CLASSIFICAÇÕES EM CONCURSOS LITERÁRIOS

PREMIAÇÕES LITERÁRIAS

2007 - 1ª colocada no Concurso de poesia "Osmair Zanardi", promovido pela Academia Araçatubense de Letras, com a poesia O FILME;

2010 - Menção Honrosa no Concurso Nacional de Contos Cidade de Araçatuba, com o conto A CARTA;

2012 - 2ª classificada no Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba, com o conto O BEIJO DA SERPENTE;

2012 - 7ª colocado no concurso de blogs promovido pela Cia dos Blogueiros - Araçatuba-SP;

2014 - tEXTO selecionado pela UBE para ser publicado no Jornal O Escritor- edição 136 - 08/2014- A FLOR DE BRONZE //; 2014 – Menção honrosa Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba, com o conto LEITE QUENTE COM AÇÚCAR;

2015 – Menção honrosa no V Concurso Nacional de Contos cidade de Lins, com o conto MARCAS INDELÉVEIS;

2015 - PRIMEIRA CLASSIFICADA no 26º Concurso Nacional de Contos Paulo Leminski, Toledo-PR, com o conto SOB A TERRA SECA DOS TEUS OLHOS;

2015 - Recebeu voto de aplausos pela Câmara Municipal de Araçatuba;

2016 – 2ª classificada no Concurso Nacional de contos Cidade de Araçatuba com o conto A ANTAGONISTA DO SUJEITO INDETERMINADO;

2016 - classificada no X CLIPP - concurso literário de Presidente Prudente Ruth Campos, categoria poesia, com o poema AS TUAS MÃOS.

2016 - 3ª classificada na AFEMIL- Concurso Nacional de crônicas da Academia Feminina Mineira de Letras, com a crônica PLANETA MULHER;

2012 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura

2017 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura

2017 - 13ª classificada no TOP 35, na 4ª semana de abril de microconto Escambau;

2017 - Classificada no 7º Concurso de microconto de humor de Piracicaba.

2017 - 24ª classificada no TOP 35, na 2ª semana de outubro de microconto Escambau;

2017 - 15ª classificada no TOP 35, na 3ª semana de outubro de microconto Escambau;

2017 - 1ª classificada no concurso de Poesia "Osmair Zanardi", promovido pela Academia Araçatubense de Letras, com a poesia PERMITA-SE;

2017 - 11ª classificada no TOP 35, na 4ª semana de outubro de microconto Escambau;

2018 - 24ª classificada no TOP 35, na 3ª semana de janeiro de microconto Escambau;

2018 - Menção honrosa na 4ª edição da Revista Inversos, maio/ com o tema Crianças da África - Poesia classificada BORBOLETAS AFRICANAS ;

2018 - 31ª classificada no TOP 35, na 4ª semana de janeiro de microconto Escambau;

2018 - 32ª classificada no TOP 35, na 4ª semana de janeiro de microconto Escambau;

2018 - 5ª classificada no TOP 7, na 1ª semana de junho de microconto Escambau;

2018 - 32ª classificada no TOP 35, na 3ª semana - VII de junho de microconto Escambau;

2019 - Classificada para antologia de suspense -segundo semestre - da Editora Jogo de Palavras, com o texto OLHO PARA O GATO ;

2019 - Menção honrosa no 32º Concurso de Contos Cidade de Araçatuba-SP, com o conto REFLEXOS DO SILÊNCIO;

2020 - 29ª classificada no TOP 35, na 4ª semana - VIII de Prêmio Microconto Escambau;

2020 - Menção honrosa no 1º Concurso Internacional de Literatura Infantil da Revista Inversos, com o poema sobre bullying: SUPERE-SE;

2020 - Classificada no Concurso de Poesias Revista Tremembé, com o poema: QUANDO A SENHORA VELHICE VIER ME VISITAR;

2020 - 3ª Classificada no III Concurso de Contos de Lins-SP, com o conto DIÁLOGO ENTRE DUAS RAZÕES;

2020 - 2ª Classificada no Concurso de crônicas da Academia Mogicruzense de História Artes e Letras (AMHAL), com a crônica COZINHA DE MEMÓRIA

