta passagem é minha, tão somente minha, ma se achar necessidade, pegue carona. Sempre cabe mais um na contra mão dos meus caminhos.

“Quem eu fui para fugir assim, banindo-me? Desesperada e louca, por tão pouco saber de mim mesma? A esmo, saí peregrinando e, num vão da minha sala, sem tê-lo visto, caí em mim. O mundo era estranho e havia os espelhos mostrando-me nós. Só, eu neles me vi. Não as aceitei e dali quis fugir. Num reflexo, um sorriso me foi dado e, dentro dele quis entrar. Uma voz, severa e forte, era, então, o passaporte obrigando-me a chegar.
Desequilibrada e sem suporte, me empurrei àquela morte e mais fundo me adentrei. Encontrei-me com muitos eus, estranhos e indulgentes. Se sou assaz valente, de indulto eu não preciso. Herdeira de muito viço, dotada de desejo em foice, saí a inventariar. Lá se foi aquele ‘eu’, sozinha, com o azorrague em cada mão, rasgar-me os eus unidos e ensinar-lhes a lição. Armada com a belicosidade do meu potencial, fui mau! Camuflei-me e, diante do conflito, a própria guerra declarei. Vi-me lançada a um lado que era meu e outro lado, também meu, desolado, lá ficou. Sem mim, aquele meu pedaço teria fim. Sim! Como teria. Oh, propriedade minha! Voltarei. Mas o que é isto, impedindo-me voltar àquele território? O que é isto que eu plantei em mim? Um lado separando outro como o muro de Berlim? Mas este já está destruído, o meu seria provisório? Vi uma muralha erguida por uma canalha bloqueando a travessia. Não podia derrubá-la e, estando uma bala, só por brincadeira, pratiquei tiro ao alvo. Eu estava bem a salvo, pois bastava- me a mim mesma.
Tomei certa distância e me pus em vigilância. Sentia tantos eus em minha sombra e, na ânsia de eliminá-los, lancei a minha granada. Nada os derrotava. Eram todos em um só e eu, sozinha em luta, de nenhum quis ter dó. Não fui embora. Era hora de ficar e demarcar minha trincheira. Desconheço-os. Vou aniquilá-los e romper os elos para, enfim, ser somente eu a dona de mim. Com verbos explosivos e o estopim em minha boca, àquela tropa eu gritei para não tentarem troca.
Os meus ‘eus’ eram as Mulheres. Amigas unidas para salvar-me. Queria mandá-las pros ares. Não hesitei. Cada uma nos seus lugares eu as pus. Era o começo do meu fim.
Quis exterminar as minhas mulheres tão diferentes, mas delas fiquei carente, à solidão fazia jus. Eu, um ser absoluto, exclui os relativos e, sem razão para ponderar vivi só, no porão de ‘pobre-star’. Eu me perdi dentro de mim. O meu desprezo me encontrou presa ao meu sorriso, já nem sabia mais quem eu era. Olhava e não me via. Ora, nem me conhecia no opaco do espelho! Medi do alfa ao ômega minha megaoperação, sem perdão, eu tomei conta de mim.
Estava presa dentro de mim e não conseguia me soltar, queria ver a luz do dia, outros eus poder achar. O nada que eu era dominava o meu ser, precisava me libertar, já não vivia em meu lar porque eu era toda ‘ego’, como prego numa cruz. Quando pensava em fugir, vinha um ‘eu’ me seduzir, me pôr em grades. Vivia de joelhos, mas não queria me adorar. Queria viver de verdade. Era mulher , logo precisava me livrar do meu sorriso.
Precisei coragem para sair aos tapas comigo mesma. Machuquei, fui machucada.
Mas minha amante era mais forte e me livrou de muitas mortes. Diante da catástase a minha máscara estilhaçou. Foi quando eu chorei. Descobri que falsifiquei meu próprio ouro. Queria minhas mulheres de volta, elas são o meu tesouro.
“Rogamos-te piedade, oh! peregrina sem fronteira. Nos aceite companheiras pra atravessar o seu deserto!”
Oh, sina! Tantas mulheres em sentinela querendo me ajudar e eu, vencendo os preconceitos, já as queria bem mais perto. Elas importam-se comigo e eu, ser tão projétil, queria me detonar. Foi quando dei finalidade à minha marreta. Que batalha ordinária! Larguei minha arrogância, ressuscitei minha criança e devolvi- me o que eu espoliei. Colei minhas frações, outrora divididas, e achei um novo rumo entre o sorriso e a saída. Eu me fui tão carcereira, separando os meus lados e as mulheres que eu sou.
Nas prisões que eu vivi e que me foram tão lição, você amiga, assistiu, um pouco, neste Jornal.
Reuni minhas mulheres e, hoje, somos uma Nação. Eu voltei pra minha morada e me fiz toda Universo . Voltei bem mais segura porque derrubei algumas paredes que eu mesma erguia. Doravante, eu “ mulheres” , haveremos ser mutantes e por onde nós andarmos seremos sala de estar. Resido em mim mesma ponderando divergências, meu sorriso não tem grades e, de espelhos não preciso. O velho paredão, eu o lancei ao chão, e poder me transitar na verdade do que sou é o que me faz tão diferença. Na presença das minhas mulheres, descobri que batalha bem perdida jamais fica em vão.”
Você, cara leitora, entenda como puder, mas foi nesta viagem em minha vida, que descobri que sou MULHERES exalando perfumes de flores, as mais diversas.
Agora, preciso terminar este texto porque minhas flores estão chorando. Elas precisam de lágrimas para fortalecer suas raízes e amadurecer os meus versos para continuarmos, eu e as minhas mulheres, sendo o Templo da nossa própria poesia.
Na terça-feira, dia 31, me despeço de você, mas já trago comigo a saudade dos brilhos dos seus olhos sobre as minhas letras.
Que a Boa Luz Divina ilumine a tua caminhada e a cubra de bênçãos. Obrigada pela oportunidade da companhia. Beijos. Rita Lavoyer.

