CLASSIFICAÇÕES EM CONCURSOS LITERÁRIOS

PREMIAÇÕES LITERÁRIAS

2007 - 1ª colocada no Concurso de poesia "Osmair Zanardi", promovido pela Academia Araçatubense de Letras;

2010 - Menção Honrosa no Concurso Nacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2012 - 2ª classificada no Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2014 – Menção honrosa Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2015 – Menção honrosa no V Concurso Nacional de Contos cidade de Lins;

2015 - PRIMEIRA CLASSIFICADA no 26º Concurso Nacional de Contos Paulo Leminski, Toledo-PR;

2016 – 2ª classificada no Concurso Nacional de contos Cidade de Araçatuba.

2016 - Classificada no X CLIPP - concurso literário de Presidente Prudente Ruth Campos, categoria poesia.

2016 - 3ª classificada na AFEMIL- Concurso Nacional de crônicas da Academia Feminina Mineira de Letras.

2012 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura

2017 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura

2017 - 13ª classifica no TOP 35 na 4ª semana de abril de microconto Escambau.

2017 - Classificada no 7º Concurso de microconto de humor de Piracicaba.


domingo, 3 de junho de 2012

ATRÁS DA CASA

Idônea ou não, eu faço a minha política, independente de bandeira, de partido, de lei que regulamente qualquer coisa. Faço o que acho e devo, para quem eu acho que merece.


Daí eu faço política, então!

Também nunca acreditei que a monarquia tenha acabado, como a escravidão também não teve fim e não terá, porque para sermos escravos independe da nossa cor, mas da nossa condição de pensante, aliás, o meu próprio pensamento me faz escrava quando dele não me aproprio, mas dou a ele o poder de exercer o comando sobre mim, inclusive o de coronelismo.

Não acredito num estado democrático porque ele nunca existiu soberano, pois há mais feudo em mim, em nós enquanto algozes de nossa própria vassalagem do que liberdade, inclusive das nossas ações e vozes e a ditadura perdura dando assistência a este atual sistema que me faz ver nos canais, todos, o que os políticos estão encenando, ensaiaram para isso!

As nossas vais são os objetivos deles.

Não assino a revista Veja, como também pouco me importa o que ela apresenta, face o tamanho do lixo que eu acho que ronda aquelas matérias pagas, produzidas para vender o seu papel interesseiro e partidário disfarçado.


Não sou a favor do Lula, nem do FHC, como também já desejei que o Serra morresse queimado na fogueira da inquisição, esta tão viva diante de nós, tamanha as barbaridades que eu assistia em seu governo e continuo assistindo em outros, e vou assistir em outros e outros até que eu não possa assistir a mais nada. Pensei melhor e seria um crime mortal desperdiçar gravetos com aquilo, sem contar que a fumaça poderia ser contagiosa.

Não compartilho com paternalismo assistencialismo porque eu sei que há mais interesse em manter a barriga do pobre cheia e a sua boca fechada do que salvar a própria civilização do caos no qual ela se encontra.

Não acredito que eu possa acreditar em mais alguém na política, ainda que sendo bom e honesto antes de entrar e depois assumir uma cadeira no poder , porque eu sei que ele terá que se corromper para que a sua pasta exerça as funções necessárias para o bom andamento e lustro do seu perfil enquanto homem escolhido pela maioria.


Não acredito que programa de excelência que todos os governos já desenvolveram dentro deste país tenha sucesso plenamente enquanto a mão esquerda dá, a direita ajuda a acariciar a cabecinha de quem recebe, sem cobrar a sua parte na questão dar e retribuir. Logo, penso que somente ganham os benefícios: vales, quites, bolsa de tudo quanto é coisa porque não vão chiar, mas vão votar!

Não acredito que eu possa vir a acreditar na política do nosso Brasil, que anda totalmente sem sistema, mas nevoada de mistura de todas as linhas de sistemas, que nem um consegue dar conta de se firmar no que realmente é, porque já não é nada há muito tempo. Pra que tanto partido político?!

Não acredito que novos partidos políticos que estão surgindo tragam em seu bojo pessoas com ciência política suficiente para desbancar o que já está plantado, enraizado até ao centro de Hades, recorro-me à mitologia por dó do diabo.

Não acredito que alguém virá bater na porta da minha casa e me perguntar se eu acho isso ou aquilo, sem que eu arrebente a porta do mundo com o meu grito, pelo que vejo de errado e  afeta a mim e a você todos os dias.

Não acredito mais, por isso ando a passos de tartaruga dentro dos meus limites, pois entendi, dentro da minha descrença, que o meu pingo não fará a diferença para a politicalha, mas servirá de exemplo a mim mesma.