CLASSIFICAÇÕES EM CONCURSOS

  • 2021 - Selecionada para a 6ª edição da revista SerEsta - A VIDA E OBRA DE MANUEL BANDEIRA , com o texto INILUDÍVEL ;
  • 2021 Selecionada para a 7ª edição da revista SerEsta - A VIDA E A OBRA DE CECÍLIA MEIRELES com o texto MEU ROSTO, MINHA CARA;
  • 2021 - Classificada no 56º FEMUP - com a poesia PREPARO A POESIA;
  • 2021 - Classificada na 7ª ed. da Revista Ecos da Palavra, com o poema CUEIROS ;
  • 2021 - Classificada na 8ª ed. da Revista Ecos da palavra, cujo tema foi "O tempo e a saudade são na verdade um relógio". Poema classificado LIBERTE O TEMPO;
  • 2022 - Classificada no 1º Concurso Nacional de Marchinhas de Carnaval de Araçatuba, com as Marchinhas EU LEIO e PÉ DE PITOMBA;
  • 2022 - Menção honrosa na 8ª edição da Revista SerEsta, a vida e obra de Carlos Drummond de Andrade , com o texto DIABO DE SETE FACES;
  • 2022 - Classificada na 10ª ed. Revista Ecos da Palavra, tema mulher e mãe, com o texto PLANETA MULHER;
  • 2022 - Classificada na 20ª ed. Revista Inversos, tema: A situação do afrodescendente no Brasil, com o texto PARA PAGAR O QUE NÃO DEVO;
  • 2022 - Classificada na 12ª ed. Revista Ecos da Palavra, tema Café, com o poema O TORRADOR DE CAFÉ;
  • 2022 - selecionada para 1ª antologia de Prosa Poética, pela Editora Persona, com o texto A FLOR DE BRONZE;
  • 2022 - Selecionada para 13ª edição da Revista Ecos da Palavra, tema MAR, com o poema MAR EM BRAILLE;
  • 2022 - Classificada para 2ª edição da Revista Mar de Lá, com o tema Mar, com o poema MAR EM BRAILLE;
  • 2022 - Classificada para 3ª Ed. da Revista Mar de Lá com o microconto UM HOMEM BEM RESOLVIDO;
  • 2022- Classificada com menção honrosa no 34º Concurso Nacional de Contos Cidade de Araçatuba, com o conto O CORTEJO DA MARIA ROSA;
  • 2022- Classificada pela Editora Persona com o conto policial QUEM É A LETRA L;
  • 2022 - Classificada no Concurso da E-33 Editora, Série Verso e Prosa, Vol.2 Tema Vozes da Esperança, com o poema POR ONDE ANDAS, ESPERANÇA? ;
  • 2023 - Classificada na 15ª edição da Revista Literária ECOS da Palavra, com o poema VENTO;
  • 2023 - Classificada para coletânea de poetas brasileiros pela Editora Persona, com o poema CUEIROS;
  • 2023- Selecionada na 23ª ed. da revista Literária Inversos com tema "Valores Femininos e a relevância do empoderamento e do respeito da mulher na sociedade contemporânea", com o poema ISSO É MULHER;
  • 2023 - Classificada no Concurso de Contos de Humor, Editora Persona, com o conto O PÃO QUE O QUINZIM AMASSOU;
  • 2023 - Classificada no Concurso de Poesias Metafísica do Eu, Editora Persona, com o poema QUERO OLHOS ;
  • 2023 - Selecionada pra a 11ª Edição da Revista SerEsta, A vida e obra de Paulo Leminsk, com o poema EL BIGODON DE CURITIBA ;
  • 2023 - Classificada no 1º concurso de poesia do Jornal Maria Quitéria- BA, com o tema " Mãe, um verso de amor", com o poema UM MINUTO DE SILÊNCIO À ESSAS MULHERES MÃES;
  • 2023 - Selecionada para Antologia literária - Série Verso e Prosa. Vol. 4, tema Vozes da Solidão, editora E-33, com a crônica A MÃE;
  • 2023 - Selecionada para a 9ª ed. da Revista Mar de Lá, como poema O POETA E A AGULHA;
  • 2023 - Classificada no concurso de Prosa Poética , Editora Persona, com o texto QUERO DANÇAR UMA MÚSICA CONTIGO;
  • 2023 - Selecionada para Antologia literária - Série Verso e Prosa. Vol.5, tema Vozes do Sertão, editora E-33, com o poema IMAGEM DE OUTRORA;
  • 2023 - Selecionada para Antologia literária - Série Verso e Prosa. Vol.6, tema FÉ, Editora E-33, com o poema OUSADIA POÉTICA;
  • 2023 - CLASSIFICADA para a Antologia Embalos Literários, Editora Persona, com o conto SEM AVISAR;
  • 2023 - Classificada na 18ª edição da Revista Literária ECOS da Palavra, com o poema FLORES, com o poema O PODER DA ROSINHA;
  • 2023 - Selecionada para Antologia literária - Série Verso e Prosa. Vol.7, tema AMIZADE, Editora E-33, com o poema AMIZADE SINCERA;
  • 2023 - Classificada em 8ª posição no Prêmio Castro Alves, na 33ª ed. Concurso de Poesia com temática Espírita, com o poema SOLIDARIEDADE;
  • 2023 - Selecionada para Antologia literária - Série Verso e Prosa. Vol.8, Vozes da Liberdade, tema , Editora E-33, com o poema REVOADA;
  • 2023 - Classificada para a Antologia Desejos profundos - coletânea de textos eróticos , Editora Persona, com o poema AGASALHA-ME;
  • 2023 - Classificada para antologia Roteiros Adaptados 2023 - coletânea de textos baseados em filmes, Editora Persona, com o texto BARBIE, UMA BONECA UTILITÁRIA;
  • 2023 - PRIMEIRO LUGAR no Concurso , edital 003/2023 - Literatura - seleção de projetos inéditos, promovido pela Secretaria Municipal de Cultura de Araçatuba, com o livro infantojuvenil DENGOSO, O MOSQUITINHO ANTI-HERÓI;
  • 2024 - Selecionada para compor a Coletânea Cronistas Contemporâneo, pela Editora Persona, com o texto A CONSTRUÇÃO DE UMA PERSONAGEM;
  • 2024 - Classificada para 19ª edição da Revista Literária Ecos da Palavra, com o poema A PASSARINHA;
  • 2024 - Classificada para a 13ª edição da Revista Mar de Lá, com o poema O TORRADOR DE CAFÉ;
  • 2024 - Selecionada para compor a Coletânea "Um samba no pé, uma caneta na mão", tema carnaval, pela Editora Persona, com o poema DEIXA A VIDA TE LEVAR;
  • 2024 - Selecionada para compor a coletânea "Revisitando o Passado", promovido pelo Projeto Apparere, com a crônica COZINHA DE MEMÓRIA;
  • 2024 - Selecionada para compor a Coletânea de Poetas Brasileiros,2024, Editora Persona, com o poema IMAGEM DE OUTRORA;
  • 2024 - Selecionada para compor a Antologia JOGOS DO AMOR, promovida pela Revista Conexão Literária, com o tema O jogo do amor, poema classificado: TENHO MEDO;
  • 2024- Selecionada para 20ª ed. da Revista Literária Ecos da Palavra, com o tema INFÂNCIA, com o poema DEBAIXO DE UMA LARANJEIRA;
  • 2024 - Selecionada para compor a Coletânea SOB OSSOS E SERPENTES, da Tribus Editorial, com o conto, com 9.999 caracteres, O BEIJO DA SERPENTE,
  • 2024 - Selecionada para a 21ª Edição da Revista Literária Ecos da Palavra, com o poema REVOADAS;