Este texto deveria ter sido o primeiro, porque foi como tudo começou, mas o deixei para o final, para não se cansarem de pastelão. Esta passagem é minha, tão somente minha, ma se achar necessidade, pegue carona. Sempre cabe mais um na contra mão dos meus caminhos.

“Quem eu fui para fugir assim, banindo-me? Desesperada e louca, por tão pouco saber de mim mesma? A esmo, saí peregrinando e, num vão da minha sala, sem tê-lo visto, caí em mim. O mundo era estranho e havia os espelhos mostrando-me nós. Só, eu neles me vi. Não as aceitei e dali quis fugir. Num reflexo, um sorriso me foi dado e, dentro dele quis entrar. Uma voz, severa e forte, era, então, o passaporte obrigando-me a chegar.
Desequilibrada e sem suporte, me empurrei àquela morte e mais fundo me adentrei. Encontrei-me com muitos eus, estranhos e indulgentes. Se sou assaz valente, de indulto eu não preciso. Herdeira de muito viço, dotada de desejo em foice, saí a inventariar. Lá se foi aquele ‘eu’, sozinha, com o azorrague em cada mão, rasgar-me os eus unidos e ensinar-lhes a lição. Armada com a belicosidade do meu potencial, fui mau! Camuflei-me e, diante do conflito, a própria guerra declarei. Vi-me lançada a um lado que era meu e outro lado, também meu, desolado, lá ficou. Sem mim, aquele meu pedaço teria fim. Sim! Como teria. Oh, propriedade minha! Voltarei. Mas o que é isto, impedindo-me voltar àquele território? O que é isto que eu plantei em mim? Um lado separando outro como o muro de Berlim? Mas este já está destruído, o meu seria provisório? Vi uma muralha erguida por uma canalha bloqueando a travessia. Não podia derrubá-la e, estando uma bala, só por brincadeira, pratiquei tiro ao alvo. Eu estava bem a salvo, pois bastava- me a mim mesma.
Tomei certa distância e me pus em vigilância. Sentia tantos eus em minha sombra e, na ânsia de eliminá-los, lancei a minha granada. Nada os derrotava. Eram todos em um só e eu, sozinha em luta, de nenhum quis ter dó. Não fui embora. Era hora de ficar e demarcar minha trincheira. Desconheço-os. Vou aniquilá-los e romper os elos para, enfim, ser somente eu a dona de mim. Com verbos explosivos e o estopim em minha boca, àquela tropa eu gritei para não tentarem troca.
Os meus ‘eus’ eram as Mulheres. Amigas unidas para salvar-me. Queria mandá-las pros ares. Não hesitei. Cada uma nos seus lugares eu as pus. Era o começo do meu fim.
Quis exterminar as minhas mulheres tão diferentes, mas delas fiquei carente, à solidão fazia jus. Eu, um ser absoluto, exclui os relativos e, sem razão para ponderar vivi só, no porão de ‘pobre-star’. Eu me perdi dentro de mim. O meu desprezo me encontrou presa ao meu sorriso, já nem sabia mais quem eu era. Olhava e não me via. Ora, nem me conhecia no opaco do espelho! Medi do alfa ao ômega minha megaoperação, sem perdão, eu tomei conta de mim.
