CLASSIFICAÇÕES EM CONCURSOS LITERÁRIOS

PREMIAÇÕES LITERÁRIAS

2007 - 1ª colocada no Concurso de poesia "Osmair Zanardi", promovido pela Academia Araçatubense de Letras;

2010 - Menção Honrosa no Concurso Nacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2012 - 2ª classificada no Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2014 – Menção honrosa Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2015 – Menção honrosa no V Concurso Nacional de Contos cidade de Lins;

2015 - PRIMEIRA CLASSIFICADA no 26º Concurso Nacional de Contos Paulo Leminski, Toledo-PR;

2016 – 2ª classificada no Concurso Nacional de contos Cidade de Araçatuba.

2016 - Classificada no X CLIPP - concurso literário de Presidente Prudente Ruth Campos, categoria poesia.

2016 - 3ª classificada na AFEMIL- Concurso Nacional de crônicas da Academia Feminina Mineira de Letras.

2012 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura

2017 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura

2017 - 13ª classifica no TOP 35 na 4ª semana de abril de microconto Escambau.

2017 - Classificada no 7º Concurso de microconto de humor de Piracicaba.


sexta-feira, 13 de março de 2009

TRIBUFU EM CARRO NOVO

Coluna "Mulheres" - Jornal Folha da Região - 13/03/2009

Quanto custa o velho dentro de um novo? Quanto um novo pode ser desvalorizado com um tribufu dentro dele? Sabe do que eu estou falando? Não é o objeto que enfeita o dono, embora muitos o use para essa finalidade. Quando vir uma mulher feia com uma bolsa combinando com os óculos da moda, imagine: ou comprou na 25 ou ainda está devendo as mercadorias. Carregar no ombro uma bolsa de marca que lhe custa os olhos da cara e, dentro dela um monte de prestações atrasadas é duro, heim?
Se bem que os óculos enganam um pouco e, disfarce em certos casos, apesar de não ser de graça, termina por ser uma benção.
Esta historia é outra. Entrou na concessionária para compra o mais luxuoso. Não hesitou, apontou o dedo cheio de anéis de ouro e brilhante, era aquele carro que ela levaria. O velho, não o carro, o marido, sorriu com um ar de alívio quase que querendo dizer ao vendedor: “Estou livre”. Quantos carros ela pedisse, tantos mais ele lhe daria. Isso tudo porque aquela mulher, outrora esposa, era o verdadeiro tribufu. Aquela do tipo “tá com dó, leva pra casa”. O princípio daquele marido era outro. “Tá com o saco cheio disso, bota no carro novo e pronto!”
O automóvel estava com as quatro rodas novinhas, cheirando a seringueira no meio da floresta; ela também tinha quatro, mas eram pneus que já vinha carregando no corpo há mais de 30 anos. No carro, um limpador de para-brisa, zerinho; os dela, puro pés-de-galinha. Os estofados do veículo todo de couro legítimo; ela, pura pelancas. Lá, faróis de milha; nela, mamõezinhos-machos, daqueles bem chupados mesmo.
Que pecado! Os homens, durante meses, desenharam, estudaram, projetaram e desenvolveram aquela máquina possante; Deus estava com dor em algum lugar e desenhou aquele tribufu.
Esticou o braço cheio de pulseiras com as mais variadas espécies de pedrarias, abriu aquela mão cheia de manchas senis, pegou a chave, sorriu com os lábios cujo batom não delineia mais e disse:
_ Vamos amor!
Ele atendeu carinhosamente ao pedido dela, abriu a porta para que ela entrasse e acomodou-se no banco do passageiro. Sim, era ela quem dirigia o próprio carro digo, a máquina.
Saiu cantando os pneus, mas afogou a máquina na primeira troca de marcha. Virou a chave como se estivesse virando o pescoço de um inimigo e acelerou novamente até que conseguiu sair do pátio da revendedora. Dominava o volante como se estivesse montada em touro.
Em casa, ele disse:
_ Benzinho, fique aqui. Vou sair, comprar uma jóia que enfeite ainda mais a sua vida. Volto logo.
Ela sorriu; ele, saiu com o carrinho simples dele. Passou no ponto habitual, a donzela entrou no veículo e, dali, seguiram para o motel.
Então, mulher, no lugar da bolsa cara, pague o botox. Na compra do carro novo, prefira a cirurgia plástica. Faça-se bela sempre e jogue fora o feio e o velho, não o marido. Quem enfeita os acessórios é você e não o contrário.
Mulher, pense melhor os seus investimentos; donzela, pense melhor os seus valores.
Ah, a jóia? Eu o mandaria enfiar em qualquer lugar, menos no meu texto.
imagem: desabafodascalcinhas.blogspot.com.

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