CLASSIFICAÇÕES EM CONCURSOS LITERÁRIOS

PREMIAÇÕES LITERÁRIAS

2007 - 1ª colocada no Concurso de poesia "Osmair Zanardi", promovido pela Academia Araçatubense de Letras;

2010 - Menção Honrosa no Concurso Nacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2012 - 2ª classificada no Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2014 – Menção honrosa Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2015 – Menção honrosa no V Concurso Nacional de Contos cidade de Lins;

2015 - PRIMEIRA CLASSIFICADA no 26º Concurso Nacional de Contos Paulo Leminski, Toledo-PR;

2016 – 2ª classificada no Concurso Nacional de contos Cidade de Araçatuba.

2016 - Classificada no X CLIPP - concurso literário de Presidente Prudente Ruth Campos, categoria poesia.

2016 - 3ª classificada na AFEMIL- Concurso Nacional de crônicas da Academia Feminina Mineira de Letras.

2012 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura

2017 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura

2017 - 13ª classifica no TOP 35 na 4ª semana de abril de microconto Escambau.

2017 - Classificada no 7º Concurso de microconto de humor de Piracicaba.


quinta-feira, 4 de agosto de 2011

A HISTÓRIA DO GRANDE HOMEM

Imgem da internet- lagrimasdaalma.blogger.com.br




A história que eu vou contar,
faz calar na garganta as palavras.
Busco no coração
palavras cheias de amor
para falar de um Homem
que nasceu para viver nesta Terra.
Um italiano, velho de guerra,
fugiu puxando pelo braço
a mulher que trazia no seu ventre
aquele que é o meu Avô.
Eu conto esta história
do jeito que ele contou:

Oh, Terra mãe!
Que faz brotar verde esperança,
alimenta qualquer criança
que à luz ainda não veio.
Se faz inteira, inteira esteio.
É fogo, é água, é ar.
É para o homem o seio.

E ele veio! E ele veio!
Na primavera de flores,
mulher-terra dava à luz
nos bastidores do céu.
Carro de boi tocou,
Foi doutor na enxada
e muito verde ele salvou.
Foi lavrador.
Do que plantou colheu.
Colheu frutos do amor.

E nesta Terra
de gente de toda a vida,
muitas foram paridas
entre os verdes que de suas
mãos brotaram.
Foi lavrador.
Do que plantou colheu
e os seus frutos o amaram.

De seu canto, em qualquer canto,
ele é o menestrel.
Soube receber da Terra
todo seu leite e mel.

Quando me chamava eu ia sempre,
chamando-me ainda vou.
Se faço canção pra ele
Regozijo-me com a voz do meu Avô.
No meu medo de criança
Ele acendia a luz
E a luz do brilho dele
No meu mundo eu sempre pus.


Os seus dentes que não tinha
iluminava o meu sorriso,
a alegria que me deu
ainda é tudo o que preciso.
Os cabelos de brilhante
caindo-lhe sobre a testa
são as jóias de um Homem
que aparou tantas arestas.


Hoje a Terra abraça feliz,
dentro do seu ventre,
O meu querido Avô.
Um velho Homem
que só levou o que colheu:
Tudo o que a Terra precisa
para lhe matar a fome.
Ela brotou uma criança
e recebeu um grande Homem.

Você, meu grande Avô,
que nos foi tão grande pai,
aos meus irmãos e a mim,
os versos que escrevo
são apenas um agrado.
Pois bem sabemos nós
que a sua história não tem fim.


Um beijo DINHO!

O NOME DELE É VITÓRIO.


Rita Lavoyer é membro da Cia dos blogueiros

7 comentários:

Célia disse...

Que lindo o seu poema "dedicação de amor a um avô"... que foi Pai e pai, que foi Deus e deus em sua Família! MAravilha quem contemplou e contempla vivências assim! Parabéns! Abraço da Célia.

HAMILTON BRITO... disse...

Não que meu avô não mereça uma poesia assim; até acho que os avós são todos iguais, só mudam de nome e endereço. Mas é com minha avó a minha história,uma linda história. Nem que eu passe por cem encarnações, esquece-la-ei. Não quero ser injusto com minha mãe mas minha avó me amou mais. Onde ela estiver, minha mãe concorda com o que agora digo e se estiverem juntas por lá, por certo estarão se abraçando.Ah! minha avó paterna.

Marianice disse...

Ah! Os avós, como nos deixam saudades!
Não os acho iguais, cada um tem sua peculiaridade,o meu avô paterno era um alemão sério, mas contava piadas alemãs muito engraçadas, nos fazendo rir. minha avó paterna era uma italiana, bonita, era muito brava com os netos, nas horas necessárias, nos colocava de castigo, mais havia a hora do aconhego,do carinho era uma vóvozona

Meu avô materno eu não o conheci, mas a minha avó materna era uma bahiana arretada, também muito carinhosa com os netos. Eu hoje sou avó, procuro cumprir minha missão, sem estragar os meus neto.

Jorge Sader Filho disse...

E para Vitório, cantando você fez esta homenagem.

Assim entendi, Rita!

Carinho,
Jorge

Ventura Picasso disse...

Lembranças:
Há uma história de cumplicidade entre mim e meu avô. Ele foi pai de treze filhos, imagina a quantidade de netos. Entre todos, eu sempre me senti o mais querido e respeitado. Todas as minhas artes e erros eram relevadas. Fui criado, na primeira infância, à sua volta. Com três ou quatro anos de idade, ao ir todos os dias à sua casa, na lancheira eu levava uma pedaço de pão fresco e um punhado de azeitonas pretas. Em troca, em espanhol, me oferecia um poema e um conselho; O poema:“Dios me livre e me defenda del Ventura de la tienda” (mais ou menos isso o mais repetido). O conselho: “Se quiseres acreditar em Dios tudo bem, mas não acredite no cura (padre, pastor etc)”. Essas lembranças retornam a 1943 como se fosse hoje.
Obrigado Rita.

Rita Lavoyer disse...

Queridos, obrigada pela participação nesta postagem.
Quando criança, eu tinha medo de dormir sozinha. O meu avô- o chamávamos Dinho - Senhor Vitório, me fazia companhia. Claro, que como vocês, eu também era a sua preferida.

" é muito magra..." e assim iam as preocupações dele comigo.

Quem teve um avô materno como eu tive, para poder morar na casa dele, não conviver com o pai era um favor.

Ele comemorava o aniversário no dia 23/12. O nosso Natal começava justamente nesta data.

É uma ser humano que jamais partirá do meu coração e da minha vida.
Deus é muito bom comigo. Pena muitas crianças não terem a mesma sorte que nós tivemos.

Que bom dividirmos lembranças.

Artes e escritas disse...

Belo canto, parabéns à toda família! Gostei do seu blog, grata pela visita. Um abraço, Yayá.