Estava presa dentro de mim e não conseguia me soltar, queria ver a luz do dia, outros eus poder achar. O nada que eu era dominava o meu ser, precisava me libertar, já não vivia em meu lar porque eu era toda ‘ego’, como prego numa cruz. Quando pensava em fugir, vinha um ‘eu’ me seduzir, me pôr em grades. Vivia de joelhos, mas não queria me adorar. Queria viver de verdade. Era mulher , logo precisava me livrar do meu sorriso.
Precisei coragem para sair aos tapas comigo mesma. Machuquei, fui machucada.
Mas minha amante era mais forte e me livrou de muitas mortes. Diante da catástase a minha máscara estilhaçou. Foi quando eu chorei. Descobri que falsifiquei meu próprio ouro. Queria minhas mulheres de volta, elas são o meu tesouro.
“Rogamos-te piedade, oh! peregrina sem fronteira. Nos aceite companheiras pra atravessar o seu deserto!”
Oh, sina! Tantas mulheres em sentinela querendo me ajudar e eu, vencendo os preconceitos, já as queria bem mais perto. Elas importam-se comigo e eu, ser tão projétil, queria me detonar. Foi quando dei finalidade à minha marreta. Que batalha ordinária! Larguei minha arrogância, ressuscitei minha criança e devolvi- me o que eu espoliei. Colei minhas frações, outrora divididas, e achei um novo rumo entre o sorriso e a saída. Eu me fui tão carcereira, separando os meus lados e as mulheres que eu sou.
Nas prisões que eu vivi e que me foram tão lição, você amiga, assistiu, um pouco, neste Jornal.
Reuni minhas mulheres e, hoje, somos uma Nação. Eu voltei pra minha morada e me fiz toda Universo . Voltei bem mais segura porque derrubei algumas paredes que eu mesma erguia. Doravante, eu “ mulheres” , haveremos ser mutantes e por onde nós andarmos seremos sala de estar. Resido em mim mesma ponderando divergências, meu sorriso não tem grades e, de espelhos não preciso. O velho paredão, eu o lancei ao chão, e poder me transitar na verdade do que sou é o que me faz tão diferença. Na presença das minhas mulheres, descobri que batalha bem perdida jamais fica em vão.”
Você, cara leitora, entenda como puder, mas foi nesta viagem em minha vida, que descobri que sou MULHERES exalando perfumes de flores, as mais diversas.
Agora, preciso terminar este texto porque minhas flores estão chorando. Elas precisam de lágrimas para fortalecer suas raízes e amadurecer os meus versos para continuarmos, eu e as minhas mulheres, sendo o Templo da nossa própria poesia.
Na terça-feira, dia 31, me despeço de você, mas já trago comigo a saudade dos brilhos dos seus olhos sobre as minhas letras.
Que a Boa Luz Divina ilumine a tua caminhada e a cubra de bênçãos. Obrigada pela oportunidade da companhia. Beijos.