Aprendi que a minha fé está na descrença crescente do que nos apresentam os atos e os fatos todos os dias desta carruagem politiqueira impregnada de chupins, a quem nós, muitas vezes, apertamos as mãos por conveniência, já que educação desfocaria o roteiro.

Não acredito que eu não continue pagando pra ver, porque dessas apresentações públicas de fraudulismo, eu pago pra ver e poder meter a boca depois, como sempre.

Aprendi que eu posso caminhar sozinha, errar sozinha quando eu tento acertar, porque aí eu não tenho que dar satisfações para o sistema que vigia os honestos e fecha os olhos para os ladrões.



Aprendi que enquanto eu ladro de um lado, porque é isso mesmo que esses políticos querem, eles estão arrombando os cofres de outro lado. Isso que estamos vendo, assistindo e ouvindo a todo o vapor, não passa de simples cena para desviar os nossos olhares para o que de pior eles estão aprontando. Isso é tudo jogo de cena.
Nós estamos pagando para ver esse filme, como tantos outros que já foram apresentados, simplesmente para que não nos atentemos ao que se passa, nesse momento, nos bastidores da ilicitude politicalhada brasileira. O podre não está diante do que nos apresentam agora. Isso é só fichinha.

Jogaram a cena planejada na nossa sala de estar, para desviarem a nossa visão ao que estão aprontando atrás da casa, ou melhor, no subterrâneo, onde esbulham, atrás da casa.

Engraçado como são sábios e confiantes que a porta da frente nós abriremos para eles. Eles entraram e nós estamos prestando atenção, do jeitinho que eles querem.
Vamos olhar atrás da casa?

O que estão espoliando agora, será mais uma CPMI amanhã, igualzinho...

Rita Lavoyer



7 comentários:

Maria Tereza disse...

Realmente, eu tenho me perguntado: pra que tanto partido político?

No fundo, a gente já tem esta resposta. Será que o "poder" tem sempre que ser podre?

Maquiavel será eternamente atualizado "na história deste país"? (Lula Molusco e sua máxima).

Célia Rangel disse...

Rita! Ótima reflexão! Politicamente correta! Infelizmente, pois gostaria que você estivesse errada e o cenário fosse outro. Em mais de seis décadas de existência revejo sempre o mesmo teatro, os mesmos textos... mudam os atores, os figurantes... "as moscas, mas a merd... é sempre a mesma! Emporcalharam nosso país, iludiram os desavisados e creia IMPERAM! Resta-me a esperança da minha não obrigatoriedade do voto - está perto... pois é outra escravidão que como todas as demais não serve para nada! Tenho desligado tudo e a mim também e entrego-me a minhas leituras prediletas. Um certo "autismo" conveniente para cuidar da minha hipertensão!
Bj. Célia.

Marcelo Pirajá Sguassábia disse...

Avalizo todos os seus "NÃOS" e pego emprestado um para usar agora: É por isso que eu NÃO suporto política! Podem me chamar de alienado, mas não tenho estômago para essa nojeira. Ótimo texto, Rita.

Helcio Almeida disse...

O nosso cansaço de cidadania é epidêmico. Você, eu e mais alguns milhões de brasileiros, assistem impotentes a essa curra da decência, a essa grotesca desfaçatez encenada sob o simbolo da republica. Se os ciclos da história são inevitáveis, depois de tanta lama virá com certeza o caos. E aí, surge o salvador, como Mussolini, Hitler, Staline tantos outros. Que Deus seja piedoso e nos livre dessa maldição.
Helcio

Zilda Santiago disse...

Parabéns pela maravilha de texto!!!Bjss

Jorge Sader Filho disse...

Uma forte opinião, Rita!
Há muito já percebi sua inclinação política decente e austera.
Não é motivo para confortar saber que não é só aqui que existe abuso.
Mas na grande parte do mundo, as irregularidades políticas são muito mais punidas do que as cometidas aqui.
Excelente postagem.

Abraço,
Jorge

jose claudio disse...

Oi, rita! Assino abaixo de cada linh aqe você expos aqui. Eu também não suporto mais fingir que vivemos em uma democracia onde basta dar um voto e deixar que a canalhada cuide do resto. Acredito, sim que só o povo, com seus instrumentos de unidade e mobilização seja capaz de mudar algo. Como comprar, glamour e ver televisão é muito mais importante...

Já que cobrimos com pano grosso a indecência, vamos sorrir, vale a pena( já dizia um velho amigo).

Grande abraço. paz e bem.