CLASSIFICAÇÕES EM CONCURSOS LITERÁRIOS

PREMIAÇÕES LITERÁRIAS

2007 - 1ª colocada no Concurso de poesia "Osmair Zanardi", promovido pela Academia Araçatubense de Letras;

2010 - Menção Honrosa no Concurso Nacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2012 - 2ª classificada no Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2014 – Menção honrosa Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2015 – Menção honrosa no V Concurso Nacional de Contos cidade de Lins;

2015 - PRIMEIRA CLASSIFICADA no 26º Concurso Nacional de Contos Paulo Leminski, Toledo-PR;

2016 – 2ª classificada no Concurso Nacional de contos Cidade de Araçatuba.

2016 - Classificada no X CLIPP - concurso literário de Presidente Prudente Ruth Campos, categoria poesia.

2016 - 3ª classificada na AFEMIL- Concurso Nacional de crônicas da Academia Feminina Mineira de Letras.

2012 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura

2017 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura


terça-feira, 20 de janeiro de 2009

GRITO DE GUERRA





O que vamos fazer com tanta guerra? O que estão fazendo com o planeta Terra? Guerra na Terra não é rima pensada. Guerra na Terra é rima desgovernada. Essa rima é muito feia, mas o sem cabeça sempre faz o que lhe dá na ‘teia’.
Não importa quem se mata, que se viva ou que te morra. O importante é detonar para eles rirem à toa.
Tem gente neste mundo que se põe em pedestal, descendo até em fossa para se sentir o tal. Há governantes que pensam com o intestino, espalhando seus fedores para mudar nosso destino de jovens sonhadores de uma só doutrina: Jogar projetos podres direto pra latrina. Já era! Sou de nova geração. Na minha era, guerra não rima com Terra.
Há coisas que governam, mas não passam de dejetos. Os vermes que se cuidem, essas coisas tão daninhas não hão de andar na linha, vão tomar os seus lugares. Têm outros, de uma era mais antiga, querendo Terra explodida por uma terra prometida. Lá tem Gaza, soldados implacáveis versus homens-bombas.
Eles destroem por falta de entendimento, presenteando o globo com torturas e lamentos. Esses fulanos que são os tais, bem que poderiam pôr uma luz na ignorância deles pra clarear a sabedoria.
Qual a diferença de um governo que explode com outros tão ladrões? Essa diferença não cala a minha boca. O explosivo mata de uma vez; o ladrão, em conta-gotas.
Correntes do bem querem o ladrão preso, a do mal o quer bem solto. Qual a diferença do colarinho branco com o branco pó do traficante? Quem morre nesta guerra que está faltando pão? Pão na alma, pão na garra pra enfiar a mão na cara de quem é cara- de -pau. Compadecemos com a guerra alheia, e com a nossa quem se compraz? Resposta em nós mesmos.
Nós nascemos a cada instante quando há tempo de praticarmos o perdão. Por isso estamos aqui; eu escrevendo e você, lendo. Mas que sina essa, a nossa. Em cada eleição, um deles empossa querendo fazer-nos reles. Sou mãe, minha Pátria são meus filhos. Se eu me calar um dia, que exemplo dar a eles? Dizer que não sei de nada não é minha conduta. Também os educo a acreditar que são, porque eu também sou e você que está me criticando também é fdp.
Irá reclamar de mim, porém lhe digo: Se vestir a carapuça não defenda o seu lado. Vão dizer que você é conivente e aprova o que fazem de errado. Já era! Na minha era, guerra não fará mais rima.
Vamos cantar o mundo apenas com um só verso:
"Sabedoria, amor e paz. Isso rima com o Universo."
Texto publicado no Jornal Folha da Região em 20/01/2009.