CLASSIFICAÇÕES EM CONCURSOS LITERÁRIOS

PREMIAÇÕES LITERÁRIAS

2007 - 1ª colocada no Concurso de poesia "Osmair Zanardi", promovido pela Academia Araçatubense de Letras;

2010 - Menção Honrosa no Concurso Nacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2012 - 2ª classificada no Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2014 – Menção honrosa Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2015 – Menção honrosa no V Concurso Nacional de Contos cidade de Lins;

2015 - PRIMEIRA CLASSIFICADA no 26º Concurso Nacional de Contos Paulo Leminski, Toledo-PR;

2016 – 2ª classificada no Concurso Nacional de contos Cidade de Araçatuba.

2016 - Classificada no X CLIPP - concurso literário de Presidente Prudente Ruth Campos, categoria poesia.

2016 - 3ª classificada na AFEMIL- Concurso Nacional de crônicas da Academia Feminina Mineira de Letras.

2012 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura

2017 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura

2017 - 13ª classifica no TOP 35 na 4ª semana de abril de microconto Escambau.

2017 - Classificada no 7º Concurso de microconto de humor de Piracicaba.


quarta-feira, 11 de março de 2009

UM ESTORVO

Coluna "Mulheres" - Jornal Folha da Região 11/03/2009


Aquela mulher dominava o ambiente em que vivia. Fazia tudo por ela mesma e por todos que a rodeava. Era uma super mulher, mãe e esposa. Nada a abatia.
O café da manhã era preparado na hora certa, o almoço estava posto na hora prevista, o jantar nunca atrasou; as roupas, lavadas e passadas nunca foram reclamadas por quem as procurava. A casa tinha um cheiro agradável e tudo estava em seu devido lugar, inclusive um livro de capa azul que ela mantinha sobre a mesa central da sala de estar. Bagunça não havia naquele ambiente.
Um dia, o sono dela demorou a ir embora e o café não saiu na hora prevista. Ela não se levantou. Alguém perguntou:
_ Cadê o nosso café?
Um não respondeu ao outro e, na correria, cada um preparou o seu e seguiu o seu destino. Quando chegaram para o almoço tudo permanecia como antes e a rotina seguia normalmente. Ela tinha uma cópia da chave da casa. Um dia, ela saiu e não retornou.
Demorou voltar àquele lar, porém às escondidas, quando não havia ninguém em casa, entrou pela porta dos fundos. Encontrou louças na pia com restos de comidas de há dias por ali, roupas e sapatos esparramados por toda a sala deixavam nítida a ausência daquela mulher.
Rapidamente, arrumou tudo e passou uma vassoura na casa quando, erguendo o tapete, viu muita sujeira acumulada debaixo dele. Com uma pá, catou todo o lixo, amarrou-o e o colocou na rua. Passou os olhos sobre o ambiente e vendo tudo em ordem saiu satisfeita pela mesma porta em que entrou. Suas visitas às escondidas passaram a virar rotina.
Certo dia, naquele novo lugar em que ela morava, o sono dela demorou a ir embora e não pôde ir fazer a faxina aos seus. Passaram-se dois, três dias sem ir àquela sua antiga casa. Quando melhorou, resolveu que deveria voltar para lá e pedir-lhes perdão por tê-los abandonado.
Voltou, mas quis entrar pela porta da frente. Bateu a campainha e ninguém veio atendê-la. Cansada de esperar, decidiu fazer uso da chave que possuía e entrar pela porta do fundo, qual não foi a sua surpresa quando viu a fechadura trocada.
Decidida, arrombou a porta da frente e, adentrando aquela casa ficou surpresa ao vê-la organizada. As louças em seus devidos lugares, os quartos arrumados e os sapatos nas sapateiras.
Os móveis da sala tinham mudado de lugar, mas o seu livro de capa azul não estava sobre a mesa central. Caminhou por aquele ambiente que lhe era estranho e viu o seu livro jogado no lixo. Pegou e guardou-o certificando-se de que, naquela casa, o tempo todo ela era um estorvo aos seus, impedindo que eles próprios fizessem o que lhes cabia.

imagem: meninasg.blogspot.com

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