CLASSIFICAÇÕES EM CONCURSOS LITERÁRIOS

PREMIAÇÕES LITERÁRIAS

2007 - 1ª colocada no Concurso de poesia "Osmair Zanardi", promovido pela Academia Araçatubense de Letras;

2010 - Menção Honrosa no Concurso Nacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2012 - 2ª classificada no Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2014 – Menção honrosa Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2015 – Menção honrosa no V Concurso Nacional de Contos cidade de Lins;

2015 - PRIMEIRA CLASSIFICADA no 26º Concurso Nacional de Contos Paulo Leminski, Toledo-PR;

2015 - Recebeu voto de aplausos pela Câmara Municipal de Araçatuba;

2016 – 2ª classificada no Concurso Nacional de contos Cidade de Araçatuba;

2016 - Classificada no X CLIPP - concurso literário de Presidente Prudente Ruth Campos, categoria poesia.

2016 - 3ª classificada na AFEMIL- Concurso Nacional de crônicas da Academia Feminina Mineira de Letras;

2012 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura

2017 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura

2017 - 13ª classificada no TOP 35, na 4ª semana de abril de microconto Escambau;

2017 - Classificada no 7º Concurso de microconto de humor de Piracicaba.

2017 - 24ª classificada no TOP 35, na 2ª semana de outubro de microconto Escambau;

2017 - 15ª classificada no TOP 35, na 3ª semana de outubro de microconto Escambau;

2017 - 1ª classificada no concurso de Poesia "Osmair Zanardi", promovido pela Academia Araçatubense de Letras;

2017 - 11ª classificada no TOP 35, na 4ª semana de outubro de microconto Escambau;

sábado, 17 de agosto de 2013

SEM LICENÇA POÉTICA

Eu não nasci um anjo esbelto,


Como o da Adélia.

Se sou é de pirraça!

Eu não nasci um anjo torto,

Você sabe de quem...

Eu nasci...

Aliás, eu nem nasci!

Ainda estou sendo inventada

E as trombetas não se aguentam,

Querem, com muita vontade,

Anunciar a minha chegada.

Eu não sou do Rio, nem de Santo algum.

Sou mesmo dali, de Auriflama.

Sou! Mas ainda nem nasci...

E quando eu nascer não quero ser coxa,

Nem perneta, nem braceta;

Cega, surda, muda muito menos.

Uma ova que eu vou carregar fardos.

As bandeiras? Às favas!

Quando eu nascer vou mandar a poética à merda!

Eu vou, acaso, nascer um anjo torto?

Um anjo esbelto?

Um anjo?

Eu sou algum anjo,

Para nascer anjo novamente?

Com licença, eu quero ser diaba com mais de 7 faces.

Aí sim, cumprirei a minha sina:

A de provar por que os sinos desdobraram.

Vai, Rita! Ser diaba na vida.

Neste mundo, vasto mundo, está faltando diaba

E sobrando deuses. Estão destronados.

Não há mais lógica nenhuma em dizer:

“Meu Deus, por que me abandonaste

Se sabias que eu não era Deus

Se sabias que eu era fraco”.

Uma diaba ...

Aí sim haverá lógica entre as aspas.



Autoria Rita Lavoyer



5 comentários:

Célia Rangel disse...

Vivas ao "tridente diabólico" que hoje 'baixou' na Rita revolucionando genes, regras da poética, e conduta de boas maneiras! Desmistificou "O Diabo Veste Prada"... A D O R E I!! Vamos à forra mesmo! Chega de seguirmos normas politicamente nada corretas! E, final de semana no "Quinto dos Infernos" Uhuuuu...
Bjks. Célia.

Rita Lavoyer disse...

Uhuuu, Célia! Adoro você ! Vamos nessa! Nós temos a mesma diabrura !!!

Helcio Almeida disse...

Acho que todos nós temos vontade de ser um pouco diabo e o seu texto me lembrou isso. Há um certo prazer em não ser ou então ser mas só um pouquinho. É a eterna luta do Id com o Ego. Adorei Rita.

Antenor Rosalino disse...

Hilária criatividade que mostra toda a sua espiritualidade e despojo de formalidades banais, para viver a simplicidade da vida em seu apogeu maior. Belíssimo contexto, Rita.

Marcelo Pirajá Sguassábia disse...

Rodou a baiana legal. Essa é a Rita que eu conheço e aprendi a admirar...
Um beijo grande e parabéns pelo manifesto.