CLASSIFICAÇÕES EM CONCURSOS LITERÁRIOS

PREMIAÇÕES LITERÁRIAS

2007 - 1ª colocada no Concurso de poesia "Osmair Zanardi", promovido pela Academia Araçatubense de Letras;

2010 - Menção Honrosa no Concurso Nacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2012 - 2ª classificada no Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2014 – Menção honrosa Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2015 – Menção honrosa no V Concurso Nacional de Contos cidade de Lins;

2015 - PRIMEIRA CLASSIFICADA no 26º Concurso Nacional de Contos Paulo Leminski, Toledo-PR;

2016 – 2ª classificada no Concurso Nacional de contos Cidade de Araçatuba.

2016 - Classificada no X CLIPP - concurso literário de Presidente Prudente Ruth Campos, categoria poesia.

2016 - 3ª classificada na AFEMIL- Concurso Nacional de crônicas da Academia Feminina Mineira de Letras.

2012 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura

2017 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura

2017 - 13ª classifica no TOP 35 na 4ª semana de abril de microconto Escambau.

2017 - Classificada no 7º Concurso de microconto de humor de Piracicaba.


domingo, 8 de maio de 2011

O HOMEM QUE MATOU A AMÉLIA





José não gostava nadinha, nadinha do nome de quem ele não pediu para amar. Aconteceu! Ela poderia fazer tudo, inclusive amá-lo também. Não lhe cobraria nada.




Não dava! Decididamente ela não era para ele. Quer dizer: era, mas o nome dela não. Queria uma que lhe proporcionasse sensações significantes.




Nem esforço fez, não demorou a achar a ideal às suas expectativas.




_ Patrícia, vamos amor! Não podemos chegar atrasados. Na última festa fomos pouco fotografados por causa da sua indecisão sobre qual roupa e sapatos usar. Se continuarmos assim não nos convidarão mais para encontros sociais. Sem fotografias não há destaque, sem destaque não há convites. Sem os convites, adeus vida social!




_ Mas Zé, não posso sair de qualquer jeito. Sem brilho não tiram as fotos.




E os filmes foram sendo revelados até que chegou a digital com a vantagem de deletarem as que não querem guardar em seus arquivos, muito menos revelá-las.




Precisou pôr anúncio no jornal, mas já não tinha o ‘amigão’ lá dentro da empresa que lhe arranjasse um espacinho ou desconto. Juntou o pouco que tinha e pagou o anúncio.




Ela chegou com o recorte do jornal nas mãos, informando que vinha para cuidar do doente da casa. O Zé mesmo a atendeu, arrastando-se.




_ Amélia! É você?! Não mudou nada, continua uma moça...




_ Não sabia que o José da Silva era o senhor, afinal há tantos ... Vim para a entrevista. É o senhor que precisa de uma enfermeira?




_ Ah, mas nem preciso entrevistá-la, eu a conheço há anos! Estou precisando de alguém que me faça os curativos, mas não posso pagar muito! Minhas pernas resolveram me deixar antes do tempo, entende?




_ Bem, se precisa de qualquer um para lhe fazer os curativos não precisava colocar o anúncio no jornal. Vim porque li “Enfermeira profissional”. O meu serviço é de qualidade, cumpro com os meus horários e respeito quem precisa do meu trabalho. Apesar da minha agenda cheia, concilio muito bem meus horários.




_ Amélia, como você mudou! Se profissionalizou, apesar de continuar uma moça... Tenho muita necessidade que venha no período da manhã. Não dou conta de me levantar à noite e eu preciso da assepsia pela manhã



O cheiro das feridas tomava conta daquele pequeno cômodo, incomodando-a.




_ Pois é, o meu documento de identidade continua com o mesmo nome de quando eu o tirei. Pela manhã eu não posso, faço academia, massoterapia, dança e línguas. Trabalho somente no período da tarde. À noite fico com minha família.




O tempo e a rotação mudaram e o Zé morreu com a perna fedendo por não conseguir negociar o valor do trabalho proposto pela Amélia e por outras profissionais que apareceram para a entrevista.






Rita Lavoyer é professora, escritora e membro da Cia dos blogueiros de Araçatuba.

5 comentários:

poetanicinhagalegaromantica disse...

Acabaram-se as Amélias, estes dias eu cantava para minha neta "amélia que era mulher de verdade achava bonito não ter o que comer"... Minha neta ouviu e falou:
- vó isto não pode ser, como uma pessoa pode achar bonito não ter o que comer? acho que voce inventou.
- é minha querida é apenas uma musica, mas baseada na vida real.ela pediu para ouvir a música inteira. ela tem apenas sete anos.

Ventura Picasso disse...

A vingança da Amélia - ele não sabia - e ela não perdeu nada!

Jorge Sader Filho disse...

Este deve ser o Zé Mané, tão conhecido na boca deste povo como um tremendo idiota! Bem descrito, Rita.

Beijos,
Jorge

Marcelo Sguassábia disse...

Amélia sacudiu a poeira e deu a volta por cima. Bem feito. Lembrando a letra da música de Ataulfo Alves e Mário Lago: quem mandou fazer tanta exigência??? Abraços e parabéns, Rita.

Larissa disse...

Viva as Amélias!