CLASSIFICAÇÕES EM CONCURSOS LITERÁRIOS

PREMIAÇÕES LITERÁRIAS

2007 - 1ª colocada no Concurso de poesia "Osmair Zanardi", promovido pela Academia Araçatubense de Letras;

2010 - Menção Honrosa no Concurso Nacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2012 - 2ª classificada no Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2014 – Menção honrosa Concurso Internacional de Contos Cidade de Araçatuba;

2015 – Menção honrosa no V Concurso Nacional de Contos cidade de Lins;

2015 - PRIMEIRA CLASSIFICADA no 26º Concurso Nacional de Contos Paulo Leminski, Toledo-PR;

2016 – 2ª classificada no Concurso Nacional de contos Cidade de Araçatuba.

2016 - Classificada no X CLIPP - concurso literário de Presidente Prudente Ruth Campos, categoria poesia.

2016 - 3ª classificada na AFEMIL- Concurso Nacional de crônicas da Academia Feminina Mineira de Letras.

2012 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura

2017 - Recebeu o troféu Odete Costa na categoria Literatura

2017 - 13ª classifica no TOP 35 na 4ª semana de abril de microconto Escambau.

2017 - Classificada no 7º Concurso de microconto de humor de Piracicaba.


terça-feira, 14 de janeiro de 2014

GRANDE ALMA




"Só se adquire perfeita saúde vivendo na obediência às leis da Natureza. A verdadeira felicidade é impossível sem a verdadeira saúde, e a verdadeira saúde é impossível sem rigoroso controle da gula... “ - Gandhi

Mahatma, em sânscrito, significa:  “grande alma”.  Uma grande alma: Gandhi.

Exatamente no dia 13 de janeiro de 1948 Mahatma Gandhi, para protestar contra as violências  cometidas por indianos e paquistaneses, deu início a um jejum que durou duas semanas. Foi um pacificador que acreditou que uma revolução pode ser feita sem armas.

Segundo pesquisas, seres humanos sadios conseguem viver até oito semanas sem comida. Na falta de alimento, o carboidrato é o primeiro a ser queimado no organismo, depois o organismo apela para as gorduras e, na falta, ataca as proteínas – aqui o caso já fica preocupante. Tendo água, sendo forte e com boa forma física, a chance de sobrevivência de quem entra num jejum rigoroso é grande. "Para mim, nada mais purificador e fortificante que um jejum."

Quando chega o final de ano muitas pessoas empanturram-se, tentando comer e beber tudo o que não foi possível no ano vigente inteiro.  E quando o Ano muda o número, aí pensam que no dia seguinte não haverá mais alimentos no mundo e querem comer e beber como recompensa pela fome da humanidade. Depois descobrem que o número do manequim também mudou, para maior! Há criatura que entra em parafuso, quer enfiar as mãos na boca e rasgar até pôr para fora o que vinha engolindo nos últimos dias que viveu para a comida. A gula explode de todos os lados e, para muitos, não há como controlar a situação.   Começam as guerras: com a consciência, com o espelho, com o guarda-roupa, com a balança, com a grana, com a humanidade toda,- como se ela fosse a culpada pela alimentação existente no mundo -, enfim... se joga numa trincheira, vai escavar buraco numa academia e, não contente com o sacrifício, quer que todos da rede social também sofram vendo aquele conflito visual pneumático explodindo na malha coladíssima.  Oh, guerra cruel! É agir ou morrer com peso na consciência. “... Todos os demais sentidos estarão automaticamente sujeitos a controle quando a gula estiver sob controle...”
 
 

 
Cruel mesmo é ter que comer a vida toda, fazer tratamento e não engordar nenhum grama. Engravidar e perder mais quilos do que tinha. Engravidar novamente e continuar com o mesmo peso de quando tinha 17 anos. Ter que comer dois lanches de manhã, macarrão com purê de batata no almoço, X-tudo com refrigerante à tarde, jantar tudo que sobrou durante o dia e tomar um milk-shake para dormir... Estou nessa! “... Aquele que domina os próprios sentidos conquistou o mundo inteiro e tornou-se parte harmoniosa da natureza."

Ao contrário de muitos de nós que temos como lema: comer ou morrer, em seu último e maior jejum, que iniciou em 13/01/1948,  época em que a Índia vivia dias difíceis, Gandhi  adotou o lema:  “Agir ou morrer”, se necessário, para instaurar a paz, jejuaria até a morte.   Dezessete dias após esta data, em 30 de janeiro de 1948, contrariando a sua doutrina da “não violência”, um jovem hindu que não assimilou os ensinamentos do líder, o assassinou com 3 tiros à queima-roupa, em Nova Deli.  

Da boca daquela Grande Alma, que não se alimentava, saiu, naquele momento, a expressão: “He Rama” (Ó Deus!). A humanidade perdera para a violência, há 66 anos, um dos maiores homens do século 20: Mahatma Gandhi.

O bem não está só no que entra pela boca de qualquer um; mas, muito, no que sai da boca de um grande homem.

"A força de um homem e de um povo está na não-violência. Experimentem.” Mahatma Gandhi. 

– Uma afirmação que instiga quem tem fome de Paz!

Autoria Rita Lavoyer






5 comentários:

Helcio Almeida disse...

Verdade Rita. Gandhi venceu o Império Britânico pela vontade e pela paciência em assimilar insultos.Queria uma India independente e seu amor pelo país foi tão forte que derrotou todas as forças que fazem do homem um fraco.

Antenor Rosalino disse...

A ferrenha perseverança do grande líder em suas nobres causas, fez com que o mesmo sacrificasse a própria família. Foi mesmo uma grande alma, Rita. Um dos mais maiores exemplos a ser seguido por toda a humanidade.

Rita Lavoyer disse...

Obrigada, Hélcio e Rosalino pela leitura e comentários.

Marcelo Pirajá Sguassábia disse...

Uma denúncia e uma lição de vida. Alinhavando ambas, o talento e o estilo inconfundíveis da Rita, que felizmente não nos impõe jejum de letras. Um beijo pra você.

Rita Lavoyer disse...

Oi, Marcelo! Obrigada por ler meu desjejum "letrário"!