  • 2024 - Selecionada para a Coletânea de poemas Intimistas Existencialistas, com o tema A Arte do Eu, promovido pela Editor Persona, com o poema GOTAS DA CHUVA ;
  • 2024 - Selecionada para compor a antologia NÓS , textos de autoria feminina pela SELO OFF FLIP, com a crônica MULHER, FONTE DA ÁGUA;
  • 2024 - Classificada na 27ª Edição do Concurso da Revista Literária Inversos, com o tema "Culinária Típica da Festa de São João", promovido pela Academia de Letras e Artes de Feira de Santana (ALAFS) e Academia Metropolitana de Letras e Artes, com o poema SEU ZEQUINHA NO SÃO JOÃO DO NORDESTE;
  • 2024 - Classificada no concurso Literário MEMÓRIAS DE AFETO, promovido pela Lítero Editorial, com o poema O TORRADOR DE CAFÉ;
  • 2024 - Selecionada para compor a 22ª edição da Revista Ecos da Palavra , temática Animais, com o texto ORAÇÃO DOS BICHINHOS ;
  • 2024 - Selecionada para compor a Coletânea de Microconto-2024, promovido pela Editora Persona, com o microconto ROSTO;
  • 2024 - Selecionada para compor a coletânea A POESIA SUBIU O MORRO, promovido pela Editora A Arte da Palavra, com o poema PERMITA-SE;
  • 2024 - Classificada para compor a Edição 23 da Revista Ecos da Palavra, com o poema QUANDO EU SENTIR;
  • 2024 - 2º classificada no 35º Concurso Nacional de Contos cidade de Araçatuba, com o conto IN VINO VERITAS;
  • 2024 - Classificada para compor a Coletânea Contistas Contemporâneos, 2024 - Editora Persona, com o conto NÃO FOI A PRIMEIRA VEZ;
  • 2025 - Classificada para compor a 25ª edição da Revista Ecos da Palavra, com o poema CONVITE;
  • 2024 - Cordéis classificados para compor a Antologia Povo, Cordel e Poesia, promovido pela Litero editorial, com os cordeis: SEJAMOS TODOS EMPÁTICOS; AMAR ANIMAIS É DOM; A IMPORTÂNCIA DA LEITURA; 2024 - Selecionada para publicação em coletânea Concurso de poesia Município de Campo Mourão - Biblioteca Egydio Martello - 2024, com a poesia CONVITE ;
  • 2025 - Classificada no Concurso Coletivo Fomento Literário ; tema Semente da Esperança, com o poema GERMINAIS;
  • 2025 - Classificada para compor a Coletânea de Poetas Contemporâneos, 2025, Editora Persona, com o poema ANJO DE VERDADE ; ,
  • 2025 - classificada na 26ª edição da Revista Literária Ecos da Palavra, com o tema Amizade e com o poema AMIZADE SINCERA;
  • 2025 - Classificada na 15ª edição da Revista Literária SerEsta, sobre a vida e a obra de Casimiro de Abreu, com a prosa O MEU CORPO NÃO ESTÁ NA REDE;
  • 2025 - Classificada na Antologia MISTÉRIOS - contos e poemas, pela Revista Conexão Literatura, com o conto QUEM É A LETRA L;
  • 2025 - Classificada na 51ª Edição da Revista LiteraLivre com o poema SEM(HORA);
  • 2025 - Classificada no 1º Prêmio Proverbo de Literatura, com o poema (Entre) Versos e Razões;
  • 2025 -RECEBEU TROFÉU ODETTE COSTA NA CATEGORIA LITERATURA COM O LIVRO DENGOSO, O MOSQUITINHO ANTI-HERÓI
  • 2025 - Classificada para Revista Conexão Literatura , com o tema POEMAS SOBRE O TEMPO, Vol. VII, com o poema PÓ DO TEMPO ;
  • 2025 - Selecionada para compor a Revista Barbante, Volume XIII – Núm. 99 – 08 de junho de 2025 , com a Crônica MÁQUINA PARA A POESIA;
  • 2025 - Selecionada para compor a Coletânea Enigmas Independentes, promovida pela Editora Independentes, como conto OS SEGREDOS DE CATARINA;
  • 2025 - Selecionada para compor a Revista Barbante, Volume XIII – Núm. 100 – 15 de junho de 2025 - PARTE I DE II - Edição especial de número 100, com a crônica NÃO FOI A PRIMEIRA VEZ;
  • 2025 - Selecionada para compor a edição n. 6 da Revista Animalista, com o cordel AMAR ANIMAIS É DOM;
  • 2025 - Selecionada para compor a Revista Literária Epifania# 1, com o tema sentimentos: amor, tristeza, alegria, raiva, com o poema NA FOZ OU NO SONO;
  • 2025 - selecionada para compor a 52ª edição da Revista LiteraLivre, com o poema O TORRADOR DE CAFÉ;
  • 2025 - Selecionada para compor a 28ª edição da Revista Ecos da Palavra, tema CHUVA, , com o poema GOTAS DA CHUVA
  • 2025 - selecionada para compor a Antologia "A Força dos Versos", pela Editora Literária, com o poema OUSADIA POÉTICA;
  • 2025 - Selecionada para compor a 2ª edição Revista Alma: associação Literária de Mocossa Moçambique., com o poema A PASSARINHA;
  • 2025 - Classificada em 9º lugar no XXVI Concurso de Contos Alípio Mendes, promovido pela Academia Angrense de Letras e Artes, com o conto MATEUS, O MENINO DOS ANOS DE CHUMBO;
  • 2025 - Classificada para compor a 5ª edição, edição comemorativa de 1º aniversário da Revista Vinca Literária, somente para mulheres, com o poema QUANDO A SENHORA VELHICE VIER ME VISITAR;
  • 2025 - Selecionada para compor a 31ª edição da Revista Inversos, em homenagem ao dia das Crianças, com o poemeto CRIANÇA REAL;
  • 2025 - Selecionada para compor a 16ª ed. da Revista SerEsta, com o tema A vida e a obra de Carolina Maria de Jesus, com a crônica UMA ENTREVISTA COM CAROLINA MARIA DE JESUS;
  • 2025 - Selecionada para compor a antologia do XIV Concurso Literário de Presidente Prudente - CLIPP - com o poema VERSOS LIVRES,;
  • 2025 - 3º lugar na categoria mini poema, Nacional/internacional, do 14º Concurso Literário da Academia Madureirense de Letras 2025, com o mini poema PROSA, SABORES E MEMÓRIAS;
  • 2026 - Selecionada para compor a Antologia Prosa Poétioa, promovida pela Editora Persona, com a prosa MÁQUINA PARA A POESIA;
  • 2026 - 3ª classificada no concurso de fábulas promovido pela Editora Typus, com a fábula A MACACA E O LEÃO ;
  • 2024 - Selecionada para publicação em coletânea Concurso de poesia Município de Campo Mourão - Biblioteca Egydio Martello - 2024, com a poesia CONVITE ;
  • 2026 - Selecionada para compor a Coletânea de Poetas Brasileiros 2026, promovido pela Editora Persona, com o poema NONAS POESIAS;
  • 2026 - Selecionada para compor a Coletânea Poemas sobre a morte, promovida pela Editora Persona, com o poema O ENCONTRO ;
  • 2026 - Selecionada para compôr a 4ª edição da Revista Alma, de Mocosa-Moçambique, com o poema VERSOS LIVRES;

