CLASSIFICAÇÕES EM CONCURSOS LITERÁRIOS

PREMIAÇÕES LITERÁRIAS

2007 - 1ª colocada no Concurso de poesia "Osmair Zanardi", promovido pela Academia Araçatubense de Letras;

2010 - Menção Honrosa no Concurso Nacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2012 - 2ª classificada no Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2014 – Menção honrosa Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2015 – Menção honrosa no V Concurso Nacional de Contos cidade de Lins;

2015 - PRIMEIRA CLASSIFICADA no 26º Concurso Nacional de Contos Paulo Leminski, Toledo-PR;

2016 – 2ª classificada no Concurso Nacional de contos Cidade de Araçatuba.

2016 - Classificada no X CLIPP - concurso literário de Presidente Prudente Ruth Campos, categoria poesia.

2016 - 3ª classificada na AFEMIL- Concurso Nacional de crônicas da Academia Feminina Mineira de Letras.

2012 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura

2017 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura

2017 - 13ª classifica no TOP 35 na 4ª semana de abril de microconto Escambau.

2017 - Classificada no 7º Concurso de microconto de humor de Piracicaba.


terça-feira, 17 de março de 2009

{E} TAPAS



Coluna "Mulheres" Jornal Folha da Região - 17/03/2009


A) Naquela época o que não podia era uma filha sujar o nome do pai. Por causa disso, a educação era rígida e presa a filha ficava. Mas o amor que paira no ar conseguiu fazer dois corações se encontrarem. Embaixo de um pé de café a menina-moça transformou-se em mulher. Aquele amor dele durou até ali, o filho dos dois, aquela mulher, sozinha, teve que parir. A herança do pai já não era mais sua, porque filha embuchada, só ganha do pai a porta da rua. A mãe daquela mulher não viria seu neto porque a ela só cabia calar. Abrisse a boca tapas ganhava.
E) Então coronel quis filha casada com o filho de um seu igual. O namoro era em casa. Tinham a permissão de ficarem na sala segurando as mãos. Coronel sente sono e, naquela noite, da filha, o pai já não era mais o dono. Não demorou e a barriga apontou e o pai de seu neto, no meio da rua, o coronel eliminou. A filha ficou na gestação prisioneira. Pariu o seu filho, mas não o conheceu. O pai disse à filha que o bastardo morreu. E tapas, na clausura, a vida deu àquela mulher. Ela, sem marido, definhou-se porque sabia que a criança que crescia com a empregada era o seu filho que não tinha morrido.
I) A mulher estava casada com quem nunca quis, fora educada sob a lei de que ter segurança é melhor do que ser feliz. Naqueles contatos de nojo e tortura aquela mulher jurou pôr um fim. Decidida a fugir das garras do cão arrumou sua trouxa, mas teve que ficar porque sua menstruação, durante nove meses, resolveu deixá-la. Tinha um teto pra abrigar a criança e estaria segura na hora do parto. Estava enganada. O cão embriagado, entre tapas e pontapés, matou aquele feto deixando-a inválida.
O) A menina cresceu como a mãe gostaria de ter sido. Deixou-a solta pra viver, ser feliz. Não tinha aventura que não havia experimentado e entre tantas gandaias, bebedeiras e afins ela não sabe quem é o pai do bebê. Ela nasceu, é uma menina, mas com a avó a mãe a deixou. Não tinha saco pra viver amamentando e o choro da criança incomodava a mocinha. Saiu feito louca e não deu mais notícias. Aquela mãe ganhou uma neta e a filha perdeu. Pra onde ela foi ninguém sabe, ninguém viu. Sabe-se que virou mulher da vida, ofício sem nenhum compromisso.
U) A avó, a neta e o avô. Hoje, a etapa é outra e liberdade não tem limites e tapas é a vida quem dá, em casa não pode, coitadinha da criança, tão inocente... Assisti a tudo o que pode, ouve, fala e pratica. Ah, menininha sarada de saia curta e peitos à vista. Não provoque, libertinagem não é cosanguínea. Mas não teve como, ela, a menininha, o provocou e num dia, sem a avó, o avô a estuprou.

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