Imagem: Taisluso.bloggspot.com / Mulheres - Marilia Chartune

sábado, 28 de março de 2009

MULHER - FLOR-AZUL DA POESIA.



Coluna "Mulheres" Jornal Folha da Região - 28/03/2009


Quando eu era bem novinha mesmo, tinha uma vontade enorme de ter uma roupa azul . Não importava o modelo, mas tinha que ser azul. Um azul que transmitisse uma claridade de paz. O tempo passou bastante e não havia posto, ainda, a roupa azul. A vontade ficou na alma e aumentou ainda mais quando a desejei com uma jóia de pedra azul. Roupas compradas para a necessidade nunca foram a da cor desejada.
Na primeira gravidez eu não tive aquela roupa azul. A ocasião pedia roupas especiais e as que eu tinha me bastavam, eu agradecia. No dia do meu aniversário, nasceu o meu filho lindo com olhos de jabuticabas. O tempo passou mais um pouco e não levou embora o desejo da cor. Uma filha eu teria e a vontade daquele tom com claridade de paz gerava junto com ela. Foi então que eu tive condições de adquirir o azul para enfeitar o meu corpo tão belamente grávido. Eu tive três azuis. Tinha que ser vestido e não aceitava outra peça. Comecei a me achar a grávida mais linda dentro dos meus azuis. De cortes, simples e singelos, caiam perfeitamente na minha silhueta de mãe.
Satisfeita a minha carência de azul, desejei um conjunto de saia e blusa para gestante na cor rosa com muitos laços. Desenhei o modelito e pedi para fazê-lo. Tinha lacinhos que não acabavam. Era uma grávida usando roupas para bonecas. Depois que os meus filhos nasceram não parei mais de escrever. A minha cor azul virou poesia; a rosa, virou a amante das mulheres que eu gosto de ser.
Para as minhas e todas as mulheres que vocês também são:

“FLOR AZUL”
“Todas as flores têm as cores que Deus lhes deu./ A minha mulher é de um azul tão lindo/ É a flor mais linda que a aquarela escreveu./ Oh! Mulher linda, flor maravilhosa/ Todo o seu colorido é azul cor de infinito./ Ela embeleza todo céu e todo o mar/ Se veste toda de azul pra me amar, pra me amar./ É o meu carnaval, fantasia e purpurina / É a flor brilhante de azul com serpentina. /Que alegria é a minha mulher,/ Uma flor do campo com azul cor de encanto./ Canto ela aqui, canto acolá./ Canto o seu azul que só sabe encantar./ Minha mulher, minha fortaleza/ É uma jóia rara, é uma flor azul-turquesa./ Por ela sou muito orgulhoso/ Minha flor-mulher é de um azul maravilhoso./ Ela tem um tom que aquece o meu frio/ Minha flor-mulher tem a cor azul-anil./ O perfume que ela tem me leva ao céu./ O gosto da minha flor é azul da cor do mel./ Minha flor-mulher tem o azul do esplendor. / Deus fez todas as flores com o azul da sua cor./ Oh! Mulher linda, flor maravilhosa/ Todo o seu colorido é azul cor de infinito./ Eu não sei viver sem o azul da sua boca/ A minha mulher, entre todas, é a mais louca./ Essa flor-mulher torna o azul todo brilhante/ No leito de suas pétalas me faz todo amante./ Por essa cor dela eu me vejo enlouquecido./ Hoje, só sou homem porque visto o seu vestido./ Nele eu me envolvo porque o azul só me compraz./ A minha mulher é toda ramalhete com a cor da paz./ A jóia que queria para adornar a tua cor/ são os olhos da nossa filha, fruto do nosso amor./ Esse homem que há em mim é o ramo da minha flor porque ele é tão Mulher quanto o nosso Criador.”