quarta-feira, 28 de julho de 2010

PAI, VOLTA PRA CASA!


Imagem da internet


_Pai, volta para a nossa casa, a mãe está sofrendo. Ela quer lhe pedir perdão. Ela disse que se encontrou com Deus. Além do mais, já está quase chegando o dia dos pais e eu preciso cumprimentá-lo nesta data. Volta pra casa, pai!


Já sou homem e entendo o que assistia. Mas não falava nada, tudo me era conveniente, era jovem e imaturo. Ainda que não a ame mais, não encontre satisfação, volta pra casa pai, vocês fizeram um contrato de comunhão. O senhor não tinha o direito de deixar a mãe.


O que essa outra tem que a mãe não tem? Também sou homem, está nos fazendo passar vergonha. Perdeu o seu juízo, perdeu a sua postura. Volta pra casa! Que palhaçada de dizer que “ainda é homem”, está agindo como um playboy. Olha a idade dessa outra e depois enxergue a sua!


Por que diabos acha que ela o ama? Ainda que ela se declare toda ao senhor, é a minha mãe a sua esposa. Acha que vai se refazer em outros braços? Ela só quer o seu dinheiro! Um homem na sua idade deveria acumular experiências. Já está na idade do mingau, vai acabar comendo bronha.


Pai, volta pra casa! Nós iremos perdoá-lo. Esse amor que diz sentir, não demora vai passar. Essa mulher pode revigorá-lo agora, mas quando adoecer ela irá abandoná-lo, e quem irá limpar o seu traseiro será a minha mãe. Eu sou seu filho, também sou homem e conheço o fogo da paixão. Você já é velho, não tem mais idade para amar. E essa sua nova mulher é coisa do diabo.


_ Meu filho, na sua idade eu diria a mesma coisa. Torceria pela união dos meus pais, mesmo que não fossem felizes. Com a minha experiência, filho, aprendi que amor eterno não existe mesmo. Enquanto eu esperava o “até que a morte os separe” acontecesse, pensava que jamais teria a chance de ser amado com um amor cheio de paixão. Meu filho, essa nova mulher me fez ver o amanhã. Ela reviveu o homem que ainda há em mim, em quem eu já não acreditava mais. Se ela é coisa do diabo, digo-lhe que o diabo também é bom, porque ela, com todo o seu amor, além de me fazer homem, também me remete a Deus. Sou experiente sim, e ela me ama de verdade. O que ela fez eu não sei, mas comecei a viver novamente, meu filho, a partir do momento que me entreguei a ela. Deus está onde há amor. Eu estava ao lado da sua mãe e ela nunca me viu. Diga-lhe que eu a perdoo. Vivemos a sua educação juntos, não vou virar-lhes as costas. Filho, tomara um dia você cresça. E que não demore a enxergar o homem atrás das suas aparências.
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Quanto poder as palavras têm? Filho, eis aí o teu pai.


Homem também chora e a dor da saudade brotou no peito deste humanizado. Deixou a sua amada e retornou à antiga casa. Deus age quando O pedem; o diabo, como quer. Mas entre mulher e homem, não devemos meter a colher, quanto mais se esta for de pau.


O homem volta para casa para lustrar as aparências abafando o amor no peito.
Alguns tentam formar novo laço, mas se preocupam demais com a qualidade da fita, esquecendo-se de apertar o nó.
E assim uns caminham; outros, pulam...
Mais vale um pai morto com bumbum lavado pela mãe ou um homem vivo, de cara suja, pelo amor de uma mulher?
Por favor, seja um bom filhinho quando for responder.

