CLASSIFICAÇÕES EM CONCURSOS LITERÁRIOS

PREMIAÇÕES LITERÁRIAS

2007 - 1ª colocada no Concurso de poesia "Osmair Zanardi", promovido pela Academia Araçatubense de Letras;

2010 - Menção Honrosa no Concurso Nacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2012 - 2ª classificada no Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2014 – Menção honrosa Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2015 – Menção honrosa no V Concurso Nacional de Contos cidade de Lins;

2015 - PRIMEIRA CLASSIFICADA no 26º Concurso Nacional de Contos Paulo Leminski, Toledo-PR;

2015 - Recebeu voto de aplausos pela Câmara Municipal de Araçatuba;

2016 – 2ª classificada no Concurso Nacional de contos Cidade de Araçatuba;

2016 - Classificada no X CLIPP - concurso literário de Presidente Prudente Ruth Campos, categoria poesia.

2016 - 3ª classificada na AFEMIL- Concurso Nacional de crônicas da Academia Feminina Mineira de Letras;

2012 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura

2017 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura

2017 - 13ª classificada no TOP 35, na 4ª semana de abril de microconto Escambau;

2017 - Classificada no 7º Concurso de microconto de humor de Piracicaba.

2017 - 24ª classificada no TOP 35, na 2ª semana de outubro de microconto Escambau;

2017 - 15ª classificada no TOP 35, na 3ª semana de outubro de microconto Escambau;

2017 - 1ª classificada no concurso de Poesia "Osmair Zanardi", promovido pela Academia Araçatubense de Letras;

2017 - 11ª classificada no TOP 35, na 4ª semana de outubro de microconto Escambau;

domingo, 4 de março de 2012

DIA DA MULHER







“Pode-se julgar o grau de civilização de um povo segundo a situação social que nela usufrui a mulher.” Sarmiento. Argentina, 1872.



Dia 08 de março comemora-se o “Dia Internacional da Mulher”.

Dia 30 de abril, “Dia Nacional da Mulher”.

Sabemos que datas comemorativas, muitas vezes, são em homenagens aos que sofreram pagando com a própria vida. Mas não há mulheres, homens e crianças pagando com a própria vida todos os dias sem sequer saberem as causas de seus martírios? Homenagear o ser humano todos os dias não seria o mais correto? Será isso possível? Na falta de respostas vamos direto a alguns fatos.

Algumas ainda dizem:

_ Hoje não! Estou com dor de cabeça!

Os homens da idade da pedra, para conseguirem dominar as mulheres, que muitas vezes os rejeitavam, faziam uso de pedras ou qualquer objeto que lhes servissem de porrete. Acertavam a cabeça das vítimas até que elas desmaiassem e assim as possuíam. Primeira lei do homem: a força.

Quando uma ou outra sobrevivente recobrava-se do ataque urrava “hu!hu!hu!”

Como ainda não tinha conhecimento das palavras, o primata achava que aquela sua semelhante havia gostado da coisa e acertar a cabeça das presas dando lhes pancadas passou a ser rotina, e assim aconteciam os acasalamentos. Que pena a rotina ainda se repetir em alguns cantos tão próximos de nós.

Hoje, o correto é fazer uso de expressões que se enquadrem ao contexto nacional.

“Hoje não! Estou com dengue” ou “os ministros da Dilma não transmitem confiança" ou "os estádios não apresentam condições para os jogos da Copa do Mundo no Brasil"  Há tantos problemas, escolher um atualizado para você não se acasalar não será difícil.

Essas datas comemorativas precisam se aproximar mais de nós. Além dos dias “Internacional, Nacional da Mulher”, o correto é o

“Dia Municipal da Mulher”,

proponho até o dia : 02 de Fevereiro, véspera de São Brás, por acaso o aniversário de alguém que eu conheço,  para que todos lembrem-se de que uma mulher nunca deverá ficar engasgada com suas vontades, e também aproveitar para tirar folga de tudo. Será o dia em que a população masculina trabalhará mais. Quer ver?

Nesta data a mulher vai dizer, dependendo da situação em que se encontra a cidade onde mora, se for araçatubense, por exemplo, dirá:

_ Hoje não! Estou com dor nos buracos.

Ai, ai, ai! Que barbaridade de metáfora!

Se isso pega, meu amigo, marido de verdade vai sair de pau nas mãos para acertar a cabeça daqueles que não tomam providencias para solucionar os problemas a que se propuseram resolver. Parece que já estou ouvindo vizinhos chiarem.

Está vendo o poder das mulheres? Lisístrata, de Aristófanes, pensava assim também. Achava que a mulher tinha o poder de acabar com a guerra. (O que proponho não é nenhuma guerra, por favor) É só colocá-lo em prática e mandar os homens trabalharem. Mexa com o brio deles para ver se as coisas não começam a funcionar. Está certo que uns e outros se voltarão contra essa ideia, afinal de contas cada um vê o buraco de acordo com o seu anglo, e algumas mulheres continuarão levando na cabeça por causa de homens mal resolvidos.

Vão me dizer que incito a violência?!

Verdade, isso não é nada civilizado. Mas que um dia Municipal da Mulher vai cair muito bem, ô como vai!

