Quando a aurora intervier na vida da minha criança,
Colocar-me-ei de pé perante a minha adulta birra
Baixando-lhe a conduta desviante,
Salvando esta vida que mirra.
Quando o mirrado dia escuro
Quiser a minha criança transviar,
Que venha a minha adulta vida,
E de conduta em pé,
Tornar alvo o escuro
E compor-me em fé.
Quando a minha composição adulta
Qualquer dia escurecer a aurora,
Deixai fugir a minha criança
Com a sua fé mundo afora.
Quando o mundo aforado
Avaliar os pés da minha criança,
Esteja a aurora adulta para transpor a fé
Que transvia condutas, por birra,
Estragando do amanhã o dia.
Quando a minha criança
Compuser-se adulta, que tenha ela fé
Nas vias de suas auroras.
Que na bira do mundo de fora
não errem a mira os seus pés.
AUTORIA - RITA LAVOYER
imagens
http://no-infinito-particular.blogspot.com/2011_02_01_archive.html
http://amordemaeincondicional.blogspot.com/2010/07/pes-planos-e-observacao.html
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6 comentários:
Muito consciente, querida Rita.
A criança que trazemos não pode fugir jamais, seria a morte.
Beijos,
Jorge
Quando criança eu era eterno
meu mundo era todos os mundos
não havia limites entre o céu e a terra
todos comiam na minha mão
porque eu sei que naquele tempo
eu morava em cada coração.
...Quando criança, pegavam em minha mão e me conduziam, muitas vezes para onde meus pés não queriam ir...
...Hoje, conduzo-me e tenho saudades dos caminhos fugidios por onde passei para traquinar em minha infância. Era castigada, mas era muito bom! Hoje, minhas traquinagens adultas... também me castigam e, não me trazem nenhum bem. Abraço da Célia.
Oi Rita,
O lado mãe
mostrando as garras
delicantemente!
Lindíssimo...Tanto a poesia quanto a imagem!
Grande abraço!
Que lindeza é essa, hein Rita Buarque?
Wanilda Borghi
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