RITA LAVOYER

quinta-feira, 22 de julho de 2010

BATATAS PODRES



"Não necessitam de médicos os que estão sãos, mas sim os que estão enfermos.” _ Jesus. (Lucas, 5:31.)

Ouvia muitos adultos dizerem, quando eu era criança, que uma batata estragada dentro de um saco acaba estragando as boas.

Como eu não consigo me safar dos meus afãs, a batata insistiu em fritar na minha cabeça. Não havia como eu me acalmar diante de tantas batatas que me consumiram em um determinado momento. Recorri à geladeira. Sabe aquele dia que não encontramos nada na geladeira, nem uma batata? Pois é. Foi assim mesmo. Eu não tinha uma batata para acalmar a minha angústia. Fui ao mercado, daquele do tipo 'super', a procura de uma batata que me mostrasse o que eu precisava entender.

Na banca, as mais belas e brilhantes saltavam aos meus olhos suplicando: “leve-me, consuma-me, nasci para isso.” Cada uma pedia por si. Pois é, não eram essas consumíveis que eu queria. Mexi, derrubei, catei, e gostei de ver algumas caindo e se machucando no chão.

_ A senhora precisa de ajuda? – Perguntou-me educadamente, porém assustado, um funcionário daquele setor.

_ Preciso de uma batata podre, pode me ajudar a achar uma? – Respondi de súbito.

O olhar estranho do rapaz sobre mim mostrava o que realmente uma batata podre representa a alguém.

_ Senhora, as batatas podres não vêm para a banca, nós as jogamos fora. Não expomos batatas podres. Ninguém procura batata podre, principalmente para comprar.

_ Eu estou a procura de uma, moço, pode me ajudar?
_ Se tiver alguma por aqui, vai estar bem lá em baixo.

Primeiro passo da minha teoria: As batatas vistosas ficam sempre por cima. Heureca primária.
Segundo passo: Conforme vamos selecionando as mais vistosas, as rejeitadas vão descendo para aguentar o peso das saudáveis.

_ Moço, eu quero e vou achar uma batata estragada aqui.

Fui ensacando as batatas boas para sobrar espaço à minha investida, afinal louco existe para alguma coisa. Achei! Não uma, mas várias batatas com uma parte dela escurecida.

_ Moço, achei várias batatas começando a estragar...

_ A senhora vai comprá-las?

Uma pergunta tão simples me atingiu sem que eu esperasse. Por que eu compraria batatas que já estavam começando a estragar seu eu tenho à minha frente batatas vistosas?

_ Mas se elas não estivessem lá em baixo, certamente não estariam nesse estado e já teriam sido consumidas...- Tentei explicar.

_ A senhora não tem o que fazer? Observe o tamanho da banca! Desde quando batatas são vendidas, são expostas umas sobre as outras.

Percebi que o tempo do funcionário era curto e a teoria que eu ainda não tinha defendido não funcionaria ali. Separei as batatas machucadas e devolvi as ensacadas no seu lugar, afinal pessoas queriam pegá-las.

Terceiro passo: Se o pedaço estragado for cortado, poderei consumir o pedaço que ainda está bom; mas para consumi-lo terei que comprar a batata pagando pelo valor inteiro dela, boa ou não.

Quarto passo: Fui observar por que a batata estava estragada naquela parte. Notei que dentro de todas as partes estragadas havia um corte onde acumula o fungo que prolifera e acaba por estragá-la por inteira, caso a sua outra metade boa não seja aproveitada.
_ A senhora não tem dinheiro, quer que eu peça ao gerente dar essas batatas estragadas pra senhora?

Fui tentada a aceitar, mas como não sou perfeita...

_ Não, moço, muito obrigada! Passarei no caixa e pagarei pelo preço que estão pedindo por elas. Ainda há muito nelas que eu posso aproveitar.

Naquele dia a minha geladeira ficou cheia até o horário do jantar, quando eu fiz uma fritada de batatas, todos da minha família comemos, saboreamos e sobrevivemos até para contar a história.

Ah, só para encerrar, quero dizer que pode haver alguns enganos sobre teorias de batatas podres dentro de um saco. Será que os ferimentos que elas trazem no interior de suas podridões foram feitos por elas mesmas no momento em que foram colhidas?
Na dúvida, deixemos as bocas dos sacos abertas, nenhuma ferida é curada no abafamento, todos precisamos respirar.

Texto publicado no Jornal Folha da Região em 21/07/2010.
imagem internet

quarta-feira, 7 de julho de 2010

PERDÃO ÀS FLORES!

imagem da internet





Perdão às flores!


José Geraldo Martinez



Perdão às flores!

Não as soube colher certamente...

Senão entregá-las a falsos amores,

que passaram por minha vida de repente!


Perdão às rosas,

que balançavam em meu jardim docemente...

Para depois secarem em algum canto,

colhidas por minhas mãos, friamente!


As hortências, margaridas, violetas...

Lírios, jasmins, antúrios e "Marias-sem-vergonha"!

Cravos, palmas e alecrins...

Sem razão colhidas por mim!

Perdão às flores...

Que perfumaram meus falsos amores!

Toda minha ilusão...

Enquanto aquela que merecia

todas as flores que colhia...

Ganhou sequer um botão!

" Soubesse um homem o significado
de entregar uma única flôr a pessoa certa
..."
( Martinez )


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Perdôo

RITA LAVOYER

Perdôo-te, meu jardineiro,
Pois sinto em mim o perfume,
Aquele que depositaste primeiro
Quando escalaste da minha haste ao cume.