Mulher, vista-se de céu e encontre em teu ser o motivo da paz ao mundo!

Imagem: flickr.com

sexta-feira, 27 de março de 2009

ORAÇÃO AO SILÊNCIO


Coluna "Mulhres" Jornal Folha da Região - 27/03/2009

Santa oração, proteja a criança que está para nascer, santificada seja o seu silêncio cada vez que alguém vier repreendê-la, pois se for uma menina-mulher, menos ainda deverá falar para não morrer no ninho.
Agora, contínua oração à criança que nasceu, vá acompanhá-la em sua calada ainda mais por que: “escreveu não leu o pau comeu” é lema da geração em cuja época, esta criança veio na contramão.
Já aprendeu a andar, oh, oração! Fique mais fervorosa para, se ela cair, se levantar. Mais ainda, oração bendita, feche a boca dessa menina para ela falar bem pouco, e se vier a contrariar as regras a ela imposta, querendo se fazer absoluta, que venham homens bem nobres e rompam os seus períodos justapondo-a aos loucos para, que lá, ela se coordene.
Oh, oração poderosa, ela conseguiu chegar a uma idade que sabe a diferença entre ela e o outro, fecha o seu o corpo, oh, correta oração! E se ela descobrir o que traz em si, que se ajoelhe e se flagele para do pecado se redimir. Agora que está crescida e, com os pecados do corpo à mostra é tempo de achar esposo, não importa se gosta ou quer. Com o corpo já feito que está, é hora de virar mulher.
Oh, querida oração que foi consumada até agora. Essa mulher com esposo e filhos honrará o título de senhora, pois nos laços da família ela aprendeu a rezar e, se as dificuldades chegarem ao seu lar, que ela saiba se recolher, ajoelhar e chorar.
Oh, perfeita oração que acompanha esta senhora com tantos filhos nos braços, dai a ela a fortaleza de saber, em seu silêncio, engolir tanta pobreza. Essa mulher é invencível; no lar, é pau para toda obra. Quanto mais ela se cala, mais a vida lhe cobra.
Em cada oração que ela faz ajoelhada, agradece aos sofrimentos, ela os julga bom remédio purificador da sua alma. Já, com tanta idade ainda é arrimo de família, pois aquele com quem se casou há muito tempo deixou-a sozinha para cuidar dos filhos, sofrer e orar.
Oh, oração abençoada que sai do silêncio dessa mulher, dê a ela muita força para carregar, além dos netos, tanta doença que a acometeram. Ela semeou o pão, mas foram os seus filhos que comeram; a ela nada sobrou além da esperança e a fé na oração. Ela acredita que está na privação a salvação da sua vida.
Oh, oração serena que ela faz quando se deita para descansar. Não permita que seu corpo pare nessa altura, seria um contrassenso, ela sabe que a vida ainda quer muitos anos de seu silêncio.
E que ela continue cada vez mais calada, oh, oração fraterna, abençoe essa mobilha indispensável em uma casa, com o seu salário de fome sustenta tantos homens.
Oh, oração amiga que sustentou essa mulher no suporte do sigilo; ela que morreu tantas vezes no silencio que a clama, se doou e, ainda se doa do resto que lhe sobra, para poder ver livre aqueles que tanto ama.
Oh, oração infinita, à esta mártir tão mulher, renda-lhe as palavras e a eleve em sua glória. A ela não resta mais nada e a sua história aqui se finda. Canonize-a para que ela seja as palavras de abertura, conteúdo das orações de súplicas de tantas mulheres interrompidas numa vida de clausura.
Um momento de silêncio para tantas que se vão deixando aos seus queridos, como legado, a oração.
imagem : aspalavrasnuncatedirei.blogs.sapo

