CLASSIFICAÇÕES EM CONCURSOS LITERÁRIOS

PREMIAÇÕES LITERÁRIAS

2007 - 1ª colocada no Concurso de poesia "Osmair Zanardi", promovido pela Academia Araçatubense de Letras;

2010 - Menção Honrosa no Concurso Nacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2012 - 2ª classificada no Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2014 – Menção honrosa Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2015 – Menção honrosa no V Concurso Nacional de Contos cidade de Lins;

2015 - PRIMEIRA CLASSIFICADA no 26º Concurso Nacional de Contos Paulo Leminski, Toledo-PR;

2016 – 2ª classificada no Concurso Nacional de contos Cidade de Araçatuba.

2016 - Classificada no X CLIPP - concurso literário de Presidente Prudente Ruth Campos, categoria poesia.

2016 - 3ª classificada na AFEMIL- Concurso Nacional de crônicas da Academia Feminina Mineira de Letras.

2012 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura

2017 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura

2017 - 13ª classifica no TOP 35 na 4ª semana de abril de microconto Escambau.

2017 - Classificada no 7º Concurso de microconto de humor de Piracicaba.


terça-feira, 19 de novembro de 2013

CAFÉ COM TAMPA E ARISTHEU ALVES - UM AMIGO E TANTO

 
CAFÉ COM TAMPA E ARISTHEU ALVES – UM AMIGO E TANTO
               
Hoje tive a alegria de receber a visita de um grande escritor e poeta araçatubense: Aristheu Alves.
Relatar  sua elegância preencheria  páginas e páginas, mas sabendo da sua discrição e educação, ele próprio dispensaria os elogios. Comecei a nossa conversa alterando o tom de voz. Da sacada do 3º andar eu já puxava o assunto com ele lá embaixo, na calçada. Ele, com seu cavalheirismo, acenava pra mim, aqui em cima, como dizendo: -  Fique quieta, escandalosa! 
Está certo! Fiquei quieta até ele abrir a porta do elevador. Eita, figura tranquila! Até o Sansão, o cachorrinho, disparou a correr pela sala e saltou-lhe no colo, como se fossem amigos de longa data, matando a saudade.
Passada a euforia do encontro e já colocado alguns assuntos no lugar, eu o convidei para continuarmos a prosa na cozinha, enquanto eu passava um café. Preparar um café para um amigo é a coisa mais gostosa que tem. Vale dizer que na minha casa não usamos garrafa térmica. O meu marido não toma café de garrafa térmica. Ele diz que somos nós que temos que esperar pelo café e não o café por nós. Nesses 26 anos de convivência acabei aprendendo que ele tem razão, enfim... Coloquei a água no fogo e a conversa rolando...
Ai... que café cheiroso é o meu! Ah, vale lembrar também que o pó do café é especial: a Cleuza vem entregar aqui na porta. Tá pensando o quê? Café para o meu marido tem que ser o que ele escolhe. Nesses 26 anos de convivência acabei aprendendo que ele tem razão, enfim... O café ficou pronto, adocei e o papo rolando, de repente...
O bule... aqui usamos bule – meu marido não toma café de garrafa térmica – a tampa vazou bule adentro. Coisa de doido! Nunca antes a tampa tinha atravessado o buraco da boca do bule. Caiu lá dentro e ficou nadando no café! Pode?
E fomos nós dois: Aristheu e eu, tentar arrancar a tampa de dentro do bule.  Aí veio minha mãe querendo auxiliar. Sem recurso: a tampa é maior que o buraco! Como vazou? Foi a cena mais engraçada que eu já vi em cima de um bule de café. Nós dois olhando dentro do bule. Muito engraçado, mas mais engraçado foi ele soltar a dele:
 - Ah, vamos tomar café com tampa mesmo.
Já tomei café com pão, com bolacha, com bolo, café com leite; mas café com tampa, foi a primeira vez.
Café com tampa é gostoso. O Aristheu tomou quase tudo. Conversa vai, conversa vem e dá-lhe café com tampa.
Aristheu, Deus te pague pela visita. Pela alegria que me proporcionou enquanto conversávamos tomando café com tampa.
Este poema é de autoria dele: Aristheu. Consta no seu livro “Versos da Solidão”, 2012
“Deus te pague”
Deus te pague pela bondade,
Também por toda a caridade
Que fazes sem olhar a quem.
Quando se destaca a virtude
De labutar pela saúde
Dos que na vida nada têm.
Deus te pague pelo carinho
Aos que vagam neste caminho
Desesperados a padecer.
Quando a dor sufoca e maltrata,
A fraqueza domina e mata
Os que labutam pr’a viver.
Deus te pague pelas lembranças,
Pelo amparo e amor às crianças
Na solidão desta orfandade.
Quando os desenganos são tantos,
A infância toda só de prantos
E a vida, amarga realidade.
Deus te pague a todo o momento
Quando acalmas o sofrimento
Desta pobre gente sofrida.
Deus te pague por estas rosas,
Pelas orações fervorosas
E a esperança de nova vida!
Aristheu, o bule está todo amassado, escangalhado. Mas eu arranquei a tampa de dentro dele!
Delícia de história mais bem tomada! Valeu a visita, amigo!
Rita Lavoyer

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