Perdôo os espinhos que não me feriram,
Embora cravados na carne que os sente,
Viraram semente desta serenata
Que canta, em algum canto, uma dor que não mata.

Nas palmas de cetim, cravaste teus cravos.
Outrossim...
Vendo-te assim, tão cheio de chagas
Pelos acúleos de outros jardins.
Do aroma da tua dor, sinto-me baga.

Perdôo, oh, pólen desta flor desvalida
À Palma-de-Santa-Rita foste açoite,
Novamente, faça-me do teu jardim a Dama-da-Noite.

Se mereço, mesmo sem desabrochar,
Receber do teu trato a jardinagem.
Vem, meu brotinho.
Tirarei da tua alma os espinhos.


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PERDÃO, NÃO PEDIREI


Hamilton Brito

Entregar uma flor à
pessoa certa, diz o poeta.
Eu entreguei flores às
que amei.
Se as amei...
Por rápido que passaram
em minha vida
nunca foi de repente.
As amei no momento
...um amor pungente.
Foram flores bem colhidas
perfumaram as horas vividas
aquelas que passei com você.
Não tive falsos amores
logo, não dou e nem peço perdão.
Não tenho as chagas que em outro vê.
A mais bela serenata de amor, nesta vida
eu a cantei só pra você.
E nunca fui de cravar nada nas pessoas
muito menos em você,
logo você, que eu amei
e amo
como nunca amei
ninguém.





quarta-feira, 30 de junho de 2010

QUERO DANÇAR UMA MÚSICA CONTIGO.


A música suavemente toca os meus sentidos e eu me sinto conduzida pelo teu ímã.


O polo de atração das tuas notas me envolve e eu posso sentir os teus toques, as tuas mãos, os teus afagos que me tocam e me imantam, para que eu gire em rodopios ao compasso da tua batuta.
Quero dançar uma musica contigo. Como quero!


Se me vieres, como que cavalgando, e me tirares para a dança, nossos corpos levemente bailarão num salão iluminado pelas cores da aurora. Isto agrada-me muito.


Quero tocar-te quando, com ritmos ardentes, cingires minha cintura.
Não te alcanço nos bailados. Cada passo teu, marcado no meu piso, ecoa teu cheiro, teu gosto, teu gesto. Entre eles deliro, pois.
Quero dançar uma música contigo. Como quero!


Coloco-me sobre o espelho e bailo até que se finde a leitura das nossas cordas. Terminado o teu acorde, acordo e dou-me corda novamente, e fico a bailar, até que se feche esta caixa de desejos que sinto de dançar uma música contigo. Como quero!


Estarei na vitrine expondo a minha dança, até que alguém me compre e te presenteie comigo. Quando me abrires, penetres meus volteios. Bailemos sobre a superfície do vidro, e se da tua valsa eu estiver embriagada, como no relâmpago de um sequestro, esconda-me no compartimento das minhas jóias. Refugia-te no lago da minha aliança, para que o teu cisne regozije-se da umidade do meu palco.


Se a platéia, gritando blasfêmias, separar-nos antes que se finde a melodia, fecha a cortina do nosso espetáculo, volta aos braços dela, altera os teus passos, tua cadência, teu som. Comemora com ela a tua apoteose.


As cores se apagarão, o compartimento se escurecerá e, no crepúsculo, os flashes se acenderão sobre o desejo cicatrizado da bailarina que dançou delírios e continua exposta na vitrine, esperando que outros me comprem e te presenteie comigo, para eu dançar uma música contigo.

Rita Lavoyer


segunda-feira, 21 de junho de 2010

QUERO VIDA



QUERO VIDA...
José Geraldo Martinez
Meu amor, eu quero vida...
Para acariciar mais o teu rosto!
E teus lábios por guarida,
para que eu sinta por mais tempo o gosto...

Meu amor, eu quero vida...
Para contemplar por mais tempo o teu sorriso!
E teus braços acolhedores,
para os meus medos, se preciso...

Meu amor, eu quero vida...
Para desfrutar ainda mais da tua presença!
E tuas palavras sussuradas em minha alma,
quando pesada for a tua ausência...

Meu amor, eu quero vida...
Muita vida ao teu lado!
E tua alegria furtiva,
renascendo em nós os meninos aprisionados...

Meu amor, eu quero vida...
Para nossas longas conversas pós-sexo!
E tuas confissões nos olhos esculpidas,
de um amor réu confesso...

Meu amor, eu quero vida...
Para alongarem nossos momentos!
E teu rosto colado ao meu em nossas danças...
Por mais tempo!
Meu amor, eu quero vida...
Para que eu possa te amar ainda mais!
E desafiar o tempo sem medo...
Este que coloca em tudo um jazz!
Meu amor, eu quero vida,
ainda que pós-morte...
Para provarmos o início quando é chegado o fim!
(Única verdade)
E deixar lá pousar as nossas almas afins,
para toda a eternidade...

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TENHO MEDO

RITA LAVOYER

Tenho medo, meu amor!
Que nos falte a vida
E que a falta venha separar
Duas almas tão queridas.
Tenho medo, meu amor!
De não ter juntas minha boca e a tua.
E da coragem que insiste
Querer levar-me do teu céu à lua.

Tenho medo, meu amor!
Da presença desta ausência que insiste
Em rondar o teu semblante.
Tenho medo, meu amor! Tenho medo!
Que não me queiras amanhã por tua amante.

Tenho medo, meu amor!
De não passar contigo uma noite que nos caiba,
Desvendar os mistérios da madrugada
No orvalho do nosso calafrio.
E no cio que alimenta nossa alma desgarrada
agarrar-nos à estação do nosso estio.
Tenho medo, meu amor!
De ficar contido o teu sexo
Sem em mim desfrutar a tua práxis,
Deixando-me um futuro estase.

