CLASSIFICAÇÕES EM CONCURSOS LITERÁRIOS

PREMIAÇÕES LITERÁRIAS

2007 - 1ª colocada no Concurso de poesia "Osmair Zanardi", promovido pela Academia Araçatubense de Letras;

2010 - Menção Honrosa no Concurso Nacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2012 - 2ª classificada no Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2014 – Menção honrosa Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2015 – Menção honrosa no V Concurso Nacional de Contos cidade de Lins;

2015 - PRIMEIRA CLASSIFICADA no 26º Concurso Nacional de Contos Paulo Leminski, Toledo-PR;

2016 – 2ª classificada no Concurso Nacional de contos Cidade de Araçatuba.

2016 - Classificada no X CLIPP - concurso literário de Presidente Prudente Ruth Campos, categoria poesia.

2016 - 3ª classificada na AFEMIL- Concurso Nacional de crônicas da Academia Feminina Mineira de Letras.

2012 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura

2017 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura

2017 - 13ª classifica no TOP 35 na 4ª semana de abril de microconto Escambau.

2017 - Classificada no 7º Concurso de microconto de humor de Piracicaba.


quinta-feira, 14 de abril de 2011

[E] TAPAS

Imagem da internet

(E) tapas. A) Naquela época o que não podia era uma filha sujar o nome do pai. Por causa disso, a educação era rígida e presa a filha ficava. Mas o amor que paira no ar conseguiu fazer dois corações se encontrarem. Embaixo de um pé de café a menina-moça transformou-se em mulher. Aquele amor dele durou até ali, o filho dos dois, aquela mulher, sozinha, teve que parir. A herança do pai já não era mais sua, porque filha embuchada só ganha do pai a porta da rua. A mãe daquela não veria seu neto porque a ela só cabia calar. Abrisse a boca tapas ganhava.

B) Então coronel quis filha casada com o filho de um seu igual. O namoro era em casa. Tinham a permissão de ficarem na sala segurando as mãos. Coronel sente sono e, naquela noite, da filha, o pai já não era mais o dono. Não demorou e a barriga apontou e o pai de seu neto, no meio da rua, o coronel eliminou. A filha ficou na gestação prisioneira. Pariu o seu filho, mas não o conheceu. O pai disse a ela que o bastardo morreu. E tapas, na clausura, a vida lhe deu. Aquela mulher sem marido definhou-se porque sabia que a criança que crescia com a empregada era o seu filho que não tinha morrido.

C) Estava casada com quem nunca quis, fora educada que ter segurança é melhor do que ser feliz. Naqueles contatos de nojo e tortura aquela mulher jurou pôr um fim. Decidida a fugir das garras do cão arrumou sua trouxa, mas teve que ficar porque sua menstruação, durante nove meses, resolveu deixá-la. Tinha um teto pra abrigar a criança e estaria segura na hora do parto. Estava enganada. O cão embriagado, entre tapas e pontapés, matou aquele feto deixando a mulher inválida.

D) A menina cresceu como a mãe gostaria de ter sido. Deixou-a solta para viver, ser feliz. Não tinha aventura que não havia experimentado e entre tantas gandaias, bebedeiras e afins ela não sabe quem é o pai do bebê. Ela nasceu, é uma menina, mas com a avó a mãe a deixou. Não tinha saco para viver amamentando e o choro da criança incomodava a mocinha. Saiu feito louca e não deu mais notícias. Aquela mãe ganhou uma neta e a filha perdeu. Para onde ela foi ninguém sabe, ninguém viu. Sabe-se que virou prostituta, profissão que adotou para vencer a luta.


E) A avó, a neta e o avô. Hoje, a etapa é outra , liberdade não tem limites e tapas é a vida quem dá, em casa não pode, coitadinha da criança, tão inocente... Assisti a tudo o que pode, ouve, fala e pratica. Ah, menininha sarada de saia curta e peitinhos a vista. Não provoque, libertinagem não é consanguínea. Mas não teve como, ela o provocou e num dia, sem a avó, o avô a estuprou.

Rita Lavoyer é membro da Cia dos blogueiros

7 comentários:

jhamiltonbrito.blogspot.com disse...

Se na vida não se vive em etapas,a vida dará tapas. De um jeito ou de outro o chicote sempre come no lombo....como diria o Toranaga-sama: Karma neh?

Jorge Sader Filho disse...

Para de ler Nelson Rodrigues, Rita! Na verdade, todos estes fatos acontecem hoje, com frequência muito maior do que imaginamos. Melhor parar por aqui.

Beijos,
Jorge

Beatriz Nascimento disse...

Oi Rita, td bem?
Também escolhi o seu blog para a lista "Stylish Blogger Award", postei faz uns dias mas só hj tive tempo de passar avisando... Gosto mto do seu blog e foi com imensa satisfação que o escolhi^^.

Espero q tenha um ótimo fds.

Bjoxxx

Marcelo Pirajá Sguassábia disse...

Que louca ciranda amoral e, infelizmente, verdadeira. É a vida, quase sempre injusta, ensinando a duras penas. Belo texto, Rita.

Cidadão Araçatuba disse...

Pobre criança!
Essa ciranda acontece em todos os lugares, a diferença é que na periferia o muro é baixo!
Acabaram-se os valores, tudo deve ser consumido de forma rápida, pois a cada necessidade satisfeita, nova se faz necessária.
Concorda que a todo tempo sonhos e pensamentos são vilipendiados?
Abraço!

Daniela Marchi disse...

Professora, sempre me impressiono com seus escritos! Maravilhoso o texto. P.S.: Quando eu crescer, quero ser igual a você. Beijos, Dani.

Rita Lavoyer disse...

Concordo, caro Cidadão Araçatuba. A todos os meus visitantes e comentaristas o meu muito obrigada.
Rita Lavoyer