CLASSIFICAÇÕES EM CONCURSOS LITERÁRIOS

PREMIAÇÕES LITERÁRIAS

2007 - 1ª colocada no Concurso de poesia "Osmair Zanardi", promovido pela Academia Araçatubense de Letras;

2010 - Menção Honrosa no Concurso Nacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2012 - 2ª classificada no Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2014 – Menção honrosa Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2015 – Menção honrosa no V Concurso Nacional de Contos cidade de Lins;

2015 - PRIMEIRA CLASSIFICADA no 26º Concurso Nacional de Contos Paulo Leminski, Toledo-PR;

2015 - Recebeu voto de aplausos pela Câmara Municipal de Araçatuba;

2016 – 2ª classificada no Concurso Nacional de contos Cidade de Araçatuba;

2016 - Classificada no X CLIPP - concurso literário de Presidente Prudente Ruth Campos, categoria poesia.

2016 - 3ª classificada na AFEMIL- Concurso Nacional de crônicas da Academia Feminina Mineira de Letras;

2012 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura

2017 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura

2017 - 13ª classificada no TOP 35, na 4ª semana de abril de microconto Escambau;

2017 - Classificada no 7º Concurso de microconto de humor de Piracicaba.

2017 - 24ª classificada no TOP 35, na 2ª semana de outubro de microconto Escambau;

2017 - 15ª classificada no TOP 35, na 3ª semana de outubro de microconto Escambau;

2017 - 1ª classificada no concurso de Poesia "Osmair Zanardi", promovido pela Academia Araçatubense de Letras;

2017 - 11ª classificada no TOP 35, na 4ª semana de outubro de microconto Escambau;

sexta-feira, 26 de julho de 2013

A HISTÓRIA DO GRANDE HOMEM -

 Para o meu avo Vito´rio Segundo Baraldi

 

A história que eu vou contar,
faz calar na garganta as palavras.
Busco no coração
           palavras cheias de amor
para poder falar de um homem
           que nasceu para viver nesta Terra.
Um italiano, velho de guerra,
           fugiu puxando pelo braço
           a mulher que trazia no seu ventre
           aquele que é "o meu avô. "
           Eu conto esta  história
           do jeito que ele contou:  
Oh, Terra mãe!
 Que faz brotar verde esperança,
alimenta qualquer criança
que à  luz ainda não veio.
Se faz inteira, inteira esteio.
           É fogo, é água, é ar.
É para o homem o seio. 
      E ele veio! E ele veio!
Na primavera  de flores,
mulher-terra dava a luz
nos bastidores do céu.
Carro de boi tocou,
Foi doutor na enxada
           e muito verde ele salvou.
           Foi lavrador.
Do que plantou colheu.
           Colheu frutos do amor. 
E nesta Terra
           de gente de toda a vida,
muitas foram  paridas
           entre os verdes  que de suas
mãos brotaram.
Foi lavrador. 
Do que plantou colheu
e os seus frutos o amaram.  
De seu canto, em qualquer canto,
           ele é o menestrel.
Soube receber da Terra
           todo seu leite e mel. 
           Quando me chamava eu ia sempre
Se o ouço  ainda vou
Se faço canção pra ele
Regozijo-me com a voz do meu avô.
No meu medo de criança
Ele acendia a luz
E a luz do brilho dele
No meu mundo eu sempre pus.
Os seus dentes que não tinha
Iluminavam o meu sorriso,
a alegria que me deu
ainda é tudo que preciso.
Os cabelos de brilhante
Caindo-lhe sobre a testa
São as joias de um homem
Que  aparou tantas arestas.
            Hoje a Terra abraça feliz,
           dentro do seu ventre,
O meu querido avô.
Um velho homem
que só levou o que colheu:
               Tudo o que a Terra precisa
              para lhe matar a fome.
                 Ela brotou uma criança
e recebeu um grande homem.
Você, meu grande avô,
Que nos foi tão grande pai,
           Aos meus irmãos e a mim,
          Estes versos que escrevo  
          São apenas um agrado,
Pois bem sabemos nós
Que a tua história não tem fim.
 
De sua neta - Rita de Ca´ssia Zuim Lavoyer

4 comentários:

Lúcia disse...

Que belíssima homenagem. Com certeza: a História, não tem ponto final!
Gostei do que aqui li e hei de voltar.
Um abraço!

Célia Rangel disse...

Ele ainda planta e colhe na certeza do que vê brotar em seus versos, Rita, neta amorosa!
Bj. Célia.

Marcelo Pirajá Sguassábia disse...

Onde estiver, seu avô deve estar feliz e enternecido com esta bonita homenagem. Parabéns, Rita.

Antenor Rosalino disse...

Lindíssima homenagem que retrata bem a amorosidade do seu coração criança, Rita. Aplausos!