Tenho medo, meu amor!
De não dançar contigo uma música inteira.
Que não seja de verdade, posto que
Na sonata, eu bailarina, tua brincadeira.

Tenho medo, meu amor!
Do por que do azul do céu.
Se de dia é claro, escurece a noite
Olhar do lado e descobrir: foste. Tenho medo! Meu amor
De não assistir do tempo a metamorfose.
Vivamos no agora a nossa essência
Para partirmos juntos na nossa overdose.
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VIVER

JOSÉ AMIGO DA COSTA BRITO

Os seus motivos para a vida
são motivos bem suspeitos.
Se apega apenas na matéria
sem perceber toda a miséria
desse querer inconsequênte.
Do meu sorriso aos braços
acolhedores
não tens a menor preocupação
em aliviar as minhas dores.
Você fala em ausência.
Por acaso
nos vê próximos?
Quer viver ao meu lado,
mas não se faz de rogado
em sair de maneira furtiva,
indo em busca de lascívia
na qual gosta de viver.
Fala em conversas pos-sexo
que são enfadonhas,
vazias e sem nexo
tentando minha inteligência
ofender.
Sabe bem que aqui é reu confesso
com seus atos na acusação.
Se pelo menos tivesse a dignidade
não é sem tempo,
já tem idade
de mudar seu proceder.
Se transformasse suas palavras
em atos
quem sabe eu poderia mudar,
pois saiba:
estou pensando seriamente
já que falas em eternidade
a minha
antecipar.



domingo, 20 de junho de 2010

AS DROGAS, NÓS E NOSSOS FANTASMAS.

Essa guerra contra os fantasmas exige ação, não só de parte de indivíduos isolados e de pequenos grupos, mas também nas grandes massas humanas. Essa guerra dentro de nós próprios é a – Revolução Criadora.” Moreno,J.L. Psicodrama. Cultrix, p.96

Estou aqui pegando carona no assunto. "Nova semana antidrogas em Araçatuba".
O bullying é meio degrau para o mundo das drogas, porque o buleiro precisa de uma gangue junto com ele. Nunca diga: isso não acontecerá na minha casa, porque não há lugar melhor para tirarmos lições do que dentro da nossa própria casa. Graças a Deus somos todos diferentes, mas tão próximos, que não conseguimos nos enxergar. Oh, difícil convivência humana!

Há séculos, as Ciências estudam o desajuste do homem com o seu meio, do homem com o seu interior e do homem com o mundo que o cerca.
Alguns fatores são responsáveis pela dissensão do homem com o seu universo real: psicológico, familiar, social, educacional, financeiro, cultural entre outros, acarretando, às vezes, em seu abandono, rejeição e preconceito. Eu afirmo sem medo de errar que o preconceito é um substantivo genético. Tá, que não o temos! Uns apenas mentem mais; outros, menos sobre isso.

Esses fatores responsáveis, quando não resolvidos a contento do indivíduo, fazem com que a cada dia ele busque significados para o seu vazio existencial, e nessa busca , muitos jovens deparam-se com as drogas. É muito frequente, para quem convive com conflitos internos, aceitá-las como solução, tornando-as necessárias para se fazer e se sentir importante.
O indivíduo precisa, por instantes, se sentir superior, dono de si, opondo-se a tudo e a todos, tal qual o buleiro - quem pratica o bullying.
Acha que as drogas o possibilitam isso. Entorpecido, mascara-se para conseguir liberar seus fantasmas. A pessoa sente dificuldades de encarar o mundo sabendo que os olhos alheios o julgam, o cobram, aprovam ou desaprovam-no. Engana-se ao pensar que com as químicas seja possível olhar os olhos do mundo sem temê-los.

Poucos aceitam apoio para se reerguerem novamente alcançando de volta sua dignidade. Dignidade esta colocada de lado, ignorada pelo dependente químico quando este “mergulha de cabeça” no poço, na mais profunda escuridão, no abandono e no seu próprio isolamento.

Vários “convites” contribuem para que o indivíduo se desgarre do seio de seu lar, da sociedade e de si mesmo. Basta abrirmos os nossos olhos e ouvidos para o que nos são oferecidos dia a dia que preencheremos, em poucas horas, infinitos relatórios.
O homem é um ser insaciável e busca constantemente seu preenchimento interior e respostas para sua existência. Acaba, por vezes, sendo vítima das propagandas enganosas, das marcas famosas, da sociedade que prega um consumismo desenfreado e mais , vítima de um dos maiores inimigos da sociedade – o traficante, indivíduo que resolve seu problema existencial por métodos injustos.
Não blasfemamos quando mencionamos “problema existencial” ao nos referirmos ao “traficante”, ele também não se enxerga e não vê o próximo como semelhante. Sabe que as drogas são produtos de retorno financeiro rápido, satisfazendo suas necessidades. Os dependentes químicos, por serem vítimas, passam muitas vezes a traficar. Mascaram-se, tentam subir de qualquer jeito nos palcos da insensatez, escalando nos ombros da família e dos amigos, fazendo-os vítimas involuntárias desse processo de decadência.

É o homem desfazendo o Homem, vivendo como primata, transgredindo a origem da Criação, agredindo seu Criador, exterminando sua espécie, destruindo séculos e séculos de Ciência e Civilização.

Resta, portanto, para o presente, a união de forças, dedicação, solidariedade, respeito e compreensão entre os Homens e conosco mesmo. Amemo-nos em primeiro lugar, aceitando as nossas diferenças e as dos nossos semelhantes. Será que com tanto progresso conseguiremos evoluir para aprendermos isso?