Infelizmente ainda há mulheres que continuam sendo objetos dos sagazes, pisoteadas em suas intimidades tendo os seus ideais castrados a olhos nus. Elas acabam, depois do holocausto, sendo artigos de pesquisas e números de estatísticas.

Que bom seria se fossemos mais civilizados e que datas especiais não precisassem ser criadas para chamar a atenção ou para homenagear pessoas que perderam suas vidas em situações desumanas, em especial crianças e mulheres. Mas... segundo a situação social da qual fazemos parte, as datas-homenagem ainda se fazem necessárias.

Não queria “uma data especial para mulheres”. Quero os meus dias a todo instante e a todas as mulheres na mesma proporção.

Parabéns por todos os instantes do seu dia, MULHER, HOMEM que se faz respeitar e a todas as CRIANÇAS que tornam os momentos de mulheres e homens muito mais significativos.

Parabéns aos dias de ontem, de hoje e de amanhã que pertencem à mulher, porque neles “há o nós”, sem os quais não haveria razão alguma para o amanhecer e nada a comemorar e, obrigada Senhor pela força que nos dá, a todo instante, para vencermos as pedras dos nossos caminhos, edificando assim o nosso espírito para que, com ele fortalecido não fiquemos indiferentes diante de tantas injustiças cometidas contra todos nós, todos os dias.

oBS. Esse texto foi publicado aqui em abril de 2009.
Fiz apenas dois acrescimos -Dilma e estádios da copa.


Rita Lavoyer





9 comentários:

Célia Rangel disse...

Olá, Rita! Lamentável mesmo ainda sermos avaliadas pela genitália, pelas dores de cabeça, pelos assédios masculinos (ou homo...), pelas flores, perfumes e bombons recebidos em datas especiais. Dar e receber deveriam ser verbos - ações diárias entre todos os humanos sem preconceito ou tédio algum. Celebrar o quê... se minha metade máscula diz que minha fêmea ainda batalha por um lugar ao sol, à sombra, na rede, na praia, e até, por que não... na cama?
Beijo, mulher Rita!
Célia.

Rita Lavoyer disse...

Célia, o seu comentário está bem mais evoluído que o texto em si.
Compartilhando, aprendemos.
Obrigada, Mulher Célia!

Grande abraço

Rita

Daniela Marchi disse...

Brilhante texto. Mulheres como Rita Lavoyer enobrecem nosso gênero!

Rita Lavoyer disse...

Dani, obrigada querida, pelo comentário.
Mas me eleger em tão alto grau me obriga e evoluir. Cadê o meu porrete?

KKKKKK

Beijão Dani. No João também!

Cidadão Araçatuba disse...

A metáfora realmente caiu mau.
Piorou quando o marido "meterá o pau" kkk.
Não homens (não todos!) não somos bichos do mato Rita.
Alguns de nós já aprenderam tomar banho, escovar os dentes, dar bom dia e balançar o rabo... Ôpa!
Mas de chave em chave, quem sabe a cidade não melhore? Afinal São Pedro e camarada!
As mulheres são dignas de srem homenageadas todos os dias, pode acreditar!
Abração!

Helcio disse...

Rita,
Será que ainda existe o porrete para o homem? Achei que o rolo de amassar massa já tinha resolvido o problema da mulher. Existem ainda os primitivos assim como existe a tiririca no gramado. Mas estou contigo e não abro. Mulher é para ser festejada todos os dias, mesmo quando estão com dor de cabeça.
Helcio

jhamiltonbrito.blogspot.com disse...

Quando ha amor sobrando, não existem dores de cabeça. Começou com esta conversa de dor de cabeça, pode procurar...machista? eu? Pragmático, diria.

Jorge Sader Filho disse...

Este texto poderia estar escrito em 1900, Rita!
Não só para as mulheres, mas homens também. Levam paulada todos os dias, no trânsito, no trabalho.
A lei do mais forte é "não tem moleza".

Beijo,
Jorge

Rita Lavoyer disse...

Ler os comentários das postagens tem sido uma delícia pra mim. Acreditem: Eu amo vocês!

Paulo, ri muito do seu comentário. Que lembrança?!
"Não somos bicho do mato, Rita" kkkkkkkkk
Perdoe, mas eu estou rindo muito.

"Alguns de nós já aprenderam tomar banho, escovar os dentes, dar bom dia e balançar o rabo... Ôpa! ""

Paulo, você tem que registrar isso!
Você é o "cara" bicho! KKKKKKKKK

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Hélcio, o porreto que o homem do texto usa chama-se braço, humilhação, abandono de esposa e filhos. Não só as mulheres, mas a humanidade toda merece ser festejada. Parabéns Hélcio, pela esposa que você tem!
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José Hamilton, mulheres tem mais dores de cabeça porque elas têm cabeça. Pragmática, eu? Mas há praga que existem de verdade. Você sabe o que é ter dor de cabeça? kkkkkk
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Oh, Jorge! Perdão! Mas eu não tinha nascido ainda em 1900. Mas as letras nos possibilitam isso: Levar a história até lá.

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Grande abraço em todos, eu adorei isso!!!!!!!