CLASSIFICAÇÕES EM CONCURSOS LITERÁRIOS

PREMIAÇÕES LITERÁRIAS

2007 - 1ª colocada no Concurso de poesia "Osmair Zanardi", promovido pela Academia Araçatubense de Letras;

2010 - Menção Honrosa no Concurso Nacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2012 - 2ª classificada no Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2014 – Menção honrosa Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2015 – Menção honrosa no V Concurso Nacional de Contos cidade de Lins;

2015 - PRIMEIRA CLASSIFICADA no 26º Concurso Nacional de Contos Paulo Leminski, Toledo-PR;

2015 - Recebeu voto de aplausos pela Câmara Municipal de Araçatuba;

2016 – 2ª classificada no Concurso Nacional de contos Cidade de Araçatuba;

2016 - Classificada no X CLIPP - concurso literário de Presidente Prudente Ruth Campos, categoria poesia.

2016 - 3ª classificada na AFEMIL- Concurso Nacional de crônicas da Academia Feminina Mineira de Letras;

2012 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura

2017 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura

2017 - 13ª classificada no TOP 35, na 4ª semana de abril de microconto Escambau;

2017 - Classificada no 7º Concurso de microconto de humor de Piracicaba.

2017 - 24ª classificada no TOP 35, na 2ª semana de outubro de microconto Escambau;

2017 - 15ª classificada no TOP 35, na 3ª semana de outubro de microconto Escambau;

2017 - 1ª classificada no concurso de Poesia "Osmair Zanardi", promovido pela Academia Araçatubense de Letras;

2017 - 11ª classificada no TOP 35, na 4ª semana de outubro de microconto Escambau;

segunda-feira, 14 de março de 2011

NESTA INCERTEZA...


imagem: estou frito.terra.com.br




NESTA INCERTEZA...


José Geraldo Martinez



Ah! Como eu queria ter a certeza
que amanhã houvesse um outro dia!
E, ainda antes que o sol nascesse,
eu partisse ao teu encontro...
Porém é longa esta noite de agonia,
que o relógio arrasta o demorado ponto.


Nesta incerteza vivo desta longa espera...
Como se horas representassem anos de expectativa!
E esta dúvida de um feliz reencontro
aumenta o medo, que não me acorde a vida.


É preciso dizer que te amo,
caso tempo eu tenha amanhã...
No ontem eu já disse, está vencido, pronto!
Repetir quisera em meu louco afã...


Nada de anormal nesta angústia minha!
Quem não teme perder um grande amor e
querer vivê-lo por horas inteirinhas?
Como se eterna é a vida ou na ilusão que for!

Esta dúvida revela um segredo:
O incerto é amigo do medo e
o fim é de todo pavor...

Porém, são antídotos que aumentam
e sem querer alimentam...
Ainda mais o amor!


Se tivéssemos a certeza que teríamos tempo
para nos arrepender e da possibilidade de um recomeço num
outro dia, os beijos ficariam para depois, os carinhos, os pedidos de perdão,
a palavra mágica: Eu te amo!
Porém, quem nos garante um outro dia?

---------------------------------------------------------------------
OS PONTEIROS

RITA LAVOYER

O ponteiro que eu trago
Do dia que se foi,
Não marca o passo do crepúsculo
Registrado em cada ruga
Da canseira do meu relógio que
Por acaso, parou no ponto do ocaso.

Não é incerta essa fadiga de espera
Que presume uma fé depois
E puxa das horas, o tempo
Fazendo de um ponteiro, dois.

Dirá o seu amor assim que a canseira esgotar-se
E do fastio, que o tempo fuja e marche.
Encontrará em algum momento, eu.
E a órbita de nossa hora marcará o seu apogeu.


Sua angústia tão normal também é minha.
Nessa duração que parada não desata.
Dá vontade de, no tempo, enfiar as mãos
E rasgar de uma só vez a escuridão.

Ter mais claro o dia que sonhamos vir,
Para os dois ponteiros de horas tão perdidas,
Baterem juntos no relógio desta vida.

No sentido horário seremos horas e minutos,
Acertando o tempo na exatidão do agora
Sobre um o outro, seremos o conduto,
Para o nascimento de uma nova aurora.

-----------------------------------------------------------

AMANHÃ

Hamilton Brito

Amanhã haverá outro dia.
O sol voltará a nascer.
Mas fazer parte ainda da folia
Ah! Isso só Deus pode saber.

Eu não quero viver deste jeito
Na espera que voltes para mim
Te encontro, mato minhas dores,
tiro a apreensão do meu peito.

Dizer que te amo é perda de tempo.
São palavras que vão com o vento
com atos que eu quero te amar.

Pelas rugas que trago na face
Deixadas pelo tempo que foi embora
é que eu digo o que digo agora:
Hoje eu sei que tu és o meu amor
Perdoa-me pelos erros cometidos
recuperemos os momentos perdidos
Vamos juntos, tornar a viver.

Mas se és feliz, continua o teu caminho
ficará vago aqui um cantinho
que com amor, preparei para ti
E com este sentimento marcante
aproveito e digo neste instante:
Se um dia o amanhã não vier
e para nós, o sol não nascer
façamos para Deus um só caminho
vamos para Ele, e bem juntinhos,
Para todo o sempre, nosso amor reviver
-------------------------------------------------------


3 comentários:

Dora Regina disse...

Como é bom ler esses poemas e traduzi-los em nós mesmos.
Desejo a você uma noite de paz.
Abraços!

Jorge Sader Filho disse...

O Sol sempre se levanta!
Queiram ou não queiram os deuses do Olimpo, vai continuar assim até o final dos tempos!

Abraço, Rita.

Patrícia Bracale disse...

A certeza que o melhor Tempo é
o Amar.