O Amor-Exigente é um balde de amor que tenta apagar o fogo da indiferença que está se alastrando sobre uma humanidade carente de fraternidade. É, pois, sua parcela de contribuição em prol da vida. Agora, com o Amor-Exigentinho temos certeza de que, muito em breve, nossas crianças de agora estarão bem melhor amanhã.

Parabéns à senhora Adalberta, mulher de garra, mulher de fé e de princípios, que tanto tem ajudado a tirar, com as suas mãos cheias de milagre do amor, as dores de famílias que trazem nos ombros o peso das drogas.
Nesta altura, é Deus quem precisa Dela.
Rita Lavoyer é professora e escritora.
Pós graduada em Linguística e Crítica Literária e
que afirma, constantemente, que “Bullying não é brincadeira”.


terça-feira, 15 de junho de 2010

O BULLYING E O ATO INFRACIONAL

imagem: www.submarino.com

Vede, não desprezeis alguns destes pequeninos...” _ Jesus (Mateus,18:10.)

Bullying é assunto sério e sistemático. Não podemos deixar que caia no esquecimento dos leitores. Com a implantação do Programa de Combate ao Bullying nas escolas municipais de educação básica de Araçatuba,(PROJETO DE LEI APROVADO HOJE ÀS 10H NA CÂMARA MUNICIPAL DE ARAÇATUBA) convido a todos os pais e dirigentes das escolas particulares a se engajarem juntos com a Secretaria Municipal de Educação, que acredito, trará um resultado benéfico ao futuro desta cidade.


Vamos pais! Vamos nos unir também, por nossos filhos, pelos professores e pela Paz dentro das escolas.
O bully trabalha todos os dias, botando em práticas as suas funções. Se ainda não ficou claro o que é bullying, vou fazer uma breve explicação.


Para ser considerado bullying, as ações do agressor sobre a vítima têm que ser repetidas, repetidas, repetidas várias vezes. A vítima é marcada para sofrer as consequências do bully todos os dias. Ela é escolhida pelo agressor por não apresentar condições físicas ou psicológicas para se defender dos ‘ataques’ a que é submetida. Entende? O bully não se cansa, ele precisa agi (sugar vida) constantemente. Se não for assim não é bullying. Melhorando a explicação:


Bullying: violência física ou psicológica, intencionais e repetitivas, praticadas por um indivíduo (bully - agressor) ou grupos de indivíduos, com o objetivo de intimidar ou agredir, causando dor e angústia à vítima. Lembrando: repetidas, repetidas várias vezes sobre uma vítima.


Buleiro- Como bully(valentão, brigão) é um termo em inglês, vamos traduzi-lo para o araçatubês como buleiro. Criada nova palavra na cidade de Araçatuba. Buleiro, agora em Araçatuba, é quem comete bullying. Escreva e acrescente-a ao seu dicionário.


Ato infracional- Os atos infracionais são sempre comparados aos crimes, ex : lesões corporais, calúnia, racismo, difamação, injúria etc. ou contravenções penais, alguns exemplos: provocar tumulto em festa; passar trote para órgãos públicos; retirar placas de sinalização das ruas; dirigir gracejos obscenos às pessoas; brigar com socos dentro ou fora da escola, enfim, todas essas condutas constituem contravenções penais e são punidas na forma da lei.


Então, se uma criança ou adolescente cometeu um ato infracional, não cometeu bullying, porque não o praticou várias vezes sobre uma mesma vítima com as intenções que o bullying tem. Logo, se uma criança ou adolescente comete bullying está, automaticamente, cometendo um ato infracional do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).


Não estou aqui diminuindo a gravidade de uma ou outra atitude, mas quero esclarecer que andam pintando o bullying ‘santo’, o que na verdade não é. Se eu trato o bullying como um ato infracional isolado apenas, tiro dele o peso maléfico que ele traz.


Antigamente, levávamos à escola os piolhos, embora eles não gostassem nem um pouco de estudar. Piolho é um ectoparasita encontrado em aves e parasita a cabeça dos humanos, retira nutrientes do organismo alheio para sobreviver.


Hoje, tem um piolho aqui, outro lá diante. Foi difícil, mas está erradicado, sabe por quê? Porque piolho fica do lado de fora da cabeça do ser humano, não é tão nocivo ao meio social, tão pouco aos estudantes, ao passo que o bullying vai às escolas dentro das almas das crianças. É um ser humano(buleiro) gritando ajuda, parasitando uma vítima, tentando retirar-lhe a essência, desconectando-o da sua própria vida.


Bullying são ações praticadas por quem tem uma vida desvivida, tentando eliminar outra que não pediu para ser vítima.


O veneno para o piolho, na minha época, chamava-se querosene; para o bullying, o remédio chama-se afeto, respeito e perdão.


Antes que qualquer criança aprenda a ler e a escrever, deve ser ensinado a ela, em casa, o que significa respeito e perdão. Na matemática resolverá melhor a questão do dar e receber.


Quando o meu filho soube do projeto lei para implantar o programa de combate a essa doença dentro das escolas me perguntou:


_ Mãe, essa campanha vai ser internacional?


_ Não meu filho- respondi-lhe. Primeiro a gente cuida do nosso jardim. Se as plantas forem boas, as raízes tomarão conta do todo.


Parabéns ao futuro das crianças de Araçatuba por esta nova lei implantada de combate ao bullying nas escolas municipais. Contudo, lembremo-nos sempre que a única lei infalível entre os homens é a da causa e efeito.


Meus agradecimentos a todos envolvidos nesta campanha. Em especial ao este Jornal Folha da Região que me abriu as páginas para eu gritar as minhas dores.


Mas eu não paro aqui, porque nada existe insignificante na estrada que percorremos.

RITA LAVOYER