CLASSIFICAÇÕES EM CONCURSOS LITERÁRIOS

PREMIAÇÕES LITERÁRIAS

2007 - 1ª colocada no Concurso de poesia "Osmair Zanardi", promovido pela Academia Araçatubense de Letras;

2010 - Menção Honrosa no Concurso Nacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2012 - 2ª classificada no Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2014 – Menção honrosa Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2015 – Menção honrosa no V Concurso Nacional de Contos cidade de Lins;

2015 - PRIMEIRA CLASSIFICADA no 26º Concurso Nacional de Contos Paulo Leminski, Toledo-PR;

2015 - Recebeu voto de aplausos pela Câmara Municipal de Araçatuba;

2016 – 2ª classificada no Concurso Nacional de contos Cidade de Araçatuba;

2016 - Classificada no X CLIPP - concurso literário de Presidente Prudente Ruth Campos, categoria poesia.

2016 - 3ª classificada na AFEMIL- Concurso Nacional de crônicas da Academia Feminina Mineira de Letras;

2012 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura

2017 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura

2017 - 13ª classificada no TOP 35, na 4ª semana de abril de microconto Escambau;

2017 - Classificada no 7º Concurso de microconto de humor de Piracicaba.

2017 - 24ª classificada no TOP 35, na 2ª semana de outubro de microconto Escambau;

2017 - 15ª classificada no TOP 35, na 3ª semana de outubro de microconto Escambau;

2017 - 1ª classificada no concurso de Poesia "Osmair Zanardi", promovido pela Academia Araçatubense de Letras;

2017 - 11ª classificada no TOP 35, na 4ª semana de outubro de microconto Escambau;

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

ParaNorman - o Filme



Ir ao cinema com filhos em pleno domingo à tarde, aproveitando o final de um feriado prolongado, é pra lá de bom.

Melhor do que isso: ótimo

_ Mãe, preciso muito assistir ao filme ParaNorman!

Nem questionei as razões da criança. Aceitei o convite de pronto. Aliás, não recuso convites ultimamente.

Um filme pra arrebentar!

ParaNorman assina embaixo do que eu já disse sobre o roubo das energias de elementos sobre outros, ou sobre outro, no fenômeno bullying.

O filme conta a história de Norman – o anormal- Anormal? O que é ser normal? Por acaso ignorar a realidade dos fatos torna um saber melhor do que o outro, do meu sobre o seu?

Norman é o louco – termo mais fácil para qualificar quem conversa com os vivos que desencarnaram. Hum... Aqui o ‘X’ da questão.

_ Esse menino é louco. Vive falando com os mortos! – falava o pai.

_ Ele é o meu pai. Ele não pode ter medo de mim! – Norman reclamava à sua mãe.

_ Filho, ele não tem mede de você. Ele tem medo por você! – a mãe lhe explicava.

Qual lugar melhor para encontrar os vulneráveis e em grande quantidade senão a escola? Por que tanta violência dentro das escolas?

ParaNorman trata bem sutilmente a questão do bullying, quem o pratica e sob quais influências.

Para eu trazer o nome do personagem sacaneado, humilhado, xingado, zoado pelo valentão terei que assistir ao filme novamente, por isso eu não escrevo o nome do gordinho, rolha de poço, pesadão, nariz de alergia que se torna amigo de Norman, outro excluído por sua ‘anormalidade’ – o louco que conversa com mortos.

_ Você não liga que te xingam, que façam maldades com você... (entre outras falas) – Norman pergunta ao colega, no que ele responde:

_ Eu não! Eles usam de violência. A violência é o meio de sobrevivência dos burros. Eu não sou burro!

Caramba! Eu delirava com cada passagem filosófica que o personagem transmitia ao colega paranormal Norman.

Voltando à inquisição. Qual criança não gosta de histórias de bruxa? Peças de teatro na escola que não tenham bruxas não têm graça!

E começou por aí.

A maldição da bruxa estava solta na cidade. Uma menina foi morta, lá naquele passado da inquisição, por ser paranormal. Boa, inocente, foi arrancada do lado da mãe, julgada, condenada, enforcada e enterrada numa cova rasa, daquelas improvisadas para receber os corpos dos que foram assassinados pela igreja, em nome... em nome ...

Alguém tinha que acalmar o espírito dela, fazê-la entender que o sentimento de vingança não a levaria ao lado da sua mãe, já morta, que ela tanto procurava para matar a saudade.

_ Eles me mataram antes que eu pudesse ver a minha mãe, eu era apenas uma criança. Cadê a minha mãe? - Ágatha perguntava ao Norman

Coube ao Norman fazer com que Ágatha, a menina assassinada, entendesse que as pessoas que vivem não são más como as que a mataram, e que as que mataram – os zumbis na história, não entendiam os poderes que ele tinha, e que aquela cidade não era mais um lugar para extravasar o ódio que ela ainda guardava. ( Isso me tocou profundamente: Inocentes passam a odiar num piscar de olhos) Os zumbis, os que a mataram, estavam precisando do perdão dela, para que pudessem descansar também.

Terminando, para atiçar a curiosidade de quem passar por aqui:

Quantos reflexos do passado sofremos hoje. Inocentes foram assassinados e ainda não conseguiram perdoar os seus assassinos. Os que assassinaram, reconhecendo suas falhas em outro plano, precisando, procuram o perdão daqueles que fizeram sofrer. E estamos nós, os vivos, atrapalhando o eixo entre esses pólos. Assim, acabamos sendo os instrumentos utilizados por quem deseja a vingança, permitindo isso, facilitando os conflitos, gerando a violência pelo medo que não conseguimos dominar.

Nortan, que conversa com a vovó dele ,já morta, é orientado por ela para não se deixar influenciar.

ParaNornam é uma realidade dura transmitida através de uma linguagem infantil muito proveitosa, alcançando o seu efeito desejado. Uma mensagem que mostra uma causa bastante preocupante sobre a violência escolar, o que eu venho dizendo sempre: a conexão entre um elemento e outro com o intuito de um roubar a energia do outro.

Esse é o meu nodo de ver, de falar e de sentir o Universo Espiritual, tão lindo e tão gostoso de estudar.

Vale a pena assistir ParaNorman.

_ Ele é gay,mãe!???????

KKKKK

Tem muito mais coisas que nossas crianças precisam aprender. Eu disse: é um filme para quebrar estereótipos

3 comentários:

Jorge Sader Filho disse...

Sua insistentente e combativa atitude de escritora contra a violência e maus tratos merecem destaque, Rita.
Uma luta decente, uma luta madura!
Siga em frente.
Com admiração,
Jorge

Marcelo Pirajá Sguassábia disse...

Oi, Rita. Muito interessante o paralelo que você faz do filme com o bulliyng. Ainda não vi o filme, mas seu texto me instigou a assisti-lo! Um beijo e parabéns por mais esta lavra.

Célia Rangel disse...

Oi, Rita! Instigante suas colocações sobre o filme em questão! Relacionamento - experiência difícil e, quanto mais insensíveis, pior ainda! Destaco: "A violência é o meio de sobrevivência dos burros"...
Bj. Célia.