quinta-feira, 26 de março de 2009

O CIRCO NO PALCO DA PROSTITUTA



Coluna "MULHERES" Jornal Folha da Região - 26/03/2009

Veja só!
Quem é que vai querer acreditar
Que Templo Sagrado perde o seu altar
Quando as portas se abrem
Para a luz da ilusão.
Veja só!
Fazem sarcasmo diante do sacrário
Para atingir o acme num ato insublime.
Há de me entender se eu, aqui, chorar
Por ver a natureza, num ato insano,
Se arruinando...
Veja só!
Violação da comunhão com o amor,
Sugam o líquido do santo castiçal
Depositando nele a cera fria
De uma vela sexual.
Veja só!
Essa história não é boba, não!
Nem engraçada, então preste atenção:
Templo Sagrado vira palco de circo,
Animais disputam vaga em gruta
E desfrutam do prazer de um pobre ser.
Veja só!
Quem é que vai querer acreditar
Que a prostituta vende o corpo pra viver...
Se oferece ao sacrifício
E, no tablado, é imolada.
Ah, nesse guia em contramão
Ela arranca o coração
E faz seu Templo um meio de diversões...
Veja só!
O seu público não é nada fiel
Depois do show não lhe resta um apelo
Retiram dela o seu coro nu em pelo.
É cada um fazendo o seu papel
Num roteiro de uma história tão cruel.
Não há elo nesse selo e, sem gaiola,
Adestrado deita e rola,
Mas, ela domina o animal com o prazer
E este, já todo saciado, deixa sua presa
Ao relento, abandonada.
Veja só!
Tem que fazer, sozinha, o seu show.
Se falta o riso o choro ela engole
Para salvar o pão que o diabo amassou.
De ilusão vai vivendo o dia-a-dia
Ser prostituta é o que ela não queria e,
Como palhaço veste-se de fantasias
Para poder sobreviver...
Ela é prostituta sem saber
Que toda Mulher tem o seu lado virginal
Oferece o amor e ganha
bem mais por merecer.
Veja só!
A prostituta equilibra a dor
Embora dê, nunca recebe amor
Contorcionista, se esquiva do dever
De o seu Templo respeitar.
É dissabor atrás de dissabor...
Sem cor, sem brilho a vida a carrega
Porque o seu palco é um circo itinerante
Perante o qual, muitos se divertem num instante.
No seu todo, o seu dia é tão vazio
Abre seu Templo, agora, imoral,
Para o espetáculo sempre ser igual.
Veja só!
Só um vintém na noite mal passada
Malabarismo ela faz tão bem,
Para driblar o dia e tantos insultos.
Mas, se levanta dentro desse seu reduto
E arruma a tenda
Para sua nova revenda
Porque o show tem que continuar...
Ah, nessa história sem resumo
Ela se deita ao chão
De uma área onde ela é o consumo...
Veja só!
É ilusionista da visão da vida
Na trajetória o nada a convida
Para tudo e o que der e viver.
Esqueceu-se que prostituta
Não é nome pra Mulher.
Veja só!
O Templo corpo agora arruinado
Onde animais adentram sem as jaulas
E, de joelhos, ela os ajuda a pecar,
Saem com o riso abastado de prazer
Enquanto outros entram para comprar
O que ela tem para revender.
Ah, o Templo de Mulher
Ninguém pode violar
É lugar sagrado para a entrada do amor
Entre os parceiros deve haver o compromisso
De comungarem os mesmos ideais
E, completando um ao outro
Nesses atos de carinhos,
O Templo da Mulher será todo altar
Para ambos os amantes se tornarem
Pão e vinho.
Veja só!
A prostituta é palco de um circo
com espetáculo chulo à luz do caos
São lhe dadas, moedas falsificadas
Pelo exibicionismo.
Se restar alma nessa peça encenada
Fará das pedras seu motivo de escalada
Edificando, com elas, o seu Templo.
Porque a Mulher é maior que o abismo.
Sobre ele, a Mulher é a própria igreja
Diante dos seus pés, ajoelhe e beija-a.
Corpo de Mulher é Templo inviolável
No seu altar há disposto leite e mel
Somente a um compete tirar-lhe o véu!

imagem: coluna globoesport.com